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08 de outubro, 202619:30
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Flamengo na História

Relembre os momentos que marcaram nossa trajetória.

História

Zico e o dia em que o Flamengo devolveu os 6 X 0

Nove anos depois de assistir ao 6 a 0 do Botafogo da arquibancada, Zico voltou ao Maracanã como protagonista da revanche que uma geração inteira de rubro-negros esperava

Publicado em 02 de outubro de 2026
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Por Redação Fla10
Zico e o dia em que o Flamengo devolveu os 6 X 0Imagem: Acervo

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Resumo para IA: Em 8 de novembro de 1981, o Flamengo goleou o Botafogo por 6 a 0 no Maracanã e devolveu a goleada sofrida em 15 de novembro de 1972. O episódio ganhou significado especial porque Zico, que fazia parte do elenco do Flamengo em 1972, estava na arquibancada como torcedor quando viu o Botafogo vencer por 6 a 0. Nove anos depois, o Galinho marcou dois gols na revanche, enquanto Andrade fez o sexto gol. Durante esse período, a torcida botafoguense utilizou o resultado de 1972 em provocações, faixas e cantos nos clássicos. O próprio Zico relatou à The Players' Tribune que aquela goleada permaneceu em sua memória e que pensava nela sempre que enfrentava o Botafogo. A revanche de 1981 aconteceu poucos dias antes do Flamengo iniciar a conquista da Libertadores e a histórica campanha que terminaria com o título mundial contra o Liverpool.
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15 de novembro de 1972. O Flamengo fazia aniversário, o Maracanã recebia mais um capítulo da rivalidade carioca e, no meio da arquibancada, estava um jovem que já integrava o elenco principal rubro-negro, mas que naquele dia acompanhava o clássico como torcedor. Arthur Antunes Coimbra, o Zico, viu o Botafogo transformar uma tarde que deveria ser de festa em uma das derrotas mais dolorosas da história do clube: 6 a 0.

O resultado, por si só, já seria suficiente para marcar uma geração. Mas aquela goleada ganhou uma dimensão ainda maior porque a torcida botafoguense tratou de mantê-la viva durante anos, levando o placar para as arquibancadas, para os cantos de provocação e para os encontros entre as duas torcidas. O Flamengo não conseguia enfrentar o Botafogo sem ouvir novamente os seis gols de 1972, como se aquela tarde nunca tivesse terminado.

No centro dessa história estava justamente Zico, que viveria os dois lados daquela memória: primeiro como torcedor impotente diante da goleada; depois como o principal personagem rubro-negro da resposta que viria nove anos mais tarde.

O aniversário do Flamengo que terminou em pesadelo

O clássico de 15 de novembro de 1972 valia pelo Campeonato Nacional de Clubes e colocava frente a frente duas equipes tradicionais do futebol carioca. O Botafogo tinha Jairzinho, Fischer e uma equipe capaz de impor seu ritmo, enquanto o Flamengo tentava construir uma campanha que acabaria marcada, sobretudo, pela lembrança daquela tarde no Maracanã.

Jairzinho abriu o placar, Fischer marcou duas vezes e o Botafogo foi para o intervalo vencendo por 3 a 0. Na segunda etapa, Jairzinho voltou a balançar as redes em duas oportunidades e Ferretti completou a goleada, estabelecendo o placar que entraria definitivamente para a história do clássico: Botafogo 6 x 0 Flamengo.

Para a torcida rubro-negra, a dor era ainda maior porque o jogo aconteceu no dia do aniversário do clube. Para os botafoguenses, por outro lado, aquele resultado se transformou em uma das maiores armas de provocação da rivalidade. O jogo terminou naquela tarde, mas o 6 a 0 continuaria sendo disputado nas arquibancadas durante muitos anos.

Zico estava na arquibancada

A participação de Zico nessa história torna tudo ainda mais simbólico. O próprio Galinho contou, em depoimento publicado pela The Players' Tribune, que já fazia parte do elenco principal do Flamengo em 1972, mas que naquele clássico estava na arquibancada como torcedor. Ele acompanhou o primeiro tempo, viu o Botafogo abrir 3 a 0 e, tomado pela frustração, decidiu deixar o estádio antes do final.

Segundo o relato de Zico, quando chegou a Quintino, o placar já havia chegado a 6 a 0. Aquele menino que estava na arquibancada não podia entrar em campo para mudar a história e tampouco podia responder às provocações que começariam a acompanhar o Flamengo nos anos seguintes. Restava assistir, sofrer e guardar a lembrança.

