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18 de outubro, 202618:30

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O Orfeu Rubro-Negro: o Flamengo perdeu Eurídice nos momentos finais

O Orfeu Rubro-Negro: o Flamengo perdeu Eurídice nos momentos finais

Por Arte Fla1008/10/2026 106 visualizações

Pedro é Orfeu; a vitória, Eurídice. Na releitura de Orfeu e Eurídice, de George Frederic Watts, o camisa 9 rubro-negro tenta amparar aquilo que já não consegue recuperar. Como na tragédia grega, a perda se torna ainda mais dolorosa porque o desfecho parecia poder ser diferente. Na Vila Belmiro, o Flamengo abriu 2 a 0, mas viu o Santos buscar o empate por 2 a 2 e transformar uma vitória encaminhada em frustração.

Na mitologia grega, Orfeu desce ao mundo dos mortos para tentar recuperar Eurídice, seu grande amor. Mesmo depois de conquistar a chance de trazê-la de volta, ele acaba perdendo-a novamente. É nesse instante de impotência e dor que George Frederic Watts encontra a inspiração para sua obra — e é nessa mesma sensação que o Flamengo parece se reconhecer após o empate com o Santos.
Nesta releitura rubro-negra, Pedro assume o lugar de Orfeu. O camisa 9, símbolo da esperança de gols e da força ofensiva do Flamengo, aparece diante de Eurídice, que representa uma vitória praticamente ao alcance do time. Mas ela está sem vida em seus braços, como o resultado que parecia encaminhado e escapou durante a partida.
O Flamengo construiu uma vantagem de dois gols, com Danilo e Lucas Paquetá, e parecia ter o jogo sob controle. No entanto, o Santos reagiu no segundo tempo, Neymar marcou duas vezes em cobranças de pênalti e o placar terminou em 2 a 2. A expulsão de Jorginho tornou a reação rubro-negra ainda mais difícil e mudou o equilíbrio da partida.
A imagem de Pedro diante da figura caída de Eurídice traduz o sentimento de uma noite em que não bastava ter chegado perto: era preciso proteger o que havia sido conquistado. A vantagem existiu, a vitória pareceu possível, mas o Flamengo não conseguiu conduzir a partida até o fim sem permitir que o adversário voltasse.
Como Orfeu, o Rubro-Negro termina diante de uma perda que dói justamente porque poderia ter sido evitada. Não se trata apenas de dois pontos deixados pelo caminho, mas da sensação de ver escapar uma vitória construída com esforço — e de perceber, tarde demais, que o jogo ainda exigia atenção, controle e coragem.
Ontem, Eurídice representou a vitória que estava nas mãos do Flamengo, porém ele não conseguiu trazer de volta.
Na Galeria de Arte Rubro-Negra arte, cultura e futebol se misturam. A proposta é justamente essa: registrar diferentes maneiras de representar o Flamengo para além da fotografia convencional. Aqui, o Rubro-Negro aparece como personagem de uma aventura épica ou um personagem histórico imortalizado em uma tela, a identidade que faz milhões de torcedores se reconhecerem em cada imagem.
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