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Libertadores - Oitavas de Final - Jogo da volta

19 de agosto, 202621:30
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Libertadores

Noite de copa no Maraca: Flamengo domina, sofre reação, mas vence o Cruzeiro e avança às quartas da Libertadores em um jogo eletrizante

Por Robson Corrêa20 de agosto de 2026
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Noite de copa no Maraca: Flamengo domina, sofre reação, mas vence o Cruzeiro e avança às quartas da Libertadores em um jogo eletrizanteImagem: Reprodução - GE TV

Rubro-Negro atropela a Raposa no primeiro tempo, abre vantagem com Arrascaeta, sofre o empate de Lucas Romero, mas encontra em Samuel Lino o gol da classificação; atuação de Jorginho, Pulgar, Pedro e do camisa 10 sustenta a vitória no Maracanã

O Flamengo está nas quartas de final da Libertadores. Em uma noite de intensidade, pressão, festa nas arquibancadas e enorme superioridade no primeiro tempo, o Rubro-Negro venceu o Cruzeiro por 2 a 1 nesta quarta-feira, no Maracanã, e confirmou sua classificação após o empate por 1 a 1 no jogo de ida, no Mineirão. Com o resultado, o time de Leonardo Jardim fechou o confronto com 3 a 2 no placar agregado e manteve vivo o sonho do quinto título continental.

Foi uma vitória construída em dois tempos completamente diferentes.

No primeiro, o Flamengo foi avassalador.

No segundo, precisou mostrar outra qualidade: capacidade de reagir quando o jogo deixou de estar sob seu controle.

E talvez seja justamente essa combinação que torne a classificação tão importante para Leonardo Jardim.

UMA NOITE DE MARACANÃ LOTADO E UMA TORCIDA QUE EMPURROU DESDE O PRIMEIRO MINUTO

Antes mesmo da bola rolar, o Maracanã já havia deixado claro que aquela não seria uma partida comum.

A torcida rubro-negra preparou um grande mosaico nas arquibancadas, formando a imagem do urubu, mascote do clube, segurando a taça da Libertadores. O espetáculo visual acompanhou uma atmosfera de decisão durante toda a noite.

Quando o Flamengo começou a pressionar, o estádio respondeu.

Cada recuperação de bola era comemorada como um gol.

Cada chegada à área fazia o Maracanã aumentar o volume.

E o Cruzeiro rapidamente percebeu que teria de enfrentar não apenas os 11 jogadores de Leonardo Jardim, mas também um estádio completamente envolvido pela decisão.

PRIMEIRO TEMPO: O FLAMENGO ENGOLIU O CRUZEIRO

A partida começou com uma verdadeira blitz rubro-negra.

O Flamengo avançou suas linhas, pressionou a saída do Cruzeiro e ocupou praticamente todo o campo ofensivo.

A equipe de Artur Jorge não conseguia sair jogando.

Quando recuperava a bola, encontrava poucas alternativas.

E, quando tentava sair pelos lados, rapidamente era encurralada.

A superioridade foi tamanha que, aos 15 minutos, o Flamengo já havia produzido seis finalizações contra nenhuma do Cruzeiro.

Jorginho foi fundamental nesse domínio.

O volante não se limitou a atuar como primeiro passe. Recuava para participar da construção, aproximava-se de Pulgar para criar superioridade na saída e, quando o Flamengo avançava, encontrava espaços para lançar os jogadores pelos corredores.

Foi dele, inclusive, um cruzamento preciso que encontrou Léo Ortiz em uma das primeiras grandes oportunidades da partida.

PULGAR: O EQUILÍBRIO POR TRÁS DA PRESSÃO

Se Jorginho ajudava a organizar o ataque, Erick Pulgar era responsável por garantir que a agressividade não transformasse o Flamengo em uma equipe vulnerável.

O chileno jogou alguns metros atrás dos companheiros, protegendo a região central e controlando as possíveis transições do Cruzeiro.

Foi exatamente essa função que permitiu ao Flamengo pressionar com tantos jogadores sem perder completamente o equilíbrio.

Pulgar também participou de um lance importante na construção ofensiva: aproveitou um erro na saída cruzeirense e acionou Pedro, que ficou frente a frente com Otávio.

