Siga o FLA10

Flamengo crest
Flamengo
vs
Estudiantes crest
Estudiantes
22 de outubro, 202621:30
Publicidade
Análise Tática

Raio-X Tático: Flamengo acelera após o intervalo, desmonta o Bahia e vence por 3 a 0

Acompanhe todos os detalhes desta análise do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Robson Corrêa • 19 de outubro de 2026
253 acessos
Raio-X Tático: Flamengo acelera após o intervalo, desmonta o Bahia e vence por 3 a 0 - Raio-X Tático do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: Gilvan de Souza/CRF

Rubro-Negro dominou o campo ofensivo, encontrou dificuldades para converter as chances no primeiro tempo e aproveitou a mudança de cenário após o gol de Jorginho. Carrascal e Paquetá deram soluções diferentes à criação de Leonardo Jardim

Resumo para IA: O Flamengo venceu o Bahia por 3 a 0 na Arena Fonte Nova, pela 31ª rodada do Brasileirão de 2026. A análise tática destaca a ocupação ofensiva rubro-negra, as combinações pelos lados e o papel de Jorge Carrascal na criação. Após o pênalti sofrido pelo colombiano e convertido por Jorginho, o Bahia precisou se expor, e o Flamengo aproveitou os espaços para marcar com Gonzalo Plata e Lucas Paquetá. A entrada de Paquetá acrescentou presença na área e mostrou como o elenco oferece diferentes soluções para a criação. Apesar do domínio e do resultado expressivo, as chances desperdiçadas no primeiro tempo e os riscos na construção seguem como pontos de atenção antes da semifinal da Libertadores contra o Estudiantes.


O Flamengo saiu da Arena Fonte Nova com uma vitória por 3 a 0 sobre o Bahia, neste domingo (18), pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. O placar foi construído no segundo tempo, com gols de Jorginho, de pênalti, Gonzalo Plata e Lucas Paquetá, mas a superioridade rubro-negra começou bem antes da bola entrar. A equipe de Leonardo Jardim controlou boa parte das ações, criou oportunidades e manteve o adversário ocupado com tarefas defensivas. A diferença esteve na capacidade de transformar esse domínio em vantagem e, depois, explorar os espaços abertos pelo Bahia.

A análise tática da partida passa por três movimentos: a ocupação ofensiva do Flamengo, a atuação de Jorge Carrascal como articulador central e a mudança de comportamento do Bahia após sofrer o primeiro gol. O resultado também reforça a importância de um elenco capaz de oferecer diferentes soluções para a mesma função, como aconteceu com as participações de Carrascal e Paquetá.

O desenho do Flamengo: amplitude pelos lados e criatividade por dentro


Leonardo Jardim escalou o Flamengo com Rossi; Emerson Royal, Léo Ortiz, Léo Pereira e Varela; Erick Pulgar, Jorginho e Jorge Carrascal; Gonzalo Plata, Pedro e Samuel Lino. A estrutura inicial tinha como referência o 4-3-3, com Carrascal ocupando uma faixa central mais adiantada e os pontas oferecendo alternativas pelos corredores.

A proposta permitiu ao Flamengo combinar circulação pelo meio com acelerações pelos lados. Jorginho ajudava a organizar a saída e a progressão, enquanto Pulgar oferecia sustentação ao setor central. Carrascal procurava receber em zonas de criação, aproximar-se dos atacantes e encontrar espaços para passes ou finalizações.

Plata e Samuel Lino tinham a função de ampliar o campo e obrigar a defesa do Bahia a proteger os corredores. Pedro, por sua vez, servia como referência na área, atraindo os zagueiros e oferecendo um destino para as jogadas construídas a partir das laterais. Essa distribuição não significava que os jogadores permanecessem presos às suas posições: as aproximações e trocas de espaço ajudavam a movimentar a marcação adversária.

O Flamengo conseguiu instalar-se no campo ofensivo e criar oportunidades por diferentes caminhos. A equipe não dependia exclusivamente de uma jogada individual ou de bolas levantadas sem preparação. A circulação e a presença de jogadores próximos da área permitiram insistir no ataque mesmo quando o Bahia conseguia bloquear a primeira tentativa de progressão.


