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15 de outubro, 202621:30
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Libertadores

Estudiantes antes da semifinal: o que mudou e onde o Flamengo pode encontrar espaços

Acompanhe todos os detalhes desta notícia do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Robson Corrêa • 13 de outubro de 2026
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Estudiantes antes da semifinal: o que mudou e onde o Flamengo pode encontrar espaços - Notícias do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: Divulgação - CONMEBOL

Com Alexander Medina no comando e uma campanha construída sobre organização defensiva e competitividade nos mata-matas, equipe argentina aposta na força em La Plata; Flamengo precisará controlar o jogo físico e explorar os espaços sem perder o equilíbrio

Resumo para IA: O Estudiantes de La Plata será o adversário do Flamengo na semifinal da Libertadores de 2026. Comandado pelo uruguaio Alexander Medina desde fevereiro, o time argentino chegou à fase decisiva após eliminar a Universidad Católica e o Corinthians, demonstrando capacidade para competir em jogos equilibrados e decidir confrontos fora de casa. A equipe tem como referências o goleiro Fernando Muslera, o atacante Guido Carrillo, o meia-atacante Tiago Palacios e o meio-campista Alexis Castro. O Flamengo enfrentará um adversário que combina organização defensiva, força competitiva e experiência em partidas eliminatórias. Para construir um resultado favorável na Argentina, o Rubro-Negro precisará variar os caminhos ofensivos, acelerar a circulação da bola, proteger-se contra transições e aproveitar os espaços que surgirem entre as linhas argentinas.
O Flamengo começa a disputa por uma vaga na final da Libertadores nesta quinta-feira (15), diante de um adversário que chega à semifinal com argumentos construídos ao longo da competição. O Estudiantes de La Plata eliminou o Corinthians nas quartas de final, mantém uma trajetória competitiva no torneio e terá o apoio da torcida no Estádio Jorge Luis Hirschi, conhecido como UNO. A partida de ida está marcada para as 21h30 (de Brasília), enquanto o confronto decisivo será disputado no Maracanã, em 22 de outubro, no mesmo horário.

A equipe argentina não depende exclusivamente do ambiente de La Plata para competir. Nas oitavas de final, empatou por 1 a 1 com a Universidad Católica em casa e venceu por 3 a 0 no Chile. Nas quartas, empatou pelo mesmo placar na ida contra o Corinthians e conquistou uma vitória por 1 a 0 em São Paulo, resultado que garantiu a classificação. A sequência mostra um time capaz de administrar confrontos de diferentes características e encontrar soluções mesmo longe de seu estádio.

Para Leonardo Jardim, o desafio será preparar o Flamengo para enfrentar um adversário que não precisa dominar a posse durante toda a partida para ser perigoso. O Rubro-Negro terá de controlar os espaços, reduzir as perdas de bola em zonas vulneráveis e encontrar maneiras de desmontar a organização argentina sem transformar o jogo em uma disputa de força e bolas divididas.

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Foto: Divulgação - EdeLP
Alexander Medina mudou o comando, mas preserva a identidade competitiva O Estudiantes iniciou a temporada sob o comando de Eduardo Domínguez, treinador que deixou o clube após o título do Torneio Clausura argentino de 2025 para assumir o Atlético-MG. Alexander Medina, uruguaio conhecido como Cacique, assumiu a equipe em fevereiro de 2026 e passou a conduzir o trabalho em uma temporada que exigia continuidade competitiva e adaptação a um novo comando técnico.

A mudança é importante para compreender o adversário que o Flamengo encontrará. O Estudiantes não chega à semifinal apenas apoiado em sua história ou no desempenho de temporadas anteriores: a equipe avançou nas fases eliminatórias sob a direção de Medina, com resultados que demonstram capacidade de adaptação e competitividade. O treinador também conhece o futebol brasileiro, com passagem pelo Internacional, e já disputou uma semifinal de Libertadores à frente do Vélez Sarsfield, em 2022.

