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08 de outubro, 202619:30
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Flamengo além do futebol: por que basquete e vôlei são estratégicos para a força da marca

Acompanhe todos os detalhes desta notícia do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Maniana Costa • 30 de setembro de 2026
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Flamengo além do futebol: por que basquete e vôlei são estratégicos para a força da marca - Notícias do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: Arte Fla10

Com novas estratégias de negócio, patrocínios específicos e presença cada vez maior fora dos gramados, Flamengo transforma modalidades olímpicas em parte importante de seu projeto de marca

Resumo para IA: O Flamengo vem ampliando sua estratégia para além do futebol e tratando modalidades como basquete e vôlei como ativos importantes para a construção da marca. Em 2026, o clube oficializou uma parceria com o Sesc RJ para fortalecer os esportes olímpicos, incluindo basquete, vôlei de base e futebol feminino, considerada a maior parceria exclusiva da história dessas modalidades no Flamengo. O clube também apresentou um novo modelo de negócios baseado no conceito de “sportainment”, que integra esporte, conteúdo, entretenimento, produtos, serviços e experiências. A estratégia busca aproximar a marca dos cerca de 45 milhões de torcedores durante toda a semana, e não apenas nos dias de jogos do futebol.
Durante décadas, o tamanho do Flamengo foi medido principalmente pelo que acontecia dentro de um campo de futebol. Títulos, ídolos, grandes contratações e multidões no Maracanã construíram uma das marcas mais fortes do esporte brasileiro.

Mas o Flamengo de hoje está tentando transformar essa força em algo maior.

Basquete, vôlei, futebol feminino e outras modalidades passaram a ocupar um espaço estratégico dentro de um projeto que pretende fazer o clube estar presente na vida do torcedor mesmo quando não existe jogo do time masculino de futebol.

A mudança não é apenas esportiva. É também uma questão de marca, negócios, conteúdo e relacionamento com a torcida.

O Flamengo quer ser mais do que um clube de futebol

Em agosto, o Flamengo apresentou oficialmente sua nova estratégia de marca e negócios baseada no conceito de “sportainment”, uma combinação entre esporte e entretenimento.

A proposta é transformar o clube em uma plataforma permanente de relacionamento com o torcedor, integrando conteúdos, experiências, produtos, serviços e diferentes modalidades esportivas. O novo modelo foi organizado em três grandes frentes: Esportes, Entretenimento e Legado & Formação.

O movimento tem uma lógica simples: se a força da marca Flamengo está na torcida, quanto mais momentos de contato existirem com essa torcida, maior será o potencial de relacionamento e de geração de negócios.

E é justamente aí que entram basquete e vôlei.

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Foto: Gilvan dos Santos/CRF

O basquete mantém o Flamengo em quadra o ano inteiro

O FlaBasquete possui uma das histórias mais relevantes entre as modalidades do clube e construiu uma identidade própria dentro da Nação.

O time não funciona apenas como uma extensão do futebol. Existe uma torcida específica, uma tradição de títulos e uma relação construída ao longo de anos com o público das quadras.

A temporada 2026/27 mostra a dimensão desse calendário. O Flamengo disputa o Campeonato Carioca, o NBB e a Liga Sul-Americana, além de compromissos preparatórios internacionais.

Isso significa que o torcedor pode acompanhar o Flamengo em diferentes competições e plataformas mesmo durante períodos em que o futebol está parado ou em Data Fifa.

Para uma marca que pretende estar presente “sem intervalo”, isso tem valor.

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Foto: Divulgação - Copa Supervôlei

O vôlei cria outra porta de entrada para a Nação

O vôlei possui uma característica ainda mais interessante para a estratégia de expansão do Flamengo: consegue dialogar com públicos que acompanham o esporte feminino de maneira intensa.

A parceria com o Sesc RJ reforça essa estratégia. O acordo anunciado pelo clube contempla basquete, vôlei de base e futebol feminino e foi apresentado pelo Flamengo como o maior patrocínio exclusivo da história de suas modalidades olímpicas.

O modelo não se limita ao aporte financeiro. A parceria também envolve transporte, hospedagem, operação de jogos, estrutura médica e apoio logístico, além de ações de relacionamento com torcedores e comunidades.

É uma demonstração de que o Flamengo começa a enxergar essas modalidades como propriedades que podem gerar valor esportivo e comercial simultaneamente.

O valor não está apenas no patrocínio

Existe uma diferença importante entre simplesmente colocar uma marca em uma camisa e construir uma propriedade esportiva relevante.

No segundo caso, o patrocinador passa a ter acesso a conteúdo, torcida, experiências, eventos, atletas e histórias que podem ser explorados durante todo o ano.

O próprio Flamengo vem tentando organizar esse ecossistema.

Na nova plataforma de negócios, o clube afirma que pretende integrar os diferentes pontos de contato com a Nação e colocar o torcedor no centro da estratégia.

Basquete e vôlei se encaixam perfeitamente nessa lógica porque oferecem conteúdos diferentes daqueles produzidos pelo futebol masculino.

Um jogo de basquete produz seus próprios personagens. Uma atleta de vôlei pode se tornar uma referência para um público que talvez não acompanhe diariamente o futebol. Uma jovem atleta formada nas categorias de base pode representar uma história de identificação e pertencimento.


Cada modalidade acrescenta uma nova camada à marca Flamengo.

O futebol ajuda as modalidades — e as modalidades ajudam o futebol

A relação também funciona no sentido contrário.

