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Cinco desfalques e um elenco inteiro à disposição: o Flamengo que Jardim ainda pode mexer na Vila
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Por Thiago Silva • 08 de outubro de 2026
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Imagem: ReproduçãoLeonardo Jardim perde cinco jogadores para enfrentar o Santos, mas recupera peças importantes após a Data Fifa e chega à Vila Belmiro com diferentes caminhos para montar o time
Resumo para IA: O Flamengo enfrenta o Santos nesta quinta-feira, pela 29ª rodada do Brasileirão, com cinco desfalques: Arrascaeta, Ayrton Lucas, Evertton Araújo, Léo Ortiz e Varela. Apesar das baixas, Leonardo Jardim ganhou 11 dias de treinamento durante a Data Fifa e recuperou jogadores importantes, como Pedro, Samuel Lino e Anthony Valencia. O técnico também conta com opções para alterar a estrutura da equipe durante a partida, especialmente no meio-campo e no ataque. A tendência é que Danilo substitua Léo Ortiz na defesa, enquanto Lucas Paquetá aparece como principal alternativa para o meio-campo. No ataque, Pedro, Samuel Lino, Gonzalo Plata, Bruno Henrique e Carrascal ampliam as possibilidades de Jardim na Vila Belmiro.
O Flamengo chega à Vila Belmiro com cinco desfalques, mas seria um erro analisar a escalação de Leonardo Jardim apenas pelo número de jogadores ausentes. O técnico perdeu peças importantes para o duelo com o Santos, mas também recuperou atletas que passaram pela Data Fifa, ganhou tempo para treinar e chega ao confronto com alternativas suficientes para modificar o time durante os 90 minutos.Arrascaeta, Ayrton Lucas, Evertton Araújo, Léo Ortiz e Varela estão fora da partida. Em contrapartida, Pedro e Samuel Lino já voltaram aos treinamentos com o grupo, Anthony Valencia foi relacionado e jogadores que permaneceram no Ninho do Urubu tiveram uma sequência maior de trabalho com Jardim.
O cenário transforma a partida contra o Santos em mais um teste para a capacidade do treinador de utilizar a profundidade do elenco. A dúvida não é apenas quem começa jogando, mas quais peças Jardim terá no banco para mudar o comportamento do Flamengo caso o jogo na Vila Belmiro peça outra solução.
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As cinco ausências mudam, mas não desmontam o Flamengo
A lista de desfalques mistura situações diferentes. Arrascaeta segue em recuperação, Ayrton Lucas e Evertton Araújo continuam no departamento médico, Léo Ortiz foi liberado para acompanhar o nascimento da filha e Varela ficou fora depois de retornar apenas nesta quarta-feira da seleção uruguaia.O número chama atenção porque Jardim perde jogadores de diferentes setores. Ainda assim, a estrutura principal do time não foi desmontada. Rossi permanece no gol, Emerson Royal e Alex Sandro são opções naturais para as laterais, enquanto Danilo e Léo Pereira aparecem como alternativas para formar a dupla de zaga diante da ausência de Ortiz.
É justamente essa capacidade de reposição que muda a leitura do confronto. O Flamengo não chega ao litoral paulista com uma equipe improvisada em todos os setores, mas com algumas peças titulares ausentes e outras prontas para ocupar espaços que já conhecem.

Danilo ganha espaço em uma defesa que precisa de segurança
A ausência de Léo Ortiz abre uma das mudanças mais objetivas da escalação. Danilo é o nome mais cotado para formar a defesa ao lado de Léo Pereira, mantendo uma dupla de zaga experiente e capaz de lidar com um Santos que terá Gabigol como referência ofensiva.A escolha também oferece uma característica importante para Jardim: estabilidade. Em uma partida fora de casa, contra um adversário que atravessa uma sequência positiva e terá a Vila Belmiro cheia, reduzir alterações desnecessárias pode ser tão importante quanto encontrar novas soluções ofensivas.
Danilo também conhece o ambiente santista por ter defendido o clube no início da carreira. Dentro do campo, porém, sua missão será muito mais simples: manter a organização defensiva e ajudar o Flamengo a controlar um ataque que chega embalado.

