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18 de outubro, 202618:30
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Análise Tática

Raio-X Tático: Flamengo x Botafogo — onde Leonardo Jardim pode atacar as fragilidades do rival?

Acompanhe todos os detalhes desta análise do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Robson Corrêa • 29 de agosto de 2026
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Raio-X Tático: Flamengo x Botafogo — onde Leonardo Jardim pode atacar as fragilidades do rival? - Raio-X Tático do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: Gilvan de Souza

Clássico no Maracanã coloca frente a frente um Flamengo que busca recuperar o controle do Brasileirão e um Botafogo instável; para vencer, Jardim pode explorar principalmente os espaços entre linhas, a transição defensiva e a fragilidade alvinegra pelos corredores

O Flamengo volta ao Maracanã neste domingo para enfrentar o Botafogo, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, em um clássico que chega em momento importante para os dois lados. A partida será disputada às 16h e encontra o Rubro-Negro na vice-liderança, enquanto o Alvinegro ocupa a 11ª colocação. O Flamengo vem de derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro, enquanto o Botafogo perdeu em casa para o Athletico-PR por 3 a 2.

Mas, para o Flamengo, o clássico representa mais do que uma oportunidade de somar três pontos.

É também um teste importante para Leonardo Jardim ajustar o comportamento da equipe antes da reta decisiva da temporada.

O treinador português terá de lidar com desfalques importantes, entre eles Bruno Henrique, Alex Sandro, De la Cruz, Vitão e Gonzalo Plata. A tendência é que o Flamengo mantenha uma estrutura próxima do 4-2-3-1, com Rossi; Emerson Royal, Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Pulgar e Jorginho; Carrascal, Arrascaeta e Samuel Lino; Pedro.

Do outro lado, o Botafogo deve atuar também com uma estrutura de quatro defensores, mas com características diferentes. A provável formação indicada para o clássico é um 4-1-4-1, com Gabriel Batista; Vitinho, Gabriel Justino, Ferraresi e Alex Telles; Huguinho; Santi Rodríguez, Allan, Cristian Medina e Montoro; Arthur Cabral.

E é justamente nessa configuração que aparecem algumas oportunidades para o Flamengo.

O primeiro alvo: o espaço entre o volante e a linha de quatro

O 4-1-4-1 do Botafogo apresenta uma característica bastante clara: existe um volante mais recuado protegendo a defesa, enquanto quatro jogadores formam uma linha à frente.

Esse desenho pode ser eficiente para fechar os corredores centrais, mas também pode produzir um espaço importante entre o volante e os quatro jogadores ofensivos, especialmente quando o bloco não consegue avançar ou recuar de maneira coordenada.

É exatamente onde Arrascaeta pode aparecer.

O uruguaio não precisa ficar permanentemente centralizado. Pode partir de uma posição mais avançada, recuar para receber ou deslocar-se para um dos lados, obrigando Allan ou outro meio-campista alvinegro a tomar uma decisão.

Se o volante sair para acompanhar Arrascaeta, pode abrir espaço para Carrascal ou para Paquetá (caso Jardim utilize o meia em uma função mais avançada) atacar por dentro.

Se não sair, Arrascaeta terá tempo para girar.

O Flamengo precisa transformar esse dilema em uma arma.

Carrascal pode ser a peça que desorganiza a primeira linha do Botafogo

A ausência de Plata abre uma vaga, mas também oferece a Jardim uma oportunidade tática.

Carrascal pode começar pela direita e, em determinados momentos, abandonar o corredor para aproximar-se de Arrascaeta.

Esse movimento pode criar uma superioridade de três contra dois no setor central.

Imagine:

Arrascaeta + Carrascal + Jorginho

contra

Allan + Medina.

Se o Botafogo deslocar um jogador para acompanhar Carrascal, outro espaço aparecerá.

Se permanecer compacto, Carrascal poderá receber e conduzir.

Essa movimentação é especialmente importante porque o Flamengo não deve depender exclusivamente dos cruzamentos ou dos ataques pelos lados.

O objetivo deve ser fazer a estrutura defensiva do Botafogo se mover.

Quando uma defesa começa a se deslocar lateralmente, os espaços aparecem.

Samuel Lino pode atacar exatamente o espaço que Carrascal abrir

Aqui aparece uma segunda combinação interessante.

Se Carrascal entrar por dentro, Samuel Lino pode permanecer mais aberto pelo lado oposto ou atacar a última linha.

O português tem capacidade para conduzir e acelerar, mas sua principal utilidade neste jogo pode estar na ameaça constante à profundidade.

Isso cria um dilema para Vitinho e para o sistema defensivo do Botafogo.

Se o lateral acompanhar Lino, abre espaço para Arrascaeta ou Carrascal.

Se ficar mais próximo dos zagueiros, Lino recebe com espaço.

