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Mesmo sem novas contratações, o Flamengo tem elenco para ganhar a Libertadores? O raio-X posição por posição

Acompanhe todos os detalhes desta notícia do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Mariana Costa20 de agosto de 2026
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Mesmo sem novas contratações, o Flamengo tem elenco para ganhar a Libertadores? O raio-X posição por posição - Notícias do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: Gilvan de Souza/CRF

Sem contratações até o momento, Leonardo Jardim aposta em um grupo que acaba de eliminar o Cruzeiro; mas, analisando setor por setor, o elenco é realmente suficiente para conquistar a América?

O Flamengo chegou até esse momento da janela de transferências sem realizar as contratações que parte da torcida esperava. Depois de negociações que não avançaram e de semanas de especulações envolvendo nomes para diferentes setores, o clube decidiu concentrar seus esforços no elenco que já tinha à disposição. A própria diretoria passou a defender uma postura mais contida no mercado, enquanto Leonardo Jardim indicava que buscaria soluções internas.

A decisão ganhou um novo peso depois da classificação para as quartas de final da Libertadores. Na noite de quarta-feira, o Flamengo venceu o Cruzeiro por 2 a 1 no Maracanã, com gols de Arrascaeta e Samuel Lino, e confirmou sua presença entre os oito melhores da competição.

E o jogo contra o Cruzeiro trouxe uma resposta importante para esta discussão.

O Flamengo não precisou de um reforço de última hora para sobreviver ao primeiro grande mata-mata da Libertadores. Precisou, sim, de seus principais jogadores. Pedro participou diretamente dos dois gols com duas assistências; Arrascaeta decidiu novamente e Samuel Lino mostrou por que se tornou uma peça importante do sistema ofensivo.

Mas eliminar o Cruzeiro significa automaticamente ter o elenco perfeito para conquistar a América?

O desafio agora aumenta. Quartas de final, semifinal e uma eventual decisão exigirão profundidade, regularidade, capacidade de reposição e, principalmente, jogadores capazes de decidir partidas equilibradas.

Por isso, o Fla10 News faz agora um raio-X posição por posição para responder à pergunta: o Flamengo tem elenco para ser campeão da Libertadores sem contratar mais ninguém?

Goleiros — Rossi / Andrew

Avaliação: 8/10

No gol, o Flamengo parece ter uma situação relativamente confortável.

Agustín Rossi continua sendo o titular absoluto e oferece experiência, segurança e capacidade de atuar em jogos de alta pressão. Em uma competição de mata-mata, ter um goleiro consolidado é um diferencial importante.

Andrew aparece como reserva imediato. A diferença de experiência para Rossi é considerável, mas o Flamengo não depende, neste momento, de uma contratação para solucionar a posição.

O ponto de atenção está na profundidade. Uma eventual ausência prolongada de Rossi faria o nível do setor cair de maneira significativa.

Ainda assim, entre os candidatos ao título, o Flamengo não parece ter uma deficiência evidente no gol.

Veredito: posição suficientemente protegida para uma campanha de título.

Laterais — Varela, Emerson Royal, Ayrton Lucas, Alexsandro e Johnie

Avaliação: 8/10

É provavelmente um dos setores que mais ganhou alternativas ao longo da temporada.

Emerson Royal acrescentou força física, capacidade defensiva e experiência internacional. Varela oferece regularidade e pode atuar dos dois lados em determinadas circunstâncias. Ayrton Lucas continua sendo uma alternativa de característica mais ofensiva, enquanto Alexsandro acrescenta profundidade ao lado esquerdo.

Johnie completa o grupo como opção para situações de necessidade.

A questão aqui não é quantidade, mas equilíbrio.

Ayrton Lucas oferece mais agressividade ofensiva, enquanto Alexsandro pode proporcionar uma alternativa diferente para Jardim. Emerson Royal, por sua vez, aumenta a capacidade do Flamengo de defender duelos individuais e atacar o espaço.

