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Copa do Mundo

Inglaterra atropela no primeiro tempo, resiste à reação francesa e vence jogo histórico por 6 a 4 para conquistar o terceiro lugar da Copa do Mundo

Por Robson Corrêa19 de julho de 2026
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Inglaterra atropela no primeiro tempo, resiste à reação francesa e vence jogo histórico por 6 a 4 para conquistar o terceiro lugar da Copa do MundoImagem: FIFA

Após um primeiro tempo avassalador, em que abriu 4 a 0 e anulou completamente a França, a Inglaterra suportou uma reação emocionante na etapa final, venceu por 6 a 4 em um dos jogos mais eletrizantes da história das Copas do Mundo e garantiu a terceira colocação do torneio

O duelo pelo terceiro lugar da Copa do Mundo entregou um espetáculo que ficará marcado na história do torneio. Em uma partida de dez gols, alternância de domínio, mudanças táticas e emoção até os acréscimos, a Inglaterra derrotou a França por 6 a 4 e encerrou sua campanha com a medalha de bronze. O confronto teve dois jogos completamente distintos: um primeiro tempo de absoluto domínio inglês, no qual os comandados de Thomas Tuchel abriram 4 a 0 com extrema autoridade, e uma segunda etapa em que a França reagiu, pressionou intensamente, marcou quatro vezes e esteve muito perto de transformar uma goleada em uma virada histórica.

A vitória premiou a capacidade da Inglaterra de executar um plano de jogo praticamente perfeito durante os primeiros 45 minutos e, ao mesmo tempo, revelou a força de reação francesa, que transformou uma partida praticamente perdida em um confronto dramático até o apito final.

Primeiro tempo: uma Inglaterra avassaladora e uma França irreconhecível

Desde o apito inicial, a Inglaterra mostrou uma postura muito diferente daquela apresentada na semifinal contra a Argentina. Sem recuar suas linhas após abrir vantagem, como havia ocorrido no jogo anterior, a equipe inglesa manteve pressão alta, atacou em velocidade e sufocou completamente a saída de bola francesa.

A França simplesmente não conseguiu colocar seu jogo em prática. Os meio-campistas tinham pouco tempo para pensar, os laterais eram constantemente pressionados e Mbappé, isolado no ataque, praticamente não tocava na bola durante os primeiros minutos.

O resultado foi um dos primeiros tempos mais dominantes de toda a Copa do Mundo em um confronto com emoção do início ao fim e uma chuva de gols

Um primeiro tempo dominante

O primeiro tempo foi um verdadeiro pesadelo para o sistema defensivo. Logo aos 3 minutos de jogo, Declan Rice abriu o placar, pegando a defesa desprevenida. Sem tempo para respirar, aos 18, Ezri Konsa aproveitou mais uma oportunidade e ampliou a vantagem para 2 a 0. Abalado em campo, o time viu Bukayo Saka se tornar o grande nome da primeira etapa: o atacante marcou o terceiro aos 37 minutos e, já nos acréscimos, aos 46 (45+1'), balançou as redes novamente, levando um implacável 4 a 0 para o intervalo.

O contraste entre os dois tempos começou no intervalo

Didier Deschamps promoveu alterações importantes durante o intervalo. A França abandonou a postura excessivamente cautelosa e passou a pressionar muito mais alto, aproximando Mbappé dos homens de meio-campo e acelerando a circulação da bola.

Na volta para a segunda etapa, a postura mudou completamente e uma reação histórica começou a se desenhar. Logo aos 3 minutos (48'), Kylian Mbappé diminuiu o prejuízo. O gol animou a equipe, que passou a sufocar o adversário e chegou ao segundo gol aos 54 minutos, com Bradley Barcola. Incendiando a partida, Mbappé apareceu novamente aos 66 minutos para marcar o seu segundo na partida e o terceiro do time, colocando o placar em um impressionante 4 a 3.