O Flamengo precisa explorar essa relação entre movimento interior e ataque exterior.

É uma das formas mais eficientes de desmontar um 4-1-4-1.

Pedro pode transformar a movimentação dos meias em vantagem dentro da área

Pedro será outra peça central da estratégia.

O centroavante não precisa necessariamente sair da área para participar da construção.

Contra uma defesa que pode ser atraída para o meio, sua melhor contribuição pode ser justamente permanecer entre os zagueiros.

Isso prende os defensores.

E quando os zagueiros estão preocupados com Pedro, Arrascaeta e Carrascal ganham mais liberdade para receber à frente da linha de meio-campo.

A jogada ideal seria construída dessa maneira:

Jorginho encontra Carrascal → Carrascal atrai o volante → Arrascaeta recebe entre linhas → Pedro fixa os zagueiros → Samuel Lino ataca o espaço.

Não é necessário que a jogada aconteça exatamente assim.

O importante é criar dúvidas simultâneas.

O Botafogo não pode saber se precisa proteger Pedro, acompanhar Arrascaeta, fechar Carrascal ou controlar Lino.

O segundo grande alvo: a transição defensiva do Botafogo

Talvez essa seja a fragilidade mais evidente que Jardim deveria explorar.

O Botafogo sofreu três gols na derrota para o Athletico-PR e já havia perdido por 1 a 0 para o Vitória na rodada anterior. Contra o Athletico, os dois primeiros gols saíram ainda no primeiro tempo, e o próprio clube registrou a derrota por 3 a 2 no Nilton Santos.

Mais do que o número de gols, chama atenção a forma como o Botafogo vem concedendo espaços.

Contra o Athletico, o time sofreu dois gols rapidamente e precisou passar boa parte da partida tentando correr atrás do resultado.

Para o Flamengo, isso significa uma coisa:a primeira reação após recuperar a bola pode ser mais importante do que uma posse longa.

Jardim precisa preparar o time para identificar rapidamente quando o Botafogo estiver desorganizado.

Recuperou a bola? Ataca antes que o Botafogo se reorganize

O Flamengo não pode transformar todas as recuperações em uma sequência de passes para trás.

Se a bola for recuperada com o Botafogo espalhado pelo campo, o passe vertical precisa aparecer.

É aí que Pedro, Lino e Carrascal podem ser decisivos.

Uma recuperação de Pulgar ou Jorginho pode gerar imediatamente uma transição.

Arrascaeta pode receber entre linhas, Carrascal pode conduzir, Lino pode atacar o espaço e Pedro pode ocupar os zagueiros.

Quatro jogadores podem transformar uma recuperação defensiva em uma chance de gol em poucos segundos.

Essa é uma das situações em que o Flamengo pode ser mais agressivo.

O lado esquerdo do Botafogo merece atenção especial:

Alex Telles é uma das principais peças técnicas do Botafogo e participa bastante da construção e das bolas paradas.

Isso cria uma situação interessante.

Quando o lateral avança, o Flamengo pode explorar o espaço que aparece às suas costas. E esse espaço pode ser atacado por Samuel Lino.

O português precisa estar atento ao momento em que Alex Telles ultrapassar a linha do meio-campo. Nesse instante, o Flamengo pode acelerar.

Uma inversão rápida de jogo ou um passe vertical pode colocar Lino em situação de um contra um.

Não significa que Jardim deva transformar o jogo em uma perseguição a Alex Telles.

Significa identificar quando o avanço do lateral deixa de ser uma arma e passa a ser vulnerabilidade.

Royal pode ser uma peça importante para criar superioridade pela direita

Com Alex Sandro fora, Ayrton Lucas deve atuar pela esquerda. Na direita, Emerson Royal aparece como alternativa.

Royal pode ter papel importante justamente porque Carrascal tende a entrar por dentro. Se o colombiano abandonar o corredor, o lateral precisa ocupá-lo.

Essa combinação pode criar:

Royal aberto + Carrascal por dentro + Pedro centralizado.

Se o Botafogo fechar Carrascal, Royal terá espaço. Se o lateral sair para Royal, Carrascal recebe. Se o volante acompanhar Carrascal, Arrascaeta pode aparecer.

O segredo está na triangulação, não no cruzamento automático.

Ayrton Lucas também pode ser utilizado como elemento de profundidade. Do outro lado, Ayrton Lucas oferece uma característica diferente. O lateral pode atacar o espaço por fora enquanto Samuel Lino alterna entre amplitude e movimentos diagonais.

Isso permite que o Flamengo tenha dois comportamentos simultâneos:

Lino entrando por dentro + Ayrton Lucas atacando por fora.

Essa movimentação pode obrigar o Botafogo a defender em largura.

E quanto mais larga estiver a defesa, maior será o espaço entre os defensores.

É exatamente esse espaço que Arrascaeta procura.