O Bahia tentou proteger o centro, mas sofreu para sair da pressão


Rogério Ceni montou uma equipe que procurava reduzir os espaços centrais e dificultar a conexão entre o meio-campo rubro-negro e os atacantes. Com o Flamengo tendo mais iniciativa, o Bahia precisou defender por períodos prolongados e buscar oportunidades para avançar quando recuperava a bola.

O problema foi a dificuldade de transformar essas recuperações em ataques consistentes. Sem conseguir sustentar a posse por tempo suficiente, o time baiano frequentemente voltava a defender perto da própria área. Essa dinâmica aumentava o desgaste da equipe e dava ao Flamengo novas oportunidades para reorganizar a pressão ofensiva.

Ainda assim, o placar permaneceu zerado durante o primeiro tempo. O goleiro Ronaldo teve participação importante ao evitar gols em finalizações de Pedro, Jorginho e Carrascal. O desempenho defensivo do Bahia, portanto, não pode ser explicado apenas como uma falha de posicionamento: houve momentos em que a equipe conseguiu proteger a área, e o goleiro contribuiu para manter o confronto aberto.

A limitação apareceu na outra metade do campo. O Bahia não conseguiu equilibrar o volume ofensivo do Flamengo de maneira sustentada e teve dificuldade para retirar a partida da zona de conforto territorial do adversário.

Imagem inserida
Foto: Gilvan de Souza/CRF

O primeiro tempo mostrou domínio, mas também falta de eficiência


O Flamengo criou chances desde os primeiros minutos, mas não conseguiu transformar a superioridade em gols antes do intervalo. A equipe chegou à área, encontrou jogadores em condições de finalizar e obrigou Ronaldo a trabalhar. Mesmo assim, algumas decisões no último passe e na conclusão impediram que a pressão produzisse uma vantagem antecipada.

Esse detalhe é importante para avaliar a atuação sem confundir domínio com perfeição. Controlar a bola e chegar com frequência à área adversária são sinais positivos, mas não garantem o resultado. Enquanto a partida permanecia empatada, o Bahia ainda tinha condições de aproveitar uma transição ou um erro para mudar o roteiro.

Leonardo Jardim não abandonou a proposta ofensiva por causa das oportunidades desperdiçadas. O Flamengo continuou procurando combinações, aproximações e ocupação da área. A persistência foi decisiva porque manteve o adversário sob pressão até que uma das ações rubro-negras alterasse o placar.

Imagem inserida
Foto: Gilvan de Souza/CRF

O pênalti de Jorginho mudou as exigências do jogo


O primeiro gol saiu aos 18 minutos do segundo tempo. Carrascal atacou a área e sofreu o pênalti convertido por Jorginho, que deslocou Ronaldo na cobrança. A jogada recompensou a insistência ofensiva do Flamengo e modificou as necessidades estratégicas das duas equipes.

Até então, o Bahia podia priorizar a proteção da própria área e esperar uma oportunidade para contra-atacar. Em desvantagem, precisou assumir mais riscos para buscar o empate. A equipe passou a ter motivos para adiantar jogadores e tentar chegar com maior frequência ao campo ofensivo.

Essa mudança criou condições mais favoráveis para o Flamengo explorar os espaços. Quando o adversário precisa sair de uma estrutura compacta, as distâncias entre os setores podem aumentar e as perdas de bola tornam-se mais perigosas. Foi nesse cenário que o Rubro-Negro conseguiu ampliar o resultado.

O pênalti não explica sozinho a goleada. O Flamengo já era superior antes de marcar. O que mudou foi o contexto: com o placar favorável, a equipe pôde aproveitar a necessidade de reação do Bahia e encontrar oportunidades em situações diferentes daquelas enfrentadas contra uma defesa mais recuada.

Imagem inserida
Foto: Gilvan de Souza/CRF

Carrascal e Paquetá: duas soluções para a criação


A atuação de Carrascal foi um dos pontos centrais da partida. Escalado por dentro, o colombiano ofereceu intensidade à construção ofensiva, conectou companheiros e apareceu em zonas de finalização. Sua participação no lance do pênalti reforçou a importância de movimentar-se para receber e atacar os espaços próximos da área.

