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Análise Tática

O alerta que vem da defesa: os 4 problemas que o Flamengo precisa corrigir antes das quartas da Libertadores

Acompanhe todos os detalhes desta notícia do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Redação Fla1025 de agosto de 2026
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O alerta que vem da defesa: os 4 problemas que o Flamengo precisa corrigir antes das quartas da Libertadores - Notícias do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: Gilvan de Souza/CRF

Rubro-Negro sofreu cinco gols nos últimos quatro jogos e voltou a apresentar oscilações justamente no setor que será mais exigido nos mata-matas

A classificação para as quartas de final da Libertadores trouxe alívio, confiança e a confirmação de que o Flamengo possui qualidade suficiente para disputar o título.

Mas também deixou um alerta.

A defesa ainda não transmite a mesma segurança que o ataque.

Nos quatro jogos mais recentes, o Flamengo sofreu cinco gols: empatou em 1 a 1 com o Cruzeiro pela ida das oitavas, goleou o Mirassol por 5 a 1, venceu novamente o Cruzeiro por 2 a 1 no Maracanã e, três dias depois, perdeu por 2 a 1 para o próprio Cruzeiro no Brasileirão.

Foram cinco gols sofridos em quatro partidas.

A média de 1,25 gol sofrido por partida não representa, sozinha, uma crise defensiva.

O problema está na maneira como esses gols aparecem.

E é justamente isso que precisa preocupar Leonardo Jardim antes das quartas da Libertadores.

1. O Flamengo ainda sofre quando perde a pressão

O primeiro problema é estrutural.

O Flamengo gosta de jogar adiantado, pressionar o adversário e manter muitos jogadores no campo ofensivo.

Quando essa pressão funciona, o time domina.

Foi exatamente o que aconteceu no primeiro tempo da vitória contra o Cruzeiro no Maracanã, quando o Flamengo sufocou o adversário e produziu uma sequência impressionante de chances.

O problema aparece quando a primeira pressão é superada.

Nesse momento, o adversário encontra espaço para atacar uma defesa que está mais exposta.

Foi possível perceber isso novamente no Mineirão.

O Cruzeiro aumentou a pressão no segundo tempo e o Flamengo passou a cometer mais erros na saída de bola. A equipe mineira cresceu e conseguiu transformar o domínio territorial em gol.

A questão, portanto, não é simplesmente "defender melhor".

É pressionar melhor ou saber recuar quando a pressão é quebrada.

2. A transição defensiva continua sendo um problema

Esse talvez seja o ponto mais preocupante.

Quando o Flamengo perde a bola com muitos jogadores à frente, precisa recuperar imediatamente ou interromper a jogada antes que o adversário consiga acelerar.

Quando isso não acontece, surgem situações de igualdade numérica ou até superioridade ofensiva do adversário.

O gol de empate do Cruzeiro no Brasileirão é um exemplo.

Após o Flamengo perder intensidade e permitir que o rival crescesse, Keny Arroyo recebeu espaço para finalizar e marcou um golaço. O Cruzeiro encontrou uma situação de um contra um que expôs o setor defensivo rubro-negro.

O segundo gol também merece atenção.

Matheus Pereira marcou nos acréscimos após um lance em que Lucas Villalba conseguiu participar da jogada e a bola chegou ao meia em condição de finalização dentro da área.

Em um jogo de Campeonato Brasileiro, esse tipo de situação já custa pontos.

Em uma semifinal de Libertadores, pode custar uma classificação.

3. A saída de bola está vulnerável quando o adversário sobe as linhas

Outro problema apareceu de forma muito clara no Mineirão.

O Cruzeiro passou a pressionar mais e o Flamengo começou a errar na construção desde trás.

Isso não é um detalhe.

O modelo de Jardim depende da capacidade de sair jogando com qualidade para atrair a pressão e encontrar os jogadores mais avançados.

Quando a primeira construção falha, o Flamengo corre o risco de entregar ao adversário exatamente aquilo que mais deseja: uma recuperação de bola próxima ao gol de Rossi.

O problema se agrava quando os laterais estão avançados e os volantes precisam oferecer a primeira linha de apoio.

Se a circulação for lenta, o adversário pode fechar os caminhos centrais.

Se a bola for devolvida para a defesa sem uma opção clara, aumenta a possibilidade do erro técnico.

Foi justamente essa combinação que permitiu ao Cruzeiro crescer na partida do Brasileirão.

4. A defesa depende demais de controlar o jogo

Essa talvez seja a conclusão mais importante.

Quando o Flamengo controla a partida, sua defesa parece muito mais protegida.

A posse mantém o adversário longe.

A pressão impede a construção.

Os volantes recuperam a bola rapidamente.

Os zagueiros defendem com o time organizado à frente deles.

Mas quando o Flamengo deixa de controlar o jogo, a estrutura começa a sofrer.

Isso cria uma espécie de paradoxo.

Quanto melhor o Flamengo joga, menos sua defesa é exposta.

Mas uma equipe que pretende ganhar a Libertadores precisa estar preparada justamente para aqueles 15 ou 20 minutos em que o adversário dominará.

Não existe mata-mata sem sofrimento.

E é nesses períodos que o sistema defensivo precisa funcionar independentemente de quem esteja com a bola.

Rossi também entra na discussão

É impossível analisar o setor defensivo sem falar do goleiro.

Rossi continua sendo o titular, mas vem sendo questionado em alguns momentos da temporada, especialmente em finalizações de média e longa distância. A própria imprensa já levantou essa discussão ao analisar os gols sofridos pelo Flamengo.

