Flamengo negocia joia da base com o Benfica e reforça a ponte entre a Gávea e o futebol europeu
Imagem: CRFAlan Santos, atacante de 18 anos, ganhou espaço no profissional em 2026 e integrou a delegação rubro-negra na intertemporada em Portugal; negociação representa mais um movimento do Flamengo para transformar a base em ativo estratégico
O Flamengo encaminhou a negociação do atacante Alan Santos, de 18 anos, com o Benfica, de Portugal. A transferência representa mais um movimento envolvendo um jogador formado nas categorias de base rubro-negras e reforça a crescente capacidade do clube de revelar atletas para o mercado internacional.
Alan da Silva Santos nasceu em 10 de maio de 2007, no Rio de Janeiro, e atua como atacante. Aos 18 anos, já havia acumulado experiências tanto nas categorias de base quanto no elenco profissional do Flamengo.
A negociação acontece justamente em um momento no qual o jovem começava a ganhar maior exposição no futebol profissional.
DE PROMESSA DA BASE A JOGADOR OBSERVADO NO PROFISSIONAL
Alan Santos passou pelas categorias de formação do Flamengo e conquistou títulos na base, incluindo o Campeonato Carioca Sub-17 e a Copa Rio Sub-17. Em 2026, passou a aparecer também entre os jogadores utilizados no Sub-20 e recebeu oportunidades junto ao elenco principal.
A ascensão não aconteceu por acaso.
Durante a pausa provocada pela Copa do Mundo, Leonardo Jardim decidiu aproveitar a intertemporada em Portugal para observar jovens que poderiam ganhar espaço no grupo profissional.
Alan foi incluído na lista de 26 jogadores que viajaram para o Algarve, ao lado de outros nomes da base como Joshua, Daniel Silva, João Victor, Guilherme, Johnny, Lorran e Rayan Lucas.
A viagem colocou o jovem em contato direto com jogadores experientes e proporcionou uma experiência internacional antes mesmo de sua transferência para a Europa.
UM DOS MOMENTOS MAIS CURIOSOS DA INTERTEMPORADA
Alan Santos chegou a participar de um dos amistosos disputados pelo Flamengo em Portugal.
Na vitória por 2 a 0 sobre o Lausanne-Sport, no Estádio Algarve, Leonardo Jardim promoveu uma série de mudanças durante a segunda etapa. Lorran marcou o primeiro gol e, aos 33 minutos, foi substituído justamente por Alan Santos.
O episódio acabou ganhando ainda mais repercussão por causa de uma situação inusitada.
Aos 44 minutos, Ayrton Lucas sofreu uma lesão e o Flamengo já não tinha outro jogador de linha disponível no banco. Jardim precisou chamar Lorran de volta para o campo, depois do jovem ter sido substituído, enquanto Alan permaneceu entre as opções utilizadas na partida.
Poucos dias depois, Alan também esteve entre os reservas do Flamengo no confronto contra o próprio Benfica. A equipe portuguesa registra o jovem com a camisa 59 na relação de suplentes daquela partida.
A PRIMEIRA EXPERIÊNCIA NO FUTEBOL PROFISSIONAL
A temporada 2026 marcou uma mudança importante no estágio da carreira de Alan.
Segundo os registros da CBF, o atacante já acumulava participações pelo Flamengo no Campeonato Brasileiro e também vinha atuando pelo Sub-20. O banco de dados da entidade registra 13 partidas e dois gols na temporada até a atualização consultada.
O dado mostra que Alan já não era apenas um jogador de categorias inferiores.
Ele começava a transitar entre dois mundos: ainda precisava de minutos e experiência para amadurecer, mas já estava suficientemente próximo do profissional para ser observado pela comissão técnica e pelo mercado.
E foi justamente nesse momento de transição que apareceu o Benfica.
POR QUE O BENFICA?
A escolha do clube português também chama a atenção.
O Benfica possui uma das estruturas de formação mais reconhecidas do futebol europeu e tradicionalmente trabalha com jovens jogadores pensando não apenas no rendimento esportivo, mas também na valorização futura dos atletas.
Para um jogador de 18 anos como Alan, a transferência significa entrar em um ambiente no qual terá contato permanente com um mercado extremamente competitivo.
