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15 de outubro, 202621:30
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Freitas aproveita oportunidades e aumenta as opções de Leonardo Jardim no Flamengo

Acompanhe todos os detalhes desta notícia do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Robson Corrêa • 12 de outubro de 2026
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Freitas aproveita oportunidades e aumenta as opções de Leonardo Jardim no Flamengo - Notícias do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: Adriano Fontes/CRF

Atacante argentino participou diretamente do gol da vitória sobre o Corinthians e voltou a ganhar minutos no Fla-Flu; adaptação tática, concorrência e pouca minutagem ainda pesam na disputa por espaço

Resumo para IA: Joaquín Freitas vem recebendo oportunidades graduais no Flamengo de Leonardo Jardim. O atacante argentino de 19 anos ganhou destaque ao dar uma assistência para Bruno Henrique na vitória por 2 a 1 sobre o Corinthians, em setembro, mas ainda acumula poucos minutos em campo. No Fla-Flu de 11 de outubro, entrou no segundo tempo no lugar de Saúl e recebeu cartão amarelo. Jardim reconhece o potencial do jogador, mas já apontou dificuldades na execução de tarefas defensivas, especialmente na proteção dos corredores. A mobilidade e a capacidade de participar da construção ofensiva ampliam as opções táticas do treinador, mas não garantem titularidade. A evolução dependerá da regularidade, da tomada de decisão e da adaptação às exigências coletivas.
Joaquín Freitas começa a transformar oportunidades pontuais em argumentos para conquistar espaço no Flamengo. Aos 19 anos, o atacante argentino já deixou sua marca com uma assistência decisiva, chamou a atenção pela mobilidade e voltou a ser acionado por Leonardo Jardim na vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense, no domingo (11), pelo Campeonato Brasileiro. O cenário é promissor, mas ainda está longe de representar uma mudança definitiva na hierarquia ofensiva rubro-negra.

O jovem chegou ao clube em setembro, depois de passar pelas categorias de base e pelo elenco profissional do River Plate. Desde então, tem recebido oportunidades graduais em meio a uma sequência de compromissos importantes. Para Jardim, o desafio é aproveitar as características do reforço sem antecipar etapas de uma adaptação que envolve não apenas o ritmo do futebol brasileiro, mas também as exigências coletivas de sua equipe.

Assistência contra o Corinthians foi o primeiro cartão de visitas


A atuação de Freitas contra o Corinthians, em 13 de setembro, ofereceu o exemplo mais concreto do que ele pode acrescentar ao ataque do Flamengo. Acionado na reta final, o argentino recebeu pela esquerda, levantou a cabeça e encontrou Bruno Henrique com um passe que terminou no gol da vitória rubro-negra por 2 a 1, no Maracanã.

O lance reuniu características importantes do jogador: mobilidade para receber fora da posição de referência, capacidade de observar a movimentação dos companheiros e decisão objetiva para encontrar uma linha de passe. Em vez de apenas ocupar a área, Freitas participou da construção da jogada e ajudou a criar a solução que o Flamengo precisava naquele momento.

Os números daquela participação, entretanto, recomendam cautela. De acordo com levantamento publicado pelo Lance!, o atacante disputou apenas 13 minutos, acertou os três passes que tentou, recuperou uma bola e sofreu uma falta. A assistência foi decisiva, mas a amostra ainda era pequena para sustentar conclusões amplas sobre seu desempenho.

A importância do episódio está menos em apontar um novo titular e mais em mostrar que Freitas consegue oferecer uma alternativa diferente quando o treinador precisa modificar a dinâmica ofensiva de uma partida.


Jardim já explicou o que procura no argentino


Após a vitória sobre o Corinthians, Leonardo Jardim explicou que a entrada de Freitas fazia parte de uma mudança na configuração do ataque. A ideia era utilizar Bruno Henrique como referência de área e dar ao argentino liberdade para se movimentar, aproximar-se dos companheiros e participar da criação ofensiva.

A substituição cumpriu o objetivo naquele jogo. O Flamengo ganhou presença no campo de ataque e construiu a jogada que definiu o resultado. O treinador também brincou com as críticas que havia recebido pela decisão de colocar o jovem em campo, destacando que a escolha havia dado certo.

A leitura tática é relevante porque ajuda a entender que Freitas não precisa ser utilizado exclusivamente como substituto direto de Pedro. Embora tenha características para atuar centralizado, o argentino também pode exercer uma função de atacante móvel, aproximando-se dos meias e criando espaços para jogadores que atacam a área.

Essa versatilidade amplia as possibilidades de Jardim, especialmente em partidas nas quais o Flamengo encontra dificuldades para romper uma defesa organizada. Ainda assim, uma alternativa funcional em determinado contexto não significa que o jogador esteja pronto para executar todas as tarefas exigidas pelo sistema do treinador.

