Flamengo ainda precisa contratar? As posições que preocupam Leonardo Jardim para a reta final da temporada
Imagem: Arte Fla10O elenco é muito forte, mas lesões, queda de rendimento e possíveis saídas mudaram o cenário: lateral esquerda, volancia e ataque aparecem como setores que exigem atenção especial da diretoria
O Flamengo não precisa reconstruir seu elenco. Mas também não pode se dar ao luxo de acreditar que está com todas as posições resolvidas.
A goleada por 4 a 0 sobre a Chapecoense mostrou a força do grupo comandado por Leonardo Jardim. Arrascaeta voltou, Léo Ortiz está recuperado, Pedro reassumiu o protagonismo ofensivo e Samuel Lino acrescentou uma nova dimensão ao ataque. Ao mesmo tempo, a diretoria continua trabalhando para elevar o nível do elenco e está próxima de concluir a contratação de Thiago Almada.
O problema é que uma análise mais profunda mostra que o Flamengo possui vulnerabilidades que não aparecem simplesmente na lista de jogadores disponíveis.
Há setores nos quais existem nomes suficientes, mas alguns atletas apresentam problemas físicos recorrentes. Em outros, o rendimento caiu. E há ainda posições em que o clube corre o risco de perder jogadores durante a própria janela de transferências ou ao final do ano.
Por isso, a discussão sobre o mercado rubro-negro precisa ir além da pergunta "quem está no elenco?". A questão correta é: quem estará disponível, em condições de alto rendimento e comprometido com o projeto quando chegarem os jogos decisivos?
O Fla10 News refaz o raio-X do elenco.
Goleiros: uma posição que não preocupa
Agustín Rossi oferece segurança e tornou-se uma peça importante no modelo de Leonardo Jardim, inclusive na construção desde a defesa.
O Flamengo possui alternativas para a posição e não apresenta, neste momento, uma necessidade evidente de buscar outro goleiro no mercado.
É um setor no qual a diretoria pode concentrar seus esforços em outras necessidades.
Diagnóstico: 🟢 setor resolvido.
Lateral direita: quantidade suficiente, mas atenção à profundidade
A lateral direita também não aparece como prioridade imediata.
Varela e Emerson Royal oferecem alternativas para Jardim, com características diferentes. O brasileiro acrescenta força física e capacidade para percorrer o corredor, enquanto Varela oferece experiência e entendimento do funcionamento do sistema rubro-negro.
O setor, portanto, não aparece como prioridade de mercado. O principal cuidado está na manutenção do nível de desempenho durante uma sequência que deve exigir bastante dos laterais.
Porém, recentemente, o Flamengo recusou uma proposta de € 9 milhões do Aston Villa por Emerson Royal, mas decidiu não avançar na negociação. O motivo foi justamente a importância do jogador para a rotação: ele é o principal reserva de Varela.
A decisão demonstra que a diretoria já percebeu um dos grandes perigos desta janela: vender uma peça aparentemente substituível e descobrir depois que ela era fundamental para a profundidade do elenco.
Diagnóstico: 🟢 setor equilibrado.
Lateral esquerda: aqui existe um problema maior do que parece
Alex Sandro continua sendo um jogador tecnicamente diferenciado e sua liderança é valorizada pelo Flamengo. O clube, inclusive, renovou seu contrato até o final de 2027. Desde 2024, o lateral disputou 78 partidas e conquistou oito títulos pelo Rubro-Negro.
Mas existe um ponto que não pode ser ignorado: a questão física.
Alex Sandro já está em uma fase mais avançada da carreira e precisa de controle de carga. Em março, por exemplo, sofreu uma lesão muscular na parte posterior da coxa direita, e essa foi a primeira ocorrência do tipo e que o jogador vinha sendo submetido a controle de carga devido ao desgaste e ao alto risco de lesões apontados pelo setor fisiologia.
Ou seja: contar com Alex Sandro é excelente. Depender exclusivamente dele, porém, é outra história.
