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O Flamengo tem um problema no elenco que pode atrapalhar a conquista do Penta

Acompanhe todos os detalhes desta notícia do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Mariana Costa21 de agosto de 2026
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O Flamengo tem um problema no elenco que pode atrapalhar a conquista do Penta - Notícias do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: Gilvan de Souza/CRF

Mesmo com um dos grupos mais qualificados da América do Sul, Rubro-Negro chega às quartas de final com uma lacuna que pode se tornar decisiva na reta final da competição

A classificação diante do Cruzeiro colocou o Flamengo entre os oito melhores da Libertadores, mas também reforçou uma discussão que não pode ser ignorada: o elenco rubro-negro é suficientemente forte para conquistar a América, mas não está igualmente protegido em todas as posições.

A vitória por 2 a 1 no Maracanã mostrou a força das principais peças de Leonardo Jardim. Arrascaeta apareceu para marcar, Samuel Lino decidiu e Pedro participou diretamente dos dois gols. O Flamengo encontrou dentro do próprio grupo as soluções necessárias para superar um adversário difícil e avançar às quartas de final.

Mas existe uma contradição importante.

Quanto mais a competição avança, maior fica o preço de perder um jogador-chave.

E, nesse cenário, uma posição chama a atenção: centroavante.

Pedro é muito mais do que um camisa 9

A discussão não começa pela quantidade de gols.

Começa pelo funcionamento do time.

Pedro é hoje uma peça estrutural do Flamengo. Sua importância não está apenas na capacidade de finalizar, mas também na maneira como participa da construção ofensiva.

Contra o Cruzeiro, isso ficou evidente.

O atacante não marcou, mas deu duas assistências e participou diretamente dos dois gols da classificação. Foi uma atuação que resumiu perfeitamente o seu valor: mesmo quando não aparece na súmula como goleador, Pedro pode ser o jogador que conecta os setores e cria a jogada decisiva.

Seu jogo de costas para o gol oferece uma referência para a equipe.

Sua presença prende os zagueiros.

Sua capacidade de sair da área cria espaços para Arrascaeta, Paquetá e os pontas atacarem.

E sua qualidade dentro da área obriga o adversário a manter jogadores próximos dele.

Por isso, substituir Pedro não significa simplesmente colocar outro atacante na posição.

Significa substituir uma função dentro do sistema.

O problema não é ter reserva. É ter uma reposição com as mesmas características

O Flamengo possui Wallace Yan e Lorran como alternativas para o setor ofensivo.

O problema é que nenhum deles oferece, neste momento, exatamente o mesmo conjunto de características de Pedro.

Wallace Yan pode dar mobilidade, atacar espaços e oferecer uma dinâmica diferente.

Lorran também possui capacidade técnica e pode atuar em diferentes regiões do ataque.

Mas existe uma diferença entre ter jogadores capazes de ocupar determinada posição e ter um substituto que permita ao treinador manter o mesmo plano de jogo.

É aí que está o risco.

Se Pedro estiver disponível, Jardim pode construir o ataque considerando todas as suas características.

Se Pedro estiver fora, provavelmente precisará modificar o funcionamento da equipe.

E quanto mais avançada estiver a Libertadores, maior será o impacto dessa mudança.

Bruno Henrique é uma solução, mas não uma substituição

Uma das alternativas mais naturais seria utilizar Bruno Henrique centralizado.

O camisa 27 já exerceu essa função em diferentes momentos da carreira e oferece uma característica extremamente valiosa: profundidade.

Com Bruno Henrique como referência, o Flamengo poderia atacar mais diretamente as costas da defesa.

Mas a mudança também alteraria a maneira como o time constrói.

Bruno Henrique não oferece o mesmo jogo associativo de costas para o gol, não funciona da mesma maneira como pivô e não ocupa a área com o mesmo perfil.

Por outro lado, acrescenta velocidade, agressividade e capacidade de atacar espaços.

Ou seja: seria uma solução perfeitamente possível, mas implicaria mudar o plano de jogo.

Em uma partida isolada, isso pode funcionar.

Em uma semifinal ou final da Libertadores, porém, qualquer alteração estrutural causada pela ausência de um titular pode pesar.

Wallace Yan pode ser a resposta interna

Se o Flamengo não buscar um novo centroavante, existe uma alternativa que pode ganhar importância justamente agora: desenvolver as soluções que já estão no elenco.

Wallace Yan aparece como um dos nomes que podem receber maior responsabilidade.

A vantagem é conhecer os mecanismos da equipe e poder ser integrado gradualmente.

O problema é a experiência.

Uma coisa é entrar durante o Campeonato Brasileiro.

Outra completamente diferente é começar uma semifinal de Libertadores contra um adversário que passou meses se preparando para aquele confronto.