O próprio Zico reconheceu posteriormente o peso daquela experiência. Em seu depoimento à The Players' Tribune, contou que, sempre que enfrentava o Botafogo, pensava naquele resultado de 1972 e que a lembrança permaneceu viva durante os anos seguintes. O relato é especialmente importante porque permite compreender a revanche de 1981 não apenas como um episódio esportivo, mas como uma memória pessoal que acompanhou o maior ídolo da história rubro-negra.


O 6 a 0 virou uma ferida nas arquibancadas

O futebol costuma esquecer rapidamente algumas derrotas, mas o clássico de 1972 encontrou uma forma de permanecer vivo. A torcida do Botafogo passou a carregar o resultado como uma espécie de troféu informal e fazia questão de lembrá-lo sempre que Flamengo e Botafogo se encontravam. A famosa faixa “Nós gostamos de vo6” sintetizava aquela provocação e transformava o placar em uma mensagem permanente dirigida aos rubro-negros.

Para quem estava do lado vermelho e preto, a situação tinha um peso diferente. Não bastava lembrar que o Flamengo havia perdido; era preciso conviver com a lembrança sendo repetida pelo rival em cada novo encontro. O torcedor podia comemorar uma vitória, celebrar uma boa campanha ou entrar em um clássico acreditando em uma nova história, mas sempre existia a possibilidade de ouvir novamente a referência aos seis gols de 1972.

A provocação funcionava justamente porque atingia um ponto sensível. O torcedor rubro-negro não tinha como apagar o resultado, não podia impedir o rival de lembrá-lo e precisava esperar uma oportunidade que parecia cada vez mais distante: devolver o mesmo placar. O 6 a 0 deixou de ser apenas uma estatística e passou a representar uma dívida emocional que atravessou gerações.

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Quando quatro gols ainda não eram suficientes

O Flamengo chegou perto de responder em 1975, quando derrotou o Botafogo por 4 a 0 pelo Campeonato Carioca, com três gols de Zico e um de Luisinho Lemos. Em condições normais, uma goleada daquele tamanho seria motivo suficiente para uma festa memorável, mas a história do clássico tinha criado uma régua diferente para os rubro-negros: naquele momento, quatro gols ainda não apagavam seis.

A própria torcida deixou isso claro ao pedir mais gols durante a partida. O grito “Queremos seis!” mostrava que a goleada de 1972 continuava presente na cabeça dos torcedores e que a revanche desejada não era simbólica; precisava repetir exatamente o número que o Botafogo havia colocado no placar três anos antes.

Zico, enquanto isso, já havia deixado de ser apenas o garoto que acompanhara a goleada na arquibancada. Ele começava a se transformar no maior símbolo daquela geração rubro-negra e, sem saber, caminhava para ser também o protagonista da partida que finalmente encerraria aquela longa provocação.

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8 de novembro de 1981: a revanche ganha data

Nove anos depois do 6 a 0 de 1972, Flamengo e Botafogo voltaram a se encontrar no Maracanã, em 8 de novembro de 1981. O contexto era completamente diferente: o Flamengo de Paulo César Carpegiani atravessava uma das fases mais brilhantes de sua história e reunia jogadores como Raul, Leandro, Mozer, Júnior, Andrade, Adílio, Zico, Tita, Nunes e Lico.

O time que entrava em campo não era apenas uma equipe forte; era a geração que, naquele mesmo ano, conquistaria o Campeonato Brasileiro, a Libertadores e o Mundial. Ainda assim, antes de pensar na América ou no mundo, existia uma conta carioca que a torcida queria resolver.

O Maracanã recebeu mais de 69 mil pagantes, e a atmosfera era diferente de um clássico comum. O passado estava presente nas arquibancadas, nas lembranças dos torcedores e, principalmente, no desejo de finalmente ouvir o grito que havia ficado preso durante quase uma década: “Queremos seis!”.

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Nunes abre o caminho para a vingança

O Flamengo não demorou para transformar a expectativa em futebol. Aos sete minutos, Nunes abriu o placar e colocou o Rubro-Negro na frente, mas aquele gol não parecia suficiente para ninguém. A comemoração veio acompanhada de uma sensação curiosa: quatro gols ainda separavam o Flamengo da resposta que a torcida realmente queria.

Aos 27 minutos, Zico marcou o segundo. Pouco depois, Lico fez o terceiro e Adílio marcou o quarto, colocando o Flamengo em uma vantagem que normalmente encerraria qualquer discussão sobre o vencedor. Naquele dia, entretanto, quatro gols apenas aproximavam a equipe de um objetivo que existia muito antes do apito inicial.

Flamengo 4 a 0. O resultado já era uma goleada, mas a torcida continuava olhando para o placar como quem olha para uma conta ainda incompleta. Faltavam dois.

