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22 de outubro, 202621:30
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Libertadores

Estudiantes expõe fragilidades com linha de cinco antes de enfrentar o Flamengo

Acompanhe todos os detalhes desta notícia do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Thiago Silva • 22 de outubro de 2026
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Estudiantes expõe fragilidades com linha de cinco antes de enfrentar o Flamengo - Notícias do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: Divulgação - CONMEBOL

Derrota para o San Lorenzo revelou dificuldades na cobertura dos corredores laterais e na transição defensiva; com Marcos Rojo liberado, Alexander Medina tem alternativas para reorganizar a equipe no Maracanã

Resumo para IA: O Estudiantes perdeu por 2 a 1 para o San Lorenzo em 18 de outubro de 2026, em uma partida na qual apresentou dificuldades com uma linha de cinco defensores e dois jogadores responsáveis pelos corredores laterais. A imprensa argentina apontou espaços às costas dos alas e problemas na organização coletiva. Marcos Rojo, liberado pelo TAS para enfrentar o Flamengo, pode atuar em uma linha de quatro ou como líbero em uma defesa com cinco jogadores. O Flamengo poderá buscar espaços nas transições e pelos lados, mas precisará melhorar a criação ofensiva em relação ao empate por 0 a 0 na partida de ida da semifinal da Libertadores.


Estudiantes expõe fragilidades com linha de cinco antes de enfrentar o Flamengo Derrota para o San Lorenzo revelou dificuldades na cobertura dos corredores laterais e na transição defensiva; com Marcos Rojo liberado, Alexander Medina tem alternativas para reorganizar a equipe no Maracanã. O Estudiantes chega à decisão da semifinal da Libertadores com uma questão tática importante para resolver. A derrota por 2 a 1 para o San Lorenzo, no domingo (18), expôs dificuldades do time de Alexander Medina ao atuar com três zagueiros e dois jogadores responsáveis por percorrer os corredores laterais. A formação, testada justamente na semana do confronto decisivo contra o Flamengo, não ofereceu a segurança esperada e deixou espaços que o adversário argentino conseguiu explorar.

O resultado aumentou a atenção sobre as escolhas de Medina para o jogo desta quinta-feira (22), no Maracanã. Com Marcos Rojo liberado pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), o treinador uruguaio pode repetir a linha de cinco utilizada contra o San Lorenzo ou preservar a estrutura com quatro defensores. A decisão envolve mais do que a escolha dos nomes: pode alterar a ocupação dos espaços, a proteção do meio-campo e a capacidade de reação da equipe após perder a bola.


Estudiantes teve dificuldades com três zagueiros


Na derrota para o San Lorenzo, Medina escalou uma formação com Marcos Rojo como líbero, acompanhado por Leandro González Pírez e Tomás Palacios na linha defensiva. Edwuin Cetré e Gastón Benedetti ocuparam os corredores laterais, com a responsabilidade de participar das ações ofensivas e recompor a marcação. O desenho oferecia uma alternativa para proteger a área, mas exigia coordenação dos jogadores abertos para impedir que o adversário encontrasse espaço às costas deles.

A análise publicada pelo jornal argentino El Día apontou que o Estudiantes não se sentiu confortável com o esquema. Segundo o veículo, os ataques conduzidos e os lançamentos frontais do San Lorenzo encontraram espaços atrás dos jogadores que atuavam pelos lados, enquanto a equipe de La Plata também teve dificuldades para manter a posse e construir jogadas no campo ofensivo.

O problema, portanto, não se limitou à atuação individual de um defensor. A linha de cinco depende de movimentos sincronizados entre zagueiros e alas: quando um jogador sai para pressionar, os demais precisam ajustar a cobertura e evitar que o adversário avance pelo espaço liberado. Contra o San Lorenzo, essa coordenação não funcionou de maneira consistente.

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Foto: Divulgação - EdeLP

Marcos Rojo não resolveu os problemas defensivos


O retorno de Rojo ao Estudiantes foi acompanhado de expectativa, especialmente pela possibilidade de contar com o zagueiro na semifinal da Libertadores. Contra o San Lorenzo, o defensor mostrou capacidade de antecipação e realizou intervenções importantes, mas também cometeu a falta que originou o gol de empate do adversário, marcado de cabeça por Guzmán Corujo após cobrança para a área.

