Opinião
É BOM OU NÃO, TER JOGADORES DO FLAMENGO NA COPA?
É verdade que parte significativa da torcida tem torcido o nariz quando se fala de convocações do elenco rubro-negro, especialmente nas controversas datas FIFA. Além do risco de lesões, materializada recentemente no caso de De Arrascaeta na seleção uruguaia, a ojeriza da galera é agravada pelo bagunçado calendário do futebol brasileiro, onde se joga por seleção na terça-feira e há jogo marcado no Brasileirão para a quarta, ou seja, a “parada” da data dedicada às seleções e um fenômeno fake pelos lados da terra brasilis. No entanto, o discurso “não gosto de seleção, minha seleção é o Flamengo”, na maioria dos casos não se sustenta.
A Copa do Mundo que se inicia hoje domina o debate esportivo atual. Muitos rubro-negros celebraram a confirmação de Léo Pereira como zagueiro da nossa seleção e o fato do Flamengo ter a maior quantidade de convocados entre os clubes brasileiros, nove ao todo. Desde a Copa de 1934, nenhum clube brasileiro cedia tantos jogadores para a maior competição do planeta.
Para se ter uma ideia, o Flamengo está entre os 25 clubes do mundo com mais jogadores convocados, sem as peculiaridades dos sauditas Al-Hilal (12), Al-Ahly (9) e Al-Nassrr (9), de outro Al-Ahly (9), o egípcio, dos sul-africanos Orlando Pirates (8) e Mamelodi Sundowns (8) e dos turcos Galatasaray (11) e Fenerbahçe (10), que se constituem em bases das suas seleções locais.
Mas para a instituição Flamengo: é bom ou não ter jogadores convocados, seja nas datas FIFA, seja para a Copa do Mundo?
Sim, é muito bom para o clube ter jogadores atuando em seleções. Trata-se de mais um fator de projeção da marca, de divulgação da instituição e da internacionalização do Flamengo como potência emergente no futebol mundial, sem falar na sequência positiva de fatos relevantes recentes no cenário internacional: as disputas da Copa do Mundo de Clubes e da Copa Intercontinental de 2025, o faturamento recorde de 350 milhões de euros que colocou o clube entre as 20 maiores receitas mundo no último ano e a contratação de Lucas Paquetá.
A Copa do Mundo é a maior vitrine do futebol mundial e, portanto, uma ótima oportunidade de negócios. Dos nove convocados, pelo menos três ainda são “ativos” atraentes para negociações: Léo Pereira (Brasil), Gonzalo Plata (Equador) e Jorge Carrascal (Colômbia). De acordo com o último balanço trimestral do Flamengo, ainda é preciso a entrada de mais 35 milhões de euros (ou 210 milhões de reais) para bater as metas de receitas com negociações. Sem essas vendas, o torcedor rubro-negro terá que se conformar com uma janela de transferências do verão europeu – não à toa, a mais “quente” – bem mais modesta.
Portanto, em termos práticos, não é muito prudente afirmar que “odeio data FIFA” ou “minha seleção é o Flamengo”, pois não é bom para os negócios, mas sim exigir que CBF e clubes caminhem para um calendário mais equilibrado e racional.
A Copa do Mundo que se inicia hoje domina o debate esportivo atual. Muitos rubro-negros celebraram a confirmação de Léo Pereira como zagueiro da nossa seleção e o fato do Flamengo ter a maior quantidade de convocados entre os clubes brasileiros, nove ao todo. Desde a Copa de 1934, nenhum clube brasileiro cedia tantos jogadores para a maior competição do planeta.
Para se ter uma ideia, o Flamengo está entre os 25 clubes do mundo com mais jogadores convocados, sem as peculiaridades dos sauditas Al-Hilal (12), Al-Ahly (9) e Al-Nassrr (9), de outro Al-Ahly (9), o egípcio, dos sul-africanos Orlando Pirates (8) e Mamelodi Sundowns (8) e dos turcos Galatasaray (11) e Fenerbahçe (10), que se constituem em bases das suas seleções locais.
Mas para a instituição Flamengo: é bom ou não ter jogadores convocados, seja nas datas FIFA, seja para a Copa do Mundo?
Sim, é muito bom para o clube ter jogadores atuando em seleções. Trata-se de mais um fator de projeção da marca, de divulgação da instituição e da internacionalização do Flamengo como potência emergente no futebol mundial, sem falar na sequência positiva de fatos relevantes recentes no cenário internacional: as disputas da Copa do Mundo de Clubes e da Copa Intercontinental de 2025, o faturamento recorde de 350 milhões de euros que colocou o clube entre as 20 maiores receitas mundo no último ano e a contratação de Lucas Paquetá.
A Copa do Mundo é a maior vitrine do futebol mundial e, portanto, uma ótima oportunidade de negócios. Dos nove convocados, pelo menos três ainda são “ativos” atraentes para negociações: Léo Pereira (Brasil), Gonzalo Plata (Equador) e Jorge Carrascal (Colômbia). De acordo com o último balanço trimestral do Flamengo, ainda é preciso a entrada de mais 35 milhões de euros (ou 210 milhões de reais) para bater as metas de receitas com negociações. Sem essas vendas, o torcedor rubro-negro terá que se conformar com uma janela de transferências do verão europeu – não à toa, a mais “quente” – bem mais modesta.
Portanto, em termos práticos, não é muito prudente afirmar que “odeio data FIFA” ou “minha seleção é o Flamengo”, pois não é bom para os negócios, mas sim exigir que CBF e clubes caminhem para um calendário mais equilibrado e racional.
Sobre Carlão Azevedo
Âncora do canal do Carlão Azevedo", Carlão é profissional de telecomunicações e flamenguista inveterado, não necessariamente nessa ordem.
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