Flamengo encerra janela com reforços, negócios frustrados e uma polêmica que mudou tudo
Acompanhe todos os detalhes desta notícia do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.
Imagem: Marcelo Cortes/CRFRubro-Negro tentou nomes de impacto, perdeu Almada e Luiz Henrique, contratou Valencia e Freitas, negociou Wallace Yan, Cebolinha e Viña e ainda viu a venda de Gonzalo Plata desmoronar após exames médicos
A janela de transferências do Flamengo terminou nesta sexta-feira com uma sensação difícil de resumir em apenas uma palavra. Não foi uma janela de grandes estrelas, mas também passou longe de ser tranquila. O clube tentou contratações de impacto, encontrou barreiras financeiras, mudou de estratégia, vendeu jogadores, negociou jovens da base e terminou o período com uma das histórias mais inesperadas do mercado: Gonzalo Plata foi vendido ao futebol russo, viajou para Moscou e acabou retornando ao Flamengo depois de ser reprovado nos exames médicos.
No meio de tudo isso, chegaram dois jovens que representam uma mudança de perfil: Anthony Valencia, de 23 anos, e Joaquín Freitas, de 19. Juntos, representam investimentos importantes em jogadores que o clube pretende desenvolver e valorizar ao longo dos próximos anos.
O Flamengo, portanto, encerrou a janela sem a contratação midiática que parte da torcida esperava, mas com uma reformulação importante no setor ofensivo e uma série de decisões que dizem muito sobre o momento financeiro e esportivo do clube.

O Flamengo começou mirando mais alto
Antes de Valencia e Freitas aparecerem no radar principal, os nomes que dominaram as negociações foram outros.
Thiago Almada e Luiz Henrique foram os grandes objetivos da diretoria. O argentino, que estava no Atlético de Madrid, recebeu atenção especial do Flamengo, que chegou a apresentar uma proposta. O clube, porém, não conseguiu superar a concorrência do River Plate, que fechou a contratação por cerca de 20 milhões de euros.
A história de Luiz Henrique teve outro roteiro. O Flamengo negociou com o Zenit, da Rússia, mas a pedida do clube russo aumentou durante as tratativas. O valor tornou a operação pouco interessante para o Rubro-Negro, e o atacante permaneceu no futebol russo.
As duas negociações frustradas foram importantes porque ajudaram a mudar o rumo da janela. O Flamengo percebeu que insistir em grandes nomes significaria entrar em operações caras, complexas e pouco previsíveis.
A alternativa foi olhar para jogadores que o mercado ainda não colocava entre os principais protagonistas.

Valencia e Freitas mudaram o perfil do mercado
Foi nesse cenário que apareceram Anthony Valencia e Joaquín Freitas.
Valencia chegou do Royal Antwerp, da Bélgica, por cerca de 5 milhões de euros. Formado pelo Independiente del Valle, o atacante equatoriano tinha experiência no futebol europeu e havia disputado a Copa do Mundo de 2026 pelo Equador.
O jogador assinou contrato até 2031 e foi tratado como uma alternativa para o setor ofensivo após a saída projetada de Gonzalo Plata.
Freitas, por sua vez, chegou do River Plate aos 19 anos. O atacante argentino também assinou contrato longo e representa uma aposta mais clara em potencial de desenvolvimento e valorização futura.
Os dois foram contratados dentro de uma estratégia diferente daquela utilizada quando o Flamengo buscava nomes já consolidados e capazes de produzir impacto imediato.
Não significa que Valencia e Freitas não possam ajudar Leonardo Jardim ainda em 2026. Significa que o planejamento não depende apenas disso. O Flamengo está comprando também potencial.

Cebolinha encerra um ciclo que nunca virou protagonismo
Outra saída importante foi a de Everton Cebolinha.
O atacante deixou o Flamengo para defender o Santos depois de quatro temporadas marcadas por títulos, lesões e uma dificuldade constante para transformar talento em protagonismo no clube.
Cebolinha tinha contrato até o fim de 2026 e já não fazia parte dos planos de renovação. A passagem terminou sem uma grande operação de venda para o Flamengo, mas permitiu ao clube abrir espaço no elenco e reorganizar o setor ofensivo.
O atacante participou de elencos campeões de importantes títulos no período, incluindo Libertadores e Campeonato Brasileiro, mas nunca conseguiu se estabelecer como peça central da equipe durante um ciclo prolongado.
Sua saída também abriu espaço para que o Flamengo reorganizasse a hierarquia do ataque em torno de nomes como Samuel Lino, Bruno Henrique, Pedro e dos novos reforços.