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Jairzinho entra em cena quando o passado já estava no campo

A história ganhou uma ironia particularmente cruel para o Botafogo quando Jairzinho entrou em campo no segundo tempo. O mesmo jogador que havia marcado três gols no 6 a 0 de 1972 agora estava diante de um Flamengo que perseguia justamente a repetição daquele resultado.

O passado parecia ter voltado ao Maracanã para assistir ao próprio desfecho. Do lado rubro-negro, Zico estava em campo; do lado alvinegro, um dos protagonistas da goleada original tentava impedir que a história se repetisse.

O relógio avançava, mas a torcida do Flamengo não desistia. Aquele jogo já não era apenas sobre vencer o Botafogo; era sobre encerrar uma provocação que havia atravessado nove anos e que continuava sendo utilizada pelos rivais sempre que os dois clubes se encontravam.

Zico marca o quinto

Quando Adílio sofreu pênalti, a responsabilidade caiu naturalmente sobre Zico. O camisa 10 caminhou para a cobrança sabendo exatamente o que aquele gol significaria para quem estava nas arquibancadas.

Zico bateu e marcou. 5 a 0. O Galinho já havia balançado as redes duas vezes, mas a sensação de alívio ainda não chegara completamente. A torcida queria o sexto, porque somente o sexto permitiria que aquela história fosse devolvida com a mesma linguagem utilizada pelo rival durante quase dez anos.

O Botafogo tentava resistir, enquanto o Flamengo continuava procurando o último gol. O relógio se aproximava dos minutos finais e a ansiedade crescia no Maracanã. Faltava apenas uma bola entrar para que o passado finalmente ganhasse um novo dono.

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Andrade e o gol que libertou uma torcida

Aos 42 minutos do segundo tempo, a bola chegou aos pés de Andrade. O camisa 6 dominou e finalizou, encontrando o caminho das redes para estabelecer o placar que os rubro-negros esperavam desde 1972: Flamengo 6 x 0 Botafogo.

O sexto gol não provocou apenas a comemoração de uma vitória. Ele funcionou como uma espécie de descarga emocional coletiva. Durante nove anos, aquela torcida tinha ouvido o rival repetir o mesmo número, visto faixas, escutado cantos e suportado a lembrança de uma tarde que parecia impossível de apagar; naquele instante, finalmente, podia responder com a mesma arma.

O detalhe de Andrade ter marcado o sexto gol usando justamente a camisa 6 tornou o episódio ainda mais simbólico. O número que durante anos representara a humilhação rubro-negra agora estava associado à revanche, e o Maracanã explodiu como se estivesse comemorando um título.

Para Zico, a revanche era também pessoal

O depoimento de Zico à The Players' Tribune acrescenta uma dimensão que nenhuma ficha de jogo consegue registrar. Ele não viveu aquele 6 a 0 de 1972 apenas como uma estatística da história do Flamengo; ele estava dentro do Maracanã, no meio da torcida, quando tudo aconteceu, e carregou aquela lembrança para os anos seguintes.

Na narrativa do próprio Zico, a goleada permaneceu como uma referência toda vez que o Flamengo enfrentava o Botafogo. Ele contou que não aceitava a ideia daquela derrota permanecer impune e que a oportunidade de devolver o resultado tinha um significado especial para aquela geração. Essa é a chave emocional da revanche: o homem que havia sofrido a goleada como torcedor agora podia responder como jogador.

Zico marcou dois gols naquela tarde e participou diretamente da construção do resultado que a torcida esperava havia tanto tempo. O menino que deixara o Maracanã em 1972 antes do fim, frustrado com o que estava vendo, agora estava em campo quando o Flamengo devolveu exatamente os seis gols que o Botafogo havia marcado nove anos antes.

O sentimento de quem esperou nove anos

É difícil explicar para quem não viveu aquela época o tamanho que uma provocação pode alcançar dentro de uma rivalidade. O torcedor rubro-negro não ouvia apenas “6 a 0”; ouvia uma lembrança de uma tarde em que o Flamengo havia sido derrotado de maneira contundente e que o rival fazia questão de transformar em motivo permanente de superioridade.

A faixa, o canto e a provocação funcionavam como pequenas agulhadas em uma ferida que nunca tinha cicatrizado completamente. Mesmo quando o Flamengo crescia, conquistava títulos e construía uma geração histórica, o Botafogo ainda tinha aquela resposta pronta. “E o 6 a 0?” Era como se a rivalidade sempre encontrasse uma maneira de voltar àquela tarde de 1972.

