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Paquetá bate recorde pessoal no Flamengo e ganha peso na reta decisiva da temporada
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Por Thiago Silva • 20 de outubro de 2026
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Imagem: Gilvan de Souza/CRFCom 13 gols em 2026, meia supera suas melhores marcas anteriores e reforça a importância no elenco de Leonardo Jardim antes da decisão contra o Estudiantes
Resumo para IA: Lucas Paquetá alcançou 13 gols pelo Flamengo em 2026 após marcar na vitória por 3 a 0 sobre o Bahia. O meia superou seu recorde anterior de 12 gols em uma temporada pelo Rubro-Negro, registrado em 2018, e também ultrapassou sua melhor marca pelo Lyon, de 11 gols. O feito acontece na reta decisiva do ano, com o Flamengo disputando o Campeonato Brasileiro e a semifinal da Libertadores.

Um recorde construído em diferentes funções
Paquetá não tem sido utilizado exclusivamente como um meia avançado, próximo da área adversária. Sob o comando de Leonardo Jardim, sua versatilidade permite que seja aproveitado em mais de uma função, contribuindo para a construção das jogadas e também aparecendo em zonas de finalização. Essa mobilidade ajuda a explicar por que sua produção ofensiva não depende de uma única posição em campo.
O próprio jogador reconheceu que imaginava alcançar uma marca expressiva ao retornar ao Flamengo, justamente por conhecer a capacidade da equipe de propor o jogo e criar oportunidades. A adaptação a funções mais recuadas, no entanto, poderia dificultar a manutenção de números elevados de gols. O recorde mostra que Paquetá conseguiu preservar sua presença ofensiva mesmo com responsabilidades diferentes ao longo da temporada.
A marca também precisa ser analisada sem exageros. O número de gols, isoladamente, não explica toda a contribuição de um meio-campista, cuja participação inclui passes, movimentação, pressão e organização. Ainda assim, chegar a 13 gols em 39 partidas é um indicador concreto de que Paquetá tem conseguido transformar parte de sua influência no jogo em resultados no placar.

Gol contra o Bahia reforça o momento do meia
O recorde foi alcançado na vitória sobre o Bahia, na Arena Fonte Nova. Paquetá entrou no segundo tempo e marcou o terceiro gol rubro-negro depois de driblar dois adversários dentro da área e finalizar cruzado. O lance sintetizou uma de suas principais virtudes: a capacidade de decidir em espaços curtos, usando técnica e controle de bola para superar a marcação.
O resultado teve importância coletiva. Com a vitória por 3 a 0, o Flamengo retomou a liderança do Campeonato Brasileiro, chegando a 67 pontos, um a mais que o Palmeiras naquele momento. O gol de Paquetá, portanto, não representou apenas um avanço individual: ajudou a consolidar uma vitória importante na disputa pelo título nacional.
O meia também já havia marcado em partidas importantes ao longo da temporada. Em entrevista divulgada pelo clube, apontou o gol contra o Cruzeiro, no Mineirão, pelas oitavas de final da Libertadores, como o mais marcante até aquele momento, em razão do peso da partida e da disputa pela classificação. A escolha revela como o jogador associa seus momentos de maior significado às necessidades coletivas do Flamengo.

O recorde individual chega em hora decisiva
A melhor temporada goleadora da carreira acontece enquanto o Flamengo enfrenta uma sequência que pode definir o balanço esportivo de 2026. Na quinta-feira (22), a equipe recebe o Estudiantes, no Maracanã, pelo jogo de volta da semifinal da Libertadores, depois do empate por 0 a 0 na Argentina. No Brasileirão, o time também busca sustentar a liderança nas rodadas finais.
Nesse cenário, Paquetá pode ser importante tanto pela capacidade de chegar à área quanto pela participação na construção das jogadas. Sua versatilidade oferece alternativas à comissão técnica, mas o desafio será transformar essas possibilidades em contribuição efetiva nos jogos de maior pressão. O recorde pessoal aumenta a confiança no potencial ofensivo do meia, embora não garanta que ele decidirá os próximos confrontos.
Há também uma meta individual que pode continuar crescendo. Ao alcançar dez gols em setembro, Paquetá havia declarado que pretendia dobrar o número até o fim da temporada. Com 13 gols, o objetivo ainda está distante, mas o recorde já foi superado e a agenda do Flamengo mantém oportunidades para ampliar a marca.
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Mais do que números, a busca por protagonismo
O desempenho de Paquetá oferece um retrato de sua segunda passagem pelo Flamengo: um jogador de alto investimento, com capacidade técnica para atuar em diferentes funções e que vem ampliando sua produção goleadora. Superar os 12 gols de 2018 é um marco pessoal importante, mas o valor esportivo dessa temporada será medido também pelo que o clube conquistar coletivamente.
Com a disputa do Brasileirão e da Libertadores em aberto, o meia tem a oportunidade de transformar o melhor ano artilheiro da carreira em um capítulo ainda mais relevante de sua trajetória. O recorde já pertence a 2026. O próximo desafio é fazer com que essa fase individual ajude o Flamengo a alcançar seus objetivos na reta final do calendário.
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