Viña: uma saída em dois capítulos
A situação de Matías Viña foi um dos capítulos mais curiosos da janela porque a saída do lateral-esquerdo precisou ser resolvida duas vezes.
O uruguaio havia sido emprestado pelo Flamengo ao River Plate no início de 2026. O acordo com o clube argentino previa a permanência até o fim da temporada, mas Viña perdeu espaço e o River passou a buscar uma forma de encerrar antecipadamente o vínculo. O problema estava justamente na responsabilidade pelos salários do jogador até dezembro.
O Flamengo não queria simplesmente receber Viña de volta e reassumir integralmente os custos de um jogador que não fazia parte dos planos imediatos de Leonardo Jardim. O River, por sua vez, buscava se livrar do compromisso.
A solução apareceu apenas nos últimos momentos da janela.
O Cruzeiro entrou na negociação e acertou o empréstimo de Viña até dezembro de 2026. O acordo prevê uma opção de compra de US$ 4,5 milhões, cerca de R$ 23 milhões. O clube mineiro também assumirá os salários do lateral durante o período.
Viña, que tem contrato com o Flamengo até 2028, encerra assim sua passagem pelo River antes do previsto e ganha uma nova oportunidade de recuperar espaço no futebol brasileiro.
Para o Flamengo, a operação teve um significado importante: evitar o retorno de um jogador fora dos planos e, ao mesmo tempo, manter aberta a possibilidade de uma venda definitiva no futuro.

Plata: a negociação que virou o símbolo da janela
Nenhum episódio, entretanto, resume melhor a janela do Flamengo do que Gonzalo Plata.
O atacante equatoriano foi negociado com o Dínamo de Moscou por cerca de 10 milhões de euros. A transferência parecia encaminhada. Plata viajou para a Rússia, mas o Dínamo não aprovou o jogador nos exames médicos e desistiu da contratação, alegando problemas no joelho direito.
O Flamengo contestou o diagnóstico, afirmou que o jogador estava apto para o futebol de alto rendimento e anunciou que buscaria as reparações cabíveis.
O problema não foi apenas esportivo. A venda representaria uma entrada significativa de dinheiro no caixa rubro-negro. Com a desistência, o Flamengo perdeu uma receita que estava sendo considerada no planejamento financeiro da temporada.
E Plata voltou.
Quando o jogador vendido voltou a ser reforço
A volta do equatoriano criou uma situação incomum: o Flamengo havia contratado Anthony Valencia dentro de um planejamento que considerava a saída de Plata, mas terminou a janela com os dois jogadores no elenco.
A situação ficou ainda mais delicada quando Plata demorou a retornar ao Brasil após o fracasso da negociação com o Dínamo. O atacante permaneceu no exterior enquanto seus representantes buscavam alternativas no mercado, o que provocou irritação dentro do Flamengo.
O clube chegou a exigir o retorno imediato do jogador e avaliou medidas disciplinares diante do impasse.
Plata, posteriormente, afirmou publicamente que tratou a negociação com profissionalismo e que estava novamente 100% comprometido com o Flamengo.
Poucos dias depois, voltou a campo. Contra o Independiente del Valle, em Quito, entrou no segundo tempo e participou diretamente da construção do segundo gol rubro-negro.
O roteiro que começou com uma venda terminou, pelo menos por enquanto, com o jogador novamente à disposição de Leonardo Jardim.

Wallace Yan: uma venda que aconteceu depois de quase cair
A saída de Wallace Yan também resume a complexidade da janela.
Flamengo e Red Bull Bragantino já haviam ficado próximos de um acordo pelo atacante, mas o negócio acabou não avançando naquele primeiro momento. Meses depois, as partes retomaram as conversas e chegaram a um acordo.
Wallace Yan foi negociado por 6 milhões de euros, aproximadamente R$ 36 milhões, por 70% dos direitos econômicos.
O negócio teve ainda um componente estratégico. O Flamengo recebeu o jovem centroavante Juliano Viana, de 18 anos, como parte da operação. O Rubro-Negro ficou com 60% dos direitos econômicos do jogador e assinou contrato de três anos.

Juliano chega inicialmente para as categorias de base, mas já possui experiência no futebol profissional e passagens pelas seleções brasileiras de base.
Esse modelo ganha importância em um momento em que o clube precisa conciliar investimento no elenco principal com controle dos compromissos financeiros futuros.
Ou seja: o Flamengo perdeu um jovem que já estava integrado ao elenco principal, mas também transformou parte da operação em uma nova aposta de formação.
A base também foi protagonista na janela
Se o mercado do Flamengo no time principal foi marcado por tentativas frustradas, mudanças de estratégia e apostas para o futuro, as categorias de base tiveram uma participação igualmente importante nas movimentações do clube. Ao todo, sete jogadores formados no Ninho foram negociados nesta janela, em operações que levaram atletas para Ucrânia, Estados Unidos, Turquia e Portugal.

