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Flamengo encaminha venda de Gonzalo Plata ao Dínamo de Moscou e perde peça importante para a reta decisiva da temporada

Acompanhe todos os detalhes desta notícia do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Mariana Costa28 de agosto de 2026
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Flamengo encaminha venda de Gonzalo Plata ao Dínamo de Moscou e perde peça importante para a reta decisiva da temporada - Notícias do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: Adriano Fontes/CRF

Atacante equatoriano deixa o Rubro-Negro após dois anos, seis títulos e 100 partidas; saída abre espaço no elenco de Leonardo Jardim, mas também cria uma lacuna específica no lado direito do ataque

O Flamengo está muito perto de concluir a venda de Gonzalo Plata ao Dínamo de Moscou, da Rússia. A negociação avançou nas últimas horas e está avaliada em mais de 10 milhões de euros, cerca de R$ 60 milhões na cotação atual. O clube russo também negocia para contar rapidamente com o atacante, enquanto o Flamengo tenta finalizar os últimos detalhes da operação.

A saída representa uma mudança importante no elenco rubro-negro justamente na reta decisiva da temporada. Plata vinha sendo utilizado por Leonardo Jardim na rotação principal e, embora não fosse titular absoluto em todas as partidas, fazia parte do grupo de jogadores considerados importantes pelo treinador. Nesta temporada, o equatoriano disputou 32 partidas, com dois gols e quatro assistências.

Mais do que perder um jogador de velocidade, o Flamengo perde uma peça que oferecia uma característica específica ao sistema de Jardim: um ponta capaz de receber aberto pela direita, atacar o espaço, conduzir para dentro e também participar da pressão sem bola.

E isso muda algumas possibilidades táticas para o treinador.

Plata deixa o Flamengo com 100 jogos e seis títulos

A passagem de Gonzalo Plata pelo Flamengo começou no segundo semestre de 2024, quando o clube desembolsou US$ 9,1 milhões, aproximadamente R$ 51,9 milhões na época, para contratá-lo junto ao Al-Sadd, do Catar. O contrato inicialmente firmado com o Rubro-Negro tinha duração até 2029.

Em dois anos no Rio de Janeiro, o equatoriano disputou 100 partidas, marcou nove gols e deu 13 assistências.

O número de participações diretas em gols não é espetacular para um jogador ofensivo, mas precisa ser analisado dentro da função que Plata exerceu no Flamengo.

Ele não foi contratado para ser o principal goleador.

Sua função esteve muito mais relacionada à amplitude, ao um contra um, à aceleração das jogadas e à ocupação dos espaços pelos corredores.

E houve um momento em que seu nome ficou definitivamente marcado na história recente do clube.

O gol que colocou Plata na história do Flamengo

Poucos meses depois de chegar ao clube, Plata tornou-se protagonista de uma decisão.

Na final da Copa do Brasil de 2024, contra o Atlético-MG, o Flamengo já havia construído vantagem de 3 a 1 no Maracanã e precisava administrar o resultado na Arena MRV.

Foi quando o equatoriano apareceu.

Aos 37 minutos do segundo tempo, Plata recebeu dentro da área e marcou o gol que confirmou a vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-MG e garantiu ao Flamengo o título da Copa do Brasil.

Foi o primeiro grande momento de Plata com a camisa rubro-negra.

E, de certa maneira, antecipou o que seria sua passagem pelo clube: menos protagonismo individual e mais participação em um elenco recheado de estrelas, mas com capacidade de aparecer em momentos decisivos.

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Foto: Gilvan de Souza/CRF

2025 foi a temporada mais importante

Se 2024 teve o gol do título, 2025 consolidou Plata como parte de um dos elencos mais vitoriosos da história recente do Flamengo.

O equatoriano participou da campanha que terminou com os títulos do Campeonato Carioca, Supercopa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Libertadores. A própria relação oficial do Flamengo ainda registra o Carioca de 2026 entre os títulos conquistados pelo jogador.

Em 2025, Plata disputou 53 partidas pelo Flamengo, marcou cinco gols e distribuiu nove assistências.

Foi sua temporada mais produtiva em participação direta em gols pelo clube.