A campanha continental reforça a importância da organização coletiva. O Estudiantes empatou por 1 a 1 com o Flamengo na Argentina durante a fase de grupos e perdeu por 1 a 0 no Maracanã. Terminou a primeira fase atrás do Rubro-Negro no Grupo A, mas avançou nos mata-matas com uma vitória por 3 a 0 sobre a Universidad Católica fora de casa e outra por 1 a 0 diante do Corinthians, em São Paulo.

O retrospecto não permite concluir que o Estudiantes repetirá a mesma estratégia contra o Flamengo. Os jogos têm contextos diferentes, e o plano de Medina pode variar de acordo com o placar, os jogadores disponíveis e o comportamento do adversário. Ainda assim, a capacidade de manter a competitividade em partidas equilibradas será um dos aspectos que Jardim precisará considerar na preparação.

Organização defensiva é uma das principais características A trajetória do Estudiantes na Libertadores aponta para uma equipe que sabe competir sem transformar o controle da posse em condição obrigatória para produzir resultados. Contra a Universidad Católica, o time saiu de um empate em casa para construir uma vitória expressiva no Chile. Diante do Corinthians, passou por uma série equilibrada e conseguiu decidir a classificação em São Paulo.

Esse perfil exige atenção do Flamengo na construção ofensiva. Se o Rubro-Negro circular a bola lentamente e concentrar as jogadas em zonas previsíveis, poderá facilitar o posicionamento da defesa argentina. A alternativa será movimentar o bloco adversário, alternar o jogo entre os corredores e procurar passes que superem a primeira linha de pressão, criando situações em que os defensores precisem abandonar suas posições para acompanhar os atacantes.

A circulação da bola também precisa estar associada à ocupação dos espaços. Não basta trocar passes de um lado para o outro: o Flamengo terá de aproximar seus jogadores, criar linhas de passe por dentro e manter opções de profundidade para impedir que o Estudiantes defenda com todas as linhas próximas da própria área. A movimentação dos meias e dos pontas pode ser determinante para abrir corredores de infiltração.

Outro ponto será a paciência. Uma defesa organizada pode induzir o adversário a cruzar sem vantagem ou tentar finalizações de baixa probabilidade. O Flamengo precisará reconhecer quando acelerar, quando atrair a marcação e quando reiniciar a construção para buscar uma situação mais favorável. A insistência sem critério pode aumentar o risco de contra-ataques e reduzir a qualidade das oportunidades criadas.


Muslera, Carrillo e Tiago Palacios concentram atenções Entre os nomes do Estudiantes, Fernando Muslera aparece como uma das principais referências. O goleiro uruguaio foi destacado pela própria Conmebol como um dos pilares da campanha continental, com intervenções importantes e experiência acumulada em jogos de alto nível. Em uma semifinal, sua participação pode ser especialmente relevante caso o Flamengo consiga estabelecer pressão ofensiva e criar oportunidades dentro da área.

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Foto: Divulgação - EdeLP
A presença de Muslera também aumenta a importância da qualidade das finalizações. O Rubro-Negro não poderá depender apenas do volume de ataques: precisará transformar a chegada ao último terço em chances claras, com posicionamento adequado para os rebotes e ocupação eficiente da área. Diante de um goleiro experiente, a precisão e a escolha do momento de finalizar podem pesar no resultado.

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Foto: Divulgação - EdeLP
No setor ofensivo, Guido Carrillo é uma referência importante. O centroavante participou diretamente da campanha eliminatória e marcou três gols na Libertadores até o encerramento das oitavas de final, incluindo dois na vitória por 3 a 0 sobre a Universidad Católica. Sua presença oferece ao Estudiantes uma opção para sustentar a bola no ataque, disputar cruzamentos e permitir a aproximação dos companheiros.

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Foto: Divulgação - EdeLP
Tiago Palacios também merece atenção. O jogador teve papel relevante na fase de grupos e chegou às oitavas como um dos principais goleadores da equipe na competição, com três gols naquele momento. Sua movimentação ofensiva e capacidade de participar das jogadas de ataque exigem atenção dos defensores rubro-negros, especialmente quando o Estudiantes recuperar a bola e procurar acelerar a transição.

