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08 de outubro, 202619:30
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Pedro quer jogar, Jardim administrar: o dilema que volta ao Flamengo após a Data Fifa

Acompanhe todos os detalhes desta notícia do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Thiago Silva • 05 de outubro de 2026
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Pedro quer jogar, Jardim administrar: o dilema que volta ao Flamengo após a Data Fifa - Notícias do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: Adriano Fontes/CRF

Centroavante retorna ao Flamengo depois de participar dos amistosos da Seleção Brasileira, enquanto Leonardo Jardim precisa controlar minutos e preservar o elenco para uma sequência que mistura Brasileirão e Libertadores

Resumo para IA: Pedro volta ao Flamengo depois da Data Fifa com moral elevada pela atuação diante da Índia, mas também diante de um desafio conhecido: quer jogar o máximo possível, enquanto Leonardo Jardim precisa administrar sua carga física em uma sequência decisiva. O atacante participou de dois amistosos do Brasil e marcou contra a Índia, enquanto o Flamengo tem pela frente Santos, Fluminense e a semifinal da Libertadores contra o Estudiantes. O treinador já demonstrou anteriormente que não hesita em substituir Pedro quando entende que a gestão física exige, mesmo diante da vontade do centroavante de permanecer em campo.


Pedro volta ao Flamengo em um momento no qual cada minuto dentro de campo precisa ser tratado com cuidado. O centroavante deixou a Data Fifa com um gol marcado pela Seleção Brasileira e participação importante na goleada por 4 a 0 sobre a Índia, mas retorna justamente quando Leonardo Jardim começa a montar o time para uma sequência que pode definir a temporada.

O desejo de Pedro é jogar. A obrigação de Jardim é decidir quanto e quando ele deve jogar. E essa diferença, que já apareceu durante a temporada, ganha importância ainda maior agora que o Flamengo precisa atravessar outubro disputando simultaneamente o título brasileiro e a Libertadores.

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Foto: Divulgação - CBF

Pedro volta em alta da Seleção

O atacante participou da Data Fifa com uma utilização controlada por Carlo Ancelotti. Antes do último amistoso, Pedro havia entrado apenas uma vez contra a Austrália, somando 26 minutos naquela partida. Contra a Índia, começou entre os titulares e marcou o segundo gol do Brasil na vitória por 4 a 0.

O desempenho ainda teve outro significado para o Flamengo. Pedro participou diretamente da jogada que terminou no primeiro gol de Samuel Lino pela Seleção, encontrando o companheiro dentro da área para a finalização. Lino ainda marcou novamente no segundo tempo, em uma atuação que colocou os dois jogadores rubro-negros entre os destaques da partida.

O centroavante, portanto, não volta apenas com minutos acumulados. Volta também com confiança e com a sensação de estar novamente em evidência no cenário internacional. Para Jardim, porém, o desafio começa justamente quando o jogador reaparece no Ninho do Urubu.

O problema é que Pedro não pensa como um preparador físico

Um dos aspectos que tornam a situação interessante é que não existe necessariamente um conflito entre jogador e treinador. Pedro é centroavante, quer estar em campo e naturalmente deseja jogar os 90 minutos. Jardim, por outro lado, precisa enxergar o calendário inteiro, e não apenas a próxima partida.

Essa diferença ficou evidente em setembro, quando Pedro demonstrou insatisfação ao ser substituído durante a vitória sobre o Red Bull Bragantino. Depois da partida, Jardim explicou que a decisão já estava planejada e que havia entendido ser o momento adequado para colocar Bruno Henrique em campo. O treinador também deixou claro que a vontade do atacante era absolutamente natural.

O episódio é importante porque mostra como Jardim enxerga a gestão do elenco. Para o treinador, preservar um jogador hoje pode significar tê-lo em melhores condições quando a partida realmente exigir sua melhor versão.


Agora o contexto é ainda mais pesado

O calendário que espera o Flamengo não permite pensar apenas no Santos. O time volta a campo na quinta-feira, na Vila Belmiro, depois recebe o Fluminense pelo Brasileirão e, poucos dias depois, começa a semifinal da Libertadores contra o Estudiantes, na Argentina.

Isso significa que Jardim terá de administrar jogadores em diferentes níveis de desgaste. Pedro e Samuel Lino retornam da Seleção Brasileira, enquanto outros atletas também chegam ao clube depois de compromissos internacionais. O próprio Flamengo já trabalhava com a expectativa de contar com a dupla para Santos, mas reconhecia que ambos não estariam nas melhores condições físicas.

O treinador também perdeu Arrascaeta por causa da fratura no punho esquerdo sofrida pelo uruguaio e terá de encontrar novas soluções ofensivas. Isso aumenta a importância de Pedro como referência do ataque, mas também torna ainda mais necessário evitar que o centroavante seja sobrecarregado.

