Análise Tática
Raio-X Tático Fla10: como o Santos mudou o jogo e o Flamengo perdeu o controle
Acompanhe todos os detalhes desta análise do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.
Por Robson Corrêa • 09 de outubro de 2026
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Imagem: ReproduçãoCuca ajustou a equipe no intervalo, enquanto Leonardo Jardim demorou a responder. Após a expulsão de Jorginho, a superioridade numérica deu ao Santos o cenário para buscar o empate
Resumo para IA: O Flamengo empatou por 2 a 2 com o Santos, na Vila Belmiro, após abrir dois gols de vantagem no primeiro tempo. No Raio-X Tático, o ponto central é a mudança de cenário provocada pelas substituições de Cuca no intervalo, com as entradas de Neymar e Rony, e a demora de Leonardo Jardim para responder às alterações santistas. A expulsão de Jorginho, após um erro na saída de bola, mudou a estrutura da partida e permitiu ao Santos pressionar com superioridade numérica até buscar o empate. A análise também aponta alternativas que Jardim poderia ter utilizado para reorganizar o Flamengo com dez jogadores, proteger o centro da defesa e preservar uma saída para os contra-ataques.
1. Primeiro tempo: Flamengo ajustou o meio e explorou a defesa santista
O Santos começou encontrando espaços para atacar, especialmente quando conseguia aproveitar erros na saída rubro-negra. O Flamengo, porém, compactou o meio-campo, melhorou a circulação da bola e passou a conectar os setores com mais velocidade. Nesse cenário, Danilo ganhou liberdade para avançar desde a defesa e explorar espaços na marcação santista, participando diretamente da construção do primeiro gol. Carrascal também encontrou espaço para criar, e Paquetá ampliou antes do intervalo.O Flamengo foi superior quando conseguiu aproximar seus jogadores e acelerar os passes. O Santos, por outro lado, teve dificuldade para proteger a entrada da área e controlar as infiltrações. O 2 a 0 refletiu a melhor execução rubro-negra na reta final da etapa, embora o time ainda tenha desperdiçado oportunidades para ampliar.

2. Início do segundo tempo: Cuca mudou, Jardim demorou a responder
Cuca não esperou o jogo escapar: no intervalo, colocou Neymar e Rony nos lugares de Philippe Coutinho e Barreal. A mudança alterou o perfil ofensivo santista, acrescentando mobilidade, velocidade e mais capacidade de atacar os espaços. Neymar também ofereceu uma referência técnica para organizar as ações perto da área, enquanto Rony aumentou a pressão sobre a saída de bola rubro-negra.Jardim manteve inicialmente a formação que havia terminado o primeiro tempo em vantagem. O Flamengo conseguiu continuar competindo, mas o adversário passou a apresentar novas dificuldades à estrutura defensiva. A avaliação de que o treinador demorou a mexer é pertinente: diante de alterações ofensivas tão claras, poderia ter antecipado uma resposta para renovar a pressão sobre a bola e evitar que o Santos ganhasse terreno. A mudança não precisava ser necessariamente uma substituição imediata; ajustes de posicionamento e cobertura também poderiam reduzir o impacto dos novos atacantes.

3. A expulsão de Jorginho virou a chave tática
Até o lance que originou o primeiro pênalti, o Flamengo ainda conseguia administrar a vantagem. A falha na saída de Rossi, porém, deixou Jorginho pressionado e culminou na expulsão do volante. A partir dali, o problema deixou de ser apenas conter as alterações de Cuca: o Flamengo precisou reorganizar toda a estrutura com um jogador a menos.Com superioridade numérica, o Santos passou a ter mais condições de circular a bola, ocupar os corredores e empurrar o Flamengo para perto da própria área. O Rubro-Negro perdeu capacidade de pressionar a saída adversária e de manter jogadores à frente para oferecer uma saída de contra-ataque. A equipe ficou mais reativa, enquanto o Santos passou a explorar o espaço e a insistir nas chegadas ofensivas até alcançar o empate.

4. O que Jardim poderia ter feito com dez jogadores?
Depois da expulsão, a prioridade deveria ser recompor o equilíbrio defensivo, mesmo que isso significasse abrir mão de parte da força ofensiva. Jardim poderia ter organizado um bloco compacto em duas linhas de quatro, com um atacante preservado como saída para os contra-ataques, protegendo principalmente o corredor central e evitando que os meias santistas recebessem livremente entre as linhas. A equipe também precisava manter alguma amplitude para não ficar completamente encurralada e facilitar a circulação do Santos.5. O mérito de Cuca e o atraso de Jardim
Cuca identificou que precisava mudar a dinâmica ofensiva e fez duas alterações no intervalo. Com Neymar e Rony, o Santos ganhou recursos para acelerar a reação e, depois da expulsão, aproveitou a vantagem numérica para aumentar a pressão. Jardim, por sua vez, demorou a responder às mudanças santistas e precisou reorganizar a equipe em um cenário muito mais difícil após perder Jorginho.A expulsão e os pênaltis condicionaram o resultado, mas o Raio-X deixa uma conclusão tática: o Flamengo soube explorar os espaços do Santos no primeiro tempo, porém não conseguiu antecipar a mudança de comportamento adversária nem encontrar uma resposta coletiva suficientemente sólida depois de ficar com dez jogadores. Cuca ajustou o plano no intervalo; Jardim teve de reagir tarde e em condições desfavoráveis.
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