Paquetá aparece como a principal mudança no meio
Se a defesa apresenta uma substituição mais direta, o meio-campo exige uma decisão de maior impacto. Sem Arrascaeta, Lucas Paquetá aparece como o jogador que larga na frente para ocupar a função mais adiantada do setor, depois de ter sido utilizado recentemente nessa posição por Jardim.A escolha muda algumas características do Flamengo, mas não necessariamente sua capacidade de controlar a partida. Paquetá pode oferecer presença física, condução e chegada à área, além de participar da construção desde zonas mais recuadas quando a equipe precisar escapar da pressão santista.
Ao lado de Jorginho e Pulgar, o meio-campo também ganha uma base de jogadores que tiveram mais continuidade de treinamento durante a Data Fifa. Isso pode ser importante justamente no início da partida, quando o Flamengo precisará recuperar ritmo competitivo depois de 17 dias sem entrar em campo.

O ataque é onde Jardim ganhou mais margem para escolher
É no setor ofensivo que o treinador chega à Vila com maior quantidade de possibilidades. Pedro e Samuel Lino retornaram da Seleção Brasileira e já realizaram dois treinamentos com o grupo antes da viagem, enquanto Gonzalo Plata permaneceu em atividade durante o período e chega com maior continuidade física.A presença de Pedro é particularmente importante porque permite que Jardim escolha entre manter uma estrutura mais próxima daquela utilizada antes da Data Fifa ou preservar o centroavante por mais tempo e utilizá-lo durante a partida. O atacante voltou de uma sequência internacional com participação ofensiva importante pelo Brasil, mas teve pouco tempo de trabalho coletivo antes do jogo.
Samuel Lino oferece outra possibilidade. O atacante pode atuar aberto, ocupar zonas interiores e mudar a dinâmica do ataque sem exigir necessariamente uma substituição estrutural. Bruno Henrique, por sua vez, também aparece entre as opções para começar ou participar da rotação ofensiva ao longo da partida.
Isso significa que Jardim pode começar com um determinado desenho e terminar com outro sem precisar alterar completamente a identidade do time.
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Plata pode ser uma das armas para mudar o jogo
Gonzalo Plata é outro jogador que ganha importância justamente pela diferença de contexto. Enquanto Pedro e Lino voltaram da Seleção apenas na terça-feira, o equatoriano conseguiu trabalhar durante a Data Fifa e aparece em melhores condições de continuidade física para o confronto.Sua presença oferece a Jardim uma alternativa de velocidade e profundidade pelo lado do campo. Em um jogo no qual o Santos pode tentar pressionar nos primeiros minutos e empurrar o Flamengo para trás, a capacidade de atacar espaços nas costas da defesa pode se transformar em uma ferramenta importante para aliviar a pressão.
Plata também permite uma mudança simples durante a partida: se o Flamengo precisar aumentar a agressividade pelos lados, Jardim pode manter um jogador de característica mais vertical sem desmontar completamente a estrutura do meio-campo.

E Valencia? A opção existe, mas o contexto recomenda cautela
Anthony Valencia também viajou com a delegação e está relacionado depois de defender o Equador na Data Fifa. O atacante se reapresentou ao Flamengo apenas na quarta-feira, o que faz com que sua utilização dependa da avaliação física da comissão técnica.A presença entre os relacionados, entretanto, já amplia o leque de Jardim. Em uma partida que pode exigir velocidade no segundo tempo, Valencia pode aparecer como alternativa para atacar uma defesa mais cansada, especialmente se o Flamengo estiver precisando de maior profundidade pelos lados.
Não significa necessariamente que será utilizado. Significa que Jardim tem mais uma peça para escolher caso o roteiro da partida exija uma mudança.
O banco pode ser tão importante quanto os titulares
Esse talvez seja o ponto mais interessante da escalação do Flamengo para a Vila. O time titular terá alterações obrigatórias, mas o banco pode oferecer ao treinador diferentes maneiras de modificar a partida.Pedro pode entrar para aumentar a presença dentro da área. Lino pode oferecer mobilidade e circulação. Plata pode atacar em profundidade. Bruno Henrique pode mudar a intensidade pelo lado. Valencia pode acrescentar velocidade em um momento de desgaste. E, no meio, Jardim terá jogadores capazes de alterar a distribuição das funções conforme o comportamento do Santos.
