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22 de agosto, 202620:30
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Os 5 jogadores que podem decidir a Libertadores pelo Flamengo

Acompanhe todos os detalhes desta notícia do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Mariana Costa22 de agosto de 2026
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Os 5 jogadores que podem decidir a Libertadores pelo Flamengo - Notícias do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: Arte Fla10

Depois da classificação sobre o Cruzeiro, cinco nomes aparecem como peças capazes de transformar jogos equilibrados e colocar o Flamengo cada vez mais perto do bicampeonato da América

O Flamengo está nas quartas de final da Libertadores. E a classificação sobre o Cruzeiro deixou uma mensagem importante para o restante da competição: quando o jogo aperta, o Rubro-Negro tem jogadores capazes de decidir.

Na vitória por 2 a 1 no Maracanã, Arrascaeta abriu o caminho, Pedro participou dos dois gols com duas assistências e Samuel Lino marcou o gol da classificação. O resultado confirmou a vaga com 3 a 2 no placar agregado.

Mas a força do Flamengo não está concentrada apenas nesses três jogadores.

O elenco comandado por Leonardo Jardim possui diferentes peças capazes de assumir protagonismo dependendo do cenário da partida. Em uma Libertadores que entra agora em sua fase mais importante, essa capacidade de decisão pode ser determinante.

O Fla10 News seleciona cinco jogadores que podem fazer a diferença nos próximos mata-matas.

1. Arrascaeta — o jogador dos grandes momentos

Se existe um jogador no elenco que parece compreender naturalmente a lógica dos grandes jogos, ele é Arrascaeta.

O uruguaio completou 100 partidas pela Libertadores justamente na classificação sobre o Cruzeiro e comemorou a marca com um gol que abriu o caminho para a vitória.

Não é apenas uma questão de números.

Arrascaeta tem uma característica que nenhum esquema consegue reproduzir completamente: ele enxerga o espaço antes que ele apareça.

Quando o adversário fecha o centro, ele pode aparecer entre as linhas. Quando a defesa recua, encontra espaço para finalizar. Quando o jogo exige um passe diferente, consegue criar uma solução que não estava prevista.

E isso se torna ainda mais importante em mata-matas.

Nas quartas de final, o Flamengo provavelmente encontrará adversários que tentarão reduzir os espaços e controlar o ritmo. Serão partidas em que uma jogada individual pode valer mais do que vinte minutos de domínio territorial.

É justamente nesse ambiente que Arrascaeta costuma crescer.

Seu gol contra o Cruzeiro representa mais uma evidência.

O camisa 10 não precisa de muitas oportunidades para mudar uma partida.

2. Pedro — o decisivo que não precisa marcar

Pedro talvez seja o nome mais interessante desta lista justamente porque sua influência não depende exclusivamente dos gols.

Contra o Cruzeiro, o camisa 9 não marcou.

E foi um dos principais responsáveis pela classificação.

Pedro deu as duas assistências dos gols rubro-negros e terminou a partida como um dos destaques do time. Foi também quem mais finalizou ao lado de Samuel Lino, com cinco chutes.

A atuação mostrou uma característica fundamental do centroavante: ele consegue decidir mesmo quando não é o finalizador da jogada.

No primeiro gol, participou da construção que encontrou Arrascaeta.

No segundo, voltou a funcionar como pivô e serviu Samuel Lino.

Isso aumenta enormemente o repertório ofensivo do Flamengo.

Pedro pode marcar, dar assistência, segurar a bola, atrair zagueiros, sair da área para criar e também pode abrir espaço para os pontas e meias atacarem.

Em 2026, o camisa 9 já alcançou 30 participações diretas em gols e soma 24 gols e sete assistências na temporada. Com as duas assistências contra o Cruzeiro, também chegou a 44 passes para gol pelo Flamengo, igualando a marca de Gabigol.

É uma demonstração clara de que o atacante atravessa uma temporada em que sua influência vai muito além da artilharia.

3. Samuel Lino — a nova arma para quebrar defesas

Se Arrascaeta representa a experiência e Pedro representa a referência técnica, Samuel Lino representa algo que pode ser decisivo contra defesas compactas: velocidade e capacidade de desequilíbrio.

O atacante foi o autor do segundo gol contra o Cruzeiro, deixando o marcador no chão antes de finalizar para garantir a classificação.

Mas o lance do gol é apenas uma parte da importância de Lino.

Sua presença muda o comportamento da defesa adversária.

Se o rival sobe a linha, existe espaço para atacar nas costas.

Se recua demais, Lino pode receber no um contra um.

Se concentra jogadores pelo centro para impedir a circulação de Arrascaeta e Paquetá; os corredores podem se transformar em território para o atacante explorar.

Essa capacidade de criar problemas diferentes para a defesa é extremamente valiosa.

E existe ainda outro fator: Lino está ganhando confiança justamente quando a Libertadores começa a entrar em sua fase decisiva.

Contra o Cruzeiro, ele não apenas marcou. Foi um dos jogadores que mais finalizou e ainda ajudou defensivamente nos minutos finais, quando bloqueou um cruzamento na linha de fundo.

O Flamengo pode ter encontrado uma de suas principais armas para os mata-matas.

4. Jorginho — o jogador que pode decidir sem aparecer na súmula

Uma lista de jogadores decisivos não pode ser formada apenas por quem marca gols.

E Jorginho é a prova disso.

Contra o Cruzeiro, o volante teve uma atuação de destaque e foi apontado como um dos melhores jogadores do Flamengo na classificação. Em determinado momento, inclusive, salvou uma bola praticamente em cima da linha.

