RISCOS CONTRA O INDEPENDIENTE DEL VALLE ERAM CONHECIDOS: SÓ NÃO VIU QUEM NÃO QUIS
Olá, amigas e amigos que acompanham o Portal Fla 10, a quem eu peço desculpas pela longa inatividade do “Na Pena do Urubu”.
A impressão deixada pela vitória rubro-negra no jogo de ida das quartas de final da Copa Libertadores da América contra o Independiente del Valle deixou a falsa impressão de que a classificação rubro-negra às semifinais seria fácil, dadas as diversas fragilidades apresentadas naquela partida.
Afinal, o campeão equatoriano não havia “utilizado” corretamente seu 12º jogador, a altitude de 2.850 metros de Quito, e se perdeu completamente na partida após a saída por contusão do seu principal artilheiro, o paraguaio Charli González, de 33 anos, vice-artilheiro da competição (7 gols) e artilheiro da equipe na temporada (17 gols). O time preparado para atuar com bolas longas pelas pontas e cruzamentos na área para o seu camisa 9 simplesmente não se encontrou.
Entretanto, é bom lembrar a situação do time equatoriano no ano de 2026: antes do cotejo contra o Flamengo, era de um título nacional por antecipação com diferença de 23 pontos para o segundo colocado, o Aucas, e o segundo maior aproveitamento contando todos os jogos do certame continental (79% contra 83% do Mengo). Pesava contra si a fragilidade defensiva, com 9 gols sofridos no torneio.
O jogo de ida deixou a falsa impressão em parte da torcida e até mesmo da mídia, principalmente a tradicional, que é paga para dar ao público uma análise de maior qualidade, de que o jogo de volta seria uma “carne assada”.
Não foi o que vimos no jogo de ontem no Maracanã: o IDV veio mais adaptado a jogar pelo chão, pois o “9” da vez era Djorkaeff Reasco, filho do ex-lateral de São Paulo e LDU Néicer Reasco, mais baixo e mais veloz que o centroavante titular. A volta do argentino Perelló, que já havia aprontado contra o Fla em 2025 pelo Central Córdoba, à ponta-direita e a melhor atuação em relação ao primeiro jogo de Emerson Pata no lado oposto, colocaram o Flamengo em muita dificuldade, sem falar na atuação mais firme do miolo de zaga formado pelos argentinos Rafael Schunke e Mateo Carabajal. O gol, apesar dos erros individuais e coletivos da defesa rubro-negra, não era coisa imprevisível ou surpreendente.
Do lado rubro-negro, havia um desempenho coletivo geral muito abaixo do usual, com um Paquetá pouco inspirado, apesar do belo passe para Bruno Henrique perder um gol feito. Aliás, como o Flamengo não precisava tanto das jogadas em velocidade, ficou difícil compreender por que Pedro não foi escolhido para iniciar a partida.
No fim das contas, a torcida compensou a expulsão de Jorginho empurrando a equipe para o gol de empate que garantiu a classificação. Não fosse a conclusão de De Arrascaeta, a jogada lembraria o gol histórico de Ubirajara Alcântara há 56 anos. Mas isso eu conto na seção “Flamengo na História”.
Aí está a Libertadores mais uma vez mostrando que não tolera desatenção e compromisso com o erro.
Um abraço e saudações Rubro-Negras!
Sobre Carlão Azevedo
Âncora do canal do Carlão Azevedo", Carlão é profissional de telecomunicações e flamenguista inveterado, não necessariamente nessa ordem.
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