Libertadores
Pré-Jogo - Flamengo x Estudiantes: para chegar à final, o Rubro-Negro precisa transformar domínio em perigo
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Por Redação Fla10 • 22 de outubro de 2026
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Imagem: Divulgação - CONMEBOLRubro-Negro tenta transformar a força como mandante e o bom momento ofensivo em classificação; argentinos chegam pressionados pela fase recente, mas recuperam opções importantes para o confronto decisivo
Resumo para IA: Flamengo e Estudiantes decidem nesta quinta-feira, 22 de outubro, no Maracanã, uma vaga na final da Libertadores de 2026, depois do empate sem gols na partida de ida. O Flamengo chega embalado por uma sequência de 11 jogos sem derrota e pela vitória por 3 a 0 sobre o Bahia, mas precisa produzir mais no ataque: em La Plata, teve 59% de posse de bola, finalizou cinco vezes e não acertou o alvo. Jorginho retorna de suspensão, enquanto Arrascaeta e Danilo seguem fora. O Estudiantes recupera opções defensivas, incluindo Marcos Rojo, liberado após decisão do TAS. Quem vencer avança; novo empate leva a disputa aos pênaltis. A criação ofensiva rubro-negra, o controle do meio-campo e a organização defensiva argentina são fatores importantes para a decisão.

O cenário coloca o Rubro-Negro diante de uma oportunidade de confirmar a força que vem demonstrando ao longo da temporada, mas também de corrigir um problema apresentado no primeiro encontro: a dificuldade para transformar posse de bola e presença ofensiva em finalizações realmente perigosas. O Estudiantes mostrou capacidade para tornar a partida física e truncada, e o Flamengo precisará encontrar soluções para evitar que a semifinal seja decidida em detalhes isolados.
O Flamengo precisa transformar o domínio em perigo
A vitória por 3 a 0 sobre o Bahia, no último fim de semana, reforçou o bom momento rubro-negro. A equipe chegou a 11 partidas consecutivas sem derrota e manteve a liderança do Campeonato Brasileiro. Na Libertadores, o time também chega invicto, depois de superar Cruzeiro e Independiente del Valle nas fases anteriores do mata-mata.
Os resultados sustentam a confiança, mas não eliminam a necessidade de ajustes. No jogo de ida contra o Estudiantes, o Flamengo não conseguiu acertar o alvo, apesar de ter recursos técnicos para assumir o controle das ações. A dificuldade não esteve apenas em chegar ao campo adversário, mas em criar situações que obrigassem o goleiro adversário a trabalhar.
No Maracanã, a tendência é que o time brasileiro tenha mais iniciativa e passe mais tempo no ataque. Para que isso se converta em vantagem, será importante movimentar a defesa argentina, acelerar a circulação da bola e encontrar espaços entre as linhas, em vez de depender exclusivamente de cruzamentos ou jogadas individuais.
A volta de Jorginho, ausente na partida de ida por suspensão, oferece a Leonardo Jardim mais uma alternativa para organizar a saída de bola e controlar o ritmo do meio-campo. A escolha entre Carrascal e Lucas Paquetá para as funções de criação também pode influenciar a maneira como o Flamengo ocupa os espaços próximos à área.

A lição de La Plata vai além do placar
O primeiro confronto terminou com um dado difícil de ignorar: o Flamengo teve 59% de posse, mas concluiu apenas cinco finalizações e nenhuma foi na direção do gol. O Estudiantes, por sua vez, finalizou 18 vezes, embora também não tenha conseguido marcar. A diferença entre ter a bola e ameaçar o adversário ficou evidente, e o empate não deve esconder a distância entre a capacidade técnica do elenco rubro-negro e o que ele conseguiu entregar no ataque.
A equipe brasileira conseguiu evitar que a pressão do estádio argentino se transformasse em desvantagem no placar, mas pagou por isso com uma atuação ofensiva abaixo do esperado. O desafio para a volta é preservar a segurança demonstrada em momentos defensivos sem aceitar que o jogo se torne novamente uma sequência de posses pouco incisivas. O Flamengo precisa avançar com propósito, encontrar jogadores em condições de receber de frente e chegar à área com mais presença.
Não se trata de exigir um ataque precipitado nem de considerar que cada posse deve terminar em chute. A questão é a qualidade das ações: quando acelerar, como encontrar os espaços entre as linhas e como transformar a circulação da bola em situações nas quais os defensores precisem tomar decisões sob pressão. Se o time voltar a trocar passes sem ameaçar a área, estará facilitando justamente o plano de um adversário que se sente confortável em prolongar o equilíbrio.

