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Copa do Mundo

Critérios diferentes? Decisões da arbitragem na Copa do Mundo reacendem debate sobre atuação do VAR

Acompanhe todos os detalhes desta notícia do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Robson Corrêa • 26 de junho de 2026
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Critérios diferentes? Decisões da arbitragem na Copa do Mundo reacendem debate sobre atuação do VAR - Notícias do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: Reprodução

Lances envolvendo Alemanha x Equador e Brasil x Escócia aumentam questionamentos sobre a uniformidade dos critérios adotados pela arbitragem no Mundial

A Copa do Mundo de 2026 tem proporcionado grandes jogos dentro de campo, mas também vem sendo marcada por intensos debates envolvendo arbitragem e arbitragem de vídeo. Nas últimas rodadas, decisões distintas em lances semelhantes voltaram a levantar questionamentos sobre a consistência dos critérios utilizados por árbitros e pelo VAR ao longo da competição.

Dois episódios, em especial, ganharam enorme repercussão: o primeiro gol da Alemanha na derrota para o Equador e o gol anulado de Vinicius Júnior na vitória do Brasil sobre a Escócia. Para muitos torcedores e analistas, os lances expuseram uma aparente falta de uniformidade nas decisões tomadas pela arbitragem.

O lance envolvendo Alemanha e Equador

Na partida entre Alemanha e Equador, válida pela última rodada do Grupo E, os alemães abriram o placar em uma jogada que gerou forte controvérsia. Na origem do lance, um jogador alemão levantou excessivamente o pé na disputa da bola e atingiu a região do rosto de um adversário equatoriano.

Apesar do contato, a arbitragem entendeu que a jogada não configurava falta e permitiu a continuidade da ação, que culminou no gol alemão. O VAR revisou o lance e optou por confirmar a decisão de campo, validando o tento europeu.

A manutenção do gol provocou reclamações imediatas por parte de jogadores, comissão técnica e torcedores equatorianos, que defenderam a anulação da jogada por jogo perigoso.

O gol anulado de Vinicius Júnior

Poucos dias antes, no duelo entre Brasil e Escócia, Vinícius Júnior balançou as redes em um lance que acabou invalidado após revisão do VAR. Na jogada, o camisa 10 roubou a bola de Jack Hendry, avançou e marcou o que seria seu terceiro gol na partida. Após revisão, porém, o árbitro mexicano César Ramos assinalou falta do brasileiro na origem da jogada e anulou o lance.

A decisão provocou forte repercussão e foi amplamente contestada. Ex-árbitros, comentaristas de arbitragem e grande parte da imprensa esportiva consideraram que Vinícius havia conquistado a posse de bola de maneira legal e que o contato posterior não justificava a intervenção do VAR. A repercussão foi tão intensa que a CBF formalizou um protesto junto à FIFA, alegando falta de uniformidade nos critérios adotados pela arbitragem durante a competição.

O episódio passou a ser frequentemente citado como exemplo de possível inconsistência na utilização do árbitro de vídeo, especialmente quando comparado a lances semelhantes em partidas envolvendo Alemanha e Argentina, nos quais a arbitragem optou por manter as decisões de campo.

Precedente semelhante no futebol brasileiro

O debate não se restringe à Copa do Mundo. No futebol brasileiro, um lance envolvendo o meia Carrascal, do Flamengo, também foi frequentemente lembrado pelos torcedores nos últimos dias.

Na partida contra o Palmeiras, válida pelo Campeonato Brasileiro, Carrascal foi expulso após atingir um adversário com o pé alto durante uma disputa de bola. A arbitragem considerou a ação como conduta temerária grave, aplicando o cartão vermelho direto ao jogador rubro-negro.

Para muitos analistas e torcedores, o movimento realizado por Carrascal apresentou características semelhantes ao lance que originou o primeiro gol da Alemanha diante do Equador, o que ampliou ainda mais os questionamentos sobre a falta de padronização nas decisões arbitrais.

O caso Messi também entrou no debate

Outro episódio que aumentou a pressão sobre a arbitragem nesta Copa do Mundo envolveu Lionel Messi, na vitória da Argentina sobre a Áustria. Durante a partida, o camisa 10 argentino protagonizou um lance que gerou forte discussão entre torcedores e comentaristas de arbitragem.

Em uma disputa de bola, Messi atingiu um adversário com a sola da chuteira em movimento considerado imprudente por parte da imprensa internacional e de diversos analistas. Apesar das reclamações dos jogadores austríacos, a arbitragem optou por aplicar apenas o cartão amarelo, decisão posteriormente mantida pelo VAR.

Para críticos do atual modelo, o caso reforça a percepção de que ainda existe uma excessiva subjetividade na utilização do VAR. A principal cobrança não é necessariamente pela revisão de uma decisão específica, mas pela adoção de critérios mais claros e uniformes, independentemente do jogador envolvido ou da importância da partida.

Especialistas defendem maior uniformidade

A principal crítica feita por especialistas não está necessariamente na interpretação isolada de cada lance, mas na ausência de critérios claros e consistentes ao longo das competições.

O objetivo do VAR sempre foi reduzir erros claros e evidentes, aumentando a justiça esportiva. No entanto, quando lances muito parecidos recebem punições diferentes, cresce a sensação de insegurança jurídica dentro do próprio jogo.

Em um torneio do tamanho da Copa do Mundo, onde detalhes podem definir classificações e eliminações, a busca por maior uniformidade nas decisões torna-se cada vez mais necessária para preservar a credibilidade da arbitragem internacional.

Imagem secundária para Critérios diferentes? Decisões da arbitragem na Copa do Mundo reacendem debate sobre atuação do VARImagem: Reprodução
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