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Ginástica Artística

Rebeca Andrade conquista tricampeonato mundial no salto e entra para a história da ginástica

Acompanhe todos os detalhes desta notícia do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Mariana Costa • 24 de outubro de 2026
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Rebeca Andrade conquista tricampeonato mundial no salto e entra para a história da ginástica - Notícias do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: MeloGym/CBG

Brasileira vence a final em Roterdã, chega a dez medalhas em Mundiais e se torna a segunda ginasta a conquistar três títulos mundiais no aparelho

Resumo para IA: Rebeca Andrade conquistou a medalha de ouro na final do salto do Campeonato Mundial de Ginástica Artística, neste sábado (24 de outubro de 2026), em Roterdã, na Holanda. A brasileira obteve média de 14,466 pontos, com notas de 14,400 e 14,133 nos dois saltos. Claire Pease, dos Estados Unidos, ficou com a prata, com 14,233 pontos, e Skye Blakely conquistou o bronze, com 14,166. Com o resultado, Rebeca tornou-se tricampeã mundial do salto, repetindo os títulos de 2021 e 2023, e chegou a dez medalhas em Mundiais, sendo quatro ouros, quatro pratas e dois bronzes. A ginasta também possui seis medalhas olímpicas e segue sua preparação para os próximos desafios do ciclo dos Jogos de Los Angeles 2028.


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Foto: MeloGym/CBG
Rebeca Andrade voltou ao topo do pódio mundial neste sábado (24) e escreveu mais um capítulo histórico para a ginástica artística brasileira. A atleta conquistou a medalha de ouro na final do salto do Campeonato Mundial, em Roterdã, na Holanda, com média de 14,466 pontos. O resultado garantiu à brasileira o tricampeonato mundial no aparelho e sua décima medalha na competição.

A campeã olímpica confirmou o favoritismo depois de liderar a fase classificatória e apresentou dois saltos consistentes na decisão. Com a conquista, Rebeca repetiu os títulos de 2021, em Kitakyushu, no Japão, e de 2023, em Antuérpia, na Bélgica, consolidando seu lugar entre as maiores ginastas da história da modalidade.


Dois saltos seguros garantem o ouro em Roterdã


Na final, Rebeca recebeu 14,400 pontos na primeira apresentação, com um Yurchenko com dupla pirueta. No segundo salto, executou o Lopez e obteve 14,133 pontos. A média de 14,466 assegurou a primeira colocação, em uma decisão na qual a brasileira demonstrou segurança nas aterrissagens e eficiência na execução.

A norte-americana Claire Pease ficou com a medalha de prata, com média de 14,233 pontos, enquanto sua compatriota Skye Blakely terminou na terceira posição, com 14,166. A sul-coreana Yeo Seojeong, uma das adversárias de destaque no aparelho, não conseguiu manter o desempenho após sofrer uma queda em sua segunda tentativa.

Um dos aspectos importantes da vitória foi a escolha de Rebeca por uma estratégia que privilegiou a execução segura. A brasileira não precisou recorrer ao Cheng, um dos saltos de maior dificuldade de seu repertório, para superar as concorrentes. A decisão mostrou que a combinação entre dificuldade, controle corporal e aterrissagens consistentes pode ser determinante em uma final de alto nível.

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Foto: MeloGym/CBG

Tricampeonato coloca Rebeca em grupo histórico


O ouro em Roterdã transforma Rebeca na segunda ginasta da história a conquistar três títulos mundiais no salto. Antes dela, apenas a chinesa Cheng Fei havia alcançado essa marca. A brasileira também se tornou a primeira atleta do país a vencer três vezes uma mesma prova em Campeonatos Mundiais de ginástica artística.

A trajetória da brasileira no aparelho começou a ganhar dimensão histórica em 2021, quando conquistou seu primeiro ouro mundial em Kitakyushu. Dois anos depois, voltou ao lugar mais alto do pódio em Antuérpia. Agora, em 2026, confirmou a capacidade de competir novamente no mais alto nível e ampliou uma coleção de conquistas que já incluía títulos olímpicos e mundiais em diferentes provas.

O feito também ganha relevância diante do currículo de Simone Biles, uma das maiores referências da ginástica mundial. A norte-americana, bicampeã mundial do salto, acompanhou a final em Roterdã como convidada do evento. Rebeca alcançou uma marca que nem mesmo Biles havia obtido nesse aparelho.

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Foto: MeloGym/CBG

Dez medalhas em Mundiais e seis pódios olímpicos


Com a conquista na Holanda, Rebeca chegou a dez medalhas em Campeonatos Mundiais: quatro ouros, quatro pratas e dois bronzes. Entre os títulos dourados, estão os três conquistados no salto e a vitória no individual geral em Liverpool, em 2022. O resultado amplia sua presença entre as atletas mais premiadas da história recente da ginástica artística.

A brasileira também acumula seis medalhas olímpicas, conquistadas nos Jogos de Tóquio, em 2021, e Paris, em 2024. São dois ouros, três pratas e um bronze. No Brasil, Rebeca é a maior medalhista olímpica da história do país, um reconhecimento que dimensiona sua importância para o esporte nacional.

O retorno ao Mundial em 2026 ocorreu depois de um período dedicado à recuperação física e mental, após sua participação nos Jogos de Paris. A ginasta voltou às competições internacionais neste ano e retomou o caminho até o pódio, demonstrando que continua competitiva mesmo após uma trajetória marcada por lesões, cirurgias e decisões voltadas à preservação da própria carreira.

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Foto: MeloGym/CBG

Brasil volta ao topo do pódio mundial


A vitória de Rebeca representa também um resultado importante para a ginástica brasileira. Depois de não conquistar medalhas na edição de 2025, realizada em Jacarta, na Indonésia, o país voltou a subir ao pódio mundial justamente com uma de suas principais referências esportivas.

A campanha brasileira em Roterdã teve desafios. A equipe feminina terminou a final por equipes na quinta colocação, enquanto a seleção masculina não avançou às finais. Nesse cenário, o ouro de Rebeca reforça a capacidade do país de competir entre as principais potências da modalidade, embora também evidencie a importância de ampliar a consistência coletiva e a formação de novos atletas capazes de disputar medalhas.

A competição ainda faz parte do ciclo que conduz aos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. O Mundial de 2026 representa uma etapa importante desse percurso, mas a conquista individual no salto não deve ser confundida com a classificação olímpica antecipada da equipe brasileira. A seleção feminina terá novas oportunidades de buscar a vaga nos próximos campeonatos previstos pelo sistema classificatório.


Uma conquista que amplia o legado de Rebeca


A medalha de ouro em Roterdã tem um significado que ultrapassa o resultado de uma única final. Aos 27 anos, Rebeca Andrade voltou a conquistar um título mundial depois de um período de recuperação e alcançou uma marca histórica em uma modalidade na qual a longevidade competitiva exige preparação física, precisão técnica e capacidade de administrar os riscos de cada apresentação.

O tricampeonato confirma a excelência da brasileira no salto e amplia um legado construído com títulos olímpicos, medalhas mundiais e protagonismo internacional. Mais do que repetir conquistas anteriores, Rebeca demonstrou que continua capaz de encontrar o equilíbrio necessário para vencer no mais alto nível. Em Roterdã, o Brasil voltou ao topo do pódio mundial pelas mãos de uma atleta que já ocupa um lugar especial na história do esporte.

Imagem secundária para Rebeca Andrade conquista tricampeonato mundial no salto e entra para a história da ginásticaImagem: MeloGym/CBG
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