Suíça domina a Argélia, vence com autoridade e confirma vaga nas oitavas da Copa do Mundo
Imagem: FIFAEquipe de Murat Yakin controla o jogo do início ao fim, bate os argelinos por 2 a 0 e mantém tradição de chegar ao mata-mata; filho de Zidane se despede do Mundial após sofrer dois gols
A Suíça confirmou sua força no cenário internacional e garantiu classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 ao derrotar a Argélia por 2 a 0, em Vancouver. Com uma atuação segura do início ao fim, a equipe comandada por Murat Yakin controlou completamente o confronto, neutralizou as principais armas ofensivas dos africanos e construiu o resultado com gols de Breel Embolo e Dan Ndoye.
O triunfo mantém uma marca importante da geração suíça: a seleção alcança as oitavas de final pela quarta Copa do Mundo consecutiva e segue consolidada entre as equipes mais competitivas do futebol europeu. Agora, os suíços aguardam o vencedor do duelo entre Colômbia e Gana para conhecer seu adversário na próxima fase do torneio.
Suíça foi letal desde os primeiros minutos
Apesar da Argélia iniciar a partida com maior posse de bola e tentando pressionar nos primeiros minutos, foi a Suíça quem mostrou eficiência. Logo aos 10 minutos, Granit Xhaka lançou Johan Manzambi em velocidade pelo lado esquerdo. O jovem atacante realizou uma bela jogada individual, venceu a marcação dentro da área e cruzou rasteiro para Breel Embolo apenas completar para o fundo das redes, abrindo o placar para os europeus.
O gol mudou completamente o panorama da partida. A Argélia continuou ficando mais tempo com a bola, chegando a registrar cerca de 70% de posse durante parte do primeiro tempo, mas encontrou enormes dificuldades para transformar esse domínio territorial em oportunidades reais de gol. A sólida organização defensiva suíça, com uma linha de meio-campo extremamente compacta, bloqueava praticamente todos os espaços pelo setor central.
Nos minutos finais da primeira etapa, Mahrez, Aouar e Maza ainda tentaram responder, mas a equipe africana pecou nas finalizações e pouco ameaçou Gregor Kobel.
Gol relâmpago praticamente decidiu a classificação
Se a Argélia ainda sonhava em reagir após o intervalo, a esperança durou menos de um minuto. Logo na primeira jogada da etapa final, a defesa africana afastou parcialmente um cruzamento e Dan Ndoye apareceu na entrada da área para acertar um belo chute, ampliando para 2 a 0 e deixando a classificação suíça muito bem encaminhada.
O segundo gol obrigou os argelinos a se lançarem ainda mais ao ataque. Porém, novamente a equipe esbarrou na excelente organização defensiva suíça. Mesmo permitindo maior posse ao adversário, a Suíça permaneceu extremamente confortável, fechando os corredores centrais e concedendo poucas oportunidades claras.
Nos minutos finais, Embolo ainda desperdiçou uma boa oportunidade para ampliar, enquanto Xhaka e Okafor também criaram chances que poderiam transformar a vitória em goleada.
Análise tática: organização suíça anulou o domínio territorial da Argélia
Imagem: FIFAPublicidade
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A partida mostrou um contraste interessante entre posse de bola e eficiência. A Argélia teve mais tempo com a bola durante boa parte do confronto, mas encontrou enormes dificuldades para romper a estrutura defensiva montada por Murat Yakin.
A Suíça atuou em um sistema extremamente compacto, com Freuler e Xhaka protegendo a entrada da área e oferecendo liberdade para Zakaria e Ricardo Rodríguez apoiarem pelos lados. Quando recuperava a posse, a equipe acelerava imediatamente as transições, explorando a velocidade de Manzambi, Embolo e Ndoye.
Foi justamente dessa maneira que nasceram os dois gols. No primeiro, um contra-ataque iniciado por Xhaka encontrou Manzambi em velocidade. No segundo, a rápida recuperação da posse permitiu que Ndoye encontrasse espaço na entrada da área para finalizar com precisão.
Já a Argélia apresentou dificuldades para transformar volume ofensivo em efetividade. A equipe circulava a bola, mas encontrava enorme dificuldade para penetrar entre as linhas suíças. Mahrez teve atuação discreta, enquanto Aouar e Maza pouco conseguiram criar diante da forte marcação adversária.
Filho de Zidane encerra sonho mundial
Um dos personagens da partida foi Luca Zidane. Filho do ídolo francês Zinedine Zidane e estreante em Copas do Mundo defendendo a Argélia, o goleiro pouco pôde fazer nos dois gols suíços e acabou encerrando sua primeira participação em Mundiais com nove gols sofridos em quatro partidas.
Apesar da eliminação, Luca teve bons momentos durante a competição e demonstrou personalidade em sua primeira grande experiência internacional, mas não conseguiu evitar a superioridade suíça no duelo eliminatório.
Murat Yakin supera antigo mentor
O confronto também carregava um ingrediente especial fora das quatro linhas. O técnico suíço Murat Yakin enfrentou Vladimir Petkovic, justamente o treinador com quem realizou estágio de observação durante o início de sua carreira. Petkovic, inclusive, comandou a própria seleção suíça entre 2014 e 2021.
Anos depois daquele aprendizado, Yakin levou a melhor no duelo tático. Sua equipe mostrou maior organização, eficiência nas transições e enorme maturidade para administrar a vantagem construída ainda no início do segundo tempo.
Agora classificada, a Suíça mantém viva a esperança de finalmente quebrar a barreira das oitavas de final, fase em que foi eliminada nas últimas três Copas do Mundo. A atuação convincente diante da Argélia reforça a confiança da equipe para o mata-mata e confirma que os suíços seguem sendo uma das seleções mais consistentes da competição.
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