O problema aparece caso o Flamengo precise lidar simultaneamente com desfalques. A equipe possui alternativas, mas algumas delas ainda não entregam o mesmo nível de seus titulares.

Mesmo assim, é difícil apontar a lateral como uma prioridade absoluta de mercado neste momento.

Veredito: bom nível e variedade de características.

Zagueiros — Léo Pereira, Léo Ortiz, Danilo e Vitão

Avaliação: 9/10

Aqui está uma das maiores forças do elenco.

Léo Pereira e Léo Ortiz formam uma dupla que combina experiência, qualidade técnica e capacidade de iniciar a construção desde trás. Danilo acrescenta experiência internacional e liderança, enquanto Vitão oferece força física, velocidade e capacidade para defender espaços maiores.

A chegada de Vitão ampliou consideravelmente a segurança do setor. O zagueiro foi o primeiro reforço do Flamengo para a temporada e assinou contrato até 2029.

Mais importante: Leonardo Jardim não precisa necessariamente utilizar sempre os mesmos dois jogadores.

Em uma competição longa, essa possibilidade de alternância é valiosa. Léo Ortiz pode ser importante em partidas nas quais o Flamengo precisa construir desde a defesa; Danilo pode oferecer experiência em jogos de pressão; Vitão pode ser útil quando a equipe precisar defender mais espaço.

O setor apresenta uma combinação rara: qualidade técnica, experiência e características diferentes.

Se há uma posição em que o Flamengo pode se considerar bem servido para a Libertadores, é a zaga.

Veredito: nível de campeão.

Volantes — Pulgar, Jorginho e Evertton

Avaliação: 9/10

O meio-campo defensivo talvez seja o setor em que a profundidade mais preocupa.

Pulgar continua sendo uma peça fundamental para o equilíbrio da equipe. Sua capacidade de proteger a defesa, antecipar jogadas e participar da construção é importante para que o Flamengo consiga jogar com laterais avançados e muitos jogadores no campo ofensivo.

Jorginho acrescenta experiência, inteligência posicional e qualidade na circulação da bola.

Evertton oferece juventude e capacidade física, mas ainda está em um estágio diferente dos dois principais nomes.

O problema é simples: o Flamengo tem três opções, mas apenas duas oferecem atualmente nível comprovado para os jogos mais importantes da Libertadores.

Uma lesão ou suspensão de Pulgar ou Jorginho pode obrigar Jardim a modificar a estrutura do time.

É justamente por isso que este setor mereceria atenção caso surgisse uma oportunidade excepcional de mercado. Não necessariamente para contratar um titular, mas para aumentar a segurança da rotação.

Veredito: excelentes titulares, mas pouca margem para problemas.

Meias — Arrascaeta, Paquetá e Carrascal

Avaliação: 10/10

Talvez seja o setor com maior poder de decisão individual do elenco.

Arrascaeta continua sendo o cérebro ofensivo do Flamengo e acaba de mostrar novamente sua importância. Foi dele o primeiro gol contra o Cruzeiro, em uma finalização de enorme qualidade, justamente em uma partida na qual cada detalhe poderia definir a classificação.

Paquetá acrescenta intensidade, condução, chegada à área e capacidade de jogar em diferentes alturas do campo. Carrascal oferece criatividade, condução e capacidade de romper linhas.

E existe algo ainda mais importante: os três podem desempenhar funções diferentes.

O Flamengo pode jogar com Arrascaeta como principal articulador, utilizar Paquetá em uma função mais dinâmica ou recorrer a Carrascal para aumentar a capacidade de condução e desequilíbrio.

O problema é transformar essa qualidade individual em regularidade coletiva.

Mas, em termos de talento, é difícil encontrar na América do Sul um trio de meias com tantas soluções diferentes.

Veredito: setor de nível continental e capaz de decidir mata-matas.

Pontas — Samuel Lino, Luiz Araújo, Plata, Bruno Henrique e Cebolinha

Avaliação: 8,5/10

O Flamengo também possui quantidade e variedade pelos lados.