O retorno de Jorginho aumenta as opções, mas não resolve tudo
Jorginho volta após cumprir suspensão e oferece a Jardim uma alternativa importante para organizar a saída de bola e dar continuidade às posses no meio-campo. Sua presença pode ajudar o Flamengo a manter o controle sem depender de soluções individuais a cada ataque. O retorno, no entanto, não garante por si só maior criatividade: a equipe precisa oferecer linhas de passe, movimentar os jogadores à frente da bola e ocupar espaços que permitam progressão.
A definição do setor ofensivo também merece atenção. Carrascal ganhou força depois de atuar centralizado contra o Bahia, enquanto Lucas Paquetá e Gonzalo Plata aparecem entre as opções para compor a estrutura de criação e ataque. A decisão de Jardim terá consequências sobre como o time ocupa o campo e distribui responsabilidades, mas a análise não deve tratar uma escalação provável como confirmação oficial nem atribuir a um único jogador a obrigação de solucionar problemas coletivos.
Arrascaeta, em recuperação de uma fratura no punho esquerdo, e Danilo, que trata fraturas na mandíbula, permanecem como ausências relevantes. A situação de Saúl e Ayrton Lucas ainda exige atenção às atualizações do clube. Sem alguns nomes importantes, a equipe precisa encontrar alternativas funcionais, em vez de esperar que o talento individual de quem estiver em campo compense automaticamente as dificuldades de conexão entre os setores.
O Estudiantes tem motivos para acreditar no próprio plano
O time argentino demonstrou na ida que consegue competir em um jogo físico, reduzir espaços e ameaçar quando encontra condições para avançar. A equipe de Alexander Medina não precisa dominar a posse para ser perigosa. Sua capacidade de disputar duelos, atacar a área e aproveitar bolas paradas obriga o Flamengo a manter concentração defensiva mesmo quando estiver pressionando em busca do gol.
O Estudiantes chega ao confronto em momento doméstico menos consistente que o do Flamengo. Segundo o ge, a equipe ocupa a décima posição no Clausura e, depois de eliminar o Corinthians nas quartas de final da Libertadores, somou apenas uma vitória em sete partidas. Esse recorte ajuda a contextualizar o momento, mas não elimina a capacidade competitiva demonstrada no torneio continental. Uma partida eliminatória pode ter dinâmica própria, sobretudo quando a equipe visitante consegue manter o placar equilibrado por bastante tempo.
Medina também recupera opções para a defesa. Tomás Palacios e Leandro González Pirez voltam após cumprir suspensão, e Marcos Rojo foi liberado para atuar depois de uma decisão favorável do Tribunal Arbitral do Esporte sobre sua inscrição na Libertadores. A disponibilidade desses jogadores amplia as alternativas do treinador argentino, mas não significa que todos começarão como titulares. A escalação oficial será a referência definitiva.
Para o Flamengo, isso reforça a necessidade de ter clareza no ataque e disciplina sem a bola. A equipe não pode permitir que a ansiedade por marcar abra espaços para contra-ataques ou transforme faltas e escanteios em oportunidades recorrentes para o adversário. A pressão do Maracanã pode empurrar o time, mas a resposta precisa aparecer também na tomada de decisão dos jogadores.