Sua importância está no controle.

Jorginho consegue oferecer ao Flamengo aquilo que todo time de mata-mata precisa: capacidade de administrar os diferentes momentos da partida.

Quando o time precisa acelerar, participa da construção.

Quando precisa controlar, ajuda a manter a posse.

Quando perde a bola, pode ser importante para reorganizar o bloco.

E quando o adversário cresce, sua leitura de jogo se torna ainda mais valiosa.

Isso ficou evidente contra o Cruzeiro.

O Flamengo teve uma primeira etapa dominante, mas precisou enfrentar uma reação do adversário depois do intervalo. O meio-campo teve papel fundamental para que o time não perdesse completamente o controle da eliminatória.

Em uma semifinal ou final, Jorginho pode ser exatamente o jogador que impede uma partida de escapar das mãos do Flamengo.

Nem todo protagonista precisa fazer gol.

Alguns protagonistas fazem o time funcionar.

5. Pulgar — o equilíbrio que libera os craques

O quinto nome é Erik Pulgar.

E talvez seja o menos óbvio da lista.

Imagem secundária para Os 5 jogadores que podem decidir a Libertadores pelo FlamengoImagem: Reprodução
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Mas basta observar como o Flamengo joga quando o chileno está bem para entender sua importância.

Pulgar é o jogador que permite que outros jogadores sejam mais agressivos.

Quando Arrascaeta avança, alguém precisa proteger.

Quando os laterais sobem, alguém precisa ocupar o espaço deixado.

Quando o Flamengo perde a bola, alguém precisa estar preparado para interromper a transição.

Quando Jorginho participa mais da construção, alguém precisa oferecer equilíbrio.

Esse jogador é Pulgar.

Na classificação contra o Cruzeiro, ele foi um dos destaques do meio-campo ao lado de Jorginho. A análise do confronto apontou justamente a superioridade rubro-negra nessa região do campo.

Seu trabalho pode não produzir os mesmos vídeos de melhores momentos de Arrascaeta ou Samuel Lino.

Mas pode ser decisivo para que eles tenham liberdade para produzir esses momentos.

O sexto homem pode ser Leonardo Jardim

Existe, entretanto, um personagem que não pode ser ignorado: Leonardo Jardim.

A capacidade do treinador de escolher qual desses jogadores precisa aparecer em cada partida pode ser tão importante quanto a qualidade individual deles.

Contra o Cruzeiro, por exemplo, a decisão de começar com Pedro foi estratégica. O treinador explicou depois da partida que esperava ter mais posse e construção no Maracanã e, por isso, optou pelo camisa 9 desde o início. A escolha funcionou: Pedro participou dos dois gols.

Essa capacidade de identificar o que cada jogo exige será fundamental nas próximas fases.

Talvez uma partida peça Pedro.

Outra pode exigir Bruno Henrique.

Em determinado confronto, Samuel Lino pode ser a principal arma.

Em outro, o controle de Jorginho e Pulgar pode ser mais importante.

E haverá jogos em que tudo dependerá de Arrascaeta encontrar um único espaço.

Por que esses cinco podem decidir a Libertadores?

Porque eles representam cinco maneiras diferentes de ganhar uma partida.

Arrascaeta decide pela criatividade.

Pedro decide pela inteligência ofensiva.

Samuel Lino decide pelo desequilíbrio.

Jorginho decide pelo controle.

Pulgar decide pelo equilíbrio.

Essa combinação é uma das maiores forças do elenco rubro-negro.

Não significa que os cinco precisarão jogar todas as partidas no mais alto nível.

Significa que o Flamengo possui diferentes caminhos para chegar à vitória.

E, em uma competição de mata-mata, isso vale muito.

O Flamengo não precisa de um herói único

Talvez essa seja a principal conclusão depois da classificação contra o Cruzeiro.

O Flamengo não depende necessariamente de um único jogador para vencer.

Contra o Cruzeiro, Arrascaeta abriu o placar.

Pedro construiu os dois gols.

Samuel Lino marcou o gol da classificação.

Jorginho e Pulgar ajudaram a controlar o meio.

A vitória foi coletiva, mas construída por diferentes protagonistas.

Essa é uma característica importante de equipes que chegam longe em competições eliminatórias.

Quando um jogador é neutralizado, outro precisa aparecer.

Quando o atacante não consegue marcar, precisa criar.

Quando o meio-campo não consegue dominar, precisa competir.

Quando o adversário pressiona, a defesa precisa resistir.

Agora começa a verdadeira prova

A classificação sobre o Cruzeiro foi importante, mas não encerra nada.

Pelo contrário.

A partir das quartas de final, a margem para erros diminui ainda mais.

Os adversários serão mais preparados, os jogos serão mais equilibrados e cada detalhe terá peso maior.

É justamente por isso que esses cinco jogadores podem assumir papel central.

O Flamengo possui um elenco capaz de disputar o título.

Mas, no fim, grandes competições costumam ser decididas por grandes jogadores.

Arrascaeta já mostrou que pode decidir.

Pedro mostrou que pode decidir mesmo sem marcar.

Samuel Lino acaba de provar que pode ser protagonista.

Jorginho mostrou que pode controlar.

E Pulgar demonstrou que pode dar o equilíbrio necessário para que todos os outros sejam mais agressivos.

Se esses cinco chegarem inteiros, confiantes e em alto nível às próximas fases, o Flamengo terá algo que nenhum planejamento tático consegue garantir sozinho: jogadores capazes de transformar uma partida difícil em uma noite histórica.

E é exatamente isso que a Libertadores exige.

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