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20 de setembro, 202618:30
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Gramado do Maracanã entra em crise: reclamações, NFL e corrida contra o tempo

Acompanhe todos os detalhes desta notícia do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Redação Fla1020 de setembro de 2026
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Gramado do Maracanã entra em crise: reclamações, NFL e corrida contra o tempo - Notícias do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: Divulgação - Maracanã

Campo acumula falhas apontadas por jogadores de Flamengo, Fluminense e até do Independiente del Valle; administração admite que gramado está abaixo do padrão e prepara intervenção após jogo da NFL

Resumo: O gramado do Maracanã atravessa uma das fases mais críticas dos últimos anos. Jogadores do Flamengo, Fluminense e Independiente del Valle fizeram reclamações públicas sobre o estado do campo, citando irregularidades, dificuldade para controlar a bola, excesso de umidade e baixa qualidade da superfície. O Consórcio Fla-Flu reconhece que o gramado está abaixo do padrão desejado e atribui a deterioração a uma combinação de chuvas, temperaturas elevadas, desgaste acumulado e pouco tempo de recuperação. O estádio ainda receberá Baltimore Ravens x Dallas Cowboys, pela NFL, em 27 de setembro, aumentando a preocupação com os danos. A administração estuda até a troca integral do gramado imediatamente depois do evento, enquanto uma mudança definitiva do tipo de grama está prevista para dezembro.

O problema deixou de ser apenas uma reclamação

O gramado do Maracanã deixou de ser um assunto pontual e passou a representar um problema estrutural para Flamengo e Fluminense.

Nas últimas semanas, as críticas deixaram de vir apenas das arquibancadas ou das redes sociais. Jogadores dos dois clubes, técnicos e até atletas de equipes visitantes passaram a relatar dificuldades para atuar no estádio.

A sequência de reclamações ganhou força depois do empate entre Flamengo e Independiente del Valle, por 1 a 1, que garantiu ao Rubro-Negro uma vaga na semifinal da Libertadores.

Naquela noite, praticamente todos os principais personagens do Flamengo que falaram sobre a partida tocaram no assunto.

Rossi classificou as condições como "inacreditáveis" e reclamou principalmente das duas áreas. Arrascaeta afirmou que o campo estava "cada vez pior" e que controlar a bola havia se tornado mais difícil. Lucas Paquetá disse que o piso atrapalhava a execução das jogadas. Emerson Royal afirmou que a bola "vinha pipocando". Leonardo Jardim também relacionou a dificuldade de execução técnica às condições do gramado.

Léo Ortiz foi além e afirmou que campos naturais em más condições acabam fortalecendo o argumento daqueles que defendem a adoção de gramados sintéticos.

As declarações são importantes porque não partiram de um único jogador ou de um único setor da equipe. A crítica se repetiu entre atletas com características diferentes e foi acompanhada pelo próprio treinador.

A reclamação começou antes da noite contra o Del Valle

O problema, entretanto, já vinha sendo denunciado semanas antes.

Depois da vitória sobre o Cruzeiro, em agosto, Léo Pereira afirmou que o campo estava "muito ruim" e que prejudicava diretamente a efetividade do Flamengo.

Segundo o zagueiro, o estado do piso poderia contribuir para finalizações erradas ou fracas, principalmente porque o Flamengo é uma equipe que procura construir as jogadas e chegar ao ataque com grande volume de posse.

Poucos dias depois, Leonardo Jardim também colocou o problema publicamente.

Após a vitória por 3 a 0 sobre o Botafogo, o treinador afirmou que o gramado do Maracanã não estava à altura da instituição Flamengo nem da qualidade técnica dos jogadores do elenco.

A crítica ganhou uma dimensão ainda maior quando Samuel Lino deixou o campo irritado durante a vitória sobre o Mirassol.

Inicialmente, a cena poderia ser interpretada como uma insatisfação com a substituição. Depois da partida, entretanto, o atacante explicou que estava reclamando justamente das condições do gramado.

Segundo Lino, o piso havia impedido o Flamengo de executar uma jogada durante a partida.

O episódio mostrou que o problema não estava restrito aos jogos mais importantes. O campo já interferia diretamente na percepção dos jogadores durante partidas do Campeonato Brasileiro.

Imagem inserida
Foto: Divulgação - Maracanã

Até o adversário do Flamengo reclamou

Um dos elementos que mais chamam a atenção na crise atual é que a avaliação negativa não parte apenas do Flamengo.

Depois do empate pela Libertadores, o meia Sornoza, do Independiente del Valle, também criticou o gramado.

Conhecedor do Maracanã por sua passagem pelo Fluminense entre 2017 e 2018, o equatoriano afirmou que o campo estava em condição pior do que naquela época.

