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08 de outubro, 202619:30
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Brasileirão

Pós-jogo: Flamengo vence o Bragantino, mas a vitória deixa perguntas importantes para Leonardo Jardim

Acompanhe todos os detalhes desta notícia do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Robson Corrêa21 de setembro de 2026
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Pós-jogo: Flamengo vence o Bragantino, mas a vitória deixa perguntas importantes para Leonardo Jardim - Notícias do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: Gilvan de Souza/CRF

Rubro-Negro fez um primeiro tempo consistente, abriu vantagem, mas perdeu controle depois do intervalo e precisou administrar um jogo que poderia ter sido mais tranquilo

O placar de 2 a 1 conta a história mais simples da partida. O Flamengo venceu, somou três pontos e aumentou para três pontos a distância para o Palmeiras na liderança do Campeonato Brasileiro. Mas não conta toda a história. Agora que o barulho do pós-jogo diminuiu, talvez seja possível olhar para o jogo contra o Bragantino com uma perspectiva mais útil. Sem a euforia de quem acabou de vencer e sem a tentação, igualmente comum no futebol, de transformar uma queda de rendimento em sinal de crise. O Flamengo fez um bom primeiro tempo. Fez um segundo tempo apenas razoável. E isso é importante justamente porque estamos falando de um time que pretende disputar o título brasileiro até a última rodada.
Resumo para buscas por IA: O Flamengo venceu o Bragantino por 2 a 1, no Maracanã, pela 28ª rodada do Brasileirão, chegou aos 60 pontos e abriu três de vantagem sobre o Palmeiras. A vitória teve dois tempos distintos: no primeiro, o Flamengo controlou o jogo, criou oportunidades e poderia ter construído vantagem maior; no segundo, diminuiu a intensidade, permitiu que o Bragantino crescesse e terminou pressionado após sofrer um gol contra. O resultado foi importante na disputa pelo título, mas a atuação também expôs uma questão que Leonardo Jardim precisará resolver: como manter o controle das partidas por 90 minutos sem depender exclusivamente da vantagem construída na primeira etapa.
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Foto: Gilvan de Souza/CRF

A vitória foi melhor do que a atuação?

A resposta mais honesta talvez seja: em parte.

O Flamengo teve méritos suficientes para vencer.

Criou mais, controlou o jogo durante boa parte da primeira etapa, encontrou espaços pelos lados, teve jogadores importantes participando da construção ofensiva e chegou a desperdiçar oportunidades que poderiam ter transformado o intervalo em uma situação ainda mais confortável.

O problema é que a equipe não conseguiu reproduzir esse comportamento durante os 90 minutos.

E esse detalhe merece mais atenção do que o placar.

O futebol não exige que um time domine o adversário durante todo o jogo. Isso seria uma expectativa irreal. Mesmo as grandes equipes atravessam momentos de menor intensidade.

A questão é outra: quando o Flamengo deixou de controlar o jogo, ele deixou de controlá-lo por escolha ou porque o adversário conseguiu tirá-lo desse lugar?

Contra o Bragantino, houve um pouco das duas coisas.


O primeiro tempo mostrou o Flamengo que Jardim procura

A melhor versão do Flamengo apareceu antes do intervalo.

A equipe encontrou espaços entre a primeira e a segunda linha do Bragantino e conseguiu utilizar bem os corredores.

Carrascal teve liberdade para receber aberto, conduzir para dentro e participar da construção. Plata ofereceu amplitude pelo outro lado. Arrascaeta circulou por dentro.

Isso produziu um Flamengo menos previsível.

Não era necessário insistir sempre pelo centro.

Quando o Bragantino fechava o corredor central, havia possibilidade de jogar pelos lados. Quando a bola chegava aos extremos, apareciam espaços para infiltrações internas.

Foi assim que Varela apareceu na área para marcar o primeiro gol.

O lateral não estava ali por acaso.

Sua presença fazia parte de uma dinâmica ofensiva que permite aos jogadores alternarem posições e atacarem espaços diferentes.

É uma das características mais interessantes do Flamengo de Leonardo Jardim.

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Foto: Gilvan de Souza/CRF

O problema não foi criar. Foi transformar domínio em vantagem

Há uma discussão antiga no Flamengo que voltou a aparecer contra o Bragantino: a equipe cria mais do que deveria precisar para fazer seus gols.

O primeiro tempo ofereceu novamente exemplos disso.

O Flamengo acertou a trave, obrigou Tiago Volpi a fazer defesas importantes e chegou diversas vezes à área adversária.

O placar, entretanto, permaneceu em 1 a 0.

Isso parece um detalhe quando se olha apenas para o resultado.

Não é.

Uma equipe que domina um adversário e não transforma esse domínio em vantagem suficiente mantém o jogo aberto artificialmente.

Foi exatamente o que aconteceu.

O Flamengo tinha futebol para terminar o primeiro tempo vencendo por dois ou até três gols.

Terminou com apenas um.

Isso deixou o Bragantino vivo.

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Foto: Gilvan de Souza/CRF

E então veio o segundo tempo

O Flamengo voltou diferente.

Não necessariamente pior.