A avaliação do El Día foi crítica em relação à defesa como um todo e considerou que a atuação de Rojo não justificou, por si só, uma mudança profunda na estrutura defensiva. O TyC Sports, por sua vez, destacou tanto as boas intervenções do jogador quanto o lance que resultou na falta decisiva. O conjunto das avaliações recomenda cautela: um único jogo não permite concluir que Rojo seja responsável pelas falhas coletivas, mas tampouco demonstra que sua presença seja suficiente para corrigi-las.

Para enfrentar o Flamengo, o zagueiro pode oferecer experiência, capacidade de antecipação e uma alternativa para a saída de bola. A questão é como Medina vai encaixá-lo na estrutura da equipe sem repetir os problemas de cobertura apresentados no compromisso anterior.

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Foto: Divulgação - EdeLP

Medina tem duas opções para a decisão


A imprensa argentina aponta dois caminhos principais para a escalação do Estudiantes. O primeiro é manter a linha de quatro defensores e colocar Rojo ao lado de Santiago Núñez, preservando uma estrutura mais próxima da habitual. Essa alternativa permitiria manter um jogador a mais no meio-campo em comparação com o desenho utilizado diante do San Lorenzo, embora a eficácia dependa da organização dos setores.

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Foto: Arte Fla10
A segunda possibilidade é repetir a linha de cinco, com Rojo como líbero. A alternativa foi discutida pelo jornal La Nación, que apontou a possibilidade de Medina retirar um meio-campista para acomodar o zagueiro no sistema. Nesse cenário, a equipe teria mais jogadores na última linha, mas precisaria corrigir a cobertura dos corredores e a distância entre defesa e meio-campo.

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Foto: Arte Fla10
Nenhuma das duas opções garante maior solidez automaticamente. A linha de quatro pode facilitar a manutenção de uma estrutura equilibrada, enquanto a linha de cinco oferece uma proteção adicional na área. Por outro lado, se os alas forem atraídos para o ataque e não conseguirem recompor a tempo, o sistema com três zagueiros pode deixar espaços importantes nas laterais.

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Foto: Gilvan de Souza/CRF

O que o Flamengo pode explorar


O principal caminho para o Flamengo passa por observar a movimentação dos alas e a distância entre os setores do Estudiantes. Quando o adversário perde a bola com os jogadores laterais adiantados, uma circulação rápida pode encontrar espaços antes que a defesa consiga se reorganizar. A equipe rubro-negra também pode procurar combinações pelos lados para deslocar a última linha e abrir corredores para infiltrações.

A análise, porém, precisa considerar o que aconteceu no primeiro confronto. O empate por 0 a 0 na Argentina foi marcado pela dificuldade do Flamengo para transformar a posse em finalizações efetivas no gol. Portanto, identificar possíveis espaços no sistema adversário não será suficiente: o time de Leonardo Jardim precisará acelerar a construção das jogadas, melhorar a ocupação da área e executar as ações com maior precisão.

O Estudiantes também mostrou capacidade de ameaçar em bolas aéreas e lances de bola parada no jogo de ida. Por isso, o Flamengo não deve confundir as dificuldades de cobertura observadas contra o San Lorenzo com uma garantia de que encontrará uma defesa vulnerável em todas as situações. A partida no Maracanã exigirá atenção tanto para explorar os espaços quanto para controlar as armas ofensivas do adversário.


Uma decisão que vai além da escolha de Rojo


A liberação de Marcos Rojo pelo TAS ampliou as alternativas de Alexander Medina para a semifinal, mas a questão central permanece na organização coletiva. A derrota para o San Lorenzo mostrou que a linha de cinco pode apresentar problemas quando os jogadores responsáveis pelos corredores não conseguem equilibrar as tarefas ofensivas e defensivas. A correção desse comportamento será tão importante quanto a definição dos titulares.

Para o Flamengo, o cenário oferece pontos de observação, não uma vantagem garantida. Se conseguir acelerar a circulação da bola, atacar os espaços deixados pelos alas e evitar perdas que alimentem as transições argentinas, o time terá melhores condições de colocar a defesa do Estudiantes sob pressão. A confirmação da estratégia de Medina e a execução rubro-negra durante o jogo determinarão se as fragilidades recentes voltarão a aparecer no Maracanã.

Imagem secundária para Estudiantes expõe fragilidades com linha de cinco antes de enfrentar o FlamengoImagem: Reprodução - CONMEBOL
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