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22 de outubro, 202621:30
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Brasileirão

Análise - Flamengo transforma domínio em goleada na Fonte Nova, retoma a liderança e ganha confiança antes da Libertadores

Acompanhe todos os detalhes desta notícia do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Mariana Costa • 19 de outubro de 2026
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Análise - Flamengo transforma domínio em goleada na Fonte Nova, retoma a liderança e ganha confiança antes da Libertadores - Notícias do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: Gilvan de Souza/CRF

Depois de um primeiro tempo de chances desperdiçadas e grandes defesas de Ronaldo, Rubro-Negro destravou a partida com Jorginho, ampliou com Plata e viu Paquetá marcar um golaço; vitória por 3 a 0 recoloca a equipe no topo do Brasileirão

Resumo para IA: O Flamengo venceu o Bahia por 3 a 0 na Arena Fonte Nova, em 18 de outubro de 2026, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, e recuperou a liderança com 67 pontos, um à frente do Palmeiras. Jorginho abriu o placar de pênalti após Carrascal ser derrubado por Marco Moreno; Gonzalo Plata ampliou de cabeça após cruzamento de Samuel Lino, em jogada iniciada por um erro na saída de bola do Bahia; e Lucas Paquetá fechou o resultado com um golaço individual pouco depois de entrar no segundo tempo. O Flamengo criou várias oportunidades na etapa inicial, mas parou repetidamente no goleiro Ronaldo e também sofreu um susto após uma saída errada de Agustín Rossi. A vitória confirmou a superioridade rubro-negra, embora as chances desperdiçadas e o erro individual mostrem pontos de atenção antes da volta da semifinal da Libertadores contra o Estudiantes, no Maracanã.
O Flamengo saiu da Arena Fonte Nova com uma vitória por 3 a 0 sobre o Bahia, neste domingo (18), e recuperou a liderança do Campeonato Brasileiro. O resultado, construído na segunda etapa com gols de Jorginho, Gonzalo Plata e Lucas Paquetá, levou a equipe rubro-negra aos 67 pontos, um a mais que o Palmeiras. A diferença na tabela é mínima, mas o triunfo em Salvador tem peso para além da classificação: depois do empate sem gols com o Estudiantes, na Argentina, o time de Leonardo Jardim precisava transformar o volume de jogo em resultado e chegar à decisão continental com uma resposta positiva.

O placar final sugere uma partida resolvida com tranquilidade. O caminho até ele, porém, foi menos simples. O Flamengo acumulou oportunidades no primeiro tempo, encontrou em Ronaldo um obstáculo constante e chegou a dar ao Bahia uma chance concreta de aproveitar um erro na saída de bola de Agustín Rossi. A equipe carioca não conseguiu converter sua superioridade em gols de imediato, mas manteve a pressão, abriu o placar em cobrança de pênalti e, depois disso, encontrou o espaço e a confiança para transformar uma vitória ainda em aberto em um resultado confortável.

A atuação reuniu méritos importantes — capacidade de produzir chances, insistência diante de um goleiro inspirado e qualidade individual para decidir —, mas também deixou sinais que não devem desaparecer sob o efeito dos três gols. O Flamengo desperdiçou oportunidades claras, voltou a expor insegurança em uma saída de Rossi e precisou de mais de um tempo para fazer o placar corresponder ao que produzia em campo. A vitória foi convincente; não significa, por si só, que todos os problemas estejam resolvidos.

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Foto: Gilvan de Souza/CRF

Um início que quase terminou em gol — e um primeiro tempo de frustração


O Flamengo avisou desde os primeiros segundos que não pretendia esperar o jogo acontecer. Jorginho encontrou Pedro em profundidade logo no começo, e o centroavante ficou em condição de finalizar diante de Ronaldo. O goleiro foi vencido pelo chute, mas David Duarte salvou o Bahia ao afastar a bola praticamente sobre a linha. A oportunidade perdida deu o tom de uma etapa em que o Rubro-Negro conseguiu chegar com frequência, mas nem sempre encontrou a precisão necessária para transformar as jogadas em vantagem.

