Plata volta, Pedro e Lino retornam: Jardim ganha opções para reconstruir o ataque do Flamengo
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Imagem: ReproduçãoEquatoriano recuperado de problema na coxa reforça setor ofensivo justamente quando Leonardo Jardim precisa encontrar novas soluções após a lesão de Arrascaeta
Equatoriano recuperado de problema na coxa reforça setor ofensivo justamente quando Leonardo Jardim precisa encontrar novas soluções após a lesão de Arrascaeta
A Data Fifa tirou peças importantes do Flamengo, mas também devolveu ao técnico Leonardo Jardim algumas alternativas que podem mudar o desenho ofensivo da equipe. Gonzalo Plata voltou a treinar normalmente com o grupo, Pedro e Samuel Lino estão de volta ao clube e o português ganhou mais uma possibilidade para o treinador ao se colocar à disposição para atuar por dentro.
O momento não poderia ser mais oportuno. Com Arrascaeta afastado após a fratura no punho esquerdo e uma sequência de partidas decisivas pela frente, Jardim precisa reconstruir o setor ofensivo sem depender de uma única solução. A recuperação de Plata amplia justamente esse leque.

Plata volta no momento em que Jardim mais precisa
Gonzalo Plata havia deixado a partida contra o Red Bull Bragantino sentindo dores na região posterior da coxa direita e acabou cortado dos amistosos do Equador. O atacante permaneceu no Flamengo para tratamento e avançou na recuperação durante a pausa do calendário.
O retorno aos treinamentos com o grupo representa uma mudança importante no cenário. Plata passa novamente a ser opção para Jardim e pode ser relacionado para o confronto com o Santos, embora sua utilização dependa da avaliação física da comissão técnica.
A recuperação não significa necessariamente que o equatoriano voltará imediatamente aos 90 minutos. Depois de um problema muscular e de um período afastado, o processo tende a ser gradual. Mas somente a possibilidade de contar novamente com Plata já altera a quantidade de alternativas disponíveis para o treinador.
O ataque que Jardim tinha antes da Data Fifa mudou
Antes da pausa, o Flamengo tinha uma estrutura ofensiva relativamente conhecida. Pedro aparecia como referência central, enquanto Plata e Samuel Lino ofereciam amplitude, velocidade e capacidade de atacar espaços pelos lados.
A lesão de Arrascaeta, porém, mexeu na lógica do sistema. O uruguaio era uma peça fundamental para conectar meio-campo e ataque, ocupar espaços entre as linhas e acelerar a circulação quando o time encontrava dificuldades para entrar na área adversária.
Sem ele, Jardim precisa encontrar uma nova forma de fazer a bola chegar a Pedro e, ao mesmo tempo, manter jogadores próximos do centroavante. É nesse ponto que a recuperação de Plata e a versatilidade de Samuel Lino ganham peso.

Samuel Lino pode ser mais do que um ponta
Samuel Lino voltou da Seleção Brasileira em alta depois de marcar dois gols na vitória por 4 a 0 sobre a Índia. O atacante também já deixou claro que pode exercer uma função diferente no Flamengo caso Jardim considere necessário.
Na ausência de Arrascaeta, Lino se colocou à disposição para atuar como meia. A declaração amplia o repertório do treinador porque permite imaginar o jogador partindo da esquerda, mas também ocupando zonas centrais para participar da criação.
Isso não significa que Lino será automaticamente o substituto de Arrascaeta. As características são diferentes e Jardim pode preferir uma solução mais tradicional, como Lucas Paquetá ou Jorge Carrascal. A vantagem, entretanto, é ter mais uma alternativa dentro do próprio elenco.
O Flamengo perdeu o principal articulador, mas não perdeu a capacidade de montar diferentes combinações ofensivas. E essa talvez seja uma das informações mais importantes que Jardim recebeu durante a Data Fifa.