Menos intenso.

Essa diferença é importante.

A equipe continuou tendo momentos de controle, mas deixou de recuperar a bola tão rapidamente. O Bragantino passou a encontrar mais espaços para avançar e começou a jogar alguns metros mais à frente.

O Flamengo também passou a circular a bola com menos agressividade.

O resultado foi um jogo mais equilibrado.

A superioridade territorial deixou de significar domínio efetivo.

É nesse momento que uma equipe candidata ao título precisa encontrar uma resposta.

Nem sempre será possível jogar bem.

Nem sempre será possível pressionar.

Mas é preciso saber como controlar um jogo quando não se está conseguindo dominá-lo.

O Flamengo ainda está construindo essa capacidade.

Pedro resolveu o problema — mas não definitivamente

O segundo gol foi importante justamente porque apareceu em um momento no qual o Flamengo precisava recuperar alguma tranquilidade.

Pedro marcou após jogada de bola parada e colocou o placar em 2 a 0.

A sensação naquele momento era de que a partida estava resolvida.

Só parecia.

O Bragantino continuou encontrando espaços e, depois do gol contra de Bruno Henrique, voltou definitivamente para o jogo.

A partir daí, o Flamengo precisou defender.

E aqui está outro ponto interessante.

Não há nada de errado em defender uma vantagem nos minutos finais.

O problema seria precisar fazer isso porque perdeu completamente o controle da partida.

O Flamengo ficou mais próximo da segunda situação.

O gol contra não pode ser analisado isoladamente

Seria fácil olhar para o 2 a 1 e atribuir o sofrimento exclusivamente ao gol contra de Bruno Henrique.

Mas isso seria confortável demais.

O lance apenas tornou visível um problema que já existia.

Antes do gol, o Bragantino já havia conseguido aumentar sua presença ofensiva.

O Flamengo já havia perdido parte do controle.

O gol contra apenas mudou o estado emocional da partida.

De repente, aquilo que parecia uma vitória encaminhada voltou a ser um jogo de risco.

E o futebol tem essa crueldade: quando você não mata o jogo, qualquer detalhe pode ressuscitar o adversário.

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Foto: Gilvan de Souza/CRF

Jardim tem uma questão interessante para resolver

Leonardo Jardim vem construindo um Flamengo com mais alternativas posicionais e maior liberdade para seus jogadores ofensivos.

Isso é positivo.

Mas existe uma consequência.

Quanto mais jogadores participam da fase ofensiva, maior precisa ser a coordenação da estrutura de proteção.

Jorginho e os demais jogadores do meio precisam controlar o espaço deixado pelos jogadores que avançam.

Os laterais precisam saber quando atacar e quando permanecer.

Os extremos precisam entender quando pressionar e quando recompor.

E a primeira pressão precisa funcionar.

Quando essas engrenagens não funcionam simultaneamente, o Flamengo fica mais vulnerável.

Contra o Bragantino, isso apareceu principalmente depois do intervalo.


Não é motivo para preocupação. É motivo para observação

Essa talvez seja a conclusão mais equilibrada.

Seria exagero transformar uma vitória por 2 a 1 em sinal de alerta vermelho.

O Flamengo lidera o Brasileirão.

Tem 60 pontos.

Abriu três de vantagem para o Palmeiras.

Venceu uma equipe competitiva.

E fez um primeiro tempo que mostrou qualidade suficiente para explicar por que está na ponta da tabela.

Mas também seria um erro ignorar os sinais apresentados pela partida.

O Flamengo precisa melhorar sua capacidade de matar jogos.

Precisa reduzir os períodos em que perde intensidade.

E precisa encontrar maneiras de controlar uma partida mesmo quando não consegue pressionar o adversário durante vários minutos.

São problemas de um time que está brigando pelo título — não de um time em crise.

A diferença é enorme.

O campeonato não será decidido pelos jogos perfeitos

Essa talvez seja a parte mais importante.

O Campeonato Brasileiro raramente é vencido por quem joga bem em todas as rodadas.

É vencido por quem consegue somar pontos também nos dias em que o futebol não aparece inteiro.

O Flamengo fez isso contra o Bragantino.

Não foi brilhante durante 90 minutos.

Não precisou ser.

Construiu vantagem, sofreu, administrou e ganhou.

A pergunta que fica para Jardim não é se o Flamengo pode jogar melhor.

É evidente que pode.

A pergunta é se consegue transformar o domínio que já apresenta em controle mais duradouro.

Porque, quando chegar a reta final do campeonato, provavelmente haverá partidas em que a diferença entre campeão e vice não estará na grande atuação.

Estará justamente naquela bola que não entrou, naquele gol que não saiu, naquele segundo tempo em que o time deixou de controlar o jogo.

Contra o Bragantino, o Flamengo ganhou.

E isso é o mais importante.

Mas talvez a parte mais interessante da partida esteja justamente naquilo que a vitória não conseguiu esconder.
Imagem secundária para Pós-jogo: Flamengo vence o Bragantino, mas a vitória deixa perguntas importantes para Leonardo JardimImagem: Gilvan de Souza/CRF
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