Opinião
DANILO: A RESERVA MORAL DA SELEÇÃO
Afinal, como justificar a convocação de maneira tão antecipada de um atleta que está longe de ser um titular absoluto na zaga da equipe rubro-negra, que ainda tem dúvidas se prosseguirá com a sua carreira na próxima temporada e que teve atuações muito criticadas nas últimas vezes em que atuou como lateral vergando a camisa canarinho, ainda na confusa gestão de Dorival Júnior?
Simples: as eventuais indignações ou os frequentes questionamentos foram atropelados por Suas Excelências, os fatos contra os quais, como diz o velho ditado, não há argumentos.
A primeira comprovação do acerto da sua convocação ocorreu dentro de campo na estreia da Seleção na Copa contra o excelente time de Marrocos, atual 4º lugar do Mundial, 7º lugar no ranking da FIFA e vice-campeão africano (o título no tapetão está sub judice na Corte Arbitral do Esporte, na Suíça): a entrada de Danilo após a pavorosa atuação de Roger Ibañez no primeiro tempo trouxe estabilidade ao lado direito do setor defensivo brasileiro, que não sofreu tanto quanto com o improvisado zagueiro do saudita Al-Ahli, e dificilmente sofrerá em qualquer outra partida. Danilo é o trunfo certo, a bola de segurança, o esteio que não se enverga o muro de contenção, o porto seguro.
A segunda se sustenta fora de campo: ainda na zona mista do MetLife Stadium após o cotejo com o selecionado marroquino, Danilo rechaçou qualquer ideia que levasse a crer que o jogo contra o Haiti seria para “fazer saldo”, como se a vitória já fosse favas contadas e somente a goleada importasse.
Aliás, durante a entrevista coletiva de ontem após o treino (não sei de onde a própria imprensa tirou o estranho termo “coletiva de imprensa”), Danilo não somente ratificou a afirmação anterior como também jogou um balde de água fria na turma do oba-oba e do pachequismo que ainda insiste em não enxergar o óbvio: o Brasil não chega à Copa no nível de seleções como a da França, ainda não tem um jogo coletivo que justifique qualquer favoritismo e que, se for preciso, o Brasil precisará jogar com linhas defensivas mais fechadas caso quiser vencer jogos mais difíceis O “chá de revelação” dado por Danilo não é didático foi direcionado somente ao público externo: internamente, sua liderança é muito relevante tanto para o treinador quanto para o grupo. Assim como no Flamengo, nota-se um “capitão sem faixa”, termo que tenho utilizado com frequência ao me referir a ele, que forja esse pensamento no grupo.
Mesmo com todas as contestações e críticas, o fato é que até o presente momento (escrevo na véspera da partida contra o Haiti), nenhum jogador brasileiro, nem mesmo Vinicius Júnior, justificou tanto a sua convocação quanto o experiente e o consciente Danilo, a reserva moral e a voz da razão da Seleção Brasileira.
Simples: as eventuais indignações ou os frequentes questionamentos foram atropelados por Suas Excelências, os fatos contra os quais, como diz o velho ditado, não há argumentos.
A primeira comprovação do acerto da sua convocação ocorreu dentro de campo na estreia da Seleção na Copa contra o excelente time de Marrocos, atual 4º lugar do Mundial, 7º lugar no ranking da FIFA e vice-campeão africano (o título no tapetão está sub judice na Corte Arbitral do Esporte, na Suíça): a entrada de Danilo após a pavorosa atuação de Roger Ibañez no primeiro tempo trouxe estabilidade ao lado direito do setor defensivo brasileiro, que não sofreu tanto quanto com o improvisado zagueiro do saudita Al-Ahli, e dificilmente sofrerá em qualquer outra partida. Danilo é o trunfo certo, a bola de segurança, o esteio que não se enverga o muro de contenção, o porto seguro.
A segunda se sustenta fora de campo: ainda na zona mista do MetLife Stadium após o cotejo com o selecionado marroquino, Danilo rechaçou qualquer ideia que levasse a crer que o jogo contra o Haiti seria para “fazer saldo”, como se a vitória já fosse favas contadas e somente a goleada importasse.
Aliás, durante a entrevista coletiva de ontem após o treino (não sei de onde a própria imprensa tirou o estranho termo “coletiva de imprensa”), Danilo não somente ratificou a afirmação anterior como também jogou um balde de água fria na turma do oba-oba e do pachequismo que ainda insiste em não enxergar o óbvio: o Brasil não chega à Copa no nível de seleções como a da França, ainda não tem um jogo coletivo que justifique qualquer favoritismo e que, se for preciso, o Brasil precisará jogar com linhas defensivas mais fechadas caso quiser vencer jogos mais difíceis O “chá de revelação” dado por Danilo não é didático foi direcionado somente ao público externo: internamente, sua liderança é muito relevante tanto para o treinador quanto para o grupo. Assim como no Flamengo, nota-se um “capitão sem faixa”, termo que tenho utilizado com frequência ao me referir a ele, que forja esse pensamento no grupo.
Mesmo com todas as contestações e críticas, o fato é que até o presente momento (escrevo na véspera da partida contra o Haiti), nenhum jogador brasileiro, nem mesmo Vinicius Júnior, justificou tanto a sua convocação quanto o experiente e o consciente Danilo, a reserva moral e a voz da razão da Seleção Brasileira.
Sobre Carlão Azevedo
Âncora do canal do Carlão Azevedo", Carlão é profissional de telecomunicações e flamenguista inveterado, não necessariamente nessa ordem.
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