O movimento mais expressivo foi o de Ryan Roberto. O atacante de 18 anos foi vendido ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, por € 9,5 milhões fixos, com possibilidade de mais € 500 mil em bônus. O Flamengo negociou 90% dos direitos econômicos e manteve os 10% restantes pensando em uma valorização futura. A operação também evitou o risco de perder o jogador gratuitamente, já que seu contrato terminaria em março de 2027 e não havia acordo para renovação.
Ryan havia sido um dos principais destaques da base rubro-negra e chegou a disputar duas partidas pelo profissional no início do Campeonato Carioca. O atacante também teve participação importante na campanha do Flamengo na Libertadores Sub-20. O Shakhtar assinou contrato com o jogador até 2031.

Iago Teodoro abriu o caminho para o mercado norte-americano
Outro negócio relevante foi o de Iago Teodoro. O zagueiro deixou o Flamengo em definitivo para defender o Orlando City, dos Estados Unidos. O clube da MLS anunciou o jogador como parte de seu projeto de desenvolvimento e assinou contrato com o defensor até a temporada 2028/29.
O Flamengo detinha 60% dos direitos econômicos de Iago e recebeu cerca de US$ 1,4 milhão pela negociação, enquanto manteve 30% de uma eventual mais-valia futura. O jogador havia sido formado no Ninho, chegou a atuar pelo profissional e também ganhou destaque com a Seleção Brasileira Sub-20. O Orlando City destacou justamente sua experiência nas categorias de base do Flamengo e sua passagem pela seleção brasileira.

João Da Mata mantém 25% no caminho para a Turquia
A lista também inclui João Da Mata. O zagueiro foi negociado em definitivo com o Konyaspor, da Turquia, em uma operação cujos valores iniciais não foram revelados.
O Flamengo liberou o jogador para a transferência, mas preservou 25% dos direitos econômicos. É um modelo que permite ao clube continuar participando financeiramente de uma eventual valorização do defensor no futebol turco.

Portugal virou destino de três jogadores
Portugal foi o principal destino internacional dos jogadores da base do Flamengo nesta janela. Alan Santos, Guilherme Gomes e Rayan Lucas deixaram o clube para seguir suas carreiras no futebol português, mas em operações com características diferentes.
Alan Santos, atacante de 19 anos, foi contratado em definitivo pelo Benfica. O jogador passou quatro temporadas no Flamengo e, em 2026, disputou 17 partidas pelo Sub-20, marcou cinco gols e ainda fez três jogos pelo time profissional. No Benfica, será integrado inicialmente ao Sub-23.
O negócio foi estruturado com divisão de direitos econômicos: Flamengo e Benfica ficaram com 50% cada. Dessa maneira, o Rubro-Negro não recebeu uma grande receita imediata pela transferência, mas manteve metade dos direitos do jogador e poderá participar financeiramente de uma futura negociação.
Guilherme Gomes seguiu para o Gil Vicente. O meia-atacante foi negociado por € 400 mil, cerca de R$ 2,3 milhões, por 70% dos direitos econômicos. O clube português ainda tem a possibilidade de adquirir outros 15% por mais € 100 mil.
Já Rayan Lucas foi transferido em definitivo para o Alverca. Neste caso, o Flamengo não recebeu uma taxa inicial pela negociação, mas preservou 50% dos direitos econômicos do volante.
A operação foi confirmada oficialmente pelo Flamengo. Rayan Lucas havia passado por todas as categorias da formação rubro-negra, do Sub-11 ao Sub-20, antes de chegar ao elenco profissional.

