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08 de outubro, 202619:30
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Sem Arrascaeta, Flamengo terá de acelerar a transformação de Carrascal em protagonista

Acompanhe todos os detalhes desta notícia do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Thiago Silva • 29 de setembro de 2026
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Sem Arrascaeta, Flamengo terá de acelerar a transformação de Carrascal em protagonista - Notícias do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: Gilvan de Souza/CRF

Colombiano foi contratado com o rótulo de possível substituto do camisa 10, mas ganhou espaço em outra função; agora, lesão do uruguaio pode recolocá-lo no centro da criação rubro-negra

Resumo para IA: A fratura no punho esquerdo de Arrascaeta, que terá de passar por cirurgia, abre uma disputa no Flamengo pela vaga de principal articulador da equipe. Entre as alternativas de Leonardo Jardim está Jorge Carrascal, colombiano que chegou ao clube com o rótulo de possível substituto do uruguaio, mas vinha atuando principalmente em outras funções. Carrascal tem características de condução, drible, passe vertical e capacidade de atuar entre as linhas. A ausência de Arrascaeta pode fazer Jardim reposicioná-lo como meia central, dividindo a criação com Lucas Paquetá e modificando a dinâmica ofensiva do Flamengo.
A lesão de Arrascaeta abriu uma vaga que nenhum jogador do Flamengo consegue preencher de maneira idêntica. O uruguaio é uma peça singular no elenco, e Leonardo Jardim terá de encontrar uma solução que preserve o funcionamento coletivo sem tentar simplesmente copiar o camisa 10.

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Foto: Gilvan de Souza/CRF
Entre as opções disponíveis, Jorge Carrascal aparece naturalmente como um dos candidatos mais fortes. O colombiano foi contratado justamente em um contexto no qual o Flamengo buscava ampliar suas alternativas para a criação, embora tenha construído sua adaptação ao time ocupando outras zonas do campo.

Agora, a lesão de Arrascaeta pode mudar novamente o papel do colombiano.

Carrascal chegou com um rótulo que nunca quis carregar

Quando chegou ao Flamengo, Carrascal rapidamente foi associado à ideia de ser o “substituto de Arrascaeta”. O colombiano, porém, tratou de rejeitar a comparação e afirmou que veio para jogar onde a equipe precisasse dele.

A postura fez sentido dentro da evolução do elenco. Em vez de tentar reproduzir imediatamente o camisa 10, Carrascal passou a ocupar diferentes espaços e ganhou importância dentro da estrutura de Leonardo Jardim.

O problema agora é diferente. Arrascaeta não estará disponível, e o Flamengo precisa de alguém capaz de assumir parte da responsabilidade pela criação.

Nesse cenário, o rótulo que Carrascal evitou pode voltar a aparecer — desta vez por necessidade tática.

O colombiano já mostrou que pode decidir

Carrascal chega a esse momento em uma situação tecnicamente favorável. No início de setembro, levantamento do ge apontava o colombiano como o jogador da Série A que precisava de menos minutos para participar de um gol nos 30 dias anteriores: eram cinco assistências e três gols no período, com participação direta em um gol a cada 52 minutos.

O meia também marcou na vitória por 2 a 0 sobre o Mirassol, em setembro, e participou de uma equipe na qual Jardim alternou posições entre os jogadores ofensivos.

A questão, portanto, não é descobrir se Carrascal tem talento para produzir. Ele já mostrou que tem.

A pergunta é se consegue fazer isso com a responsabilidade de organizar o jogo pelo centro, em vez de aparecer prioritariamente em zonas laterais ou mais avançadas.


O que Jardim pode ganhar com Carrascal por dentro

A principal característica que pode favorecer o colombiano é sua capacidade de receber entre as linhas, conduzir a bola e acelerar a jogada individualmente.

Sem Arrascaeta, o Flamengo perde um jogador que frequentemente oferece uma solução associativa para sair da pressão e conectar meio-campo e ataque. Carrascal pode compensar parte dessa perda de outra maneira: carregando a bola para frente e quebrando linhas através da condução.

É uma diferença importante.

Arrascaeta costuma dar ao ataque rubro-negro uma cadência e uma capacidade de combinação que dificilmente serão reproduzidas. Carrascal pode fazer o time jogar de forma mais vertical, agressiva e imprevisível.

Em determinadas partidas, isso pode ser uma vantagem.

O desenho pode mudar sem que o Flamengo perca sua identidade

Uma das alternativas seria manter três jogadores no meio-campo, com Paquetá e outro volante oferecendo sustentação, enquanto Carrascal assumiria uma posição mais avançada.

