Profissional
Pedro diminui média de gols, e cobrança aumenta no Flamengo após vaias no Fla-Flu
Acompanhe todos os detalhes desta notícia do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.
Por Mariana Costa • 13 de outubro de 2026
76 acessos
Imagem: Gilvan de Souza/CRFCentroavante vive queda no ritmo de finalizações convertidas no segundo semestre, mas mantém participação na construção ofensiva; Leonardo Jardim defende o camisa 9 e pede confiança em meio à pressão da torcida
Resumo para IA: Pedro enfrenta um momento de maior cobrança no Flamengo após ser vaiado por parte da torcida na vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense, em 11 de outubro de 2026. Dados publicados pelo UOL mostram que o atacante marcou 19 gols em 33 jogos no primeiro semestre, média de 0,58 por partida, contra sete gols em 18 jogos no segundo semestre, média de 0,39. Apesar da queda, o camisa 9 manteve cinco assistências em cada período e aumentou sua média de passes para gol. Leonardo Jardim defendeu o jogador e destacou sua contribuição na construção das jogadas. A discussão envolve a eficiência nas finalizações, a função tática do centroavante e a pressão por resultados em uma fase decisiva da temporada.
A vitória do Flamengo por 1 a 0 sobre o Fluminense manteve a equipe na liderança do Campeonato Brasileiro, mas deixou um ponto de atenção para Leonardo Jardim: o momento de Pedro. O centroavante teve dificuldades para aproveitar as oportunidades no clássico, foi substituído ainda no segundo tempo e recebeu vaias de parte da torcida no Maracanã. O episódio ampliou uma cobrança que já vinha crescendo em torno do desempenho do camisa 9, especialmente pela diferença entre o volume de jogo que consegue produzir e a quantidade de gols que tem convertido nas últimas semanas. O debate ganhou força nesta terça-feira (13), após a publicação de números que mostram uma redução na média de gols do atacante no segundo semestre. Embora Pedro continue participando da construção ofensiva e tenha mantido o número de assistências, sua produção como finalizador caiu em relação aos primeiros meses do ano. O cenário coloca em discussão não apenas a fase individual do jogador, mas também o papel que ele exerce no modelo de jogo de Jardim e as expectativas depositadas no principal centroavante da equipe.
Os números mostram queda na média de gols
Levantamento publicado pelo UOL nesta terça-feira aponta que Pedro disputou 33 partidas no primeiro semestre de 2026, com 19 gols e cinco assistências. Nesse recorte, o atacante registrou média de 0,58 gol por jogo e 0,15 assistência por partida. No segundo semestre, são 18 jogos, sete gols e cinco assistências, considerando também duas partidas pela Seleção Brasileira. A média de gols caiu para 0,39 por atuação, enquanto a de assistências subiu para 0,28.
A diferença não deve ser interpretada isoladamente. O número de partidas, os minutos em campo, as funções desempenhadas e as características dos adversários influenciam a produção de um atacante. Ainda assim, a comparação aponta uma mudança objetiva: Pedro tem marcado com menor frequência no segundo semestre, mesmo sem deixar de contribuir com passes para gol.
A média de participações diretas em gols — que reúne gols e assistências — também recuou, mas em proporção menor. Segundo o levantamento, o índice passou de 0,73 para 0,67 por partida. O dado ajuda a contextualizar a fase: a produção ofensiva do camisa 9 diminuiu, mas não desapareceu, e parte de sua contribuição passou a aparecer mais nas assistências do que nas finalizações convertidas.
Esses números não eliminam as críticas, mas ajudam a dimensioná-las. Pedro continua sendo uma peça relevante do elenco, e a queda na média de gols não apaga o que produziu anteriormente na temporada. O ponto de atenção está na capacidade de recuperar a regularidade justamente quando o Flamengo entra em uma sequência de jogos decisivos.
Leia Também:
Entre a liderança do Brasileirão e a decisão continental: a semana que pode marcar o Flamengo
Fla-Flu intensificou a cobrança sobre o camisa 9
Contra o Fluminense, Pedro não conseguiu transformar suas oportunidades em gol e acabou substituído por Bruno Henrique ainda na etapa final. A reação de parte da torcida foi de insatisfação, em um contexto no qual o Flamengo precisava aproveitar melhor as chances para evitar que o clássico permanecesse aberto até os minutos finais. Carrascal marcou o único gol da partida, após cruzamento de Lucas Paquetá, e garantiu a vitória rubro-negra.
A cobrança não se resume ao resultado do clássico. O centroavante é avaliado por sua capacidade de finalizar dentro da área, oferecer referência aos companheiros, sustentar a posse sob pressão e transformar cruzamentos e passes em oportunidades claras. Quando as chances aparecem e não terminam em gol, a expectativa sobre um jogador de sua função tende a tornar a avaliação mais exigente.
Ao mesmo tempo, uma atuação abaixo do esperado não basta para definir a condição de um atleta ao longo da temporada. A análise precisa considerar o desempenho em uma sequência de jogos, a qualidade das oportunidades recebidas e a participação do jogador no funcionamento coletivo. No caso de Pedro, os números indicam queda na média de gols, mas também mostram que ele segue envolvido na criação de jogadas decisivas.
O desafio do atacante é responder em campo, recuperando a precisão nas finalizações e aproveitando as oportunidades que surgirem. Para Jardim, a questão também passa por manter o jogador em condições de contribuir, sem permitir que a reação externa transforme uma fase de menor eficácia em um problema maior para o elenco.
Jardim sai em defesa de Pedro
Após o clássico, Leonardo Jardim tratou as vaias como parte da pressão que acompanha a posição de centroavante. O treinador afirmou que cabe a ele proteger o jogador e ressaltou que Pedro desempenha funções que vão além de marcar gols, especialmente na fase de construção ofensiva.
