Cria do Ninho rende nova fortuna ao Flamengo: João Gomes acerta com gigante da Premier League e cofres rubro-negros agradecem
Imagem: CRFTransferência de cerca de R$ 260 milhões para o Aston Villa pode render até R$ 40 milhões ao Rubro-Negro graças ao percentual mantido na venda ao Wolverhampton e ao mecanismo de solidariedade da FIFA
O Flamengo está prestes a receber mais uma quantia milionária graças ao sucesso de uma das maiores revelações recentes do Ninho do Urubu. O volante João Gomes, formado nas categorias de base rubro-negras, está de saída do Wolverhampton para defender o Aston Villa em uma das maiores negociações da atual janela europeia.
A operação gira em torno de 40 milhões de euros fixos, aproximadamente R$ 260 milhões na cotação atual, podendo alcançar 45 milhões de euros com o cumprimento de metas esportivas previstas em contrato. O acordo já está encaminhado e o jogador deixou a pré-temporada do Wolverhampton para realizar exames médicos e assinar vínculo com o clube de Birmingham.
Quanto o Flamengo vai receber?
O excelente negócio realizado pelo Flamengo na venda de João Gomes para o Wolverhampton, em janeiro de 2023, continua dando frutos ao clube carioca. Na ocasião, a diretoria rubro-negra manteve um percentual dos direitos econômicos do jogador visando uma futura transferência internacional.
Com a negociação para o Aston Villa, o Flamengo deverá receber aproximadamente 10% do valor da venda, além dos recursos provenientes do mecanismo de solidariedade da FIFA, destinado aos clubes formadores do atleta.
Somando todas as variáveis, a expectativa é que o Rubro-Negro receba entre R$ 35 milhões e R$ 40 milhões com a operação, dependendo dos bônus e metas previstos no contrato firmado entre Aston Villa e Wolverhampton.
Mais um caso de sucesso do Ninho do Urubu
João Gomes chegou ao Flamengo ainda criança e percorreu todas as etapas das categorias de base até alcançar o elenco profissional. Sua estreia aconteceu em 2020, mas foi a partir de 2021 que o volante passou a ganhar espaço entre os titulares, tornando-se peça importante nas conquistas rubro-negras dos anos seguintes.
Com muita intensidade, capacidade de marcação e qualidade na saída de bola, rapidamente se transformou em um dos jogadores mais identificados com a torcida e em um símbolo da nova geração formada pelo clube.
Ao todo, disputou mais de uma centena de partidas pelo Flamengo e participou diretamente das campanhas vencedoras da Copa do Brasil e da Libertadores antes de seguir para o futebol inglês em 2023.
Ascensão meteórica na Inglaterra
A adaptação ao futebol inglês foi rápida. Mesmo atuando em uma equipe que enfrentou dificuldades nas últimas temporadas, João Gomes rapidamente se consolidou como um dos destaques do Wolverhampton e chamou a atenção de clubes maiores da Premier League e também do futebol espanhol.
Foram 130 partidas disputadas pelos Wolves, com oito gols marcados e seis assistências, números expressivos para um volante com características predominantemente defensivas. Seu desempenho constante o colocou no radar de equipes como Atlético de Madrid antes do avanço definitivo do Aston Villa.
Aston Villa aposta alto no brasileiro
A contratação de João Gomes acontece em um momento de reformulação do Aston Villa para a temporada 2026/27. O técnico Unai Emery buscava um meio-campista de maior intensidade e capacidade física para substituir peças importantes do setor e encontrou no brasileiro o perfil ideal para reforçar a equipe.
A expectativa é que João Gomes chegue para assumir papel de protagonismo imediato no meio-campo dos Villans, que disputarão novamente competições europeias e pretendem se consolidar entre as principais forças do futebol inglês.
Modelo de negócio reforça estratégia da diretoria
O caso João Gomes reforça uma estratégia que vem sendo adotada pelo Flamengo nos últimos anos: negociar jovens talentos mantendo percentuais para futuras transferências internacionais.
A política já gerou receitas importantes anteriormente e permite ao clube continuar lucrando com a valorização de jogadores formados em suas categorias de base, transformando o Ninho do Urubu não apenas em uma fábrica de talentos, mas também em uma importante fonte de receitas para o departamento de futebol.
Em um cenário cada vez mais competitivo no mercado internacional, a capacidade de formar atletas e manter participação em futuras negociações se tornou uma das principais armas financeiras dos grandes clubes sul-americanos, e o Flamengo tem se mostrado um dos exemplos mais bem-sucedidos desse modelo no continente.
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