Era o retrato do Flamengo no primeiro tempo: recuperar rapidamente, atacar imediatamente e manter o adversário preso.

SAMUEL LINO FOI UM DOS GRANDES PROBLEMAS PARA A DEFESA DO CRUZEIRO

Pelo lado esquerdo, Samuel Lino foi outro jogador que dificultou enormemente o trabalho defensivo do Cruzeiro.

O atacante não ficou preso à linha lateral.

Alternou movimentos por fora e por dentro, atacou o espaço entre lateral e zagueiro e obrigou William a tomar decisões constantemente.

Lino teve oportunidades antes mesmo do gol de Arrascaeta e já demonstrava que poderia ser decisivo.

A insistência acabou sendo recompensada no segundo tempo.

Mas antes disso, ele ajudou a construir o cenário de domínio que marcou a primeira etapa.

ARRASCAETA ABRE O PLACAR COM A CARA DO FLAMENGO

Aos 34 minutos, a pressão finalmente virou gol.

Arrascaeta recebeu pelo lado esquerdo, carregou a bola para dentro e tabelou com Pedro.

O camisa 9 fez a parede.

Arrascaeta encontrou o espaço.

E finalizou colocado, sem chances para Otávio.

Um golaço.

O gol premiava justamente os dois jogadores que mais simbolizam a capacidade técnica do Flamengo.

Pedro oferecendo apoio e inteligência para a tabela.

Arrascaeta atacando o espaço criado e finalizando com precisão.assista o gol aqui

O Maracanã explodiu.

E, naquele momento, o Flamengo parecia caminhar para uma classificação tranquila.

PEDRO: MAIS IMPORTANTE DO QUE O GOL QUE NÃO MARCOU

Pedro não balançou as redes, mas foi um dos jogadores mais importantes da partida.

O camisa 9 participou diretamente dos dois gols.

No primeiro, fez a tabela que deixou Arrascaeta em condições de finalizar.

No segundo, recebeu na entrada da área e encontrou Samuel Lino com um toque de enorme qualidade.

É exatamente esse tipo de atuação que mostra por que o centroavante pode ser decisivo mesmo quando não aparece na súmula como goleador.

Pedro funcionou como referência.

Prendeu os zagueiros.

Recuou para participar da construção.

Abriu espaços.

E ainda encontrou os companheiros com passes que desmontaram a última linha defensiva.

Sua atuação foi muito mais completa do que simplesmente esperar a bola dentro da área.

ARTUR JORGE MUDA O CRUZEIRO, MAS O FLAMENGO CONTINUA CONTROLANDO

Artur Jorge tentou ajustar o Cruzeiro depois do intervalo.

A equipe passou a buscar mais os corredores e a adiantar alguns jogadores.

O objetivo era impedir que o Flamengo continuasse dominando o meio-campo com tanta facilidade.

E a mudança funcionou.

Mas não antes do Flamengo sofrer uma situação que alteraria completamente o roteiro da partida.

JORGINHO SALVA, MAS ROMERO EMPATA

Logo no começo do segundo tempo, Jorginho apareceu para salvar o Flamengo em cima da linha, evitando que o Cruzeiro empatasse.

O lance era um alerta.

O Cruzeiro já não estava tão acuado.

E, aos cinco minutos, chegou ao empate.

Gerson recebeu pela linha de fundo e encontrou Lucas Romero.

O volante argentino arriscou de fora da área e acertou um chute cruzado, forte e preciso, que superou Rossi.

Outro golaço.

O 1 a 1 devolveu a confiança ao Cruzeiro e mudou completamente o ambiente da partida.

De repente, o time que havia sido dominado durante praticamente toda a primeira etapa passou a acreditar na classificação.

O MOMENTO EM QUE O FLAMENGO MOSTROU MATURIDADE

Era exatamente aí que Jardim precisava de uma resposta.

O Flamengo parecia ter se desorganizado.

Poderia ter permitido que o Cruzeiro transformasse o empate em domínio.

Mas o treinador encontrou uma solução dentro do próprio modelo.

O time voltou a aproximar seus jogadores ofensivos, retomou a circulação pelo meio e voltou a procurar Samuel Lino em situações de um contra um.

A resposta veio apenas 11 minutos depois.

SAMUEL LINO DEVOLVE A VANTAGEM AO FLAMENGO

Aos 16 minutos, Arrascaeta encontrou Pedro na entrada da área.