A declaração de Sornoza é relevante porque elimina, ao menos parcialmente, a possibilidade de interpretar as reclamações como uma simples tentativa do Flamengo de justificar uma atuação abaixo do esperado.

O Independiente del Valle também teve dificuldades para atuar no piso e seu jogador classificou o campo como ruim.

Existe ainda outro registro importante.

Guga, lateral do Fluminense, afirmou depois do clássico contra o Vasco, em setembro, que não se lembrava de ter jogado em um campo tão ruim no futebol brasileiro.

O jogador chamou a situação de "desesperadora" e questionou a possibilidade de o Maracanã, pela importância e grandeza do estádio, apresentar uma superfície naquele estado.

Ou seja: Flamengo, Fluminense e um adversário internacional chegaram a uma conclusão semelhante.

O problema existe.


Quais são os defeitos do gramado?

As imagens e os relatos dos jogadores apontam para uma série de problemas diferentes.

O primeiro é a irregularidade da superfície.

Rossi chegou a citar "lombadas" e as condições ruins das duas áreas. Paquetá relatou dificuldade para executar passes e jogar de primeira. Emerson Royal descreveu a bola quicando de maneira inadequada.

Esse tipo de irregularidade afeta diretamente a velocidade e a previsibilidade da bola.

Em uma equipe que depende de circulação rápida, passes curtos e recepções orientadas, pequenas alterações na superfície podem obrigar o jogador a realizar um domínio adicional ou modificar o movimento corporal para compensar o quique.

O segundo problema é a baixa densidade vegetal.

O próprio Consórcio Maracanã apresentou dados indicando piora da densidade da grama em 2026.

O terceiro é a umidade excessiva. A administração informou que as condições climáticas tiveram papel relevante na deterioração do campo. A proporção de partidas disputadas com chuva no dia do jogo ou nas 24 horas anteriores aumentou de aproximadamente 20% para 46% na comparação apresentada entre 2025 e 2026.

O cenário foi agravado pelo aumento do volume de chuva em agosto.

O quarto problema é o tempo insuficiente de recuperação.

Um gramado esportivo não se recupera simplesmente porque a partida terminou. O pisoteio provoca danos cumulativos e a planta precisa de tempo, luz, água e condições fisiológicas adequadas para reconstruir a cobertura vegetal.

No caso do Maracanã, essa equação ficou ainda mais difícil.

A explicação do Maracanã: clima + uso + recuperação

A administração do estádio não nega o problema.

Em entrevista coletiva, o CEO do Consórcio Maracanã, Fred Nantes, reconheceu que o gramado não está na qualidade desejada.

Ao mesmo tempo, afirmou que não existe negligência e apresentou uma série de dados para explicar a situação.

Até setembro, o Maracanã havia recebido 58 partidas em 2026, número superior ao registrado naquele momento por outros grandes estádios brasileiros citados pela administração.

O contrato de concessão, segundo Nantes, estabelece uma obrigação de pelo menos 70 jogos por ano.

A questão é que o número de partidas não explica sozinho o problema.

O próprio Maracanã apresentou outros fatores considerados determinantes para a qualidade do gramado: umidade, densidade vegetal, atividade fisiológica e intervalo entre partidas.

Em 2026, quatro desses indicadores apresentaram piora em relação ao ano anterior.

Existe ainda um paradoxo importante.

O número de minutos de utilização considerado pela administração caiu em relação a 2025, mas as condições climáticas foram mais adversas.

Em outras palavras: não basta contar partidas.

É preciso saber em quais condições elas aconteceram e quanto tempo o gramado teve para se recuperar.

A chuva virou um problema técnico

A explicação climática não é apenas uma justificativa administrativa.

Especialistas ouvidos pelo ge explicam que o excesso de água pode saturar o solo, reduzir a oxigenação das raízes e diminuir a resistência da superfície.

Quando isso acontece, o gramado fica mais vulnerável ao pisoteio.

O resultado pode ser o surgimento de buracos, desprendimento de placas de grama e deformações.

Roberto Gomide, CEO da World Sports, empresa especializada em construção e manutenção de gramados esportivos, explicou que o problema aparece principalmente quando a chuva chega mais rapidamente do que o sistema consegue drenar.

A engenheira agrônoma Maristela Kuhn, cujo escritório foi contratado pelo próprio Consórcio Maracanã para auxiliar na recuperação do campo, também destacou a combinação de chuva e ausência de sol como fatores prejudiciais.

Segundo a especialista, quando o solo permanece saturado, a capacidade de uso do gramado diminui consideravelmente.

Isso ajuda a explicar por que o calendário se tornou um problema tão grande.