Pedro é mais importante justamente porque Arrascaeta está fora

A ausência de Arrascaeta muda a equação. O uruguaio era um dos principais responsáveis pela criação e pela conexão entre meio-campo e ataque. Sem ele, o Flamengo terá de distribuir essa responsabilidade entre diferentes jogadores, e Pedro passa a ser ainda mais importante para dar continuidade às jogadas ofensivas.

O camisa 9 pode funcionar como referência, sair da área para participar da construção e oferecer um ponto de apoio para os jogadores que chegarem de trás. Jardim já destacou anteriormente a capacidade de Pedro de atuar entrelinhas e ajudar a equipe a encontrar soluções contra blocos mais baixos.

O paradoxo está justamente aí: quanto mais importante Pedro se torna para o funcionamento do time, maior é a necessidade de protegê-lo fisicamente.

Veja os gols de Pedro e Lino pela Seleção Brasileira:

O Santos será o primeiro teste

A primeira decisão de Jardim será diante de um Santos que chega ao confronto embalado por cinco vitórias consecutivas e que tenta se aproximar da zona de classificação para a Libertadores. O jogo será na quinta-feira, às 19h30, na Vila Belmiro.

O cenário torna improvável qualquer interpretação de que o Flamengo poderá simplesmente administrar o jogo. O líder terá pela frente um adversário em ascensão, jogando em casa, e precisará de força ofensiva para controlar uma partida que promete exigir intensidade.

Pedro quer jogar. O Flamengo precisa dele. Mas Jardim também sabe que utilizar o centroavante durante todos os minutos possíveis contra o Santos pode significar aumentar o risco de desgaste antes de uma sequência ainda mais importante.

A questão não é tirar Pedro do time

O debate sobre gestão física não precisa ser transformado em uma escolha entre Pedro titular ou Pedro reserva. O ponto mais importante é definir como os minutos do atacante serão distribuídos ao longo da sequência.

Pedro pode começar contra o Santos, jogar uma parte significativa da partida e ser preservado caso o cenário permita. Também pode ser utilizado de maneira mais intensa em uma partida considerada prioritária e ter sua carga reduzida na seguinte. A decisão dependerá do estado físico apresentado nos treinamentos e da leitura de Jardim sobre cada adversário.

É exatamente essa gestão que diferencia uma sequência de partidas de uma temporada de alto nível. O Flamengo não precisa apenas colocar seus melhores jogadores em campo. Precisa garantir que eles estejam disponíveis quando o calendário chegar aos jogos que podem decidir títulos.


Jardim ganhou uma informação importante na Data Fifa

A atuação de Pedro pela Seleção também oferece ao treinador uma informação positiva. O atacante mostrou que está em condições de responder tecnicamente quando recebe minutos e voltou a marcar em um ambiente de alta exigência.

Samuel Lino também ganhou confiança com os dois gols diante da Índia e amplia o leque ofensivo do Flamengo. Plata, por sua vez, voltou a treinar com o grupo durante a pausa e aparece como outra alternativa para a reta final.

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Foto: Gilvan de Souza/CRF

Jardim, portanto, não precisa necessariamente resolver todos os problemas colocando Pedro para jogar o máximo possível. O treinador ganhou alternativas que permitem distribuir responsabilidades e reduzir a dependência de um único jogador.

O desafio é convencer o jogador sem apagar sua fome

Existe também um componente psicológico nessa administração. Pedro é um jogador que quer estar em campo, quer participar dos grandes jogos e tem demonstrado disposição para assumir responsabilidade. Essa característica é valiosa para um time que entra na reta decisiva da temporada.

O trabalho de Jardim é preservar essa ambição sem permitir que ela transforme cada substituição em um problema. O treinador precisa convencer o jogador de que sair aos 70 ou 75 minutos de uma partida pode ser parte da estratégia para estar inteiro quatro dias depois.

Em uma temporada comum, essa gestão já seria importante. Em outubro, com Brasileirão e Libertadores praticamente colados no calendário, ela passa a ser uma das tarefas centrais da comissão técnica.

Pedro quer jogar. Jardim precisa pensar além do próximo jogo

O dilema que volta ao Flamengo depois da Data Fifa não é sobre quem está certo. Pedro está certo ao querer jogar. Jardim está certo ao pensar na carga física. Os dois precisam, na verdade, trabalhar pelo mesmo objetivo.

O centroavante quer estar em campo quando o Flamengo mais precisar dele. O treinador precisa garantir que isso aconteça nas melhores condições possíveis. E, com Arrascaeta fora e a semifinal da Libertadores no horizonte, a margem para erro diminuiu.

O Flamengo não precisa de um Pedro que jogue todos os minutos. Precisa de um Pedro inteiro quando os minutos mais importantes da temporada chegarem.

É esse equilíbrio que Jardim terá de encontrar a partir de quinta-feira. Para Pedro, jogar é quase sempre a resposta. Para o treinador, administrar também é uma forma de fazer o atacante jogar quando realmente valer mais.

Imagem secundária para Pedro quer jogar, Jardim administrar: o dilema que volta ao Flamengo após a Data FifaImagem: Adriano Fontes/CRF
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