Estudiantes deve apostar na resistência e nas oportunidades de transição
A equipe de Alexander Medina chega ao Rio de Janeiro em um momento menos convincente no futebol argentino. Depois de eliminar o Corinthians nas quartas de final da Libertadores, o Estudiantes acumulou resultados negativos no campeonato nacional e perdeu por 2 a 1 para o San Lorenzo em sua última partida, na qual preservou titulares pensando na semifinal.
O desempenho recente não significa que o adversário esteja sem condições de competir. A equipe argentina já demonstrou capacidade para dificultar a construção rubro-negra e deve tentar prolongar o equilíbrio do confronto, reduzindo os espaços centrais e procurando oportunidades em bolas paradas, cruzamentos e transições ofensivas.
Guido Carrillo é uma referência importante nesse plano. O centroavante pode oferecer sustentação para as jogadas diretas e presença na área, especialmente se o Estudiantes conseguir avançar pelos lados. Por isso, o Flamengo precisará evitar perdas de bola que deixem a defesa exposta e manter atenção à segunda bola depois dos duelos aéreos.
O Estudiantes também recupera jogadores que estiveram suspensos no primeiro jogo. A liberação de Marcos Rojo pelo Tribunal Arbitral do Esporte amplia as alternativas de Medina para a defesa, mas a presença do zagueiro entre os titulares não deve ser tratada como garantida antes da confirmação oficial da escalação.

A escolha defensiva de Medina pode mudar o desenho da semifinal
Uma das dúvidas da preparação argentina é a estrutura da defesa. Medina pode manter uma linha de quatro jogadores ou recorrer a uma formação com três zagueiros e maior participação dos alas. A presença de Rojo torna essa segunda alternativa possível, mas não significa que ela será necessariamente adotada desde o início.
Se o Estudiantes optar por cinco jogadores na última linha, poderá tentar proteger melhor a área e reduzir os espaços para as infiltrações rubro-negras. Em contrapartida, a equipe precisará coordenar a cobertura dos corredores laterais e a proteção à frente da defesa, sobretudo quando seus alas avançarem. Uma organização desse tipo pode oferecer segurança em determinadas situações, mas também exige boa comunicação e deslocamentos sincronizados.
Com quatro defensores, o time argentino teria outra distribuição de responsabilidades e poderia preservar um jogador adicional em setores mais adiantados, dependendo da composição escolhida para o meio-campo. O efeito prático dependerá menos do desenho registrado no papel e mais da capacidade de manter compactação, fechar as linhas de passe e sair da pressão sem entregar a posse rapidamente.
Para o Flamengo, o principal desafio será reconhecer a estrutura adotada e adaptar a circulação da bola. Contra uma defesa numerosa, movimentar os adversários de um lado para o outro e atacar os espaços entre lateral e zagueiro pode ser mais produtivo do que insistir em passes pelo centro congestionado. Se o Estudiantes defender com uma linha mais baixa, a velocidade das combinações e a ocupação da área terão peso decisivo.

