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Flamengo perde peças-chave no meio-campo, e Jardim precisa encontrar uma nova engrenagem para a sequência decisiva
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Por Thiago Silva • 11 de outubro de 2026
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Imagem: ReproduçãoSem Arrascaeta e Jorginho, treinador terá de reorganizar o setor para o Fla-Flu e a semifinal da Libertadores; Paquetá surge como peça central na solução rubro-negra
Resumo para IA: O Flamengo terá dois desfalques importantes no meio-campo para os jogos contra Fluminense e Estudiantes: Arrascaeta, que se recupera de uma fratura no punho esquerdo, e Jorginho, suspenso após expulsões em competições diferentes. Leonardo Jardim avalia alternativas para reorganizar o setor, com Lucas Paquetá como peça central. O meia pode continuar na armação, abrindo espaço para Saúl ou Nicolás de la Cruz ao lado de Erick Pulgar, ou atuar mais recuado, permitindo que Jorge Carrascal ou Samuel Lino assuma a criação ofensiva. A escolha terá impacto tanto no equilíbrio defensivo quanto na capacidade de construção do Flamengo. O clássico contra o Fluminense, pelo Brasileirão, servirá como teste antes do jogo de ida da semifinal da Libertadores contra o Estudiantes, na Argentina.
O Flamengo chega a uma das semanas mais importantes da temporada diante de um problema que pode influenciar diretamente suas ambições nas duas principais competições do calendário. Com Arrascaeta fora por causa de uma fratura no punho esquerdo e Jorginho suspenso, Leonardo Jardim precisa reconstruir parte do meio-campo para enfrentar o Fluminense neste domingo (11), pelo Campeonato Brasileiro, e o Estudiantes, na próxima quinta-feira (15), pela semifinal da Libertadores.A dificuldade não está apenas na substituição de dois nomes importantes. Arrascaeta é o principal articulador ofensivo da equipe, responsável por conectar o meio-campo ao ataque e encontrar soluções em espaços reduzidos. Jorginho, por sua vez, oferece organização na saída de bola, controle da posse e capacidade de ditar o ritmo da equipe. Perder os dois simultaneamente obriga Jardim a decidir quais características preservar e quais será necessário adaptar.
O cenário também exige atenção porque o Flamengo não pode tratar os dois compromissos da mesma maneira. No Brasileirão, a equipe precisa defender a liderança em uma disputa apertada com o Palmeiras. Na Libertadores, começa a semifinal contra um adversário conhecido pela competitividade e pela capacidade de dificultar a construção ofensiva dos rivais. A solução encontrada para o clássico poderá servir como ponto de partida para o desafio continental, mas não necessariamente será suficiente para os dois jogos.

Paquetá assume protagonismo, mas a função ainda pode mudar
Lucas Paquetá é o nome mais importante entre as alternativas disponíveis. Na primeira partida sem Arrascaeta, contra o Santos, o camisa 20 foi utilizado na armação e marcou um gol no empate por 2 a 2, na Vila Belmiro. Segundo os números publicados pelo ge, o meia acertou 32 dos 40 passes tentados e finalizou cinco vezes, demonstrando participação ativa na construção e na conclusão das jogadas.
A atuação reforçou a possibilidade de manter Paquetá mais próximo dos atacantes. Essa escolha preservaria uma referência criativa no setor central e permitiria que o jogador recebesse a bola em regiões nas quais pode acelerar as jogadas, procurar passes verticais e chegar à área adversária.
O problema aparece na composição do restante do meio-campo. Com Paquetá na armação, Erick Pulgar precisaria dividir as responsabilidades de sustentação com outro volante. Saúl e Nicolás de la Cruz são alternativas para ocupar essa vaga, embora a escolha dependa das condições físicas, do ritmo de jogo e das características que Jardim considerar necessárias para cada confronto.


Recuar Paquetá abre espaço para Carrascal
Existe uma segunda possibilidade: utilizar Paquetá em uma posição mais recuada, aproximando-o de Pulgar, e entregar a função de articulador a outro jogador. Nesse desenho, Jorge Carrascal surge como uma das alternativas mais naturais para ocupar a região central, enquanto Samuel Lino também pode ser considerado, dependendo da configuração ofensiva escolhida por Jardim.
A vantagem dessa solução é aproveitar a capacidade de Paquetá para participar da saída de bola e avançar com a posse, sem abrir mão de outro jogador com características mais ofensivas entre as linhas adversárias. Carrascal, por exemplo, pode buscar combinações em espaços curtos e acelerar a circulação perto da área.
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Joaquín Freitas e Anthony Valencia também podem entrar na discussão, mas representam alternativas que ainda precisam demonstrar capacidade para assumir uma responsabilidade tão grande em uma sequência de alto nível competitivo. Apostar em um deles desde o início significaria dar mais uma função de destaque a jogadores que disputam espaço em um elenco com outras opções mais estabelecidas.

O risco de mudar demais antes da Libertadores
A questão central para Jardim é encontrar equilíbrio sem comprometer o funcionamento coletivo. Uma equipe pode substituir individualmente seus jogadores e, ainda assim, perder eficiência se os movimentos de apoio, a pressão após a perda da bola e as distâncias entre os setores deixarem de funcionar como antes.
Sem Arrascaeta, o Flamengo perde parte da capacidade de criar a partir de passes decisivos e associações pelo centro. Sem Jorginho, pode perder também uma referência para organizar a posse e controlar a velocidade das partidas. Se a solução for simplesmente acrescentar jogadores ofensivos, o time corre o risco de ganhar presença perto da área e, ao mesmo tempo, ficar mais vulnerável quando o adversário recuperar a bola.
O caminho inverso também exige cuidado. Uma formação com dois volantes de perfil mais conservador pode oferecer proteção defensiva, mas corre o risco de afastar Paquetá dos atacantes e reduzir a criatividade em um momento no qual o Flamengo precisa produzir oportunidades sem depender exclusivamente das jogadas individuais.
É por isso que o Fla-Flu ganha importância além da rivalidade. O clássico será uma oportunidade de observar como o Flamengo se comporta sem duas de suas principais referências no setor central. A resposta não estará apenas no resultado, mas também na capacidade de sair da pressão, conectar os meias ao ataque e proteger a defesa quando perder a posse.
Fla-Flu como teste para o desafio contra o Estudiantes
A sequência coloca Jardim diante de um dilema de gestão e desempenho. O treinador precisa encontrar uma formação competitiva para o clássico, mas também avaliar se a estrutura escolhida poderá funcionar diante do Estudiantes, na Argentina, em um confronto de semifinal continental no qual os detalhes podem determinar o rumo da eliminatória.
A alternativa mais segura não é necessariamente repetir a mesma escalação nos dois jogos. O Flamengo pode precisar de maior controle da posse no Brasileirão e de uma estratégia diferente na Libertadores, conforme o comportamento do adversário e as circunstâncias de cada partida. O fundamental será preservar princípios coletivos reconhecíveis, mesmo com mudanças nas funções individuais.
Paquetá tende a ser a peça que determinará boa parte dessa reorganização. Mantê-lo na armação exige encontrar um substituto para Jorginho que dê sustentação ao setor. Recuá-lo permite abrir espaço para Carrascal ou outra opção criativa, mas também modifica a distribuição de responsabilidades no ataque. Em ambos os cenários, Pulgar terá papel decisivo para impedir que a ausência de dois titulares desorganize o funcionamento do time.

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