E o problema fica ainda mais evidente quando se olha para o concorrente direto.
Ayrton Lucas precisa recuperar o futebol que já apresentou
Ayrton Lucas possui velocidade, capacidade de atacar em profundidade e experiência suficiente para ser uma excelente alternativa. O problema é que seu desempenho, já há algum tempo, não acompanha o potencial do jogador.
A situação chegou a um ponto simbólico na partida contra a Chapecoense. Após a goleada por 4 a 0, o próprio lateral fez uma autocrítica incomum e classificou sua atuação no primeiro tempo como “terrível”, reconhecendo que havia errado praticamente tudo.
A declaração é importante não apenas pelo resultado de uma partida, mas porque expõe uma questão que o Flamengo já vinha enfrentando: Ayrton Lucas perdeu protagonismo e precisa recuperar confiança e nível técnico.
O próprio jogador revelou que aproveitou o período de treinos em Portugal para trabalhar aspectos do seu jogo e contou que Leonardo Jardim lhe pediu maior participação no apoio ao ataque.
Portanto, a lateral esquerda a primeira vista, não é necessariamente uma posição que exige uma contratação imediata, porém é um setor que se entra em uma situação muito delicada, e precisa ser monitorado com atenção.
Se Alex Sandro não conseguir ter sequência física e Ayrton Lucas não recuperar seu nível, a posição pode se transformar em uma vulnerabilidade importante na reta decisiva.
Diagnóstico: 🟡 posição que merece reforço ou, no mínimo, monitoramento de mercado prioritário.
Zaga: Leonardo Jardim finalmente ganhou profundidade
Aqui o cenário é mais tranquilo.
Léo Pereira, Léo Ortiz, Danilo, Vitão e João Victor dão ao treinador diferentes alternativas para montar a defesa. O retorno de Léo Ortiz depois da lesão aumentou ainda mais a concorrência interna.
Além da quantidade, há variedade de características: Léo Ortiz oferece qualidade na saída, Léo Pereira é agressivo na antecipação, Danilo acrescenta experiência e Vitão oferece força física e velocidade para defender espaços maiores.
A contratação de um zagueiro não deve ser prioridade neste momento.
Diagnóstico: 🟢 setor completo.
Volantes: qualidade, mas atenção ao futuro de Pulgar
Volantes: Pulgar virou uma questão de mercado
A situação de Erick Pulgar merece uma atualização importante.
O chileno não é simplesmente mais um volante no elenco. É um dos pilares do modelo de Leonardo Jardim e oferece uma característica que não existe em abundância no grupo: capacidade de proteger a defesa, controlar espaços e dar equilíbrio para que os jogadores ofensivos avancem.
Mas o Flamengo corre risco de perdê-lo.
Clubes da Arábia Saudita e dos Estados Unidos procuraram o estafe do jogador interessados em pagar a multa rescisória de US$ 4 milhões, valor que passou a vigorar em julho. Uma das equipes interessadas, segundo apuração do ge, já teria chegado a um acordo salarial e de luvas com o jogador.
A situação é ainda mais delicada porque o contrato de Pulgar vai até o fim de 2027, mas o valor da multa permite que uma saída seja concretizada sem uma longa negociação entre os clubes.
O Flamengo, portanto, precisa pensar em duas situações simultaneamente: como manter Pulgar, e, como substituí-lo se ele sair.
Se o chileno permanecer, a posição é satisfatória. Se a transferência acontecer, a volância passa imediatamente para prioridade máxima de mercado.
Diagnóstico: 🟡 setor adequado hoje, mas com risco real de perda de uma peça fundamental.
Saúl ainda não entregou o que o Flamengo esperava
Outro ponto que precisa ser considerado é Saúl Ñíguez.
O espanhol chegou ao Flamengo cercado por expectativa, mas sua trajetória foi prejudicada por um problema no calcanhar esquerdo que exigiu cirurgia em janeiro. O diagnóstico foi de tendinopatia insercional do Aquiles, após meses de dores.