Samuel Lino é hoje um dos jogadores que mais modificaram o potencial ofensivo da equipe. Sua velocidade, capacidade de atacar espaços e qualidade no um contra um acrescentam uma dimensão que o Flamengo nem sempre tinha.

E ele acaba de confirmar sua importância justamente no maior palco. Foi dele o gol que garantiu a vitória sobre o Cruzeiro e a classificação para as quartas de final.

Luiz Araújo oferece outra característica: intensidade, capacidade de finalizar e movimentação para dentro.

Plata é mais um jogador capaz de atuar aberto ou aproximar-se da região central. Bruno Henrique acrescenta experiência, profundidade e histórico em jogos decisivos. Cebolinha completa o setor com uma característica mais associada ao drible e à capacidade de atacar o espaço.

O ponto positivo é a variedade.

O ponto de atenção é a consistência.

O Flamengo tem jogadores suficientes para montar diferentes combinações, mas nem todos atravessam o mesmo momento técnico. Para uma campanha longa, Jardim precisará administrar essas peças de maneira inteligente.

Veredito: profundidade suficiente para competir em alto nível.

Centroavantes — Pedro

Imagem secundária para Mesmo sem novas contratações, o Flamengo tem elenco para ganhar a Libertadores? O raio-X posição por posiçãoImagem: Gilvan de Souza/CRF
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Avaliação: 7/10

Se existe uma posição em que o Flamengo se encontra em uma posição delicada

Pedro é a principal referência e acaba de oferecer uma demonstração perfeita de por que continua sendo fundamental para o time. Contra o Cruzeiro, mesmo sem marcar, deu duas assistências e participou diretamente dos dois gols da classificação.

Mais do que finalizar, Pedro consegue sair da área, funcionar como pivô, conectar o meio-campo ao ataque e criar espaços para quem chega de trás.

O grande diferencial é que Pedro não precisa necessariamente marcar para ser decisivo. Sua atuação contra o Cruzeiro mostrou isso de maneira cristalina.

O problema é que Pedro está sozinho e, pelo seu histórico, sempre que foi muito exigido, acabou se contundindo e ficando afastado por várias partidas. Se algo parecido acontecer nesta reta da temporada, esta ausência pode ser fatal para as pretensões do rubro-negro.

E é por isso que Leonardo Jardim vem revezando esta posição com Bruno Henrique, improvisado. BH também tem um histórico complicado de contusões, o que não traz muita segurança para a posição.

No caso de uma possível ausências destes dois jogadores, ao Jardim, somente restaria a opção de improvisar dois jovens da base no ataque:

Wallace Yan ou Lorran, que podem oferecer uma alternativa diferente, com mobilidade e agressividade. Muito, embora ambos ainda estejam em processo de consolidação no futebol profissional.

Veredito: Pedro é titular de nível internacional, Bruno Henrique pode ser improvisado (o que já não é o ideal), porém, numa eventual ausência destes dois nomes, o Flamengo teria que improvisar jovens e inexperientes jogadores, o que fatalmente reduziria em muito o potencial ofensivo do time.

Portanto, o Flamengo deveria urgentemente ir ao mercado para buscar mais um centroavante.

O verdadeiro problema: quantidade ou qualidade?

Quando o elenco é analisado individualmente, a conclusão parece bastante favorável ao Flamengo.

O clube possui um goleiro consolidado, uma zaga forte, laterais com diferentes características, dois volantes de alto nível, um trio de meias capaz de decidir partidas e um ataque com várias alternativas.

Então por que existe a sensação de que ainda faltava contratar?

Porque a discussão não deveria ser apenas sobre quem são os titulares, mas sobre o que acontece quando eles não estão disponíveis.

Esse é o ponto central.

Em uma Libertadores, não basta ter onze jogadores capazes de conquistar o título. É preciso atravessar semanas de jogos decisivos, viagens, suspensões, lesões e desgaste físico.