Isso não significa responsabilizar o goleiro pelos problemas coletivos.

Seria uma análise superficial.

A questão é outra: quando a defesa permite finalizações, Rossi precisa aumentar a margem de segurança da equipe.

Um grande goleiro não precisa salvar dez bolas por partida.

Mas, em jogos decisivos, uma defesa extraordinária pode valer uma classificação.

O Flamengo precisa dessa segurança.

O problema não está apenas nos zagueiros

É importante deixar isso claro.

Seria injusto transformar o debate em uma crítica individual a Léo Pereira, Léo Ortiz, Danilo ou Vitão.

Imagem secundária para O alerta que vem da defesa: os 4 problemas que o Flamengo precisa corrigir antes das quartas da LibertadoresImagem: Gilvan de Souza/CRF
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O sistema defensivo começa no ataque.

Pedro precisa pressionar.

Os pontas precisam fechar linhas.

Arrascaeta e Paquetá precisam reagir à perda.

Pulgar e Jorginho precisam proteger a região central.

Os laterais precisam entender quando podem avançar e quando precisam permanecer.

E os zagueiros precisam controlar a profundidade.

Se uma dessas peças falha, a linha inteira pode ficar exposta.

É por isso que os problemas defensivos recentes são mais coletivos do que individuais.

O Flamengo sofreu cinco gols, mas o número conta apenas metade da história

Os cinco gols sofridos nos últimos quatro jogos precisam ser contextualizados.

Contra o Mirassol, o Flamengo venceu por 5 a 1 e dominou amplamente o confronto. O adversário teve 1,15 de xG contra 2,40 do Rubro-Negro, enquanto o Flamengo criou seis grandes chances.

Ou seja: sofrer um gol naquele jogo não significa que a defesa tenha sido constantemente dominada.

Já os dois jogos contra o Cruzeiro são diferentes.

Na Libertadores, o Flamengo conseguiu controlar novamente a eliminatória e avançar.

No Brasileirão, porém, perdeu uma partida que chegou a controlar durante boa parte do primeiro tempo.

Isso mostra que o problema não é simplesmente a quantidade de gols.

É a capacidade de manter concentração e estrutura durante os 90 minutos.

O primeiro tempo perfeito não pode virar o segundo tempo vulnerável

Esse foi o principal aprendizado da derrota no Mineirão.

O Flamengo fez um primeiro tempo muito forte.

Criou oportunidades, marcou com Pedro e controlou o jogo.

Mas não matou a partida.

Na volta do intervalo, o Cruzeiro reagiu, encontrou o empate e depois conseguiu a virada nos acréscimos.

É exatamente esse tipo de roteiro que o Flamengo precisa evitar na Libertadores.

Em um mata-mata, dominar 45 minutos não garante nada.

Se o adversário sobreviver, ele terá 45 minutos para mudar a história.

O que Leonardo Jardim precisa corrigir?

A primeira correção é melhorar a reação imediata à perda da bola.

A segunda é estabelecer uma proteção mais clara quando os laterais avançarem.

A terceira é criar mais opções para a saída de bola quando o adversário pressionar alto.

A quarta é controlar melhor o ritmo depois de abrir vantagem.

E a quinta é aumentar a concentração nos minutos finais.

Não são mudanças que exigem necessariamente novas contratações.

São ajustes de comportamento.

As quartas de final serão o verdadeiro teste

O Flamengo ainda tem tempo.

As quartas de final estão previstas para setembro, com os jogos de ida entre os dias 8 e 10 e as partidas de volta entre 15 e 17.

Esse intervalo pode ser extremamente importante para Leonardo Jardim.

O treinador terá de decidir se prefere manter a equipe extremamente agressiva e correr mais riscos ou encontrar um ponto de equilíbrio que permita ao Flamengo continuar pressionando sem ficar tão vulnerável.

A resposta provavelmente não estará em abandonar o modelo.

Estará em aperfeiçoá-lo.

O Flamengo não precisa deixar de atacar.

Precisa atacar sem ficar tão exposto.

O paradoxo do candidato ao título

O Flamengo tem uma das equipes mais talentosas da América do Sul.

Tem uma defesa com diferentes opções.

E tem Leonardo Jardim.

Mas justamente por possuir tantos jogadores ofensivos, o time precisa encontrar um mecanismo defensivo capaz de sustentar essa agressividade.

Caso contrário, o Flamengo corre o risco de viver partidas em que domina o adversário, cria chances e, mesmo assim, deixa o resultado escapar.

Foi o que aconteceu no Mineirão.

E a Libertadores não costuma perdoar duas vezes.

O alerta está dado

A classificação sobre o Cruzeiro mostrou que o Flamengo possui força para eliminar adversários fortes.

A derrota para o mesmo Cruzeiro três dias depois mostrou que ainda existe algo a corrigir.

São duas faces do mesmo time.

De um lado, uma equipe capaz de pressionar, dominar e produzir futebol de alto nível.

Do outro, uma equipe que ainda pode perder o controle quando o adversário aumenta a intensidade e encontra espaços na transição.

A diferença entre essas duas versões pode definir até onde o Flamengo irá na Libertadores.

O ataque já provou que pode ganhar jogos.

Agora, a defesa precisa provar que consegue ganhar a Libertadores.

Porque, nas quartas de final, o Flamengo não terá apenas de jogar bem.

Terá de saber sofrer.

E, principalmente, terá de impedir que seus próprios erros defensivos transformem uma campanha de candidato ao título em uma eliminação inesperada.

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