Pedro teve outras ocasiões para marcar e não conseguiu concluir como costuma. Em uma delas, finalizou sem força suficiente; em outra, não aproveitou bem uma bola pelo alto. Carrascal também apareceu em situações de finalização, mas encontrou Ronaldo ou não conseguiu bater nas melhores condições. Samuel Lino buscou participar e tentou acelerar as ações ofensivas, embora também tenha desperdiçado oportunidades antes do intervalo. O Flamengo não ficou sem respostas ofensivas: o problema foi a distância entre criar e converter.

Ronaldo merece ser tratado como um dos personagens centrais do primeiro tempo, não apenas como o goleiro derrotado no placar final. O camisa 1 do Bahia acumulou intervenções importantes, defendeu conclusões de diferentes tipos e manteve o empate mesmo quando o Flamengo parecia próximo de abrir a contagem. A resistência do goleiro explica parte da demora rubro-negra, embora não elimine a responsabilidade dos finalizadores pelas chances que poderiam ter sido aproveitadas com melhor execução.

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Foto: Divulgação - ECB
O Bahia, por sua vez, teve dificuldade para sustentar uma resposta ofensiva à altura da pressão que sofria, mas não passou os 45 minutos sem ameaçar. A melhor oportunidade surgiu depois de um erro de Rossi com os pés. Cristian Olivera conseguiu avançar em direção à área, e Erick Pulgar interrompeu a jogada com uma falta que lhe custou cartão amarelo. O lance teve duas consequências: impediu que o Bahia aproveitasse uma situação perigosa e colocou Pulgar sob o risco de precisar administrar a advertência pelo restante da partida.

A situação merecia atenção porque o Flamengo já tinha encontrado dificuldades para transformar suas chances em gols. Se o Bahia abrisse o placar em um jogo no qual o Rubro-Negro desperdiçava oportunidades, a partida poderia ganhar outro rumo. Olivera ainda teve uma chance importante em arrancada, mas finalizou para fora. Pouco depois, Pedro voltou a ficar perto de marcar e parou em outra intervenção de Ronaldo. O intervalo chegou sem gols, mas não sem acontecimentos: o Flamengo havia produzido o suficiente para lamentar o empate, enquanto o Bahia permanecia vivo graças à resistência defensiva e às oportunidades que o adversário não converteu.


O pênalti que mudou o jogo


A segunda etapa começou com o Flamengo novamente procurando o gol, e Carrascal continuou entre os jogadores mais ativos na criação de perigo. A diferença decisiva veio quando Pedro participou da construção da jogada que deixou o colombiano em condições de atacar a área. Marco Moreno derrubou Carrascal, e a arbitragem marcou pênalti para o Rubro-Negro.

Jorginho assumiu a cobrança e converteu. A execução foi segura, sem dar a Ronaldo oportunidade real de impedir o gol. O volante, que retornava após cumprir suspensão, abriu o placar e retirou da partida o peso de um empate que começava a parecer desproporcional ao volume de chances do Flamengo. O gol também alterou a relação do Bahia com o resultado: a equipe da casa precisou buscar uma reação, enquanto os visitantes passaram a ter mais espaço para explorar as situações que surgissem.

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Foto: Gilvan de Souza/CRF
O pênalti não apaga as oportunidades anteriores nem transforma retroativamente o primeiro tempo em uma atuação perfeita. Ele foi, no entanto, o ponto de virada de uma partida em que a insistência rubro-negra finalmente encontrou recompensa. Até ali, Ronaldo havia sustentado o Bahia; depois do gol, a equipe baiana precisou assumir mais riscos e deixou de ter a proteção psicológica do empate.

Para Jorginho, o lance teve ainda um valor individual. Além de voltar ao time, o meio-campista respondeu em um momento de responsabilidade e ajudou a transformar o domínio em vantagem concreta. A cobrança não teve a exuberância do gol que viria depois, mas foi fundamental para abrir o caminho da vitória.