O Maracanã já tentou recuperar o campo

A atual crise não surgiu sem que medidas fossem tomadas.

Em agosto, depois do jogo entre Fluminense e Remo, o estádio entrou em um período de manutenção antes do clássico entre Flamengo e Botafogo.

O trabalho incluiu uma série de procedimentos agronômicos.

Entre eles estavam o replantio de áreas danificadas, aplicação de areia e composto para nivelamento, reparos de partes de grama arrancadas pelas chuteiras, plantio de mudas, iluminação artificial para estimular o crescimento, descompactação do solo, cortes específicos e adubação.

A área do gol norte recebeu atenção especial.

A escolha não foi casual.

Era justamente uma das regiões que apresentavam maior desgaste.

O chamado top dressing, por exemplo, é utilizado para corrigir pequenas irregularidades, melhorar características do solo e auxiliar no desenvolvimento do gramado.

A descompactação tem outro objetivo: romper camadas endurecidas pelo pisoteio para melhorar a circulação de ar, água e o desenvolvimento das raízes.

O problema é que essas medidas precisam de tempo para produzir efeito.

E esse é justamente o recurso que o calendário do Maracanã não oferece em abundância.

A NFL coloca o gramado diante de outro teste

É nesse ponto que surge o maior elemento de tensão do planejamento.

No dia 27 de setembro, o Maracanã receberá pela primeira vez uma partida de temporada regular da NFL no Rio de Janeiro.

Baltimore Ravens e Dallas Cowboys disputarão o NFL Rio Game 2026.

O problema não é simplesmente a realização do jogo de futebol americano.

É toda a operação envolvida.

O gramado precisará receber adaptações, marcações e estruturas específicas para a partida.

A administração já entrou em contato com a equipe responsável pela Neo Química Arena para estudar os procedimentos adotados depois dos jogos da NFL realizados em São Paulo.

Mas existe uma dificuldade: os gramados dos dois estádios são diferentes e podem reagir de maneiras distintas.

Por isso, o próprio Consórcio Maracanã reconhece que não pode simplesmente copiar o procedimento realizado em São Paulo.

A preocupação inclui até a tinta utilizada nas marcações do campo.

A administração informou que pretende realizar testes prévios para avaliar o comportamento do produto e facilitar sua remoção depois do evento.

O risco: o campo pode piorar antes de melhorar

A situação cria um paradoxo.

O Maracanã precisa recuperar o gramado.

Mas, antes de ter uma janela mais ampla para fazê-lo, receberá um evento de grande porte sobre uma superfície que já apresenta sinais de desgaste.

O UOL revelou que a administração prepara uma espécie de operação emergencial para o período imediatamente posterior ao jogo da NFL.

Entre as alternativas estão a realização de reparos durante a madrugada e a utilização de equipes reforçadas.

Existe também a possibilidade de substituição integral do gramado.

O cenário em estudo prevê o início da troca logo depois da partida de futebol americano.

A operação, porém, exigiria aproximadamente de 10 a 12 dias de condições favoráveis.

E aí aparece novamente o calendário.

O Fluminense tem compromisso previsto no Maracanã em 8 de outubro, apenas 11 dias depois da NFL, enquanto um Fla-Flu está previsto para 11 de outubro.

A margem é mínima.

A solução mais radical está na mesa

A troca completa ainda não está oficialmente confirmada como decisão definitiva para setembro.

A administração trabalha com diferentes cenários.

Um deles é substituir apenas as áreas mais danificadas imediatamente depois da NFL.

Outro é realizar uma troca integral.

Existe, segundo as informações divulgadas, um gramado de reserva disponível em uma fazenda em Saquarema.

Mas uma troca completa não significa apenas retirar uma camada e colocar outra.

É uma operação que depende de logística, clima, preparação do solo, transporte, instalação e tempo de enraizamento e adaptação.

Por isso, dez dias representam uma janela extremamente apertada.

O que os especialistas apontam como caminho?

As soluções apresentadas até agora indicam que não existe uma única intervenção capaz de resolver o problema.

O primeiro caminho é reduzir a pressão sobre o campo.

Um relatório da engenheira agrônoma Maristela Kuhn, citado em estudo anterior sobre o Maracanã, apontava como referência de alta performance uma carga de aproximadamente quatro a seis jogos por mês, desde que bem distribuídos.

O documento também destacava que os danos do pisoteio são cumulativos.

Outro ponto pouco lembrado é o aquecimento.

A análise técnica apontava que aquecimentos intensos podem provocar desgaste significativo, especialmente em áreas específicas do campo.

Uma alternativa recomendada é deslocar parte do aquecimento para áreas externas ou superfícies alternativas, preservando regiões críticas como a frente dos gols.

