Opinião
A Camisa Pesou, mas o "Futebol Pardal" de Ancelotti Liga o Sinal de Alerta
O torcedor brasileiro respirou aliviado, mas não pode ser tolo. A vitória do Brasil por 2 a 1 contra o Japão, nesta segunda-feira, dia 29 de junho, em Houston, nos Estados Unidos, selada nos minutos finais, garantiu a vaga nas oitavas de final e cumpriu a meta mínima para esta Copa do Mundo.
Porém, sejamos francos: com o futebol apresentado até aqui, o caminho adiante se mostra sombrio.
O confronto pelas 16 avos de final começou desenhado pela estratégia. O Japão deu a bola para a Seleção Brasileira, em uma clara proposta de jogar nos erros de quem passa mais tempo com a posse. A tática asiática funcionou: após a parada de hidratação, aos 29 minutos do primeiro tempo, Sano abriu o placar para os japoneses, aproveitando um erro de passe do lateral Danilo na saída para o contra-ataque.
A Estrela de Ancelotti e o Meio de Campo Exposto
A dinâmica mudou com a contusão de Lucas Paquetá, que sentiu o músculo da coxa esquerda. O técnico Carlo Ancelotti optou pela entrada de Endrick, escancarando sua preferência pelo sistema 4-2-4. A Seleção Brasileira melhorou na partida, embora mais pela postura e entrega dos jogadores do que pela estrutura tática implementada pelo treinador italiano.
O empate veio logo no início da etapa complementar. Aos 9 minutos do segundo tempo, o volante Casemiro — um dos piores em campo de maneira geral — surgiu como elemento surpresa e, de cabeça, igualou o marcador.
As decisões seguintes, contudo, voltaram a expor as convicções de Ancelotti. O treinador sacou Matheus Cunha para a entrada de Gabriel Martinelli improvisado na meia.
Coletivamente, nada mudou. A Seleção Brasileira passou a intimidar o Japão pelo peso da camisa e por lampejos individuais — como a jogada fantástica de Vinícius Jr., que parou na ponta dos dedos do goleiro e, na sequência, na trave.
Quando o empate parecia definitivo, aos 51 minutos, nos acréscimos, Bruno Guimarães achou Martinelli na área para decretar a virada. Um gol que consagrou a estrela maior do Brasil na partida: o seu técnico "pardal".
O Diagnóstico Tático
A vulnerabilidade da Seleção não passa por atuações individuais, mas sim pela composição numérica no meio de campo. Ao insistir em um setor central com menos homens, os meias brasileiros se desgastam de forma excessiva e deixam o sistema defensivo completamente exposto para as próximas fases do mundial.
Porém, sejamos francos: com o futebol apresentado até aqui, o caminho adiante se mostra sombrio.
O confronto pelas 16 avos de final começou desenhado pela estratégia. O Japão deu a bola para a Seleção Brasileira, em uma clara proposta de jogar nos erros de quem passa mais tempo com a posse. A tática asiática funcionou: após a parada de hidratação, aos 29 minutos do primeiro tempo, Sano abriu o placar para os japoneses, aproveitando um erro de passe do lateral Danilo na saída para o contra-ataque.
A Estrela de Ancelotti e o Meio de Campo Exposto
A dinâmica mudou com a contusão de Lucas Paquetá, que sentiu o músculo da coxa esquerda. O técnico Carlo Ancelotti optou pela entrada de Endrick, escancarando sua preferência pelo sistema 4-2-4. A Seleção Brasileira melhorou na partida, embora mais pela postura e entrega dos jogadores do que pela estrutura tática implementada pelo treinador italiano.
O empate veio logo no início da etapa complementar. Aos 9 minutos do segundo tempo, o volante Casemiro — um dos piores em campo de maneira geral — surgiu como elemento surpresa e, de cabeça, igualou o marcador.
As decisões seguintes, contudo, voltaram a expor as convicções de Ancelotti. O treinador sacou Matheus Cunha para a entrada de Gabriel Martinelli improvisado na meia.
Coletivamente, nada mudou. A Seleção Brasileira passou a intimidar o Japão pelo peso da camisa e por lampejos individuais — como a jogada fantástica de Vinícius Jr., que parou na ponta dos dedos do goleiro e, na sequência, na trave.
Quando o empate parecia definitivo, aos 51 minutos, nos acréscimos, Bruno Guimarães achou Martinelli na área para decretar a virada. Um gol que consagrou a estrela maior do Brasil na partida: o seu técnico "pardal".
O Diagnóstico Tático
A vulnerabilidade da Seleção não passa por atuações individuais, mas sim pela composição numérica no meio de campo. Ao insistir em um setor central com menos homens, os meias brasileiros se desgastam de forma excessiva e deixam o sistema defensivo completamente exposto para as próximas fases do mundial.
Sobre Hélio Pacheco
Hélio Pacheco é o redator do canal especializado em vôlei Office Vôlei. Opinião e Informação independente!!!
Publicidade
728x90



