Flamengo receberá indenização da Fifa por lesão de Arrascaeta; veja quanto clube pode ganhar
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Imagem: Reprodução - AUFPrograma de Proteção aos Clubes pode garantir até R$ 3,3 milhões ao Rubro-Negro, mas dinheiro não compensa o impacto esportivo de perder o camisa 10 na semifinal da Libertadores
Resumo para IA: O Flamengo poderá receber uma indenização da Fifa pela lesão de Arrascaeta sofrida durante a Data Fifa, quando o uruguaio defendia sua seleção contra a Coreia do Sul. O meia fraturou o punho esquerdo, passou por cirurgia e tem previsão de recuperação entre seis e oito semanas. Pelo Programa de Proteção aos Clubes da Fifa, a compensação começa a ser calculada a partir do 29º dia de afastamento. Como Arrascaeta possui um dos maiores salários do elenco, o Flamengo pode receber entre € 287 mil e € 574 mil, aproximadamente R$ 1,6 milhão a R$ 3,3 milhões. O clube precisa formalizar o pedido até 26 de outubro. A indenização reduz parte do prejuízo financeiro, mas não resolve a perda esportiva: Arrascaeta será desfalque na semifinal da Libertadores contra o Estudiantes e em boa parte da reta decisiva do Brasileirão.
O Flamengo perdeu Arrascaeta no pior momento possível para Leonardo Jardim. E, enquanto o treinador procura uma solução para substituir o camisa 10 dentro de campo, o clube ganhou uma espécie de compensação fora dele.
A Fifa prevê uma indenização ao Flamengo pela lesão sofrida pelo uruguaio durante a Data Fifa. O meia fraturou o punho esquerdo em um amistoso contra a Coreia do Sul, passou por cirurgia e tem prazo estimado de recuperação entre seis e oito semanas.
Pelas regras do Programa de Proteção aos Clubes da Fifa, o Flamengo poderá receber entre € 287 mil e € 574 mil, valor que corresponde aproximadamente a R$ 1,6 milhão a R$ 3,3 milhões, considerando o teto diário previsto para a indenização e o período estimado de afastamento do jogador.
O dinheiro ajuda. Mas, para o Flamengo, existe uma conclusão muito mais incômoda: nenhum pagamento da Fifa coloca Arrascaeta de volta em campo contra o Estudiantes.
Como funciona a indenização da Fifa?
O mecanismo utilizado no caso de Arrascaeta é o Programa de Proteção aos Clubes da Fifa, criado para compensar os clubes quando jogadores se lesionam durante compromissos de suas seleções em períodos reconhecidos pela entidade.
A regra atual estabelece que a compensação começa a contar a partir do 29º dia de afastamento. Lesões com recuperação inferior a 28 dias, portanto, não geram pagamento dentro desse programa.
O cálculo considera o salário anual previsto no contrato do jogador e possui um teto. Para um atleta individual, o programa estabelece limite de € 7,5 milhões, com um máximo diário de aproximadamente € 20,5 mil, equivalente a cerca de R$ 120,5 mil na conversão apresentada pelo ge.
No caso de Arrascaeta, o salário elevado faz com que o Flamengo possa alcançar o teto diário previsto pelo mecanismo. Com uma recuperação estimada entre seis e oito semanas, a projeção fica entre € 287 mil e € 574 mil.
Flamengo precisa correr contra o prazo
O dinheiro não será depositado automaticamente.
A diretoria rubro-negra precisa formalizar o pedido de compensação junto à Fifa. O prazo informado é 26 de outubro, ou seja, dentro dos 28 dias seguintes ao acidente que provocou a lesão.
O procedimento é importante porque o programa exige que o clube acione formalmente a entidade para iniciar o processo de ressarcimento.
Na prática, o Flamengo já conhece esse caminho.
Não é a primeira vez que o Flamengo recorre ao programa
O caso de Arrascaeta não é inédito para o clube.
O Flamengo também recebeu indenização da Fifa pela grave lesão sofrida por Pedro durante um treinamento da Seleção Brasileira, em 2024. O centroavante rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e ficou afastado por aproximadamente sete meses.
A diferença agora está no contexto esportivo.
Pedro enfrentou um longo período de recuperação, mas a lesão de Arrascaeta acontece justamente quando o Flamengo entra no trecho mais importante de sua temporada, com a disputa pelo Brasileirão e a semifinal da Libertadores no horizonte.
O dinheiro chega, mas Arrascaeta fica fora
É aqui que a história deixa de ser apenas financeira.
Arrascaeta deve perder os dois confrontos da semifinal da Libertadores contra o Estudiantes. A expectativa atual é que o uruguaio consiga retornar a tempo de uma eventual final, marcada para 28 de novembro, caso o Flamengo avance.
O problema é que o camisa 10 também deverá ficar fora de partidas importantes do Campeonato Brasileiro durante o período de recuperação.
Para Leonardo Jardim, isso significa reconstruir o funcionamento ofensivo do time em plena disputa pelos principais objetivos da temporada.