Na Libertadores daquele ano, foram sete partidas, com duas assistências. No Mundial de Clubes, participou de três jogos e deu mais duas assistências.

O equatoriano, portanto, esteve presente na construção do Flamengo campeão da América.

2026: menos protagonismo, mas ainda dentro da rotação

A chegada de Leonardo Jardim modificou algumas hierarquias ofensivas.

O treinador português passou a trabalhar com uma rotação ampla, utilizando diferentes combinações entre Pedro, Bruno Henrique, Samuel Lino, Luiz Araújo, Carrascal e Plata.

O próprio Jardim já explicou que procura combinar características diferentes entre os jogadores de ataque e que Plata esteve entre as peças utilizadas nessa lógica.

Plata disputava posição na ponta direita, especialmente com Carrascal. Jardim trabalhava com um grupo de aproximadamente 15 ou 16 jogadores considerados titulares, alternando as peças de acordo com o adversário e o calendário.

Na temporada de 2026, Plata fez 32 jogos e marcou dois gols, além de quatro assistências, até o momento em que a negociação com o Dínamo avançou.

Isso ajuda a explicar a decisão do Flamengo.

Plata continuava sendo útil.

Mas não era uma peça insubstituível dentro da estrutura.

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Foto: Adriano Fontes/CRF

O início da carreira: a fábrica de talentos do Independiente del Valle

Antes de chegar ao futebol brasileiro, Plata percorreu um caminho que explica muito de seu estilo de jogo.

Nascido em Guayaquil, no Equador, em novembro de 2000, o atacante passou pelas categorias de base do LDU Quito e do Independiente del Valle, clube responsável por sua formação e por sua primeira oportunidade no futebol profissional.

Estreou entre os profissionais em 2018, ainda com 17 anos, e disputou 13 partidas, marcando um gol.

Foi no Independiente del Valle que começou a ser identificado como uma das grandes promessas do futebol equatoriano.

A geração daquele clube revelou diversos jogadores que posteriormente chegaram ao futebol europeu e à seleção nacional.

Plata foi um deles.

Sporting: a primeira experiência europeia

Em 2019, o equatoriano atravessou o Atlântico para defender o Sporting, de Portugal.

A adaptação ao futebol europeu aconteceu gradualmente.

Entre 2019 e 2021, Plata disputou partidas pelo time principal e também pelo Sporting B. No futebol português, desenvolveu principalmente sua capacidade de atuar pelos lados e atacar espaços em velocidade.

Em 2020/21, participou da campanha do Sporting que conquistou o Campeonato Português e a Taça da Liga, embora não tenha sido protagonista absoluto daquela equipe.

Também conquistou posteriormente a Supertaça de Portugal pelo clube, conforme registros de sua carreira.

Valladolid: maturidade e regularidade

A etapa seguinte foi importante para sua evolução.

Plata foi emprestado ao Real Valladolid na temporada 2021/22.

E foi na Espanha que conseguiu a maior sequência como profissional.

Foram 31 partidas e seis gols naquela temporada, ajudando o clube no acesso à primeira divisão espanhola. Na temporada seguinte, já em definitivo, disputou 36 jogos e marcou um gol.

A experiência no futebol espanhol ampliou seu repertório.

Plata deixou de ser apenas um jogador de velocidade e passou a atuar com mais frequência em situações de construção e associação.

Al-Sadd: números ofensivos explodem

Depois de três temporadas ligadas ao Valladolid, Plata mudou novamente de país.

Em 2023, foi contratado pelo Al-Sadd, do Catar.

Foi justamente no futebol asiático que seus números ofensivos cresceram de maneira significativa.

Na temporada 2023/24, disputou 33 partidas e marcou 12 gols, além de oito assistências em diferentes competições, de acordo com os registros estatísticos disponíveis.

Também conquistou a Qatar Stars League e a Copa do Emir antes de retornar ao radar do futebol sul-americano.

O Flamengo apareceu como o próximo passo.

Na seleção do Equador, uma carreira construída desde cedo

Plata também se tornou uma presença frequente na seleção equatoriana.

Ele estreou pela equipe principal em 2019 e disputou a Copa do Mundo de 2022.