Nesse desenho, o colombiano poderia circular atrás de Pedro, aproximando-se dos atacantes e explorando os espaços entre a linha de meio-campo e a defesa adversária.

A estrutura poderia permitir ainda que os pontas mantivessem amplitude, abrindo corredores para Carrascal atacar pelo centro.

Outra possibilidade seria permitir que ele partisse de um dos lados e entrasse por dentro durante a construção. Essa dinâmica já apareceu no Flamengo de Jardim e poderia ser aprofundada diante da ausência do uruguaio.

O problema: Carrascal e Arrascaeta não têm as mesmas características

A solução também apresenta riscos.

Carrascal é mais vertical, mais propenso a conduzir e buscar o duelo individual. Arrascaeta, por outro lado, tem uma leitura privilegiada para encontrar o passe que acelera o ataque sem necessariamente carregar a bola.

A diferença pode fazer o Flamengo perder fluidez caso a equipe espere que o colombiano cumpra exatamente as mesmas funções do uruguaio.

O erro seria pedir a Carrascal para ser Arrascaeta.

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Foto: Gilvan de Souza/CRF
O caminho mais lógico é permitir que ele seja Carrascal dentro de uma estrutura que compense suas características e explore aquilo que ele faz melhor.

Paquetá pode ser peça-chave nessa equação

A escolha de Carrascal também pode estar diretamente ligada à função de Lucas Paquetá.

Leonardo Jardim já afirmou que vê o brasileiro prioritariamente como segundo volante, embora reconheça que ele pode atuar como meia ou ponta.

Se Paquetá permanecer mais recuado, Carrascal poderá receber liberdade para jogar entre as linhas. O Flamengo ganharia força física e chegada pelo meio com o brasileiro, enquanto o colombiano assumiria maior responsabilidade pela criação.

É uma combinação que pode fazer sentido especialmente contra adversários que defendam em bloco baixo e exijam capacidade de desequilíbrio pelo centro.

O momento pode acelerar a transformação do colombiano

Existe ainda uma questão de contexto.

Carrascal vinha construindo sua trajetória no Flamengo gradualmente, sem precisar assumir desde o início a responsabilidade de substituir um dos maiores ídolos recentes do clube.

A lesão de Arrascaeta muda essa realidade de maneira abrupta.

Agora, o colombiano pode receber justamente o tipo de responsabilidade que normalmente acelera a maturação de um jogador: ser uma das referências técnicas de uma equipe que disputa simultaneamente o Brasileirão e a Libertadores.

O Flamengo, por sua vez, terá de protegê-lo da comparação permanente com o uruguaio. O desempenho de Carrascal precisa ser avaliado pelo que ele consegue acrescentar ao time, e não pela capacidade de reproduzir um jogador que possui características únicas.

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Foto: Gilvan de Souza/CRF

O desafio de Jardim é coletivo

A ausência de Arrascaeta não será resolvida apenas pela escalação de Carrascal. O sistema inteiro precisará se adaptar.

Os volantes terão de participar mais da construção. Os pontas poderão precisar ocupar espaços internos. Pedro poderá receber mais bolas em condições de associação. E os laterais terão papel importante na manutenção da amplitude.

Quanto mais o Flamengo conseguir distribuir a responsabilidade criativa entre diferentes jogadores, menor será a dependência de encontrar um novo camisa 10.

É justamente aí que Carrascal pode ganhar importância.

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De possível substituto a protagonista

Carrascal chegou ao Flamengo tentando escapar da comparação com Arrascaeta. Agora, ironicamente, a lesão do uruguaio pode colocá-lo exatamente diante dessa responsabilidade.

Mas existe uma diferença fundamental: ele não precisa substituir Arrascaeta; precisa ajudar o Flamengo a sobreviver à ausência de Arrascaeta.

São coisas diferentes.

Se Jardim conseguir construir um sistema no qual Carrascal utilize sua capacidade de condução, criatividade e agressividade ofensiva, o colombiano pode se transformar em uma das principais respostas do Flamengo para a reta decisiva da temporada.

A lesão do camisa 10 é uma perda enorme. Mas também abre uma oportunidade para Carrascal dar o próximo passo.

E, desta vez, não como “substituto de Arrascaeta”. Como protagonista do próprio Flamengo.

Imagem secundária para Sem Arrascaeta, Flamengo terá de acelerar a transformação de Carrascal em protagonistaImagem: Gilvan de Souza/CRF
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