França impõe sua força, encerra o sonho marroquino e avança rumo a mais uma semifinal de Copa do Mundo
Imagem: FIFACom atuação madura, domínio territorial e brilho de Mbappé e Dembélé, os franceses confirmam o favoritismo e interrompem mais uma campanha histórica dos Leões do Atlas
A Copa do Mundo de 2026 se despediu nesta quinta-feira de uma de suas histórias mais simpáticas e inspiradoras. Depois de eliminar o Canadá e sonhar novamente com uma campanha histórica, Marrocos encontrou pela frente uma França fria, madura e impiedosamente eficiente. O resultado foi uma vitória francesa por 2 a 0, em Boston, que colocou os Bleus em mais uma semifinal mundial e manteve vivo o sonho do tricampeonato.
Os gols da classificação foram marcados por Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé no segundo tempo, em um intervalo de apenas seis minutos que desmontou completamente a resistência marroquina e definiu o confronto.
Um primeiro tempo de tensão, equilíbrio e respeito mútuo
Ao contrário do que muitos esperavam, a França encontrou um adversário disposto a competir de igual para igual. Marrocos não repetiu a postura excessivamente defensiva vista em algumas partidas anteriores e tentou pressionar a saída francesa sempre que possível.
A equipe africana apostava na movimentação de Brahim Díaz entre as linhas e nas subidas constantes de Achraf Hakimi pelo corredor direito, enquanto a França procurava acelerar suas jogadas pelos pés de Michael Olise e pela mobilidade permanente de Mbappé e Dembélé.
O principal momento da primeira etapa aconteceu quando Mbappé desperdiçou uma cobrança de pênalti, parando em grande intervenção de Bono e mantendo viva a esperança marroquina de repetir mais uma zebra histórica nesta Copa.
Análise tática: o 4-3-3 francês venceu a batalha do meio-campo
Didier Deschamps apostou novamente em seu tradicional 4-3-3, com Manu Koné, Rabiot e Olise formando um meio-campo extremamente dinâmico e capaz de controlar o ritmo da partida. O principal objetivo era impedir que Ounahi e El Khannouss conseguissem acelerar as transições marroquinas pelo setor central.
A estratégia funcionou quase perfeitamente.
A França dominou territorialmente a partida durante praticamente todo o confronto, empurrando Marrocos para trás e obrigando os africanos a defenderem em um bloco cada vez mais baixo. Quando recuperava a posse, a equipe francesa procurava rapidamente os corredores laterais, explorando principalmente os espaços deixados às costas dos laterais marroquinos.
Do outro lado, Mohamed Ouahbi organizou Marrocos em um 4-5-1 bastante compacto, apostando na disciplina defensiva e na velocidade das transições ofensivas. O problema foi que a equipe africana encontrou enormes dificuldades para permanecer com a bola e praticamente não conseguiu criar oportunidades claras diante da defesa francesa.
Mbappé aparece novamente quando a França mais precisa
Durante boa parte do jogo, parecia que Marrocos conseguiria levar a decisão para os minutos finais em aberto.
Parecia.
Porque grandes seleções normalmente possuem grandes jogadores para resolver jogos grandes.
Imagem: FIFAPublicidade
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E a França possui Kylian Mbappé.
Aos 14 minutos do segundo tempo, o camisa 10 recebeu na entrada da área, encontrou espaço para finalizar e colocou os franceses em vantagem, marcando seu oitavo gol nesta Copa do Mundo e se consolidando ainda mais na disputa pela Chuteira de Ouro do torneio.
O gol também colocou Mbappé em um grupo cada vez mais restrito da história francesa. Aos 27 anos, ele alcançou a marca de 20 partidas em Copas do Mundo, igualando recordes históricos da seleção e ampliando ainda mais seu legado internacional.
Dembélé fecha a conta e transforma classificação em autoridade
Seis minutos após o primeiro golpe, veio o golpe definitivo.
Mbappé participou novamente da construção da jogada, a defesa marroquina se desorganizou e Ousmane Dembélé apareceu para empurrar para as redes e praticamente encerrar a disputa ainda aos 20 minutos da etapa final.
A partir dali, a França administrou a vantagem com enorme tranquilidade, controlando a posse de bola e impedindo qualquer tentativa de reação dos Leões do Atlas.
O fim do sonho marroquino, mas não do legado
A derrota encerra mais uma campanha histórica de Marrocos em Copas do Mundo. Depois da semifinal em 2022, os africanos voltaram a alcançar as fases decisivas do torneio e reforçaram a impressão de que deixaram definitivamente de ser uma surpresa para se tornarem uma potência emergente do futebol mundial.
Com a Copa do Mundo de 2030 sendo organizada justamente por Marrocos ao lado de Espanha e Portugal, a sensação no país é de que esta geração ainda possui capítulos importantes a escrever.
A França segue olhando para o topo do mundo
Para os franceses, a classificação representa mais do que uma simples vaga na semifinal.
Representa a confirmação de uma hegemonia impressionante.
Finalista em 2018 e 2022, a França chega novamente entre as quatro melhores seleções do planeta e mantém vivo o sonho de disputar sua terceira final consecutiva de Copa do Mundo.
Poucas seleções na história conseguiram algo semelhante.
E com Mbappé vivendo mais uma Copa monumental, os Bleus começam a olhar para o restante do torneio com a confiança de quem sabe que continua sendo o principal obstáculo entre qualquer adversário e a taça.
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