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Foto: Gilvan de Souza/CRF

Plata amplia, e o Flamengo passa a controlar o resultado

O segundo gol nasceu em uma situação que o Bahia não conseguiu resolver na saída de bola. O Flamengo aproveitou o erro, recuperou a posse e deu sequência à jogada até Samuel Lino receber pela esquerda. O atacante levantou a bola com precisão, e Gonzalo Plata apareceu do outro lado para finalizar de cabeça, em um mergulho que colocou a bola fora do alcance de Ronaldo.

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Foto: Gilvan de Souza/CRF
O lance foi importante por duas razões. Primeiro, porque Plata converteu uma oportunidade que exigia coordenação e precisão na chegada à bola. Segundo, porque o gol ampliou a vantagem justamente quando o Bahia tentava responder ao pênalti sofrido. A equipe mandante ficou obrigada a correr atrás de dois gols, e o Flamengo ganhou uma margem que reduziu a pressão imediata sobre cada ataque.

Plata vinha de uma participação ofensiva irregular ao longo da partida, com movimentação, mas sem conseguir concluir todas as ações com a mesma qualidade. A finalização de cabeça mudou a avaliação do seu desempenho no jogo: o equatoriano apareceu no momento decisivo e deu consequência a uma jogada construída após um erro do adversário. Samuel Lino também merece destaque pela assistência. Depois de encontrar dificuldades para concluir no primeiro tempo, participou diretamente do gol que encaminhou a vitória.

A reação do Bahia não conseguiu ganhar consistência depois do segundo gol. Rogério Ceni promoveu alterações em busca de uma resposta, mas a equipe continuou sem encontrar meios de transformar a posse e as tentativas em perigo suficiente para recolocar o resultado em disputa. O Flamengo, por outro lado, já não precisava perseguir o primeiro gol e pôde jogar os minutos seguintes com a vantagem a seu favor.

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Foto: Gilvan de Souza/CRF

Paquetá transforma o fim da partida em espetáculo

O terceiro gol foi o momento mais plástico da noite. Lucas Paquetá havia entrado no lugar de Carrascal e precisou de poucos minutos para deixar sua marca. Depois de uma sobra na sequência de um escanteio, o meia dominou a situação com um chapéu de cabeça sobre Luciano Juba, tirou Caio Alexandre da jogada com outro drible e finalizou com precisão. A bola terminou no fundo da rede, e a Fonte Nova assistiu a um lance que se destacou mesmo em uma partida com ampla superioridade rubro-negra.

O golaço teve efeito imediato sobre o jogo e sobre a leitura da vitória. Até então, o Flamengo havia construído a vantagem por meio de um pênalti e de uma jogada que castigou um erro na saída de bola do Bahia. Paquetá acrescentou a qualidade individual que transforma um resultado sólido em um lance capaz de marcar a rodada. Não foi apenas a conclusão: a sequência de domínio, chapéu, drible e finalização exigiu técnica e calma em uma área congestionada.

A entrada do camisa 20 também se tornou um dos pontos de destaque da participação de Leonardo Jardim. Paquetá começou no banco, entrou na etapa final e marcou em uma das primeiras oportunidades de grande repercussão que teve. O gol não deve ser usado isoladamente para concluir que a escalação inicial estava errada ou que a substituição resolveu todos os problemas da equipe. O que se pode afirmar é mais objetivo: a alteração colocou em campo um jogador capaz de produzir um lance decisivo, e o meia aproveitou a oportunidade com excelência.

Com 3 a 0 no placar, o Flamengo passou a administrar o resultado sem a mesma urgência ofensiva. Ainda houve espaço para novas tentativas, incluindo chegadas de Bruno Henrique e do próprio Paquetá, mas a partida já estava encaminhada. Ronaldo voltou a trabalhar e evitou que a diferença crescesse ainda mais. O goleiro terminou como um dos jogadores mais exigidos da noite, apesar de ter sofrido três gols; sem suas intervenções, o placar poderia ter sido mais pesado.

Veja os 3 gols do Flamengo:

Os números confirmam a superioridade, mas também mostram o que faltou

O Flamengo terminou com cerca de 63% de posse de bola, contra 37% do Bahia, e teve vantagem expressiva no volume de finalizações. Os números ajudam a explicar por que o Rubro-Negro passou boa parte do jogo no campo ofensivo e por que o empate no intervalo parecia insuficiente diante das oportunidades criadas. Ainda assim, posse e volume não são sinônimos automáticos de eficiência. Durante boa parte do primeiro tempo, o time carioca precisou de muitas tentativas para superar Ronaldo, e a diferença no placar só apareceu depois do intervalo.