O terceiro ponto: pressionar a saída do Botafogo sem perder a estrutura

Jardim também pode utilizar uma estratégia que já funcionou contra o Botafogo.

No primeiro confronto entre as equipes pelo Brasileirão, o Flamengo venceu por 3 a 0 e utilizou a pressão sobre a saída alvinegra como uma das ferramentas para controlar o jogo. Naquela partida, o Botafogo tentou marcar mais alto, mas teve dificuldades para transformar posse em chances claras.

O cenário atual, entretanto, é diferente.

O Flamengo não deve simplesmente pressionar com todos.

Precisa definir gatilhos de pressão.

Um passe para o lateral, um recuo para o goleiro, um zagueiro recebendo de costas, um volante recebendo pressionado. Nesses momentos, o Flamengo pode acelerar a pressão.

A ideia não é correr atrás da bola.

É induzir o Botafogo a jogar para onde o Flamengo quer.

Pedro pode ser o primeiro defensor

Uma pressão bem organizada começa pelo centroavante. Pedro pode orientar a saída do Botafogo para um dos lados.

Se o goleiro tocar no zagueiro esquerdo, por exemplo, Pedro pode fechar a linha de passe para o zagueiro direito.

O ponta do lado correspondente avança, o meia encurta, o lateral sobe. O objetivo é criar uma espécie de "jaula" ao redor do receptor.

Se o Botafogo conseguir escapar, o Flamengo recua. Se não conseguir, a recuperação pode acontecer perto da área.

É uma situação que pode produzir oportunidades de gol sem exigir uma longa construção ofensiva.

O quarto ponto: não deixar Santi Rodríguez conduzir o jogo

Entre os jogadores ofensivos do Botafogo, Santi Rodríguez merece atenção especial.

O uruguaio marcou os dois gols do Botafogo na derrota para o Athletico e mostrou capacidade para aparecer na área e finalizar.

Por isso, o Flamengo não pode tratá-lo apenas como um ponta.

Ele pode atacar espaços por dentro, pode aparecer como segundo homem, pode aproximar-se de Arthur Cabral.

A função de Pulgar ou Jorginho será importante para controlar essas movimentações.

Se Santi receber de frente, o Botafogo ganha capacidade para acelerar, se for obrigado a receber de costas ou longe da área, sua influência diminui.

O objetivo deve ser retirar tempo e espaço, não simplesmente perseguir o jogador.

Arthur Cabral: atenção ao jogo aéreo, mas sem permitir que o Botafogo jogue direto

Arthur Cabral oferece ao Botafogo uma referência física. Isso significa que o Flamengo precisa estar preparado para bolas longas.

Mas existe uma consequência importante.

Se o Botafogo perceber que pode escapar da pressão utilizando bolas diretas em Arthur Cabral, poderá transformar o atacante em uma válvula de escape.

Por isso, Léo Pereira e Léo Ortiz terão duas missões:

Ganhar o primeiro duelo e, principalmente, controlar a segunda bola.

É justamente na segunda bola que o Botafogo pode construir uma nova posse.

Pulgar e Jorginho precisarão estar próximos.

Se os zagueiros vencerem a primeira disputa e os volantes recuperarem a segunda, o Flamengo terá condições de iniciar uma transição imediatamente.

O quinto ponto: atacar a defesa do Botafogo quando ela estiver recuando

Existe outro problema que pode aparecer caso o Flamengo consiga dominar territorialmente.

O Botafogo pode ser obrigado a baixar suas linhas.

Nesse momento, o Flamengo precisará evitar um erro recorrente: cruzar de qualquer lugar.

A melhor alternativa será: movimentar a defesa, trocar o corredor, atrair de um lado, inverter rapidamente, entrar por dentro e sair novamente.

O objetivo é fazer o Botafogo deslocar seu bloco.

Quando surgir uma pequena distância entre lateral e zagueiro, o passe vertical pode aparecer, quando os volantes forem atraídos para um lado, a inversão pode encontrar o jogador livre do outro.

Posse precisa produzir deslocamento.

Não basta ter a bola. É preciso fazer o adversário correr.

O cenário ideal para Jardim: um Flamengo assimétrico

Uma das soluções mais interessantes para o clássico pode ser o Flamengo atuar de maneira assimétrica:

De um lado, Samuel Lino oferece profundidade, do outro, Carrascal entra por dentro.

Royal dá amplitude, Ayrton Lucas pode avançar, Arrascaeta circula entre linhas, Jorginho controla a base, Pulgar protege e Pedro fixa os zagueiros.

Isso cria diferentes alturas e impede que o Botafogo defenda o Flamengo como uma estrutura previsível.

O time não precisa atacar com o mesmo número de jogadores em cada corredor.

Pelo contrário.

A assimetria pode ser a chave para desmontar a marcação.