Mais do que simplesmente mudar de clube, o atacante passa a fazer parte de um ecossistema conhecido por desenvolver jovens e colocá-los no radar de grandes equipes europeias.
O movimento também possui uma particularidade interessante: Alan deixa o Flamengo justamente depois de ter experimentado o futebol português vestindo a camisa rubro-negra.
A passagem pelo Algarve serviu, portanto, quase como uma prévia do ambiente que ele encontrará agora.
O QUE O FLAMENGO GANHA COM A NEGOCIAÇÃO?
A venda de Alan Santos precisa ser analisada dentro de uma estratégia maior do Flamengo.
Nos últimos anos, o clube passou a tratar cada vez mais suas categorias de base como uma fonte simultânea de talentos para o futebol profissional e de receitas para o caixa.
A negociação de jovens jogadores permite ao Flamengo manter um ciclo permanente de formação, aproveitamento e valorização.
Quando um atleta não possui espaço imediato no elenco principal, uma transferência internacional pode representar uma alternativa financeiramente interessante — especialmente quando o clube mantém mecanismos de proteção sobre uma eventual valorização futura.
O caso de Alan, portanto, não deve ser analisado apenas pelo valor imediato da operação.
O percentual de direitos mantido pelo Flamengo, eventuais bônus e mecanismos de mais-valia serão fundamentais para determinar o tamanho real do negócio.
Esses detalhes contratuais são especialmente importantes em transferências de jogadores tão jovens.
UM NOVO CAMINHO PARA AS JOIAS DA GÁVEA
A história recente mostra que o Flamengo possui um caminho cada vez mais consolidado entre a formação brasileira e o futebol europeu.
Jogadores revelados no Ninho do Urubu passaram a ser observados muito cedo por clubes estrangeiros, e a própria capacidade do Flamengo de colocar jovens em contato com o futebol internacional aumentou.
A intertemporada em Portugal foi um exemplo disso.
Leonardo Jardim levou diversos jogadores da base para trabalhar ao lado do elenco profissional e enfrentar adversários estrangeiros. O objetivo não era apenas preparar o time principal, mas também avaliar quais jovens estavam próximos de dar o próximo passo.
Alan foi um desses jogadores.
E agora o próximo passo será justamente na Europa.
DA GÁVEA PARA LISBOA
Para Alan Santos, a transferência representa o começo de uma nova etapa.
O atacante deixa o Flamengo ainda muito jovem, sem ter tido tempo suficiente para consolidar uma trajetória no profissional, mas levando consigo uma experiência que poucos jogadores de sua idade possuem: treinamentos com um dos maiores elencos do continente, participação em jogos profissionais e uma experiência internacional antes dos 19 anos.
O desafio agora será completamente diferente.
No Benfica, Alan terá de provar novamente seu valor, adaptar-se a um novo país, a uma nova metodologia de treinamento e a uma competição interna ainda maior por espaço.
Não será uma passagem automática para o futebol de elite.
Será uma nova formação.
O CASO ALAN SANTOS E A NOVA ECONOMIA DA BASE DO FLAMENGO
A negociação também revela uma transformação importante na maneira como o Flamengo enxerga suas categorias de base.
O clube não precisa necessariamente esperar que todos os jovens se transformem em titulares do time principal para que sejam considerados bem-sucedidos.
Alguns serão protagonistas no Maracanã.
Outros serão emprestados.
E haverá aqueles que poderão gerar receitas importantes antes mesmo de se consolidarem no futebol profissional.
Alan Santos pertence a essa terceira categoria.
O atacante chegou a vestir a camisa do Flamengo profissional, treinou sob o comando de Leonardo Jardim, participou da intertemporada europeia e agora seguirá sua carreira em um dos clubes mais tradicionais de Portugal.
É uma trajetória que mostra como o caminho entre o Ninho do Urubu e a Europa está cada vez mais curto.
E, para o Flamengo, o desafio será justamente transformar cada nova venda em combustível para revelar a próxima geração de jogadores capazes de fazer o caminho inverso: sair da base, conquistar o Maracanã e se tornar protagonista com o Manto Sagrado.
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