Pedro volta, mas não precisa carregar o ataque sozinho
A volta de Pedro também modifica o cenário. O centroavante chega depois de marcar pela Seleção e deve novamente ocupar o comando do ataque contra o Santos, mas a presença de outras peças permite que Jardim evite concentrar toda a responsabilidade ofensiva no camisa 9.
Plata pode oferecer profundidade pelo lado direito. Lino pode atuar aberto ou se aproximar de Pedro pelo centro. Bruno Henrique continua como alternativa para diferentes funções e o treinador ainda pode recorrer a jogadores como Gonzalo Plata, Carrascal, Paquetá e Saúl para alterar a estrutura durante as partidas.
Essa variedade pode ser particularmente importante contra adversários que tentarem bloquear o espaço central. Sem Arrascaeta, o Flamengo precisará criar superioridade de outras maneiras: com movimentação, troca de posições e ocupação dos corredores laterais.
Plata devolve uma característica que o Flamengo vinha perdendo
A principal contribuição de Plata não está apenas nos gols ou assistências. O equatoriano oferece uma característica que pode fazer diferença na reta final: capacidade de acelerar a jogada e atacar o espaço no um contra um.
Quando o Flamengo encontra uma defesa organizada e com pouca distância entre as linhas, jogadores capazes de conduzir a bola e romper a primeira marcação se tornam ainda mais importantes. Plata pode cumprir esse papel e obrigar o adversário a deslocar sua estrutura defensiva.
Isso também abre espaço para Pedro. Quanto mais o Flamengo conseguir fazer o adversário recuar os laterais ou deslocar um zagueiro para cobrir o corredor, maior tende a ser o espaço para o centroavante trabalhar dentro da área.
A volta de Plata também muda a disputa por posições
O retorno do equatoriano aumenta a concorrência no setor ofensivo. Isso é positivo para Jardim, mas também cria decisões difíceis. O treinador terá de escolher entre jogadores com características diferentes e definir quais combinações oferecem melhor equilíbrio para cada adversário.
Uma formação com Plata aberto pode entregar mais velocidade e profundidade. Lino por dentro pode acrescentar mobilidade e capacidade de associação. Pedro mantém a presença de área. Bruno Henrique oferece experiência e agressividade na última linha. Carrascal pode funcionar como articulador e Paquetá como meia de chegada ou construção.
Não existe, portanto, uma única escalação capaz de substituir Arrascaeta. Jardim terá de reconstruir o funcionamento ofensivo com várias peças.
O Santos será o laboratório inicial
O primeiro teste dessa nova configuração será contra o Santos, na quinta-feira, pela 29ª rodada do Brasileirão. Pedro e Lino devem ficar à disposição após o retorno da Seleção, enquanto Plata aparece como opção depois de voltar aos treinamentos com o grupo.
O confronto também será uma oportunidade para Jardim avaliar quanto cada jogador consegue entregar depois da Data Fifa. Pedro e Lino tiveram compromissos com a Seleção Brasileira e atravessaram longas viagens. Plata, por sua vez, retorna de problema muscular.
Por isso, a disponibilidade não significa necessariamente titularidade ou utilização durante toda a partida. Jardim terá de considerar o estado físico de cada jogador e, principalmente, o calendário que vem imediatamente depois.
O verdadeiro objetivo é chegar inteiro à semifinal
O Flamengo não pode montar seu planejamento pensando apenas na Vila Belmiro. Depois do Santos, existe o clássico com o Fluminense e, na sequência, o primeiro confronto da semifinal da Libertadores contra o Estudiantes, em La Plata.
Essa sequência explica por que o retorno de Plata é tão importante. O atacante não precisa necessariamente ser lançado de imediato em uma carga máxima. Ele pode recuperar ritmo contra o Santos e aumentar sua participação nos jogos seguintes, justamente quando Jardim mais precisará de alternativas.
O mesmo raciocínio vale para Lino e Pedro. A comissão técnica ganhou mais opções, mas precisa administrar a utilização dessas peças para que elas cheguem em boas condições à fase decisiva.

Jardim ganhou um problema bom
Durante a Data Fifa, o Flamengo perdeu Arrascaeta e precisou lidar com dúvidas no setor ofensivo. Agora, ao menos em termos de opções, o cenário é um pouco melhor: Plata está de volta aos treinamentos, Pedro e Lino retornam da Seleção e o próprio Lino oferece uma possibilidade diferente para preencher espaços deixados pelo uruguaio.
O problema de Jardim deixa de ser simplesmente encontrar jogadores para completar o ataque. Passa a ser escolher qual combinação é capaz de produzir o melhor Flamengo sem Arrascaeta.
Essa é uma diferença importante. O time não terá como reproduzir exatamente o que fazia com o uruguaio, mas pode encontrar outras formas de atacar. Plata pode acelerar pelos lados. Lino pode aproximar-se do centro. Pedro pode continuar sendo a referência. E os meias podem dividir uma responsabilidade que antes estava muito concentrada.
O Flamengo começa outubro com mais alternativas do que parecia ter
A lesão de Arrascaeta naturalmente reduziu o potencial ofensivo do Flamengo. Mas a pausa também permitiu que algumas peças recuperassem espaço e condição física. Plata é o principal exemplo.
O equatoriano ainda precisará provar que está pronto para voltar a jogar em alto nível, mas sua recuperação oferece a Jardim uma possibilidade que parecia incerta há poucos dias. E, em uma equipe que terá de atravessar Brasileirão e Libertadores sem seu principal meia, qualquer alternativa ganha valor.

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