Até os dados mais recentes disponíveis, soma dezenas de partidas pela seleção e gols em competições oficiais e amistosos.

Sua trajetória internacional começou ainda nas categorias de base.

Em 2019, Plata integrou a seleção equatoriana campeã do Sul-Americano Sub-20, competição na qual chamou a atenção de clubes europeus.

A Copa do Mundo de 2022 foi outro marco.

O atacante chegou ao Mundial como uma das principais peças ofensivas da seleção equatoriana.

As polêmicas que marcaram a passagem de Plata pelo Flamengo

Além dos momentos decisivos dentro de campo, o equatoriano também acumulou episódios de desgaste disciplinar e comportamental que influenciaram sua relação com o clube

A passagem de Gonzalo Plata pelo Flamengo não foi construída apenas por gols, assistências e títulos. O equatoriano também viveu episódios de desgaste extracampo e disciplinar, especialmente nos últimos meses, que acabaram pesando na avaliação sobre seu futuro no clube.

Sempre flagrado nas madrugadas cariocas, a história de Plata no Flamengo fica marcada justamente por essa dualidade: um jogador talentoso, decisivo em momentos importantes, mas que também precisou lidar com cobranças sobre disciplina, comportamento e adaptação às exigências internas do clube.

O primeiro grande problema ocorreu em 2025, quando Plata acumulou episódios disciplinares e chegou a ser punido pelo Flamengo. O caso mais grave aconteceu na Libertadores, diante do Racing, quando foi expulso após uma entrada considerada violenta. A Conmebol posteriormente aplicou dois jogos de suspensão e multa, fazendo com que o atacante ficasse fora da final da competição.

O episódio ganhou ainda mais importância porque aconteceu na reta final da campanha continental. Plata, que havia participado da trajetória do Flamengo até a decisão, acabou não podendo estar em campo justamente na partida mais importante do torneio.

Meses depois, em 2026, os problemas passaram a envolver também sua rotina no dia a dia do clube. Segundo informações divulgadas pela imprensa, pontualidade, integração ao grupo e comportamento fora de campo começaram a gerar incômodo internamente. Leonardo Jardim chegou a deixar o jogador fora de uma convocação e explicou que Plata apresentava dificuldades de integração e precisava fazer ajustes.

O Flamengo chegou a multar o atacante e cobrar mudanças em sua rotina.

A relação com Jardim, portanto, começou de maneira diferente daquela construída com Filipe Luís. Com o antigo treinador, Plata havia encontrado confiança e espaço. Com o português, precisou se adaptar a exigências diferentes, principalmente relacionadas à intensidade, comprometimento e comportamento cotidiano.

Outro episódio ganhou repercussão em maio de 2026, quando circulou nas redes sociais um vídeo que mostrava Plata aparentemente em uma situação de lazer, acompanhado de amigos e bebidas, enquanto se recuperava de um problema físico. O Flamengo se manifestou oficialmente e afirmou que o vídeo era antigo e havia sido retirado de contexto, classificando a circulação das imagens como uma tentativa de atingir a imagem do atleta e do clube.

O episódio é importante justamente porque mostra como a relação de Plata com a torcida passou a ser observada também sob a ótica extracampo. Mesmo quando o clube negou que as imagens representassem uma situação atual, o assunto voltou a alimentar discussões sobre a postura profissional do jogador.

Não se trata de afirmar que Plata tenha sido um problema permanente para o clube. Pelo contrário: o Flamengo reconheceu seu valor esportivo, manteve o jogador no elenco e, depois das cobranças, ele voltou a ganhar espaço com Leonardo Jardim. O próprio ge destacou que o episódio de comportamento foi considerado superado internamente.

Mas, em um clube que exige alto nível de profissionalismo de um elenco milionário e acostumado a disputar decisões, pequenos desgastes podem adquirir proporções maiores.

O que o Flamengo perde dentro de campo?

A saída de Plata não representa apenas a perda de um nome do elenco.

Ela reduz o número de alternativas para uma função bastante específica.

O Flamengo possui muitos jogadores capazes de atuar pelos lados, mas poucos têm exatamente o perfil do equatoriano.

Plata oferece velocidade em condução, ataca profundidade, é canhoto jogando pelo lado direito.

