Opinião
Quando o Vini Jr. terá o seu valor reconhecido?
“Novo Neguebinha” – denominação que, além do caráter depreciativo, carrega o estigma do racismo depreciativo, “Novo Kerlon Foquinha”, “não vai nem entrar em campo pelo Real Madrid”.
Dentre estas e outras coisas, já ouvimos também, aí com certa dose de razão, mas não sendo verdade absoluta, que Vinicius Júnior não tem na Seleção Brasileira o mesmo desempenho apresentado no Real Madrid, onde simplesmente foi o jogador mais decisivo das últimas cinco edições da Liga dos Campeões da Europa.
A tal dose de razão vem do desempenho de Vini em amistosos, Eliminatórias da Copa e Copa América, onde, inclusive, na sua última edição, prejudicou a equipe desfalcando a Seleção Canarinho ao ser suspenso das quartas de final para o confronto contra o Uruguai.
Por outro lado, não temos dúvidas de que o que interessa a uma seleção nacional é a Copa do Mundo, e é aí que as críticas severas – contaminadas pelo clubismo e outro termo que prefiro não mencionar – não fazem o maior sentido.
Nesse cenário, vem a primeira pergunta: por que até hoje o seu desempenho é avaliado pela crítica esportiva como “discreto”, pra ficarmos no adjetivo mais suave?
Dos oito gols marcados pela Seleção Brasileira na Copa de 2022, três tiveram participação direta de Vini: um gol e duas assistências. Já na Copa do Mundo ora em curso, onde se concluiu apenas a primeira fase, participou de cinco dos sete gols brasileiros, mas o foco do noticiário esportivo ainda se concentra majoritariamente em outro Júnior, o Neymar.
Apenas outros cinco brasileiros fizeram três ou mais gols nos três primeiros jogos do Brasil em copas: Leônidas da Silva, Jairzinho, Ronaldo, Neymar, Romário e Rivaldo. Leônidas fez cinco numa época em que a Copa já começava com oitavas de final, enquanto Vini igualou Rivaldo com seus quatro gols ao fim da fase de grupos.
Somando gols e assistências, já são oito participações diretas em gols, o mesmo que o Diamante Negro e que Careca. Os quatro gols marcados em uma mesma Copa já o igualam a Zico na Copa de 1982, onde o Galinho foi um dos vice-artilheiros – seriam cinco e a artilharia do certame, não fosse o gol contra a Escócia pessimamente anulado.
Reparem, amigos e amigas, quem compartilha a mesma mesa à qual Vini Jr se senta na história da Amarelinha: nomes grandes e inquestionáveis quanto ao seu valor para o futebol brasileiro. Não é possível ignorar, como disse em outro texto, Suas Excelências, os fatos?
Ficam aqui então as perguntas que não querem calar: por que Vini ainda é tão criticado, ainda que ninguém tenha o condão de ser imune a críticas? Por que há tanto ódio e desprezo à sua figura entre os próprios brasileiros? Por que muitos brasileiros não o colocam no mesmo patamar de outros astros internacionais da Copa, como Haaland e Mbappé?
Como diriam os colunistas da era pré-digital, “cartas para a redação”...
Dentre estas e outras coisas, já ouvimos também, aí com certa dose de razão, mas não sendo verdade absoluta, que Vinicius Júnior não tem na Seleção Brasileira o mesmo desempenho apresentado no Real Madrid, onde simplesmente foi o jogador mais decisivo das últimas cinco edições da Liga dos Campeões da Europa.
A tal dose de razão vem do desempenho de Vini em amistosos, Eliminatórias da Copa e Copa América, onde, inclusive, na sua última edição, prejudicou a equipe desfalcando a Seleção Canarinho ao ser suspenso das quartas de final para o confronto contra o Uruguai.
Por outro lado, não temos dúvidas de que o que interessa a uma seleção nacional é a Copa do Mundo, e é aí que as críticas severas – contaminadas pelo clubismo e outro termo que prefiro não mencionar – não fazem o maior sentido.
Nesse cenário, vem a primeira pergunta: por que até hoje o seu desempenho é avaliado pela crítica esportiva como “discreto”, pra ficarmos no adjetivo mais suave?
Dos oito gols marcados pela Seleção Brasileira na Copa de 2022, três tiveram participação direta de Vini: um gol e duas assistências. Já na Copa do Mundo ora em curso, onde se concluiu apenas a primeira fase, participou de cinco dos sete gols brasileiros, mas o foco do noticiário esportivo ainda se concentra majoritariamente em outro Júnior, o Neymar.
Apenas outros cinco brasileiros fizeram três ou mais gols nos três primeiros jogos do Brasil em copas: Leônidas da Silva, Jairzinho, Ronaldo, Neymar, Romário e Rivaldo. Leônidas fez cinco numa época em que a Copa já começava com oitavas de final, enquanto Vini igualou Rivaldo com seus quatro gols ao fim da fase de grupos.
Somando gols e assistências, já são oito participações diretas em gols, o mesmo que o Diamante Negro e que Careca. Os quatro gols marcados em uma mesma Copa já o igualam a Zico na Copa de 1982, onde o Galinho foi um dos vice-artilheiros – seriam cinco e a artilharia do certame, não fosse o gol contra a Escócia pessimamente anulado.
Reparem, amigos e amigas, quem compartilha a mesma mesa à qual Vini Jr se senta na história da Amarelinha: nomes grandes e inquestionáveis quanto ao seu valor para o futebol brasileiro. Não é possível ignorar, como disse em outro texto, Suas Excelências, os fatos?
Ficam aqui então as perguntas que não querem calar: por que Vini ainda é tão criticado, ainda que ninguém tenha o condão de ser imune a críticas? Por que há tanto ódio e desprezo à sua figura entre os próprios brasileiros? Por que muitos brasileiros não o colocam no mesmo patamar de outros astros internacionais da Copa, como Haaland e Mbappé?
Como diriam os colunistas da era pré-digital, “cartas para a redação”...
Sobre Carlão Azevedo
Âncora do canal do Carlão Azevedo", Carlão é profissional de telecomunicações e flamenguista inveterado, não necessariamente nessa ordem.
Publicidade
728x90