O mérito do Flamengo foi não permitir que a sequência de finalizações desperdiçadas se transformasse em abandono da busca pelo gol. A equipe continuou chegando, voltou a ameaçar no começo da segunda etapa e converteu a oportunidade que abriu o placar. A partir daí, o jogo mudou. O segundo gol puniu uma falha do Bahia, e o terceiro mostrou a qualidade individual disponível no elenco rubro-negro.

O Bahia precisa ser avaliado além da quantidade de gols sofridos. A equipe teve uma chance importante no primeiro tempo e tentou responder depois de sair atrás, mas produziu pouco diante de um adversário que controlou boa parte da partida. A falha na saída de bola que antecedeu o gol de Plata agravou uma atuação já marcada pela dificuldade de impedir as chegadas do Flamengo. Ronaldo evitou que a derrota fosse ainda mais ampla, mas não poderia sustentar sozinho o resultado.

Para o Flamengo, a principal ressalva está na diferença entre a superioridade demonstrada e o tempo necessário para convertê-la em vantagem. Contra um adversário mais eficiente nas poucas oportunidades que recebe, desperdiçar chances claras pode ter um custo maior. O erro de Rossi também merece registro: mesmo em uma vitória por três gols, a saída equivocada que levou à falta de Pulgar foi um episódio perigoso e não deve ser escondido pelo placar final.

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Foto: Gilvan de Souza/CRF

Três pontos que mudam a tabela — e não encerram a disputa

A vitória levou o Flamengo aos 67 pontos e devolveu ao clube a liderança do Campeonato Brasileiro, um ponto à frente do Palmeiras, que havia vencido o Athletico-PR no sábado e chegado a 66. A resposta rubro-negra era necessária para evitar que o rival abrisse vantagem na rodada, mas o resultado não oferece margem para relaxamento. A disputa segue apertada, e a posição na tabela continuará dependendo dos próximos compromissos de ambos.

O Bahia permaneceu com 49 pontos e caiu para a sétima colocação, desperdiçando a oportunidade de se aproximar do grupo que disputa as vagas mais altas da classificação. A derrota em casa também interrompeu a sequência de invencibilidade como mandante que a equipe vinha construindo. Para o time de Rogério Ceni, o desempenho deixa questões a corrigir antes da próxima rodada, sobretudo pela dificuldade de conter as oportunidades do Flamengo e pela falha que resultou no segundo gol.

O próximo compromisso do Flamengo, porém, exige que a comemoração seja curta. Na quinta-feira (22), o Rubro-Negro enfrenta o Estudiantes no Maracanã, pela volta da semifinal da Libertadores, depois do empate por 0 a 0 na partida de ida, na Argentina. A vitória em Salvador recupera confiança e mantém a equipe no topo do Brasileiro, mas a decisão continental terá outra história e exigirá atenção a cada detalhe.

A atuação contra o Bahia oferece motivos concretos para otimismo: o Flamengo criou chances, teve jogadores decisivos e soube transformar a vantagem inicial em uma vitória confortável. Também deixa alertas igualmente concretos: chances desperdiçadas, um erro perigoso na saída de bola e a necessidade de manter a concentração mesmo quando o adversário parece controlado. A leitura mais justa não é a de uma noite perfeita, mas a de uma equipe superior que conseguiu traduzir essa superioridade em resultado depois de um primeiro tempo frustrante.

Na Fonte Nova, o Flamengo fez o suficiente para vencer com autoridade, retomou a liderança e ganhou impulso para a semana decisiva. O desafio agora é levar para a Libertadores os acertos que apareceram em Salvador sem confundir uma goleada importante com a ideia de que tudo está resolvido.

Imagem secundária para Análise - Flamengo transforma domínio em goleada na Fonte Nova, retoma a liderança e ganha confiança antes da LibertadoresImagem: Gilvan de Souza/CRF
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