Pode receber aberto e partir para dentro.

Também consegue acelerar uma transição ofensiva sem precisar de muitos toques.

Esse último ponto é especialmente relevante para Leonardo Jardim.

O treinador português trabalha com uma equipe que procura compactação sem bola e transições rápidas quando recupera a posse. Seu modelo pode alternar entre 4-3-3 e 4-2-3-1, dependendo do adversário e das características dos jogadores.

Plata se encaixava bem nessa lógica.

O Flamengo ainda tem opções — mas elas são diferentes

A saída de Plata não deixa o Flamengo sem jogadores para o setor.

Samuel Lino continua sendo uma das principais alternativas.

Luiz Araújo pode atuar pelos dois lados.

Bruno Henrique pode jogar aberto ou como referência.

Carrascal oferece mobilidade e capacidade de jogar partindo da direita.

E existe ainda a possibilidade de Jardim utilizar uma estrutura mais interna, aproximando Arrascaeta, Paquetá e Carrascal.

Mas nenhuma dessas alternativas reproduz exatamente o que Plata entregava.

Essa é a diferença entre substituir um jogador e substituir uma função.

Carrascal pode ganhar espaço na ponta direita

A saída de Plata tende a aumentar a importância de Jorge Carrascal.

O colombiano já disputava minutos com o equatoriano e oferece uma característica diferente: maior capacidade de jogar por dentro.

Isso pode levar Jardim a modificar o funcionamento do lado direito.

Com Plata, o Flamengo tinha um ponta que podia manter amplitude e depois atacar o espaço interior.

Com Carrascal, a tendência é aumentar a presença entre linhas.

Isso pode aproximar ainda mais o colombiano de Arrascaeta e Paquetá.

E, ao mesmo tempo, exigir que o lateral direito dê mais amplitude.

Emerson Royal ou Varela podem ganhar uma responsabilidade ofensiva maior nesse cenário.

O lado esquerdo pode virar o principal corredor ofensivo

Existe outra consequência possível.

Samuel Lino pode passar a concentrar ainda mais protagonismo.

O português já é um dos jogadores que melhor se encaixam na ideia de Jardim de utilizar os pontas por dentro.

O próprio treinador explicou que deseja que os jogadores de lado preencham a área, evitando que Pedro fique isolado contra vários defensores.

Isso cria uma possibilidade interessante.

Se Carrascal ocupar zonas interiores pela direita, Lino pode manter maior agressividade pela esquerda.

Arrascaeta pode circular entre os dois lados.

Pedro fixa os zagueiros.

E os laterais oferecem amplitude.

Na prática, o Flamengo pode passar a construir ataques com uma assimetria maior.

O problema é a profundidade do elenco

É aqui que a venda começa a preocupar.

O Flamengo não perde apenas Plata.

Cebolinha também foi liberado para buscar outro clube, segundo informações recentes, o que reduz ainda mais o número de opções de ataque.

A situação faz com que o setor ofensivo fique mais dependente de poucas peças.

E a temporada ainda reserva Libertadores e Campeonato Brasileiro.

Se o Flamengo avançar até as fases decisivas das competições, o calendário exigirá rotação.

Por isso, a diretoria já trabalha com a possibilidade de buscar um novo ponta.

O dinheiro da venda resolve parte do problema

Financeiramente, a operação pode ser considerada positiva.

O Flamengo pagou R$ 51,9 milhões pela contratação de Plata em 2024 e agora encaminha uma venda superior a R$ 60 milhões.

O clube ainda terá de considerar custos, comissões e demais componentes da operação para calcular o ganho líquido.

Mas existe outro fator importante.

O Flamengo encerrou o primeiro semestre de 2026 com R$ 614,5 milhões a pagar em transferências, sendo R$ 312 milhões ainda com vencimento em 2026.

Nesse contexto, uma venda à vista acima de € 10 milhões possui importância estratégica.

O clube transforma um ativo esportivo em caixa.

Mas precisa fazer isso sem enfraquecer o elenco.

A venda pode ser boa. A falta de reposição, não

Essa é provavelmente a principal conclusão.

Vender Plata por um valor superior ao investimento inicial pode fazer sentido.