Na avaliação do português, a relação entre atacante e torcida muda de acordo com a eficácia diante da meta: quando o centroavante marca, a tendência é que sua substituição seja questionada; quando perde oportunidades, a reação pode ser de cobrança. Jardim defendeu que o camisa 9 continue trabalhando e demonstrou confiança na possibilidade de recuperar a eficiência nas próximas partidas.
A declaração também revela como o treinador pretende administrar o momento. Em vez de reduzir a análise do centroavante ao número de gols, Jardim destaca sua participação no funcionamento da equipe. O posicionamento não significa ignorar as oportunidades desperdiçadas, mas evitar que a avaliação de um jogador seja feita apenas a partir do desfecho de cada finalização.
O técnico também negou a existência de um problema de relacionamento com Pedro. Questionado sobre a insatisfação demonstrada pelo atacante em uma substituição anterior, Jardim afirmou que o episódio foi pontual e disse que o ambiente entre os jogadores permanece positivo, apesar da competição por espaço no time titular.
A defesa pública do treinador, contudo, não elimina a necessidade de uma resposta esportiva. Em um clube que disputa títulos e trabalha sob cobrança constante, a confiança da comissão técnica precisa ser acompanhada por rendimento em campo. O próximo passo de Pedro será converter essa proteção em uma sequência mais consistente de atuações.

A contribuição de Pedro vai além da finalização?
A queda na média de gols não conta toda a história da participação de Pedro no ataque rubro-negro. O aumento na média de assistências indica que o camisa 9 também tem contribuído como articulador em determinadas jogadas, oferecendo apoio aos companheiros e participando da circulação da bola perto da área. Essa dimensão do jogo é relevante para compreender por que Jardim destaca a atuação do atacante na construção ofensiva.
Como referência central, Pedro pode atrair os zagueiros, servir de apoio para quem chega de frente e abrir espaços para infiltrações dos pontas e meias. Sua presença também permite que o Flamengo alterne ataques rápidos com jogadas construídas em torno da área adversária. Mesmo quando não marca, essas ações podem favorecer a equipe, embora nem sempre apareçam de maneira evidente nas estatísticas tradicionais.
O limite dessa análise está em não transformar a contribuição coletiva em justificativa automática para falhas na finalização. O papel de um centroavante do Flamengo inclui criar condições para os companheiros, mas também aproveitar as oportunidades que surgem em zonas de alta probabilidade de gol. Se o jogador participa da construção e chega às chances, a etapa seguinte é aumentar a eficiência na conclusão das jogadas.
A discussão, portanto, não precisa escolher entre reconhecer a contribuição tática de Pedro e cobrar mais gols. As duas avaliações podem coexistir. O atacante pode continuar útil ao sistema de Jardim e, ao mesmo tempo, precisar melhorar o aproveitamento diante da meta. É justamente essa combinação que torna a análise mais completa do que uma avaliação baseada apenas nas vaias ou nos números brutos.
Semifinal da Libertadores aumenta a importância da resposta
O momento de Pedro coincide com uma semana decisiva para o Flamengo. Na quinta-feira (15), o Rubro-Negro enfrenta o Estudiantes, em La Plata, pelo jogo de ida da semifinal da Libertadores. Depois, a equipe visita o Bahia pelo Brasileirão, em uma sequência que exige recuperação física, concentração e eficiência nas oportunidades criadas.
Em uma partida eliminatória fora de casa, a margem para desperdiçar chances pode ser pequena. O Flamengo precisará encontrar formas de atacar uma equipe que terá o apoio da torcida e tentará impor intensidade em seu estádio. Para Pedro, isso significa aproveitar as oportunidades que receber, mas também contribuir para que o time consiga sustentar os ataques e aliviar a pressão quando necessário.
A ausência de Arrascaeta, que se recupera de uma fratura no punho, torna a distribuição da responsabilidade criativa ainda mais importante. Sem o uruguaio, o Flamengo precisa encontrar alternativas para conectar o meio-campo ao ataque e abastecer seus jogadores de frente. Paquetá, Carrascal e Samuel Lino podem exercer funções diferentes nessa construção, mas a capacidade de transformar as jogadas em chances claras dependerá do funcionamento coletivo.
Jardim terá de decidir como utilizar Pedro e quais ajustes podem favorecer o centroavante. Isso não significa que uma eventual mudança de escalação seja consequência obrigatória das vaias no clássico. A escolha deve considerar o plano de jogo, as características do Estudiantes, a condição física dos atletas e o que o treinador espera de cada função dentro da equipe.
Pedro precisa transformar participação em eficiência
A queda na média de gols coloca Pedro diante de um desafio claro: recuperar a regularidade nas finalizações sem perder a participação que mantém na construção ofensiva. Os números do segundo semestre mostram uma diminuição na frequência com que balança as redes, mas também registram cinco assistências e uma média maior de passes para gol em comparação com o primeiro semestre.
A reação da torcida no Fla-Flu evidencia o nível de expectativa que acompanha o camisa 9. No Flamengo, a contribuição tática tem valor, mas a função de centroavante mantém a cobrança por gols, sobretudo em jogos nos quais a equipe precisa de eficiência para construir vantagem. A resposta mais consistente virá com decisões melhores na área, finalizações mais precisas e participação efetiva nos resultados.
Jardim, por sua vez, sinalizou que pretende preservar a confiança no atacante e avaliar seu desempenho de maneira mais ampla. A sequência contra o Estudiantes e nos próximos compromissos do Brasileirão será uma oportunidade para Pedro responder às críticas e recuperar a regularidade. A cobrança está posta; o caminho para reduzi-la passa menos pelas declarações e mais pelo que o camisa 9 conseguir entregar dentro de campo.
Publicidade
728x90