Imagem secundária para Noite de copa no Maraca: Flamengo domina, sofre reação, mas vence o Cruzeiro e avança às quartas da Libertadores em um jogo eletrizanteImagem: Reprodução - TV Globo
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O camisa 9, novamente, participou da jogada.

Com um toque rápido, deixou Samuel Lino em condições de atacar a defesa.

O atacante recebeu, encarou William, deixou o marcador no chão e finalizou com precisão.

Mais um golaço.assista o gol aqui

Flamengo 2 a 1.

O Maracanã voltou a explodir.

E o gol teve um significado tático enorme.

O Flamengo não precisou mudar completamente seu modelo para recuperar a vantagem.

Voltou a utilizar os mesmos mecanismos que haviam funcionado no primeiro tempo: aproximação entre os jogadores ofensivos, circulação rápida e ataque aos espaços.

ONDE LEONARDO JARDIM VENCEU O DUELO TÁTICO

A principal vantagem do Flamengo esteve na ocupação do meio-campo.

Jardim organizou sua equipe em um 4-3-3, com Pulgar funcionando como referência de equilíbrio, Jorginho participando da construção e Arrascaeta recebendo liberdade para avançar e se aproximar dos atacantes.

Na prática, o sistema se transformava constantemente.

Com a bola, o Flamengo conseguia formar uma estrutura ofensiva muito mais agressiva, com os laterais avançando e Arrascaeta se aproximando de Pedro.

Sem a bola, o time conseguia formar linhas mais compactas e pressionar a primeira construção do Cruzeiro.

O resultado foi uma superioridade territorial impressionante no primeiro tempo.

O CRUZEIRO TENTOU JOGAR NO CONTRA-ATAQUE, MAS FICOU SEM CAMPO

Artur Jorge precisava de espaço para que Wesley, Arroyo e Kaio Jorge pudessem explorar velocidade.

O problema é que o Flamengo quase não ofereceu esse espaço durante a primeira etapa.

Ao pressionar alto, o Rubro-Negro recuperava a bola antes que o Cruzeiro conseguisse acelerar.

Quando a Raposa conseguia sair, Pulgar e Jorginho fechavam o corredor central.

O Cruzeiro acabou obrigado a recorrer a lançamentos e ataques mais diretos.

Foi exatamente o tipo de jogo que favorecia o Flamengo.

O SEGUNDO TEMPO MOSTROU A FRAGILIDADE QUE A GOLEADA SOBRE O MIRASSOL ESCONDEU

Mas a partida também confirmou um problema que Leonardo Jardim ainda precisa corrigir.

Quando o Cruzeiro conseguiu quebrar a primeira pressão, encontrou espaços.

O gol de Romero nasceu justamente de uma situação em que o Flamengo não conseguiu controlar completamente a segunda bola e permitiu que o volante tivesse espaço para finalizar.

Depois do empate, a Raposa também encontrou momentos para atacar.

Matheus Pereira chegou a ter uma oportunidade perigosa dentro da área, mas Pulgar desviou a bola e evitou uma situação ainda mais complicada para Rossi.

O Flamengo precisa aprender a administrar melhor esses momentos.

A agressividade é uma virtude.

Mas, em mata-mata, é preciso saber quando acelerar e quando controlar.

ARRASCAETA, O DONO DOS MOMENTOS GRANDES

Mais uma vez, Arrascaeta apareceu quando o Flamengo mais precisava.

O uruguaio não apenas marcou o primeiro gol.

Foi o jogador responsável por conectar o meio-campo ao ataque, movimentar-se entre as linhas e acelerar as jogadas no último terço.

Sua atuação teve exatamente a característica que tornou o camisa 10 um dos maiores ídolos da história recente do clube: capacidade de aparecer nos momentos decisivos.

E, nesta noite, o Maracanã voltou a testemunhar isso.

JORGINHO: EXPERIÊNCIA PARA UMA NOITE DE PRESSÃO

Jorginho também merece destaque especial.

O volante foi importante na construção, participou da pressão e ainda salvou uma bola em cima da linha no início do segundo tempo.

Foi uma atuação que combinou técnica e leitura de jogo.

Mais do que distribuir passes, Jorginho entendeu quando acelerar, quando controlar e quando ocupar o espaço deixado pelos companheiros.