O Flamengo não pode exigir de um jogador jovem este tipo de protagonismo.

Mas pode prepará-lo para desempenhar determinadas funções.

E esse talvez seja um dos desafios mais interessantes de Leonardo Jardim para os próximos meses.

A Libertadores pune a falta de profundidade

No caminho até a final da Libertadores, haverá jogos do Campeonato Brasileiro.

Serão viagens, desgaste, suspensões e cartões.

Uma lesão muscular pode tirar um jogador de uma decisão.

Uma expulsão pode obrigar o treinador a modificar o time.

Um terceiro cartão pode deixar um titular fora justamente da partida mais importante da temporada.

É impossível prever o que pode acontecer.

Mas uma equipe campeã precisa estar preparada para essas contingências.

Imagem secundária para O Flamengo tem um problema no elenco que pode atrapalhar a conquista do PentaImagem: Reprodução
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O calendário pode ser tão perigoso quanto o adversário

Existe ainda outro elemento: o desgaste.

Leonardo Jardim vem utilizando rotação para administrar o grupo e preservar seus principais jogadores.

Essa estratégia será fundamental.

Pedro não pode jogar todos os minutos.

Mas existe um dilema.

Quanto mais o treinador poupa os titulares, maior é a necessidade de que os reservas mantenham o nível competitivo.

E quanto mais importante for a partida, menor será a margem para correr riscos.

É uma equação difícil.

O que Leonardo Jardim pode fazer?

A primeira alternativa é preparar Wallace Yan e Lorran para situações específicas.

A segunda é trabalhar Bruno Henrique como uma alternativa real para a posição.

A terceira é criar mecanismos coletivos que reduzam a dependência de um único jogador.

Esse último ponto talvez seja o mais importante.

Se Pedro estiver fora, o Flamengo pode compensar sua ausência utilizando mais movimentação dos meias e dos pontas.

Arrascaeta pode ocupar regiões mais avançadas.

Paquetá pode chegar mais à área.

Samuel Lino pode atacar a profundidade.

Carrascal pode aumentar a condução pelo centro.

O time não terá as mesmas características, mas poderá construir outras.

É papel do treinador preparar essas alternativas antes que elas sejam necessárias.

O mercado ainda não fechou, mas o problema ainda pode ser resolvido internamente

A ausência de uma contratação não significa necessariamente que o Flamengo esteja condenado.

O desafio agora é transformar as soluções que o técnico tem em mãos em alternativas confiáveis.

Se Wallace Yan evoluir, Lorran ganhar minuagem e Bruno Henrique estiver disponível e em boas condições. O problema diminui.

Se o meio-campo conseguir criar mais sem depender exclusivamente de Pedro. Aí o Flamengo ganha novos recursos.

Mas se Pedro sofrer uma lesão longa justamente na reta final da Libertadores, a situação muda completamente.

E é por isso que a discussão merece ser feita agora, quando ainda existe tempo para prevenção.

A janela continua aberta até 9 de setembro, e contratar mais um centoavente deveria ser a prioridade da diretoria dentro de um bom planejamento de futebol.

O Flamengo precisa de um plano B antes de precisar dele

Esse talvez seja o principal alerta.

Equipes vencedoras não constroem seu plano B depois que perdem o plano A.

Elas constroem antes.

O Flamengo tem Pedro como plano A no comando do ataque.

Agora precisa garantir que o plano B não seja simplesmente improvisar.

Pode ser Bruno Henrique.

Pode ser Wallace Yan.

Pode ser uma formação sem centroavante fixo.

Pode ser a aproximação de Arrascaeta e Paquetá.

Pode ser uma combinação diferente entre os pontas.

O que não pode acontecer é descobrir a alternativa durante uma semifinal.

Veredito do Fla10: não é uma crise, mas é um risco real

O Flamengo não tem um problema que inviabilize sua campanha na Libertadores.

Tem um ponto de vulnerabilidade.

E existe uma diferença enorme entre as duas coisas.

O elenco rubro-negro continua suficientemente forte para brigar pelo título. A classificação contra o Cruzeiro mostrou isso.

Mas, entre os setores analisados pelo Fla10 News, o ataque central é um dos que mais dependem da saúde e da disponibilidade de seu titular.

Pedro está em um momento no qual sua importância transcende os gols.

Ele é referência, pivô, articulador e finalizador.

Substituí-lo significa alterar o funcionamento da equipe.

Por isso, o Flamengo não precisa entrar em pânico.

Precisa se preparar.

Porque a Libertadores está entrando justamente na fase em que um desfalque deixa de ser apenas um desfalque e pode se transformar na diferença entre uma semifinal e uma eliminação.

O Flamengo já provou que tem jogadores para decidir.

Agora precisa provar que tem soluções para quando seus decisores não puderem estar em campo.

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