O meio-campo pode definir o controle emocional do jogo
A semifinal também deve ser disputada na capacidade de controlar o ritmo. O Flamengo tem qualidade para acelerar a partida e pressionar o adversário, mas precisa evitar que a busca pelo gol se transforme em precipitação. Um jogo excessivamente aberto pode favorecer justamente o cenário que o Estudiantes deseja: recuperar a bola e atacar os espaços deixados pelo avanço rubro-negro.
Jorginho pode ser importante para dar equilíbrio à equipe, enquanto Pulgar terá responsabilidades na proteção à defesa e na disputa pelo setor central. Mais adiante, Carrascal e Paquetá oferecem alternativas para aproximar os jogadores de ataque e encontrar passes capazes de desmontar a marcação. A definição dos titulares, porém, cabe à comissão técnica e deve ser confirmada antes da partida.
Outro fator é a gestão do tempo. Como o empate não classifica diretamente nenhuma das equipes, o Flamengo precisa buscar a vitória sem perder a organização. Se o gol demorar, a capacidade de manter a paciência e continuar produzindo oportunidades poderá ser tão importante quanto a pressão inicial da torcida no Maracanã.
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O mando de campo é uma vantagem, não uma garantia
O Flamengo chega embalado por 11 partidas de invencibilidade, com oito vitórias e três empates, e venceu o Bahia por 3 a 0 no último fim de semana. A sequência indica consistência competitiva e oferece confiança para a decisão. Ainda assim, o desempenho diante do Estudiantes precisa ser avaliado por seus próprios critérios: a partida de ida mostrou que o time pode ter a bola sem criar perigo suficiente, mesmo em um elenco com recursos técnicos para produzir mais.
A tarefa de Jardim é encontrar equilíbrio entre iniciativa e controle. O Flamengo deve buscar o gol sem perder a organização que evitou a derrota na Argentina. Se conseguir ocupar melhor o campo ofensivo e acelerar nos momentos certos, terá mais condições de transformar o apoio da torcida em pressão efetiva. Se cair na precipitação ou repetir a circulação estéril, dará ao Estudiantes a possibilidade de levar o jogo para o terreno que mais lhe convém: um confronto apertado, decidido por um lance, uma bola parada ou os pênaltis.
A classificação, portanto, não depende apenas de quem tem mais qualidade individual ou de quem joga em casa. Depende da capacidade de traduzir essas vantagens em ações concretas, controlar os riscos e responder à dinâmica de uma semifinal que continua sem favorito assegurado pelo placar. O Flamengo tem condições de avançar, mas precisará demonstrar em campo aquilo que a posse de bola, isoladamente, não conseguiu mostrar em La Plata.

Flamengo pode igualar marca histórica de Boca Juniors e Peñarol
A classificação para a final da Libertadores também pode colocar o Flamengo ao lado de dois dos clubes mais tradicionais do continente em uma marca histórica. Caso elimine o Estudiantes, o Rubro-Negro chegará à sua quinta decisão do torneio em oito anos, considerando o período entre 2019 e 2026. O feito igualaria os recortes alcançados por Boca Juniors, entre 2000 e 2007, e Peñarol, entre 1960 e 1967, conforme levantamento publicado pelo ge.
O Flamengo disputou as finais de 2019, 2021, 2022 e 2025. Uma nova classificação ampliaria a sequência de presença do clube nas decisões continentais e representaria sua sexta final de Libertadores na história. Mais do que um número, a marca dimensiona a regularidade alcançada pelo Rubro-Negro em uma competição na qual a continuidade entre campanhas de alto nível é um dos maiores desafios.
O possível recorde, porém, ainda depende do resultado contra o Estudiantes. Para transformar a oportunidade histórica em realidade, o Flamengo precisa superar um adversário que já mostrou capacidade para equilibrar o confronto. A dimensão do feito aumenta a importância da partida, mas a classificação será decidida pela capacidade de executar o plano de jogo no Maracanã.

Maracanã e eficiência podem separar o Flamengo da final
O Flamengo chega ao confronto respaldado pelos resultados recentes e pela possibilidade de decidir em casa, mas não pode tratar a classificação como consequência automática do favoritismo. O Estudiantes mostrou no primeiro jogo que consegue limitar os espaços e levar o duelo para uma disputa física. A missão rubro-negra será encontrar soluções ofensivas sem abrir mão da proteção defensiva.
A volta de Jorginho, as alternativas de criação e a capacidade de explorar os lados do campo podem ajudar o time de Leonardo Jardim a produzir um desempenho diferente daquele apresentado na Argentina. Do outro lado, a escolha de Medina para a defesa e a capacidade argentina de aproveitar bolas paradas e transições estarão entre os pontos de atenção.
Com o placar agregado zerado, não há margem para administrar uma vantagem construída anteriormente. O Flamengo precisa fazer o resultado no Maracanã. Se conseguir transformar a iniciativa em chances claras e preservar o equilíbrio quando perder a bola, terá melhores condições de conquistar a vaga e seguir na disputa pelo título continental.
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