A recuperação naturalmente afetou sua preparação e sua capacidade de apresentar o futebol esperado. O problema é que o Flamengo precisa de rendimento agora, e não apenas da perspectiva de que o jogador poderá recuperar seu melhor nível no futuro.
Isso aumenta o peso de Jorginho, Pulgar e De La Cruz e torna ainda mais importante a chegada de jogadores capazes de oferecer soluções imediatas no meio-campo.
Diagnóstico: 🟡 qualidade técnica, mas rendimento ainda abaixo do necessário.
Meias: o setor mais rico do Flamengo
É provavelmente a posição em que Leonardo Jardim possui mais alternativas de alto nível.
Arrascaeta voltou a atuar após 97 dias e está em processo de recuperação do ritmo ideal. De La Cruz também está novamente à disposição, enquanto Jorginho amplia as possibilidades.
Lucas Paquetá: talento disponível apenas no planejamento
Lucas Paquetá representa outra incógnita.
O meia sofreu uma lesão na parte posterior da coxa esquerda durante a Copa do Mundo e retornou ao Ninho do Urubu antes mesmo de cumprir integralmente o período de férias para intensificar o tratamento. O Flamengo trabalha com a expectativa de tê-lo disponível para o confronto contra o Cruzeiro, pela Libertadores, em agosto, mas não existe uma data definitiva de retorno aos gramados.
Essa diferença é fundamental.
Paquetá é uma solução de altíssimo nível quando está disponível. Mas, para montar o elenco da reta final, Leonardo Jardim não pode contar antecipadamente com um jogador que ainda está em recuperação.
Até que volte a treinar normalmente e acumule minutos, Paquetá precisa ser considerado uma importante opção futura, e não uma solução presente.
Almada pode transformar um setor já forte
Arrascaeta, De La Cruz, Jorginho, Carrascal e, quando estiver recuperado, Paquetá, já dão ao Flamengo um dos grupos de meio-campistas mais talentosos do continente.
A contratação do argentino não seria necessariamente uma resposta a uma deficiência quantitativa. Seria um movimento para elevar ainda mais o teto técnico do elenco.
A negociação avançou consideravelmente. O Flamengo já tem acordo verbal com os representantes do jogador e discute os detalhes finais com o Atlético de Madrid. A operação deve ficar acima dos € 20 milhões oferecidos pelo River Plate e abaixo de € 28 milhões.
O cenário ganhou ainda mais força depois que o Atlético de Madrid contratou o sul-coreano Lee Kang-in por € 35 milhões, reduzindo o espaço disponível para Almada no elenco espanhol.
Almada também daria a Jardim uma alternativa para preservar Arrascaeta, atuar como meia mais adiantado ou até modificar o desenho ofensivo durante uma partida.
Diagnóstico: 🟢 completo; Almada seria uma contratação de elevação de patamar.
Pontas: o cenário mudou completamente
Cebolinha já anunciou que está de saída
Everton Cebolinha confirmou que pretende deixar o Flamengo ao final da temporada. O atacante afirmou que precisa de "novos ares" depois de quase cinco anos no clube e revelou que deseja permanecer até o fim de 2026 para encerrar o ciclo com um título. Seu contrato termina em 31 de dezembro.
A saída não representa necessariamente uma emergência esportiva para esta temporada, mas cria uma necessidade de planejamento.
O Flamengo já precisa pensar em quem ocupará o espaço deixado por Cebolinha em 2027 — e, dependendo da movimentação da janela, pode antecipar essa reposição.
Plata também pode deixar o clube
Gonzalo Plata é outra situação que merece atenção.
O equatoriano já era considerado um jogador negociável internamente e seu futuro estava sendo avaliado para a janela do meio do ano. O Flamengo reconhece que o perfil do atacante não é exatamente aquele que a comissão técnica atual mais procura.