E é justamente aí que o Flamengo apresenta algumas diferenças entre seus setores.

O banco é forte o suficiente?

A resposta é: na maior parte das posições, sim; em algumas, ainda não.

A zaga apresenta excelente profundidade. As pontas possuem muitas alternativas. No meio ofensivo, Arrascaeta, Paquetá e Carrascal oferecem diferentes soluções.

Já os volantes representam uma preocupação maior.

O gol também ficaria mais vulnerável em caso de ausência de Rossi.

E há outra questão: idade e condição física de alguns jogadores importantes.

Leonardo Jardim vem trabalhando com um grupo que precisa ser administrado. O treinador já deixou claro que utiliza uma espécie de "time das copas", com rodízio entre jogadores, justamente para preservar peças importantes durante a temporada.

A classificação contra o Cruzeiro reforça a importância dessa estratégia.

Pedro, por exemplo, foi titular na decisão e acabou sendo decisivo com duas assistências. O próprio desempenho mostrou que administrar minutos não significa abrir mão de protagonismo quando chega a hora do mata-mata.

O Flamengo precisa de reforços para ser campeão?

Não necessariamente.

O Flamengo já tem elenco para ganhar a Libertadores.

Mas isso é diferente de dizer que o elenco é perfeito.

A equipe possui jogadores capazes de decidir uma final, como Arrascaeta, Pedro, Paquetá, Bruno Henrique e Samuel Lino. Possui zagueiros de alto nível e um meio-campo capaz de controlar partidas.

O principal argumento contra a necessidade de uma contratação é justamente a qualidade do núcleo principal.

O Flamengo não está tentando montar um time campeão do zero. Está tentando transformar um elenco já muito forte em uma equipe suficientemente saudável, equilibrada e consistente para sobreviver aos próximos três meses.

E isso muda completamente a discussão sobre o mercado.

O que Leonardo Jardim precisa fazer agora?

A resposta passa menos pelo mercado e mais pelo treinamento.

Jardim precisa extrair o máximo de três características do elenco:

1. Rotação sem perda de competitividade.

O Flamengo terá de chegar aos jogos decisivos com seus principais jogadores fisicamente preparados.

2. Integração entre os setores.

A equipe precisa conseguir alternar entre diferentes desenhos sem perder identidade.

3. Gestão dos protagonistas.

Arrascaeta, Pedro, Paquetá, Jorginho, Pulgar e outros jogadores fundamentais não podem chegar desgastados às fases decisivas.

A utilização de um elenco amplo não é luxo. É necessidade.

O veredito do Raio-X Fla10

Se fosse necessário transformar a análise em uma avaliação geral, o Flamengo teria hoje um elenco de 8,8/10 para a Libertadores.

Não é um grupo perfeito.

Mas é um grupo suficientemente forte para conquistar a América.

Goleiro: 8/10

Laterais: 8/10

Zaga: 9/10

Volantes: 9/10

Meias: 10/10

Pontas: 8,5/10

Centroavantes: 7/10

A maior fragilidade está na profundidade de algumas posições. A maior virtude está na capacidade de decisão individual.

E existe uma evidência recente impossível de ignorar: quando o Flamengo precisou vencer o Cruzeiro para continuar vivo na Libertadores, foram justamente algumas das principais estrelas do elenco que apareceram.

Arrascaeta marcou. Samuel Lino decidiu. Pedro participou dos dois gols. A defesa sustentou a vantagem quando o Cruzeiro cresceu.

O Flamengo não contratou uma solução emergencial para aquele jogo.

A solução estava dentro do próprio elenco.

Agora, a questão deixa de ser se o Flamengo tem jogadores suficientes para ganhar a Libertadores.

Tem.

A pergunta que Leonardo Jardim terá de responder daqui até a final é outra:

Conseguirá fazer esse elenco chegar inteiro, confiante e no auge técnico justamente quando a Libertadores começar a ser decidida?

É aí que uma temporada promissora pode se transformar em uma temporada histórica.

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