A adaptação defensiva é o principal obstáculo


O próprio Jardim deixou claro que a evolução de Freitas não depende somente da capacidade de atacar. Em declaração reproduzida por O Dia em 8 de outubro, o técnico afirmou acreditar no potencial do argentino e de Anthony Valencia, mas explicou que os dois ainda estavam sendo inseridos gradualmente na equipe.

O treinador apontou uma dificuldade específica de Freitas: defender o corredor em situações de maior pressão, quando é necessário proteger espaços e cumprir responsabilidades coletivas sem a bola.

A observação ajuda a dimensionar o estágio atual do atacante. Em uma equipe que procura pressionar, recuperar a posse e manter o equilíbrio entre os setores, o jovem precisa compreender quando acompanhar o adversário, como fechar linhas de passe e de que maneira ocupar o espaço deixado pelos companheiros.

Essas tarefas podem passar despercebidas quando a análise se concentra apenas em dribles, passes decisivos e finalizações. Para um treinador, porém, a participação defensiva também determina se um jogador pode permanecer em campo durante períodos mais longos sem comprometer o funcionamento coletivo.

Jardim não descartou Freitas. Pelo contrário, afirmou que acredita nos dois jovens e espera que evoluam para ajudar a equipe. A mensagem é de confiança acompanhada de exigência: o talento justifica a oportunidade, mas a consolidação depende da capacidade de executar o plano de jogo.

Contra o Fluminense, mais minutos em um contexto diferente - Pressão, recuperação e construção: Freitas participa do gol do Flamengo


A vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense, no domingo, trouxe um novo capítulo para a adaptação de Freitas. Pouco antes dos 20 minutos do segundo tempo, Jardim promoveu duas substituições simultâneas: o argentino entrou no lugar de Saúl, enquanto Bruno Henrique substituiu Pedro.

A mudança ocorreu em uma partida na qual o Flamengo mantinha presença ofensiva, mas encontrava dificuldades para transformar o controle territorial em gol. Pouco depois, Lucas Paquetá cruzou para Carrascal marcar o único gol do clássico, aos 19 minutos da etapa final.

Freitas inicia a jogada que decide o Fla-Flu: A participação de Joaquín Freitas no gol da vitória rubro-negra, porém, começou muito antes do cruzamento de Lucas Paquetá. O argentino foi importante na pressão sobre a saída de bola do Fluminense e conseguiu desarmar o adversário e recuperar a posse para o Flamengo. A ação ajudou a interromper a circulação tricolor e deu ao time de Leonardo Jardim a oportunidade de manter a equipe adversária sob pressão no campo defensivo.

Freitas voltou a aparecer na sequência da jogada. Depois de um cruzamento de Samuel Lino, o atacante disputou a bola e conseguiu mantê-la com o Flamengo, permitindo que a equipe desse continuidade à ação ofensiva. A partir dali, os rubro-negros circularam a posse até encontrar o espaço para Lucas Paquetá cruzar na área e servir Carrascal, autor do gol da vitória por 1 a 0.

O lance revela uma contribuição que não aparece na estatística de assistências, mas tem valor tático: Freitas participou tanto da recuperação da bola quanto da manutenção do ataque. Sua pressão ajudou a iniciar a sequência, e sua persistência na disputa impediu que a jogada terminasse antes do Flamengo encontrar a oportunidade decisiva. O argentino não deu o passe final nem marcou, mas teve participação concreta na construção do gol.

O atacante também recebeu cartão amarelo no clássico, conforme a ficha técnica divulgada pelo Flamengo. O registro, por si só, não permite avaliar a qualidade de sua atuação, mas integra o contexto de uma participação ainda curta e que precisa ser observada em conjunto com as responsabilidades defensivas atribuídas ao jogador.

O dado mais relevante é a continuidade das oportunidades. Depois de utilizar Freitas em partidas anteriores e conceder-lhe tempo para adaptação durante a Data Fifa, Jardim voltou a recorrer ao argentino em um clássico importante. Isso indica que o jovem segue no radar da comissão técnica, embora não represente uma garantia de aumento imediato de minutos.

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Foto: Adriano Fontes/CRF

Os minutos em campo ainda exigem uma leitura cuidadosa


A trajetória inicial de Freitas no Flamengo é marcada pela diferença entre impacto pontual e participação efetiva ao longo de uma partida. Antes do confronto com o Santos, O Dia informou que o argentino havia entrado em três jogos — contra Remo, Corinthians e Red Bull Bragantino — e acumulado aproximadamente 30 minutos em campo.

Contra o Corinthians, foram 13 minutos e uma assistência. Diante do Remo, o atacante também recebeu uma oportunidade saindo do banco. Já contra o Bragantino, sua participação foi de apenas um minuto, segundo os dados de partidas publicados pela Opta Analyst.

O argentino foi relacionado para o compromisso contra o Santos, em 8 de outubro, mas não saiu do banco no empate por 2 a 2 na Vila Belmiro. Três dias depois, voltou a entrar em campo no Fla-Flu, ampliando sua participação recente sob o comando de Jardim.