A possibilidade de uma proposta do futebol russo torna o cenário ainda mais relevante. Se uma oferta for concretizada e o Flamengo aceitar a negociação, Jardim perderá outra alternativa para a rotação ofensiva.
O momento é especialmente delicado porque Luiz Araújo também está fora por lesão e o clube já monitora o mercado por um ponta.
Portanto, o ataque pode sofrer uma espécie de efeito dominó: Cebolinha sairá ao fim da temporada, Plata pode sair agora e Luiz Araújo está lesionado.
A lesão de Luiz Araújo muda a avaliação
O atacante sofreu uma lesão no joelho esquerdo durante o amistoso contra o Olimpia. O problema não tem indicação cirúrgica, mas já o transformou em desfalque.
Por isso, a diretoria está certa em observar o mercado por mais um ponta. Não porque o Flamengo esteja sem jogadores para a posição, mas porque uma nova lesão poderia diminuir significativamente a capacidade de rotação de Jardim.
Os demais jogadores da posição
Samuel Lino foi uma das principais novidades do Flamengo em 2026 e acrescentou ao elenco uma característica que Jardim precisava: capacidade de atacar em profundidade, driblar e ocupar o corredor esquerdo com agressividade.
Bruno Henrique continua sendo uma alternativa importante e Wallace Yan ainda aparece como boa opção.
Diagnóstico: 🔴 setor que exige atenção imediata.
Centroavante: a carência que continua evidente
Se existe uma posição que permanece como ponto de atenção independentemente das outras movimentações, é a de centroavante.
Pedro voltou a ser protagonista sob Leonardo Jardim e iniciou o returno do Brasileirão como artilheiro da competição. Contra a Chapecoense, marcou duas vezes na vitória por 4 a 0 e chegou a 12 gols no campeonato.
O problema é justamente o tamanho da dependência do camisa 9.
Pedro é o centroavante de referência do elenco. Quando ele está disponível, o Flamengo possui um jogador capaz de atacar a área, jogar de costas para o gol, participar da construção e decidir partidas.
Mas justamente por ser tão importante, Pedro não pode carregar sozinho a posição durante uma temporada com três competições decisivas.
Mas quem assume essa responsabilidade caso ele precise ficar fora por algumas semanas?
O clube já identificou essa lacuna. A busca por um centroavante que possa disputar posição e dividir minutos com Pedro é uma prioridade desde a primeira janela. A diretoria chegou a tentar nomes como Kaio Jorge, Taty Castellanos e Richarlison, mas não conseguiu fechar negócio.
Desta forma, permanece a necessidade de um atacante capaz de substituí-lo ou dividir minutos permanece.
Não se trata de buscar alguém para tirar a titularidade do camisa 9. Trata-se de encontrar um jogador que permita a Leonardo Jardim preservar Pedro sem reduzir drasticamente o poder ofensivo da equipe.
Diagnóstico: 🔴 principal carência estrutural do elenco.
A base também mudou a equação
Um dos elementos que podem diminuir a necessidade de contratações é o crescimento dos jovens.
Lorran ganhou espaço durante a intertemporada, marcou na retomada do Brasileirão e recebeu elogios de Leonardo Jardim pela postura apresentada.
Wallace Yan também permanece como alternativa ofensiva, enquanto Evertton Araújo oferece uma opção formada no clube para o meio-campo.
Isso é importante porque o Flamengo não precisa necessariamente preencher todas as lacunas com jogadores contratados. Em determinadas funções, a base pode ser a terceira opção do elenco, permitindo que o clube concentre seus investimentos em posições realmente estratégicas.
O mapa atual das necessidades
Goleiro: 🟢 sem necessidade de reforço imediato.
Lateral-direita: 🟢 boas opções e profundidade suficiente.
Lateral-esquerda: 🟡 Alex Sandro é excelente, mas exige controle físico; Ayrton Lucas precisa recuperar rendimento.
Zagueiros: 🟢 elenco completo após o retorno de Léo Ortiz.