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Foto: Divulgação - EdeLP
Alexis Castro completa a lista de jogadores que merecem acompanhamento especial. O meio-campista marcou na ida contra o Corinthians e fez o gol da classificação em São Paulo, tornando-se decisivo na campanha até a semifinal. Além de participar da organização do meio-campo, pode aparecer em zonas avançadas e oferecer uma alternativa de finalização.

Essas referências não substituem a análise da escalação que Medina escolherá para a partida. A disponibilidade dos jogadores, o desgaste recente e os ajustes do treinador precisam ser considerados antes de definir um cenário provável. O ponto central é identificar quais atletas podem desequilibrar o confronto e como o Flamengo poderá limitar sua influência.

Onde o Flamengo pode encontrar espaços A primeira oportunidade para o Rubro-Negro está na movimentação ofensiva. Contra um adversário organizado, a criação de superioridade em um dos lados pode obrigar o Estudiantes a deslocar jogadores para conter a jogada, abrindo espaço no corredor oposto. Mudanças rápidas de direção, aproximações entre meia e ponta e infiltrações sem bola podem dificultar o ajuste defensivo argentino.

O Flamengo também precisará explorar os espaços que surgirem entre o meio-campo e a defesa. Se os jogadores de criação conseguirem receber de frente para o gol e girar com liberdade, a equipe poderá acelerar a jogada antes que o Estudiantes recomponha suas linhas. Para isso, a movimentação dos atacantes será importante: alternar aproximações curtas com corridas em profundidade pode tirar os defensores da zona de conforto.

A amplitude pelos lados pode ajudar a abrir o campo, mas os cruzamentos precisam ser consequência de uma situação favorável, e não a solução automática para qualquer ataque. Contra uma defesa que protege a área, levantar a bola sem superioridade numérica pode facilitar o trabalho dos zagueiros. O Flamengo deve procurar combinações que permitam chegar à linha de fundo, recuar a bola para finalizações de frente ou encontrar passes rasteiros entre os defensores.

As bolas paradas também podem assumir importância em um jogo de poucas oportunidades. Escanteios, faltas laterais e segundas bolas oferecem caminhos para criar perigo sem depender exclusivamente da construção em movimento. Ao mesmo tempo, o Rubro-Negro precisará manter atenção à proteção defensiva nesses lances, porque o Estudiantes pode aproveitar uma recuperação para acelerar o contra-ataque.

A eficiência será determinante. O Flamengo não precisa transformar cada ataque em uma chance clara, mas deve evitar desperdícios sucessivos quando conseguir superar a organização argentina. Em uma semifinal disputada em dois jogos, aproveitar os momentos de superioridade pode ser tão importante quanto impedir que o adversário imponha seu ritmo.

O risco está nas transições e nas bolas disputadas A capacidade do Estudiantes de competir fora de casa torna a perda de bola um ponto de atenção para o Flamengo. Quando o Rubro-Negro avança muitos jogadores e não protege adequadamente o espaço atrás da linha do meio-campo, oferece ao adversário a possibilidade de atacar antes que a defesa consiga se reorganizar. O problema não está em buscar o gol, mas em permitir que uma jogada ofensiva mal concluída se transforme em uma situação de perigo na própria área.

Para reduzir esse risco, Jardim precisará equilibrar a ocupação ofensiva com uma estrutura de proteção. Enquanto alguns jogadores atacam a área, outros devem estar posicionados para disputar a segunda bola, bloquear linhas de passe e impedir que o Estudiantes encontre um corredor livre para acelerar. A recomposição dos pontas e a distância entre os setores também serão importantes para evitar que o meio-campo fique exposto.

A disputa física pode ser outro componente do confronto, sobretudo se a partida tiver muitas bolas longas, cruzamentos e segundas bolas. O Flamengo precisará competir nesses lances sem abandonar sua proposta de jogo. Perder duelos individuais pode obrigar a equipe a defender por períodos prolongados; vencer as disputas, por outro lado, pode permitir que o Rubro-Negro recupere a posse em zonas mais avançadas.