O grande cuidado: não transformar domínio em exposição

Existe, porém, um risco.

O Flamengo vem apresentando problemas defensivos sob Leonardo Jardim. Em 23 rodadas do Brasileirão, sofreu 21 gols, número significativamente superior ao registrado pelo time de Filipe Luís na mesma quantidade de partidas.

E a derrota para o Cruzeiro mostrou novamente um problema importante: o Flamengo consegue dominar determinados momentos, mas nem sempre consegue controlar a partida quando o cenário muda. Jardim reconheceu a necessidade de maior eficiência e de ”digerir" melhor os jogos.

Por isso, o clássico não pode ser transformado em uma partida de ataques sucessivos.

Quanto mais jogadores o Flamengo colocar à frente da bola, maior será a necessidade de proteção.

Um dos volantes precisa permanecer atento, porque os laterais não podem subir simultaneamente em todas as jogadas.

E a linha defensiva precisa estar preparada para correr para trás.

Atacar melhor também significa defender melhor.

O duelo tático central: Arrascaeta x o bloco de meio-campo do Botafogo

Se existe um jogador capaz de decidir a estrutura da partida, é Arrascaeta.

O uruguaio pode começar aberto, mas tende a procurar zonas interiores.

E é exatamente isso que pode desmontar o 4-1-4-1.

Se o Botafogo mantiver a linha de quatro meias muito baixa, Arrascaeta poderá receber. Se um dos jogadores sair para pressioná-lo, outro espaço aparecerá. Se o volante avançar, Paquetá ou Carrascal poderá atacar a zona deixada livre.

O Flamengo precisa criar esse dilema repetidamente.

Não é necessário que Arrascaeta seja o autor da assistência.

Basta que sua movimentação gere o espaço para outro jogador decidir.

O plano A, B e C de Leonardo Jardim

Jardim possui pelo menos três caminhos táticos bastante claros para explorar o Botafogo.

Plano A — Superioridade pelo meio

Carrascal entra por dentro, Arrascaeta circula e Jorginho aproxima. Royal oferece amplitude. O objetivo é criar superioridade numérica entre as linhas.

Plano B — Ataque à profundidade

Samuel Lino e Ayrton Lucas atacam as costas dos laterais, enquanto Pedro fixa os zagueiros. A intenção é impedir que o Botafogo compacte excessivamente o corredor central.

Plano C — Transição agressiva

Pressão após perda, recuperação no campo ofensivo e aceleração imediata. Se o Botafogo estiver desorganizado, o Flamengo não deve permitir que tenha tempo para reconstruir o bloco.

O melhor Flamengo provavelmente será aquele capaz de alternar os três planos.

O Fla10 analisa: o caminho para vencer passa por fazer o Botafogo escolher errado

O Botafogo chega ao clássico pressionado.

Perdeu para o Vitória, depois foi goleado pelo Cienciano por 6 a 1 na Sul-Americana e, na última rodada do Brasileirão, sofreu 3 a 2 do Athletico-PR em casa. A sequência recente mostra uma equipe vulnerável, embora capaz de reagir ofensivamente — contra o Athletico, marcou dois gols nos minutos finais.

O Flamengo não pode interpretar isso como convite para atacar de qualquer maneira. A fragilidade do adversário precisa ser induzida.

Jardim deve fazer o Botafogo escolher entre: acompanhar Arrascaeta ou proteger Pedro; fechar Carrascal ou acompanhar Royal; controlar Samuel Lino ou proteger o espaço central; e, pressionar a saída ou recuar.

Cada escolha errada do adversário pode abrir uma janela.

E o Flamengo possui jogadores suficientemente qualificados para aproveitar essas janelas.

O clássico, portanto, não deve ser vencido apenas pela posse de bola, nem apenas pela intensidade, nem apenas pela qualidade individual.

O Flamengo precisa transformar sua superioridade técnica em superioridade espacial.

Se conseguir controlar o corredor central, atacar as costas dos laterais, pressionar a saída nos momentos certos e acelerar imediatamente após recuperar a bola, o Rubro-Negro terá condições de explorar as principais fragilidades do Botafogo.

Mas existe uma última condição.

Depois de abrir vantagem, o Flamengo precisa saber matar o jogo com controle, algo que faltou na derrota para o Cruzeiro.

Porque o grande desafio de Leonardo Jardim neste clássico não será apenas descobrir como fazer o Flamengo criar mais.

Será mostrar que o time também aprendeu a controlar melhor aquilo que acontece depois que cria.

E, para um Flamengo que já pensa nas quartas de final da Libertadores, essa talvez seja a preparação tática mais importante que o clássico contra o Botafogo pode oferecer.

Imagem secundária para Raio-X Tático: Flamengo x Botafogo — onde Leonardo Jardim pode atacar as fragilidades do rival?Imagem: Arte Fla10
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