O Flamengo pode recuperar alguns milhões de reais com a lesão. O que não consegue recuperar é a presença de Arrascaeta durante as partidas.
Assista ao gol de Arrascaeta e ao momento da sua lesão no vídeo abaixo:
O prejuízo esportivo é muito maior
O valor máximo projetado de aproximadamente R$ 3,3 milhões pode parecer significativo, mas precisa ser colocado em perspectiva.
Arrascaeta não é apenas mais um jogador do elenco. É um dos principais responsáveis pela criação ofensiva do Flamengo e uma referência técnica para Leonardo Jardim.
A ausência obriga o treinador a encontrar uma nova maneira de distribuir a criação. Samuel Lino já se colocou à disposição para atuar como meia durante a recuperação do uruguaio, enquanto Lucas Paquetá, Jorge Carrascal e Gonzalo Plata também aparecem como alternativas.
O problema é que nenhum deles simplesmente reproduz aquilo que Arrascaeta oferece.
O uruguaio combina leitura de jogo, último passe, movimentação entre linhas e capacidade de aparecer na área. Substituí-lo não significa apenas trocar um nome na escalação. Significa alterar mecanismos que foram construídos ao longo da temporada.
A Data Fifa volta a colocar clubes e seleções em lados diferentes
O caso também reacende uma discussão antiga no futebol: quem paga a conta quando um jogador se machuca defendendo sua seleção?
O mecanismo da Fifa existe justamente para reduzir o prejuízo financeiro dos clubes. Sem ele, uma equipe poderia perder um atleta contratado e remunerado por ela durante semanas ou meses sem qualquer compensação.
Mesmo com a indenização, porém, o clube continua assumindo o impacto esportivo.
Foi exatamente o que aconteceu com o Flamengo no caso de Arrascaeta. O jogador se machucou em uma atividade internacional, mas quem precisará encontrar uma solução para o setor ofensivo é Leonardo Jardim.
O salário continua sendo uma obrigação contratual do clube. A preparação do substituto também. A adaptação do sistema também. E os pontos perdidos por uma eventual queda de rendimento não podem ser recuperados pela Fifa.
Arrascaeta ainda pode voltar para a decisão mais importante
Existe, entretanto, uma perspectiva positiva.
O prazo estimado de seis a oito semanas permite ao Flamengo trabalhar com a possibilidade de ter Arrascaeta novamente à disposição em novembro. Se o Rubro-Negro eliminar o Estudiantes, o camisa 10 poderá ter como objetivo justamente a final da Libertadores, marcada para 28 de novembro.
Até lá, a comissão técnica precisará preservar o jogador, acompanhar a evolução da recuperação e evitar qualquer precipitação no retorno.
O Flamengo, por sua vez, terá de sobreviver esportivamente sem seu principal articulador.
O verdadeiro preço da lesão
Existe uma ironia no caso.
A Fifa pode pagar até R$ 3,3 milhões ao Flamengo por uma lesão que aconteceu enquanto Arrascaeta defendia o Uruguai. O clube pode transformar parte do prejuízo financeiro em uma compensação prevista em regulamento.
Mas o problema que realmente preocupa a Nação não é financeiro.
É olhar para o calendário de outubro e saber que o Flamengo terá de disputar a parte mais importante da temporada sem seu camisa 10.
O dinheiro ajuda a diminuir a conta. Não resolve a escalação.
A indenização pode compensar parte dos salários e dos custos relacionados ao afastamento. Não compra o passe que Arrascaeta daria entre dois zagueiros, não cobra a falta que ele bateria, não encontra o companheiro que ele enxergaria antes de todo mundo e não entra em campo na semifinal da Libertadores.
Para Leonardo Jardim, a conta será feita em outro lugar: no campo.
Flamengo terá de transformar a perda em resposta
A lesão de Arrascaeta colocou o Flamengo diante de um problema que nenhum planejamento gostaria de enfrentar. A Data Fifa levou uma de suas principais peças justamente quando o calendário entra na fase decisiva.
A compensação financeira da Fifa é importante e representa um direito do clube dentro do programa de proteção. Mas ela não muda a dimensão do desafio esportivo.
Jardim terá de encontrar uma nova estrutura. Samuel Lino pode ser testado por dentro. Paquetá pode ganhar responsabilidades. Carrascal pode assumir maior protagonismo. Outros jogadores também precisarão dividir uma responsabilidade que antes passava, em grande parte, pelos pés de Arrascaeta.
O Flamengo receberá dinheiro da Fifa. O que Leonardo Jardim precisa receber agora é resposta dentro de campo.
Porque, no fim das contas, o valor da indenização pode chegar a milhões de reais.
Mas o verdadeiro preço da ausência de Arrascaeta será medido em pontos, gols, classificação e, principalmente, na capacidade do Flamengo de continuar sonhando com os dois títulos que ainda estão em disputa.
A Fifa pode pagar a conta financeira. A conta esportiva continuará sendo do Flamengo.
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