Perder Plata sem contratar ninguém para a posição é outra história.

O Flamengo está disputando a Libertadores e tem um elenco montado para competir por títulos.

O custo de uma eventual queda de rendimento pode ser muito maior do que o dinheiro economizado ao não contratar.

A própria imprensa especializada já aponta a necessidade de reposição, especialmente porque Cebolinha também pode deixar o clube.

O Flamengo de Jardim sem Plata

Taticamente, a tendência é que Leonardo Jardim tenha três caminhos principais.

O primeiro é manter o 4-3-3 e colocar Carrascal ou Luiz Araújo pela direita.

O segundo é utilizar Bruno Henrique ou Samuel Lino em um dos lados e aproximar os meias por dentro.

O terceiro é transformar o 4-3-3 em um 4-2-3-1 em determinados momentos, colocando Arrascaeta ou Carrascal atrás de Pedro e utilizando os pontas para atacar os corredores.

O primeiro caminho é o mais simples.

O segundo pode ser o mais agressivo.

O terceiro talvez seja o mais interessante para determinados adversários.

A escolha dependerá do contexto.

Plata deixa uma lacuna, mas não desmonta o sistema

A boa notícia para Jardim é que o Flamengo não dependia exclusivamente do equatoriano para funcionar.

O treinador possui jogadores tecnicamente capazes de manter a estrutura.

O problema está na característica.

Plata era um jogador que dava verticalidade.

Carrascal oferece mais associação.

Luiz Araújo oferece mais controle e finalização.

Bruno Henrique oferece mais ataque à profundidade.

Samuel Lino oferece condução, mobilidade e chegada à área.

São soluções diferentes.

O desafio será escolher a combinação que preserve o equilíbrio do time.

O verdadeiro teste para Jardim

A saída de Plata também coloca Leonardo Jardim diante de uma oportunidade.

O treinador poderá testar uma versão mais sofisticada do seu ataque.

Sem o ponta direita de origem, pode utilizar um jogador por dentro e liberar ainda mais o lateral.

Isso poderia aproximar Carrascal de Arrascaeta e Paquetá, criando uma espécie de triângulo de criação atrás de Pedro.

Mas existe uma condição.

O Flamengo precisará proteger melhor o lado direito quando perder a bola.

Quanto mais jogadores forem colocados por dentro, maior será a responsabilidade do lateral e dos volantes para controlar a transição defensiva.

Essa é uma questão especialmente importante considerando as dificuldades defensivas que o time vem apresentando recentemente.

O Fla10 analisa: Plata não era indispensável, mas era útil

Gonzalo Plata não sai do Flamengo como um dos maiores craques da história do clube.

Também não deixa números que permitam colocá-lo no mesmo patamar dos grandes protagonistas ofensivos da equipe.

Mas deixa algo que nem sempre aparece nas estatísticas.

Ele era uma peça funcional.

Foi campeão de seis títulos.

Marcou o gol da Copa do Brasil de 2024.

Participou da campanha do título brasileiro e da Libertadores de 2025.

Deu 13 assistências em 100 jogos.

E, principalmente, oferecia ao treinador uma solução diferente para o lado direito.

Sua saída, portanto, não desmonta o Flamengo.

Mas reduz sua margem de erro.

Se Jardim conseguir redistribuir a função entre Carrascal, Luiz Araújo, Bruno Henrique, Samuel Lino e os laterais, o sistema continuará competitivo.

Se a diretoria conseguir transformar parte dos mais de € 10 milhões da venda em um novo jogador de velocidade e profundidade, o problema diminui.

Mas se Plata sair, Cebolinha também deixar o clube e nenhuma reposição chegar, o Flamengo estará assumindo um risco desnecessário justamente quando entra na fase mais importante da temporada.

Plata deixa o Flamengo como campeão da Libertadores, do Brasileiro, da Copa do Brasil, da Supercopa e dos dois últimos Cariocas. Sai com seis títulos, 100 jogos e uma história que inclui um gol de taça.

Agora, a missão de Leonardo Jardim é fazer com que a ausência do equatoriano seja apenas uma mudança de peças — e não uma perda de identidade do time.

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