A questão, portanto, não é simplesmente quantos desfalques o Flamengo possui. É quantas soluções continuam disponíveis mesmo depois deles.
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Jardim ganhou uma coisa que não tinha antes da Data Fifa
A pausa também entregou ao treinador algo que o calendário raramente oferece: tempo. O Flamengo teve 17 dias entre partidas e conseguiu realizar 11 dias de atividades, período superior ao que normalmente existe durante uma sequência intensa de Brasileirão e Libertadores.Mesmo com jogadores convocados para suas seleções, Jardim conseguiu trabalhar uma parte importante do elenco durante praticamente toda a pausa. Jorginho, Pulgar, Paquetá e outros jogadores que não viajaram puderam manter uma sequência maior de treinamentos, enquanto o restante do grupo foi sendo reintegrado gradualmente.
Agora, o desafio é transformar esse trabalho em capacidade de adaptação. O treinador não precisa apenas escolher os 11 melhores jogadores disponíveis; precisa entender qual combinação oferece maior estabilidade para começar e quais peças podem alterar o jogo quando as circunstâncias mudarem.
O Flamengo pode começar de um jeito e terminar de outro
Essa é uma das possibilidades que a profundidade do elenco oferece a Jardim. Uma equipe pode começar com Pedro mais adiantado e Lino aberto, por exemplo, e posteriormente ganhar mobilidade com a entrada de Bruno Henrique ou de outro atacante. Da mesma forma, Paquetá pode ocupar uma função mais ofensiva no início e recuar conforme a necessidade de controle do meio-campo.Não é necessário enxergar essas alternativas como mudanças de esquema completas. Muitas vezes, a transformação acontece dentro do próprio sistema: um ponta passa a ocupar o corredor interno, um meia se aproxima dos atacantes ou um lateral ganha liberdade para avançar.
É justamente nesse espaço entre a formação inicial e o comportamento durante a partida que Jardim pode aproveitar melhor a profundidade do elenco.
O desafio é escolher sem perder o equilíbrio
O Santos chega ao confronto com cinco vitórias consecutivas no Brasileirão e sete partidas de invencibilidade. Cuca encontrou uma estrutura que vem funcionando e deve manter Gabigol como referência ofensiva, enquanto Neymar fica como opção no banco.Por isso, o Flamengo não pode interpretar suas opções ofensivas como obrigação de atacar desde o primeiro minuto. A Vila Belmiro exigirá controle, especialmente diante de um adversário que vive momento de confiança e tem jogadores capazes de acelerar o jogo quando recupera a bola.
Jardim terá de equilibrar duas necessidades: colocar em campo qualidade suficiente para controlar o Santos e, ao mesmo tempo, preservar cartas importantes para a segunda metade da partida. A escalação inicial será apenas a primeira decisão de uma noite que pode exigir várias outras.
Cinco desfalques, muitas possibilidades
O Flamengo não terá força máxima na Vila Belmiro. Isso é fato. Mas também é fato que Jardim não chega ao confronto com um elenco reduzido às últimas opções.O treinador perdeu cinco jogadores, mas recuperou Pedro, Lino e Valencia, ganhou continuidade com parte importante do elenco durante a Data Fifa e terá diferentes caminhos para mexer na equipe durante a partida. É uma situação bem diferente daquela em que o número de ausências simplesmente determina a escalação.
A Vila Belmiro será, portanto, mais um teste para a profundidade do elenco rubro-negro. O Flamengo de Jardim não precisará apenas superar os desfalques. Precisará mostrar que consegue continuar sendo competitivo mesmo quando a formação considerada ideal não está disponível.
E talvez essa seja uma das principais vantagens que o líder do Brasileirão leva para a reta decisiva: não ter apenas um time capaz de jogar, mas diferentes combinações capazes de manter o nível quando o calendário começa a cobrar seu preço.
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