Essa sequência mostra por que a análise precisa considerar o tempo de jogo. Uma assistência em poucos minutos pode revelar qualidade técnica e capacidade de tomar uma boa decisão sob pressão, mas não oferece evidências suficientes sobre a regularidade do atleta, seu comportamento em diferentes fases da partida ou sua capacidade de sustentar a intensidade durante 60 ou 90 minutos.

O próximo passo é observar se Freitas consegue repetir boas decisões em contextos distintos, com mais tempo para participar da construção ofensiva, atacar espaços e executar as tarefas defensivas exigidas pelo treinador.

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Foto: Adriano Fontes/CRF

Concorrência no ataque continua forte


A disputa por espaço também precisa ser colocada em perspectiva. Pedro segue como uma referência importante para o setor ofensivo, enquanto Bruno Henrique oferece experiência, capacidade de atacar a profundidade e presença na área. Outros jogadores, como Samuel Lino, Gonzalo Plata e Carrascal, ampliam as possibilidades de composição e movimentação do ataque, ainda que desempenhem funções diferentes.

Freitas, portanto, não disputa uma vaga em um setor sem alternativas. Para ganhar espaço de maneira consistente, precisa mostrar que suas características complementam as dos companheiros e oferecem soluções que Jardim considere úteis para cada adversário.

O próprio argentino reconheceu a importância de Pedro quando foi apresentado oficialmente pelo Flamengo, em setembro. Na ocasião, afirmou que pretendia se espelhar no camisa 9 e aprender com sua qualidade e experiência. Também descreveu a própria maneira de jogar como a de um atacante intenso, veloz e disposto a pressionar os adversários.

O perfil declarado combina com a possibilidade de atuar como segundo atacante ou de se movimentar a partir de uma posição central. O desafio é transformar essas características em rendimento dentro de um sistema coletivo exigente, sem perder a objetividade nas ações próximas à área.

Além disso, o Flamengo está em uma fase decisiva da temporada, com a disputa pelo Campeonato Brasileiro e a semifinal da Libertadores no calendário. Nesse cenário, Jardim precisa equilibrar a necessidade de resultados imediatos com a possibilidade de desenvolver jogadores que ainda estão se adaptando ao clube.


O que Freitas precisa mostrar para conquistar mais espaço


A evolução do argentino poderá ser medida por alguns indicadores concretos. O primeiro é a consistência na tomada de decisão: encontrar o passe correto, atacar o espaço quando houver oportunidade e evitar ações precipitadas em zonas perigosas.

O segundo é a participação sem a bola. Freitas precisa demonstrar que consegue pressionar de maneira coordenada, recompor quando necessário e defender os corredores de acordo com as orientações de Jardim. Essa evolução será fundamental para que o treinador confie no jovem durante períodos mais longos das partidas.

O terceiro ponto é a regularidade. A assistência contra o Corinthians mostrou que o atacante pode ser decisivo, mas o próximo estágio exige repetir comportamentos produtivos em diferentes jogos, inclusive quando não houver espaço para explorar a velocidade ou quando a equipe precisar trabalhar a bola diante de uma defesa fechada.

Por fim, o tempo de jogo será um indicador importante da confiança da comissão técnica. Entradas progressivamente mais longas, novas oportunidades em partidas de maior exigência e participação em diferentes configurações ofensivas poderão revelar se Freitas está avançando na hierarquia do elenco.

Freitas pede passagem, mas ainda precisa confirmar o potencial


Joaquín Freitas já apresentou argumentos para continuar recebendo oportunidades no Flamengo. A assistência para Bruno Henrique contra o Corinthians mostrou sua capacidade de participar de uma jogada decisiva, enquanto as novas entradas indicam que Leonardo Jardim mantém o jovem no planejamento da equipe.

A análise, contudo, não permite afirmar que o argentino esteja próximo de conquistar a titularidade. A minutagem ainda é reduzida, e o próprio treinador identificou aspectos defensivos que precisam evoluir antes de uma utilização mais frequente.

O cenário mais provável, diante das informações disponíveis, é o de uma integração gradual, com oportunidades condicionadas ao contexto das partidas, à evolução nos treinamentos e às necessidades do elenco. Freitas pode se tornar uma alternativa importante justamente por oferecer mobilidade e características diferentes das de outros atacantes, mas terá de demonstrar que consegue combinar essa contribuição ofensiva com as exigências coletivas do Flamengo.

Para Jardim, o desafio é encontrar o momento adequado para ampliar a participação do jovem sem comprometer o equilíbrio da equipe. Para Freitas, a missão é transformar os primeiros sinais positivos em desempenho repetido. A porta está aberta; a consolidação, porém, dependerá do que ele conseguir entregar nos próximos minutos em campo.
Imagem secundária para Freitas aproveita oportunidades e aumenta as opções de Leonardo Jardim no FlamengoImagem: Gilvan de Souza/CRF
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