O segundo caminho é melhorar o manejo agronômico.

Isso inclui descompactação, controle da altura de corte, adubação adequada, reposição de mudas, correção de irregularidades, controle da umidade, drenagem eficiente e utilização de iluminação artificial nas áreas que recebem pouca luz solar.

O terceiro é adaptar o gramado às características do estádio.

E essa é uma das principais decisões já tomadas pelo Maracanã.

A troca definitiva de grama está programada para dezembro

Ao final do Campeonato Brasileiro, o Maracanã pretende abandonar a Bermuda Celebration.

A partir de 2027, a previsão é utilizar a Celebration Hybrid.

Segundo as informações apresentadas pelo estádio, a nova variedade é mais resistente ao frio, à seca e à sombra.

A última característica é especialmente importante no Maracanã.

A arquitetura do estádio reduz a incidência de luz solar em determinadas regiões do campo, especialmente durante o inverno.

A Celebration Hybrid também apresenta crescimento mais rápido e maior densidade, características que podem facilitar a recuperação entre partidas.

A expectativa divulgada é de crescimento até 30% mais rápido que o da grama atualmente utilizada.

Mas a mudança de variedade não resolve sozinha o problema.

Se o calendário continuar impondo alta carga de uso, se os aquecimentos continuarem concentrados nas mesmas áreas e se o campo for submetido a condições climáticas extremas sem tempo adequado de recuperação, qualquer gramado natural continuará sujeito a desgaste.

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Foto: Divulgação - Maracanã

Sintético ou natural: a discussão voltou ao Maracanã

As críticas também reabriram uma discussão que divide o futebol brasileiro: a adoção de gramado sintético.

Léo Ortiz afirmou que a situação dos campos naturais acaba estimulando essa mudança.

Atualmente, clubes como Palmeiras, Atlético-MG, Botafogo, Athletico e Chapecoense utilizam superfícies sintéticas em seus estádios, e a CBF não proíbe esse tipo de piso em suas competições.

Mas essa não é a única alternativa apontada.

Paulo Vinícius Coelho, em debate publicado pelo UOL, chamou a atenção para o fato de que a discussão deveria estar concentrada na qualidade da superfície, independentemente de ela ser natural ou sintética.

Para o Maracanã, portanto, a questão central é mais ampla.

O estádio precisa encontrar uma maneira de oferecer uma superfície de alta performance dentro de uma estrutura que recebe dois clubes, competições nacionais e internacionais e, agora, eventos de outra modalidade esportiva.

O problema é técnico, mas também é de calendário

A crise do gramado do Maracanã não pode ser explicada por uma única causa.

Há evidências de desgaste físico da superfície, baixa densidade vegetal, excesso de umidade e dificuldade de recuperação.

Também há fatores climáticos fora do controle da administração.

Ao mesmo tempo, existe uma realidade estrutural: o Maracanã precisa receber uma quantidade elevada de eventos e tem dois clubes como principais usuários.

Em 2026, o estádio ainda acrescentou um evento de grande porte de futebol americano ao calendário.

A NFL não é responsável pela deterioração que já existe.

Mas chega a um campo que já está sob pressão e cria uma nova operação justamente antes de uma das janelas mais importantes de recuperação.

Essa é a questão que o Maracanã precisa responder.

A conta regressiva começou

O Flamengo joga neste domingo contra o Red Bull Bragantino.

Depois, o Maracanã terá um período maior sem partidas de futebol por causa da Data Fifa.

Mas esse intervalo não será totalmente dedicado ao gramado.

No dia 27 de setembro, Baltimore Ravens e Dallas Cowboys estarão no estádio.

A partir do dia seguinte, começa a corrida contra o relógio.

Se a administração optar pela troca integral, terá uma janela de aproximadamente dez dias até o próximo compromisso previsto.

Se escolher reparos localizados, precisará recuperar rapidamente uma superfície que já vem sendo criticada há semanas.

E, independentemente da solução adotada para outubro, existe uma decisão estrutural já tomada: a mudança para a Celebration Hybrid em dezembro.

O caso do Maracanã mostra que um gramado de alto nível não depende apenas de trocar a grama quando o problema aparece.

É necessário controlar carga de utilização, recuperação, iluminação, drenagem, manejo, aquecimento, calendário e condições climáticas.

Hoje, o Maracanã está tentando resolver várias dessas questões ao mesmo tempo.

E o primeiro grande teste dessa operação será disputado não com uma bola de futebol, mas com uma bola oval.
Imagem secundária para Gramado do Maracanã entra em crise: reclamações, NFL e corrida contra o tempoImagem: Divulgação - Maracanã
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