Em uma partida de Libertadores, esse tipo de experiência pesa.

PULGAR: O HOMEM QUE DEU EQUILÍBRIO AO FLAMENGO

Pulgar foi outro dos grandes nomes da classificação.

Seu trabalho foi menos vistoso do que os gols de Arrascaeta e Samuel Lino, mas fundamental para a estrutura.

Foi responsável por proteger a defesa, controlar a região central e interromper algumas das melhores tentativas do Cruzeiro.

No momento mais perigoso da reta final, apareceu novamente para desviar a finalização de Matheus Pereira.

É exatamente esse tipo de atuação silenciosa que permite aos jogadores ofensivos assumirem protagonismo.

O CRUZEIRO TEVE CORAGEM, MAS NÃO TEVE A MESMA EFICIÊNCIA

Artur Jorge merece crédito pela reação do Cruzeiro.

O time voltou muito melhor para o segundo tempo, aumentou a intensidade e conseguiu tirar o Flamengo da zona de conforto.

Mas faltou qualidade na última decisão.

Depois do 2 a 1, a Raposa teve momentos para pressionar, mas não conseguiu transformar posse e volume em chances claras suficientes para buscar o empate.

O Flamengo, por outro lado, também teve oportunidades para matar o confronto.

A diferença esteve na eficiência.

OS TRÊS GOLS QUE CONTARAM A HISTÓRIA DA PARTIDA

O primeiro gol foi a síntese do Flamengo dominante: Arrascaeta recebeu de Pedro, conduziu para dentro e acertou uma finalização precisa aos 34 minutos.

O segundo mostrou a reação do Cruzeiro: Gerson encontrou Romero, que aproveitou espaço e acertou um chute de fora da área aos cinco minutos da segunda etapa.

O terceiro foi novamente a resposta rubro-negra: Pedro encontrou Samuel Lino, que desmontou William no um contra um e finalizou para fazer 2 a 1 aos 16 minutos.

Três gols diferentes.

Três momentos diferentes.

E uma mesma história: o Flamengo sempre encontrou uma resposta.

UMA TORCIDA QUE TRANSFORMOU O MARACANÃ EM FATOR DECISIVO

O resultado também precisa ser dividido com a torcida.

O Maracanã foi parte ativa da classificação.

Desde o mosaico antes do jogo até os minutos finais, a Nação criou um ambiente de Libertadores.

A cada pressão rubro-negra, o estádio empurrava.

Depois do empate de Romero, o apoio não diminuiu.

E, quando Samuel Lino marcou o segundo, a explosão nas arquibancadas deixou claro que o Maracanã havia novamente assumido seu papel histórico em uma noite continental.

A festa começou antes da bola rolar e terminou depois do apito final.

O FLAMENGO ESTÁ NAS QUARTAS

A vitória por 2 a 1 colocou o Flamengo nas quartas de final da Libertadores pela décima vez e manteve o Rubro-Negro vivo na luta pelo quinto título continental. O adversário ainda será definido entre Independiente del Valle e Tolima, confronto que teve sua definição adiada.

Mas, mais do que a classificação, a noite no Maracanã deixou uma mensagem.

O Flamengo mostrou que pode dominar uma equipe de alto nível.

Mostrou que seu modelo de pressão funciona.

Mostrou que Jorginho e Pulgar podem oferecer o equilíbrio necessário para liberar Arrascaeta.

Mostrou que Pedro pode ser decisivo mesmo sem marcar.

E mostrou que Samuel Lino começa a assumir o protagonismo que se esperava dele.

Ainda existem problemas defensivos a corrigir.

Ainda existe margem para evolução.

Mas, quando o Flamengo joga com a intensidade apresentada no primeiro tempo, com a qualidade técnica de Arrascaeta e Pedro e com a energia de Samuel Lino pelos lados, o time de Leonardo Jardim se transforma em uma equipe extremamente difícil de controlar.

O Cruzeiro sobreviveu ao primeiro tempo. Reagiu no segundo. Mas o Flamengo teve a resposta que precisava.

E, no Maracanã, diante de uma torcida que transformou a noite em uma verdadeira festa de Libertadores, foi suficiente para colocar o Rubro-Negro entre os oito melhores da América.

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