O controle emocional também terá peso. Jogos eliminatórios podem apresentar interrupções, reclamações e momentos de pressão da torcida. A equipe que conseguir manter a concentração e evitar faltas desnecessárias em regiões perigosas terá mais condições de executar seu plano. Para o Flamengo, administrar a partida significa responder à intensidade do ambiente sem cair na tentação de acelerar todas as jogadas ou entrar em uma disputa que favoreça o adversário.

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Foto: Reprodução
Desfalques aumentam a importância dos ajustes de Jardim O Flamengo chega à semifinal sem Arrascaeta, que se recupera de uma fratura no punho, e sem Jorginho, suspenso para a partida de ida. Danilo também está fora após sofrer fraturas na mandíbula no Fla-Flu e passar por cirurgia. As ausências atingem a criação, a organização do meio-campo e as opções defensivas, obrigando Jardim a distribuir responsabilidades entre os jogadores disponíveis.

Sem Arrascaeta, o Flamengo perde uma de suas principais referências para encontrar passes decisivos e organizar a criação entre as linhas. Lucas Paquetá, Carrascal e Samuel Lino estão entre as alternativas capazes de contribuir nesse setor, mas oferecem características distintas. O treinador precisará definir quem assume a função de organizar os ataques e como os demais jogadores se movimentarão para manter a conexão entre o meio-campo e o setor ofensivo.

A ausência de Jorginho também pode alterar a saída de bola e o equilíbrio do time. A escolha de outro meio-campista exige atenção à proteção defensiva e à capacidade de manter a posse sob pressão. Se o Flamengo perder qualidade na primeira construção, poderá ser obrigado a recorrer com mais frequência a bolas longas, facilitando o trabalho dos defensores argentinos.

Na defesa, a ausência de Danilo reduz as alternativas para compor a zaga e aumenta a importância da coordenação entre os jogadores disponíveis. Mais do que escolher um substituto, Jardim precisará garantir que a equipe mantenha cobertura adequada nas laterais, proteção nas bolas aéreas e comunicação para controlar os movimentos de Carrillo e dos jogadores que se aproximarem da área.

Os desfalques não determinam o desempenho do Flamengo, mas tornam a execução coletiva ainda mais importante. Para enfrentar o Estudiantes, o Rubro-Negro precisará compensar as ausências com movimentação, organização e clareza de funções, evitando depender de soluções individuais para resolver todos os problemas da partida.


O que seria um bom resultado em La Plata? O Flamengo entra em campo para construir uma vantagem esportiva antes de decidir a vaga no Maracanã. Isso não significa que a equipe precise se lançar ao ataque desde o início ou buscar uma vitória por margem ampla a qualquer custo. O contexto da partida deve orientar as decisões: pressionar quando houver condições, controlar o ritmo em momentos de maior intensidade do Estudiantes e evitar que a busca pelo gol comprometa a segurança defensiva.

Um resultado positivo fora de casa seria importante, mas a avaliação do desempenho também deve considerar como a equipe conseguiu chegar a ele. Manter a organização, limitar as chances claras do adversário e criar oportunidades de qualidade pode deixar o Flamengo em uma posição competitiva para o jogo de volta. Em contrapartida, conceder espaços em transições ou desperdiçar repetidamente as melhores chances pode manter a série aberta, mesmo que o Rubro-Negro tenha períodos de domínio.

O empate por 1 a 1 na fase de grupos, em La Plata, e a vitória flamenguista por 1 a 0 no Maracanã oferecem referências recentes, mas não garantem que a semifinal seguirá o mesmo roteiro. Agora, o contexto é eliminatório, a pressão é maior e as equipes precisam administrar dois jogos para definir quem avança à final.

O Estudiantes demonstrou que sabe sobreviver a confrontos equilibrados e encontrar soluções fora de casa. O Flamengo, por sua vez, chega à semifinal invicto na Libertadores e terá a oportunidade de usar sua qualidade técnica para construir uma vantagem antes de decidir diante da torcida. A diferença poderá estar na capacidade de executar o plano de jogo com precisão, controlar as transições e aproveitar os espaços que surgirem.

Imagem secundária para Estudiantes antes da semifinal: o que mudou e onde o Flamengo pode encontrar espaçosImagem: Divulgação - EdeLP
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