Por isso, o sexto gol de 1981 teve uma reação diferente. O torcedor não estava comemorando somente uma goleada; estava comemorando a possibilidade de finalmente devolver a provocação. Durante alguns segundos, todas aquelas faixas, todos aqueles gritos e todos aqueles anos de espera pareciam ter sido condensados naquele chute de Andrade.

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O 6 a 0 veio antes da América e do mundo

A coincidência histórica torna o episódio ainda mais extraordinário. O Flamengo venceu o Botafogo por 6 a 0 em 8 de novembro de 1981 e, apenas cinco dias depois, iniciou a decisão da Libertadores contra o Cobreloa, no Maracanã.

Naquele mesmo período, o time de Carpegiani conquistaria a América e, algumas semanas mais tarde, o mundo diante do Liverpool. O 6 a 0 contra o Botafogo aconteceu, portanto, no início de uma das maiores sequências esportivas da história do clube, quando aquela geração começava a transformar o Flamengo em uma potência continental e mundial.

O resultado contra o Botafogo não valeu título, mas carregou um significado que ultrapassou qualquer taça. Ele resolveu uma questão emocional que estava aberta havia nove anos e permitiu que aquela geração entrasse na reta final de 1981 carregando também a sensação de ter fechado uma ferida histórica.


O menino da arquibancada virou personagem da revanche

Talvez nenhuma imagem resuma melhor essa história do que a trajetória de Zico entre os dois jogos. Em 1972, ele estava na arquibancada, ainda jovem, vendo o Botafogo construir a goleada e deixando o estádio antes do fim, tomado pela frustração.

Em 1981, nove anos depois, ele estava no gramado como o grande ídolo do Flamengo. Marcou dois gols, ajudou a construir o placar e participou da partida que devolveu à torcida exatamente aquilo que ela queria ouvir: seis gols do Flamengo contra o Botafogo.

O próprio Zico escreveu sobre essa lembrança em seu depoimento à The Players' Tribune, e talvez seja justamente por isso que a história ganhe tanta força. Não estamos falando apenas de um jogador que participou de uma revanche; estamos falando de alguém que viveu os dois capítulos de dentro da própria história, primeiro como torcedor e depois como protagonista.


Uma conta que demorou nove anos para ser paga

O 6 a 0 de 1972 nunca poderia ser apagado. O resultado aconteceu e faz parte da história do clássico. O que o Flamengo conseguiu em 1981 foi algo diferente: criou uma nova memória com a mesma força e devolveu à rivalidade o equilíbrio emocional que a goleada anterior havia alterado.

Botafogo 6 x 0 Flamengo em 1972. Flamengo 6 x 0 Botafogo em 1981. Dois resultados separados por nove anos, ligados por uma mesma camisa, pelo mesmo estádio e pela memória de uma torcida que não esqueceu.

O primeiro 6 a 0 foi vivido por Zico como uma derrota que ele não podia evitar. O segundo foi construído por Zico como uma vitória que ele ajudou a tornar inesquecível. Entre um e outro, ficaram os anos de provocações, as faixas, os cantos e o desejo silencioso de um dia poder responder.

Naquele 8 de novembro de 1981, o Flamengo não ganhou apenas por seis. Ganhou a oportunidade de devolver uma lembrança que durante nove anos tinha sido usada para provocar sua torcida. E quando Andrade marcou o sexto, o grito finalmente saiu da garganta de uma geração inteira.

O menino que viu o 6 a 0 na arquibancada voltou ao Maracanã nove anos depois para ajudar a escrever o 6 a 0 que ficaria para sempre na memória rubro-negra.

Ficha Técnica

08/11/1981 - Flamengo 6 x 0 Botafogo

Local: Maracanã, Rio de Janeiro — público de 69.051 pagantes.

Gols: Nunes (7'1T), Zico (27'1T), Lico (33'1T), Adílio (40'1T), Zico (30'2T) e Andrade (42'2T).

Flamengo: Raul, Leandro, Figueiredo, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico.

Técnico: Paulo César Carpegiani.

Botafogo: Paulo Sérgio, Perivaldo, Gaúcho, Osvaldo e Jorge Luís; Rocha, Ademir Lobo e Mendonça; Édson Carpegiani (Jairzinho), Mirandinha e Ziza.

Técnico: Paulinho de Almeida.

Em pé: Leandro, Raul, Mozer, Figueiredo, Andrade e Júnior. Agachados: Lico, Adílio, Nunes, Zico e Tita - Acervo
Em pé: Leandro, Raul, Mozer, Figueiredo, Andrade e Júnior. Agachados: Lico, Adílio, Nunes, Zico e Tita - Acervo

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