Flamengo repete feito histórico de 1958 e entra para grupo seleto da Seleção Brasileira
Imagem: Arquivo NacionalCom quatro convocados para a Copa de 2026, Rubro-Negro revive marca lendária do primeiro título mundial do Brasil
O Flamengo alcançou uma marca histórica que atravessa gerações e conecta diretamente o atual elenco à seleção campeã mundial de 1958. Com quatro jogadores convocados por Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026, o Rubro-Negro repetiu um feito que não acontecia desde o ano do primeiro título mundial da Seleção Brasileira.
Alex Sandro, Danilo, Léo Pereira e Lucas Paquetá colocaram novamente o Flamengo entre os clubes mais representados do Brasil em uma Copa do Mundo, cenário que remete diretamente à histórica edição de 1958, na Suécia.
Naquele Mundial, o clube também teve quatro jogadores convocados para a Seleção Brasileira: Dida, Joel, Moacir e Zagallo — grupo que participou da conquista do primeiro título mundial da história do Brasil.
Internamente, dirigentes do Flamengo trataram a marca como símbolo definitivo do patamar internacional atingido pelo clube nos últimos anos.
A convocação massiva reforça a transformação do Flamengo em uma potência esportiva capaz de competir diretamente com gigantes europeus em número de atletas presentes no maior torneio do futebol mundial.
Ao longo da história das Copas do Mundo, o Flamengo construiu relação profunda com a Seleção Brasileira e cedeu jogadores em diferentes gerações históricas.
Confira os jogadores do Flamengo convocados em cada Copa do Mundo:
- 1930 - Uruguai (2)
Araken Patusca
Moderato
- 1934 - Itália (0)
Nenhum convocado
- 1938 - França (3)
Leônidas da Silva
Walter
Domingos da Guia
- 1950 – Brasil (2)
Biguá
Juvenal
- 1954 – Suíça (3)
Índio
Rubens
Dequinha
- 1958 – Suécia (4)
Dida
Joel
Moacir
Zagallo
- 1962 – Chile (1)
Gérson
1966 – Inglaterra (2)
Silva Batuta
Paulo Henrique
1970 – México (1)
Britto
- 1974 – Alemanha Ocidental (1)
Júlio César Uri Geller
- 1978 – Argentina (3)
Zico
Cláudio Adão
Renato
- 1982 – Espanha (3)
Júnior
Leandro
Zico
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- 1986 – México (4)
Leandro*
Júnior
Zico
Júnior
*apesar de convocado, Lendro decidiu não ir à Copa no dia do embarque.
- 1990 – Itália (3)
Zinho
Renato Gaúcho
Zé Carlos
- 1994 – Estados Unidos (1)
Gilmar Rinaldi
- 1998 – França (2)
Zé Roberto
Júnior Baiano
- 2002 – Coreia do Sul/Japão (1)
Juninho Paulista
- 2006 – Alemanha (0)
Nenhum convocado
- 2010 – África do Sul (1)
Kléberson
- 2014 – Brasil (0)
Nenhum convocado
- 2018 – Rússia (0)
Nenhum convocado
- 2022 – Catar (2)
Everton Ribeiro
Pedro
2026 – Estados Unidos, Canadá e México (4)
Alex Sandro
Danilo
Léo Pereira
Lucas Paquetá
O feito também possui enorme peso simbólico por conectar duas eras históricas do clube.
Em 1958, o Flamengo ajudava a construir o primeiro capítulo vitorioso da Seleção Brasileira em Copas do Mundo.
Agora, em 2026, o Rubro-Negro volta a ocupar posição central dentro da Seleção justamente em um momento de reconstrução da equipe nacional sob comando de Carlo Ancelotti.
A diferença é que, desta vez, o Flamengo chega ao Mundial carregando também status internacional muito mais robusto do que em décadas anteriores.
O clube consolidou nos últimos anos um dos elencos mais fortes do continente, ampliou investimentos, fortaleceu estrutura esportiva e passou a atrair jogadores experientes vindos diretamente do futebol europeu.
Danilo e Alex Sandro representam exatamente esse novo momento vivido pelo Rubro-Negro.
Já Lucas Paquetá simboliza a força histórica da formação do Flamengo, enquanto Léo Pereira representa uma das maiores histórias recentes de superação dentro do clube.
Torcedores rubro-negros rapidamente passaram a relembrar a Copa de 1958 após a divulgação da lista oficial e destacaram que o novo feito reforça ainda mais o peso histórico do Flamengo dentro da Seleção Brasileira ao longo das décadas, sendo que, com um total de 39 jogadores convocados para Copas do Mundo, o Flamengo ocupa a terceira posição entre os clubes brasileiros que mais cederam atletas para a Seleção. O Rubro-Negro é superado apenas pelo São Paulo, que soma 46 convocações, e pelo Botafogo, líder com 48.
Agora, quase sete décadas depois da Copa de 1958, o Flamengo volta a escrever seu nome em um capítulo especial da história do futebol brasileiro.
E para muitos rubro-negros, o simbolismo deste paralelo histórico é inevitável: quando o Flamengo coloca quatro jogadores em uma Copa do Mundo, o Brasil costuma sonhar grande.
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