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Copa do Mundo

Tunísia demite técnico após apenas um jogo e protagoniza primeira crise da Copa do Mundo de 2026

Por Mariana Costa15 de junho de 2026
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Tunísia demite técnico após apenas um jogo e protagoniza primeira crise da Copa do Mundo de 2026Imagem: FIFA

Goleada por 5 a 1 para a Suécia derruba Sabri Lamouchi e coloca seleção africana em lista raríssima de demissões durante um Mundial

A Copa do Mundo de 2026 registrou sua primeira grande crise fora das quatro linhas. A Federação Tunisiana de Futebol anunciou a demissão de Sabri Lamouchi apenas dois dias após a goleada por 5 a 1 sofrida diante da Suécia, em Monterrey, resultado que abalou completamente o ambiente da seleção africana logo na estreia do Grupo F.


A decisão chamou atenção não apenas pela rapidez, mas também pelo contexto histórico. Demissões de treinadores durante uma Copa do Mundo são eventos extremamente raros. Com a saída de Lamouchi, a Tunísia entra para uma lista restrita de seleções que trocaram de comando técnico com o torneio já em andamento, evidenciando o tamanho da pressão gerada pelo resultado negativo.


Uma derrota que mudou tudo


A atuação tunisiana contra a Suécia foi considerada uma das mais decepcionantes da primeira rodada do Mundial. A equipe sofreu cinco gols, apresentou dificuldades defensivas durante praticamente toda a partida e deixou a impressão de que terá enormes dificuldades para competir por uma vaga nas oitavas de final.


Internamente, dirigentes da federação entenderam que a reação precisava ser imediata. O temor era que a derrota provocasse um colapso psicológico no elenco antes dos confrontos decisivos contra Japão e Holanda, adversários que podem definir o futuro da seleção na competição.


Lamouchi deixa o cargo após uma passagem extremamente curta. Contratado no início de 2026 para liderar a equipe na Copa do Mundo, o treinador comandou apenas cinco partidas oficiais antes de ser dispensado.


Primeira vítima da Copa de 2026


A saída do treinador transforma Lamouchi no primeiro técnico demitido durante a Copa do Mundo de 2026. O episódio reforça a pressão que acompanha as seleções em um torneio de tiro curto, onde um único resultado pode alterar completamente o planejamento esportivo de uma federação.


A goleada sofrida para a Suécia não apenas complicou a situação da Tunísia na tabela, mas também desencadeou uma mudança drástica no comando técnico em plena disputa do torneio. Agora, a seleção africana aposta em uma reação imediata para evitar uma eliminação precoce e tentar manter vivo o sonho de classificação para a fase mata-mata.

Imagem secundária para Tunísia demite técnico após apenas um jogo e protagoniza primeira crise da Copa do Mundo de 2026Imagem: Reprodução
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Uma demissão que entra para a história das Copas


A saída de Sabri Lamouchi não é apenas a primeira troca de treinador da Copa do Mundo de 2026. Ela também coloca o técnico francês em uma lista extremamente rara na história do torneio. Ao longo de quase um século de Mundiais, casos de demissões com a competição em andamento são exceções absolutas.


Antes da decisão tomada pela Federação Tunisiana, apenas três treinadores haviam perdido seus cargos durante uma Copa do Mundo. Curiosamente, um deles foi o brasileiro Carlos Alberto Parreira, demitido pela Arábia Saudita durante o Mundial de 1998, disputado na França. A seleção saudita havia sofrido uma goleada por 4 a 0 para a França e empatado com a África do Sul, resultado que levou à saída do comandante antes mesmo do encerramento da fase de grupos.


Na mesma Copa de 1998 ocorreram outros dois casos. O sul-coreano Bum Kun Cha deixou o comando da Coreia do Sul após a derrota por 5 a 0 para a Holanda, enquanto o polonês Henryk Kasperczak foi dispensado pela Tunísia depois de resultados negativos na fase de grupos.


Agora, 28 anos depois daqueles episódios registrados na França, a Tunísia volta a protagonizar uma troca de treinador durante um Mundial. A diferença é que a decisão atual foi ainda mais rápida: Lamouchi perdeu o cargo após apenas uma partida disputada na competição, logo depois da goleada por 5 a 1 sofrida diante da Suécia.


Marca negativa para a Tunísia


O caso chama atenção também por outro motivo. A própria Tunísia já havia vivido situação semelhante em 1998, quando Henryk Kasperczak foi demitido durante a Copa disputada na França. Quase três décadas depois, a seleção africana repete um capítulo raro de sua história e volta a trocar de treinador em pleno Mundial.


A decisão evidencia o tamanho da pressão existente sobre as seleções em torneios de tiro curto. Enquanto a maioria das federações prefere aguardar o término da competição para avaliar seus trabalhos, os dirigentes tunisianos optaram por uma medida drástica na tentativa de evitar uma eliminação precoce. Com isso, Lamouchi passa a integrar um grupo que, até hoje, contava com apenas três nomes em toda a história das Copas do Mundo.


Com duas partidas ainda pela frente na fase de grupos, a Tunísia tentará transformar a crise em motivação para buscar uma recuperação improvável. A missão, porém, ficou significativamente mais complicada após a goleada sofrida na estreia e a mudança de comando em pleno Mundial.

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