Gusttavo Souza teve um caminho diferente
A sétima movimentação foi a de Gusttavo. O lateral-direito seguiu para o Estoril Praia, de Portugal, mas em um modelo diferente dos demais: empréstimo com opção de compra fixada em € 1 milhão.
Neste caso, o Flamengo não se desfez imediatamente do jogador. A estratégia permite que Gusttavo tenha experiência no futebol português e, ao mesmo tempo, mantém aberta a possibilidade de retorno ao clube caso a negociação definitiva não seja concretizada.
É uma diferença importante em relação às vendas de Ryan Roberto, Iago Teodoro, João da Mata, Alan Santos, Guilherme Gomes e Rayan Lucas. O Flamengo utilizou o empréstimo como ferramenta para desenvolver o jogador e testar seu valor em outro mercado.
Sete jogadores, sete estratégias
O que chama a atenção no conjunto das operações é que não existe um único modelo utilizado pelo Flamengo.
Ryan Roberto saiu por uma transferência milionária, com o clube preservando 10% dos direitos. Iago Teodoro foi vendido ao futebol norte-americano com participação rubro-negra em uma futura valorização. João Da Mata seguiu para a Turquia com 25% dos direitos mantidos pelo Flamengo.
Em Portugal, Alan Santos foi para o Benfica com divisão de 50% dos direitos, Guilherme Gomes foi vendido por € 400 mil com possibilidade de uma nova parcela da participação econômica e Rayan Lucas deixou o clube sem taxa inicial, mas com o Flamengo mantendo metade de seus direitos. Gusttavo, por sua vez, foi emprestado ao Estoril com opção de compra de € 1 milhão.
A variedade dos negócios revela uma mudança importante na maneira como o Flamengo enxerga sua formação. A base deixou de ser apenas uma fonte de jogadores para o time profissional e passou a funcionar também como um importante patrimônio econômico do clube.
O Ninho como fábrica de ativos
O caso de Ryan Roberto é o melhor exemplo dessa transformação. O Flamengo identificou que o jogador não teria renovação garantida, avaliou as propostas do mercado e preferiu transformar o risco de uma saída gratuita em uma operação que pode chegar a € 10 milhões com os bônus. Além disso, o clube manteve 10% pensando em uma venda futura.
As outras seis operações seguem a mesma lógica em diferentes níveis: receber dinheiro agora, preservar percentuais para o futuro, abrir espaço no elenco, desenvolver jogadores em outros mercados ou criar condições para uma valorização posterior.
Isso também ajuda a explicar por que o Flamengo consegue olhar para o mercado de contratações enquanto movimenta simultaneamente diversos jogadores formados no próprio clube. A venda de jovens não representa apenas uma saída esportiva. Em muitos casos, ela é parte da engenharia financeira que sustenta o investimento no elenco principal.
E há um detalhe ainda mais importante: nem todos os sete jogadores deixaram o Flamengo com a mesma perspectiva. Alguns podem se tornar grandes ativos no futebol europeu, outros ainda precisarão provar seu valor em novos mercados. O clube, entretanto, procurou preservar participação em boa parte dessas histórias.
A janela mostrou, portanto, que o Flamengo não está apenas comprando jogadores. Também está tentando transformar aquilo que produz no Ninho em patrimônio esportivo e financeiro.
Entre vendas milionárias, percentuais preservados, empréstimos e apostas no mercado português, sete jovens formados no clube atravessaram uma nova etapa da carreira. Para o Flamengo, o resultado da janela não estará apenas no dinheiro que entrou agora, mas também no que esses jogadores ainda poderão representar no futuro.
O dinheiro também mudou a janela
A mudança de perfil não aconteceu por acaso.
O Flamengo chegou ao mercado com compromissos financeiros importantes relacionados a contratações anteriores. O clube tinha valores relevantes a pagar por transferências feitas em períodos anteriores, enquanto também trabalhava para manter receitas provenientes da venda de jogadores.
A situação de Plata tornou tudo ainda mais evidente. A venda que poderia reforçar o fluxo de caixa não aconteceu, enquanto Valencia e Freitas já haviam sido contratados em operações de longo prazo.
O Flamengo, portanto, terminou a janela investindo em jovens, reorganizando sua folha e deixando escapar uma receita que esperava receber.
O saldo: menos impacto imediato, mais aposta no futuro
No fim das contas, o Flamengo encerrou a janela com duas contratações, três saídas efetivas no elenco principal e uma venda que não aconteceu da forma planejada.
Almada não veio. Luiz Henrique não veio. Plata saiu e voltou. Cebolinha deixou o clube. Wallace Yan foi vendido ao Bragantino. Viña deixou o River Plate e encontrou no Cruzeiro uma nova solução por empréstimo. E Anthony Valencia e Joaquín Freitas chegaram para representar uma nova geração de investimentos.
O saldo esportivo ainda precisa ser medido em campo. Valencia e Freitas terão de provar que podem contribuir em uma equipe que disputa simultaneamente Campeonato Brasileiro e Libertadores. Plata terá de transformar a turbulência dos últimos dias em desempenho. E a saída de Wallace Yan e Cebolinha aumentará a responsabilidade sobre os atacantes que permaneceram.
Mas a janela deixou uma mensagem clara sobre o Flamengo de Leonardo Jardim: o clube continua disposto a investir, mas passou a olhar com mais atenção para a idade, potencial de valorização, scout e planejamento de longo prazo.
Não foi a janela das grandes apresentações no Maracanã. Foi a janela das negociações que deram errado, das oportunidades que desapareceram, dos jovens que chegaram, dos jogadores formados no clube que foram negociados e de uma venda que parecia certa até deixar de existir.
E, no meio de todas essas histórias, o Flamengo terminou exatamente onde não imaginava quando abriu a janela: com Gonzalo Plata ainda no elenco, dois novos atacantes contratados, Matías Viña novamente emprestado e a temporada decisiva pela frente.
O mercado fechou. Agora, começa a parte mais difícil para qualquer contratação: transformar planejamento em futebol.
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