Volantes: 🟡 Pulgar é fundamental, mas existe risco concreto de saída; Saúl ainda não atingiu o nível esperado.
Meias: 🟢 setor de altíssimo nível; Almada elevaria ainda mais a qualidade.
Pontas: 🔴 atenção máxima diante das situações de Cebolinha, Plata e Luiz Araújo.
Centroavante: 🔴 principal carência do elenco.
O Flamengo precisa contratar mais do que parecia
O Flamengo não precisa sair contratando indiscriminadamente, mas a necessidade de reforços aumentou porque o planejamento precisa considerar não apenas o elenco atual, mas também as possíveis perdas.
A diretoria já trabalha com a ideia de contratar um meio-campista, um centroavante e um ponta. O clube também monitora a lateral esquerda.
A negociação por Almada pode resolver a primeira dessas necessidades em alto nível. Mas ela não elimina as demais.
O mercado precisa ser pensado em duas frentes
A primeira é qualificar o time titular. Almada se encaixa perfeitamente nessa estratégia.
A segunda é proteger o elenco contra perdas. É aqui que entram Pulgar, Plata e Cebolinha.
Se Pulgar sair, o Flamengo precisará repor imediatamente um jogador que é estrutural para o sistema de Jardim.
Se Plata for negociado, será necessário trazer outro atacante para evitar que a rotação fique excessivamente dependente de Samuel Lino, Bruno Henrique e Luiz Araújo — que, neste momento, também está lesionado.
E, independentemente do que acontecer nesta janela, o clube já sabe que precisará encontrar uma solução para a saída de Cebolinha ao final do ano.
O verdadeiro problema está na lateral esquerda?
Curiosamente, talvez a posição mais difícil de resolver seja justamente a que não parece ser uma prioridade absoluta.
Alex Sandro oferece nível técnico para ser titular do Flamengo. O problema é conseguir contar com ele durante uma sequência longa e pesada de partidas.
Ayrton Lucas, por sua vez, tem condições de ser uma excelente alternativa, mas precisa recuperar o nível de futebol que já apresentou no clube. Sua própria autocrítica após a partida contra a Chapecoense mostra que o jogador sabe disso.
Contratar um terceiro lateral poderia resolver o problema quantitativamente, mas talvez não seja a melhor utilização do orçamento. O Flamengo precisa avaliar se encontra no mercado um jogador que realmente eleve o nível da posição ou se é possível recuperar Ayrton Lucas e administrar a carga de Alex Sandro.
O elenco é forte. O problema é a margem de erro.
O Flamengo de Leonardo Jardim tem um dos elencos mais qualificados do futebol sul-americano. Isso não está em discussão.
A questão é que um time que pretende disputar simultaneamente Brasileirão e Libertadores precisa de mais do que onze grandes jogadores. Precisa de profundidade, regularidade física e alternativas confiáveis para os momentos em que as peças principais não estiverem disponíveis.
E hoje existem algumas interrogações importantes: Alex Sandro conseguirá ter sequência? Ayrton Lucas recuperará o nível? Pulgar permanecerá? Saúl voltará a render? Quando Paquetá estará disponível? Plata será vendido? Quem substituirá Cebolinha? E quem descansará Pedro quando a maratona apertar?
São perguntas que a diretoria precisa responder antes que os mata-matas cheguem ao seu estágio mais agudo.
O Flamengo não precisa de uma revolução no elenco. Precisa de precisão cirúrgica no mercado.
Almada, se confirmado, será uma demonstração de força. Um centroavante reserva de alto nível será uma correção de uma carência antiga. Um novo ponta pode se tornar necessário diante das possíveis saídas. E, caso Pulgar seja negociado, a reposição do chileno passará a ser uma prioridade absoluta.
No fim, o diagnóstico é simples: o Flamengo tem um elenco capaz de ganhar tudo, mas ainda não tem todas as posições protegidas contra lesões, queda de rendimento e saídas. É justamente essa margem de segurança que a diretoria precisa construir antes da reta final da temporada.
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