Quando a pressão pelo empate era total, um balde de água fria: aos 87 minutos, a arbitragem assinalou penalidade máxima. Saka foi para a cobrança, converteu seu terceiro gol no confronto e abriu 5 a 3. Mesmo assim, o time não desistiu. Já nos acréscimos regulamentares, aos 96 minutos (90+6'), Ousmane Dembélé anotou o quarto gol, mantendo viva a esperança de um milagre. No entanto, no último lance da partida, aos 98 minutos (90+8'), Jude Bellingham aproveitou o contra-ataque e fechou a conta, decretando o placar final de 6 a 4 em um dos jogos mais insanos da temporada.

A França pressionou intensamente até o último lance, empurrou a Inglaterra para seu campo defensivo e esteve próxima de marcar o quinto gol em duas oportunidades claras, mas Pickford fez intervenções decisivas para assegurar a vitória inglesa.

A análise tática: como a Inglaterra venceu o jogo

Thomas Tuchel montou sua equipe em um 4-2-3-1 extremamente agressivo. A principal ideia era impedir que a França construísse suas jogadas pelo corredor central.

Declan Rice e Mainoo realizaram perseguições constantes sobre Tchouaméni e Camavinga, enquanto Bellingham pressionava o primeiro passe francês, impedindo que Mbappé recebesse a bola em condições favoráveis.

Além disso, Saka e Foden fechavam os corredores internos sem a bola e atacavam imediatamente as costas dos laterais franceses quando a posse era recuperada.

Imagem secundária para Inglaterra atropela no primeiro tempo, resiste à reação francesa e vence jogo histórico por 6 a 4 para conquistar o terceiro lugar da Copa do MundoImagem: FIFA
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Foi justamente essa estratégia que anulou completamente o sistema francês durante toda a primeira etapa.

A França demorou a reagir

Didier Deschamps insistiu durante boa parte do primeiro tempo em uma saída curta que simplesmente não funcionava diante da pressão inglesa.

Os volantes recebiam constantemente marcados, os laterais ficavam presos pela amplitude ofensiva inglesa e Mbappé permanecia isolado entre os zagueiros adversários.

A equipe francesa mostrou pouca intensidade na marcação, perdeu praticamente todos os duelos individuais e parecia emocionalmente abatida após sofrer o segundo gol.

Essa apatia custou muito caro. Quando finalmente conseguiu reorganizar sua estrutura no intervalo, já perdia por quatro gols de diferença.

A reação francesa mostrou a força da equipe

O segundo tempo apresentou uma França completamente diferente. Mais agressiva, intensa e vertical, a equipe passou a dominar a posse de bola e encurralar a Inglaterra em seu próprio campo.

Mbappé passou a receber com muito mais frequência, Camavinga encontrou espaços para conduzir a bola e Dembélé começou a vencer os confrontos individuais pelos lados.

A pressão foi tão intensa que, por diversos momentos, a impressão era de que a histórica reação poderia realmente acontecer.

Bellingham foi o maestro inglês

Embora Saka tenha deixado o gramado com um hat-trick, Jude Bellingham foi o grande cérebro da Inglaterra. Participou diretamente da recuperação de bolas, iniciou contra-ataques, distribuiu assistências e comandou o ritmo da equipe durante o período de domínio inglês.

Sua leitura de jogo permitiu que a Inglaterra encontrasse constantemente superioridade numérica entre as linhas francesas, sendo decisivo tanto ofensivamente quanto na recomposição defensiva.

Bronze com autoridade e confiança para o futuro

Ao apito final, a Inglaterra comemorou muito mais do que o terceiro lugar. Depois da dolorosa eliminação para a Argentina, a equipe respondeu com personalidade, produziu um dos melhores primeiros tempos de toda a Copa do Mundo e demonstrou evolução importante sob o comando de Thomas Tuchel.

A França deixa o torneio sem medalha, mas com a certeza de que possui um elenco extremamente competitivo. A reação construída na segunda etapa evidenciou a qualidade da equipe, embora os primeiros 45 minutos tenham representado uma das atuações mais apáticas da geração comandada por Didier Deschamps.

O placar de 6 a 4 entrou para a história como uma das partidas mais emocionantes já disputadas em uma Copa do Mundo e encerrou a participação de ingleses e franceses com um espetáculo digno da grandeza das duas seleções.

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