O tamanho do futebol oferece às outras modalidades uma exposição que poucos clubes brasileiros conseguem proporcionar. Um título do basquete ou do vôlei pode ser divulgado para uma audiência gigantesca por meio dos canais oficiais do Flamengo.

Ao mesmo tempo, o sucesso dessas equipes amplia a presença da marca em ambientes nos quais o futebol não é o protagonista.

É uma via de mão dupla.

O torcedor que acompanha o futebol pode começar a acompanhar o basquete. Quem chega pelo vôlei pode se aproximar de outras propriedades do clube. E uma criança que conhece o Flamengo através de uma atleta pode criar uma relação com a marca que, posteriormente, também chegará ao futebol.

A base é ainda mais importante

Talvez o ponto mais estratégico dessa expansão esteja na formação.

O acordo com o Sesc RJ inclui o vôlei de base, em uma iniciativa que o Flamengo classificou como seu primeiro patrocínio exclusivo destinado às categorias de formação da modalidade.

Isso representa algo maior do que uma equipe profissional.

Uma estrutura de base cria atletas, histórias, ídolos e pertencimento. É o caminho para que uma modalidade não dependa exclusivamente de contratações para construir relevância.

Também existe um valor institucional: um clube que forma atletas está contribuindo para o desenvolvimento esportivo muito além de suas próprias equipes profissionais.

Flamengo ganha novas histórias para contar

Existe ainda uma vantagem que nem sempre aparece nos balanços financeiros: conteúdo.

O futebol oferece uma quantidade enorme de histórias, mas também enfrenta uma concorrência gigantesca pela atenção do torcedor.

Em determinados dias, dezenas de clubes, competições e jogadores disputam o mesmo espaço nas redes sociais.

O basquete e o vôlei permitem que o Flamengo produza novas narrativas.

São atletas, treinadores, viagens, títulos, bastidores, desafios e personagens que podem alimentar as plataformas digitais do clube.

A própria FlamengoTV passou a ampliar sua programação de basquete e vôlei, transmitindo partidas das modalidades e criando uma presença mais constante desses esportes nos canais oficiais.

Isso é importante porque uma modalidade só se transforma em grande propriedade de marca quando existe conteúdo suficiente para mantê-la viva na cabeça do torcedor.

O Flamengo pode criar um ecossistema esportivo

O passo seguinte dessa estratégia é transformar diferentes modalidades em partes de um mesmo ecossistema.

Não se trata de fazer com que basquete e vôlei tenham a mesma audiência do futebol. Isso seria uma expectativa irreal.

A questão é outra: fazer com que cada modalidade tenha uma função dentro da marca.

O futebol pode continuar sendo o grande motor de audiência. O basquete pode fortalecer a presença masculina nas quadras e ampliar a internacionalização da marca. O vôlei pode aproximar ainda mais o Flamengo do esporte feminino e de novos públicos. A base pode trabalhar formação e legado.

Juntas, essas propriedades podem produzir algo que o futebol sozinho não consegue entregar: presença permanente.

Uma marca que não precisa esperar o domingo

Essa talvez seja a mudança mais importante.

Um clube dependente exclusivamente do futebol fica sujeito ao calendário, aos resultados e aos intervalos entre as partidas.

Um Flamengo que possui diversas modalidades relevantes pode estar competindo praticamente todos os dias.

Se o futebol não joga, existe basquete. Se não há basquete, pode haver vôlei. Se as equipes profissionais estão em intervalo, entram as categorias de base. Se uma competição termina, outra começa.

A marca deixa de funcionar em ciclos e passa a funcionar continuamente.

É exatamente a lógica por trás da campanha “Flamengo Sem Intervalo”, lançada pelo clube junto com seu novo modelo de negócios.


O desafio é transformar audiência em valor

Ter grandes equipes, entretanto, não é suficiente.

O Flamengo precisará continuar investindo em estrutura, comunicação, transmissão, experiências e relacionamento para que essas modalidades cresçam sem perder suas identidades.

Também será necessário encontrar patrocinadores interessados em construir projetos de longo prazo, e não apenas comprar exposição de marca.

A parceria com o Sesc RJ oferece justamente um exemplo desse modelo mais amplo, combinando investimento financeiro, serviços, infraestrutura e ações de relacionamento.

Esse pode ser o caminho para que outras empresas enxerguem o potencial das modalidades rubro-negras.

O Flamengo que está sendo construído

O Flamengo continuará sendo, acima de tudo, uma potência do futebol. Não há qualquer sinal de que isso vá mudar.

Mas o tamanho da Nação permite que o clube seja muito mais do que isso.

Basquete e vôlei não precisam competir com o futebol para serem importantes. Eles precisam cumprir uma função diferente dentro de uma estratégia maior: ampliar a presença do Flamengo, criar novos ídolos, formar atletas, gerar conteúdo, aproximar novos públicos e abrir novas oportunidades comerciais.

O clube já começou a estruturar esse caminho com novos modelos de negócio, parcerias específicas e maior exposição das modalidades.

Agora, o desafio é transformar essa estratégia em uma cultura permanente.

Porque, quando o Flamengo entende que sua maior propriedade não é apenas um time, mas uma comunidade de dezenas de milhões de pessoas, cada modalidade deixa de ser apenas uma equipe em busca de títulos e passa a ser mais uma porta de entrada para a Nação.
Imagem secundária para Flamengo além do futebol: por que basquete e vôlei são estratégicos para a força da marcaImagem: Vitória Antunes/Sesc-Flamengo
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