Aos 23 minutos do segundo tempo, Lucas Paquetá entrou em seu lugar. A substituição modificou uma característica do setor central, sem retirar do Flamengo a capacidade de ameaçar o gol adversário. Jardim explicou depois da partida que Carrascal tem facilidade para buscar o jogo por dentro e arrancar, enquanto Paquetá oferece melhor ocupação dos espaços e chegada à área.

Veja os 3 gols do Flamengo:
A diferença apareceu no desenrolar da partida. Carrascal havia ajudado a articular as jogadas e participado diretamente do lance que abriu o placar. Paquetá entrou com a equipe em vantagem e acrescentou capacidade de atacar zonas de finalização, além de qualidade individual para resolver situações em espaços curtos.

Não é necessário tratar os dois como concorrentes que oferecem exatamente a mesma função. A atuação contra o Bahia mostrou que o Flamengo pode variar o perfil do jogador central conforme a necessidade do jogo. A escolha entre eles depende do espaço disponível, da maneira como o adversário defende e do tipo de presença que a equipe precisa perto da área.

Imagem inserida
Foto: Gilvan de Souza/CRF

Plata e Paquetá castigam o Bahia quando os espaços aparecem


O segundo gol, aos 27 minutos da etapa final, foi um exemplo claro de como o contexto tático havia mudado. Plata recuperou a bola no meio-campo, avançou em velocidade e completou de cabeça o cruzamento de Samuel Lino. O lance combinou recuperação, aceleração e ocupação da área, aproveitando uma defesa que já precisava se expor mais para buscar o empate.

Quatro minutos depois, Paquetá marcou o terceiro com uma jogada individual de grande qualidade. O meia encontrou espaço para trabalhar a bola dentro da área e concluiu com categoria, encerrando a reação do Bahia e transformando a vantagem em goleada.

Imagem inserida
Foto: Gilvan de Souza/CRF
Os dois gols tiveram características distintas. Plata aproveitou uma transição e a chegada de Samuel Lino pelo corredor, enquanto Paquetá resolveu a jogada com técnica individual em uma zona de finalização. Essa variedade foi importante: o Flamengo não precisou repetir o mesmo mecanismo para ampliar o placar.

A sequência também evidencia a relação entre o comportamento do Bahia e a capacidade rubro-negra de punir os erros. Ao tentar avançar para reduzir a desvantagem, o time baiano ofereceu espaços que o Flamengo soube aproveitar. A equipe de Jardim demonstrou que pode atacar tanto por meio de combinações quanto em situações nas quais a velocidade e a qualidade individual decidem.

Imagem inserida
Foto: Gilvan de Souza/CRF

As substituições ajudaram a administrar a vantagem


Depois de construir o 3 a 0, Leonardo Jardim promoveu novas mudanças. Bruno Henrique substituiu Pedro, Joaquín Freitas entrou no lugar de Samuel Lino, De la Cruz ocupou a vaga de Pulgar e Vitão substituiu Léo Ortiz. As alterações renovaram o setor ofensivo e permitiram reorganizar peças na reta final.

Com a vantagem consolidada, o Flamengo já não precisava assumir os mesmos riscos para buscar o gol. A equipe pôde administrar o ritmo e preservar sua estrutura, enquanto o Bahia encontrava cada vez menos margem para reagir.

É importante não atribuir às substituições um efeito que os lances não comprovam. A goleada já estava encaminhada quando ocorreram as últimas mudanças. O papel dessas entradas foi principalmente renovar o time e ajudar a controlar o encerramento da partida, não explicar a construção dos três gols.


O que funcionou e o que ainda merece atenção


O principal mérito do Flamengo foi sustentar a pressão ofensiva mesmo quando a bola não entrava. A equipe ocupou o campo adversário, encontrou diferentes caminhos para chegar à área e não se desorganizou por completo diante das oportunidades desperdiçadas. Quando abriu o placar, também soube aproveitar a mudança de comportamento do Bahia.

A utilização de Carrascal e a entrada de Paquetá mostraram outra possibilidade para o meio-campo. O primeiro participou da articulação e do lance do pênalti; o segundo acrescentou presença na área e marcou um golaço. A diversidade de características amplia as alternativas de Leonardo Jardim, especialmente diante de adversários que defendem em estruturas diferentes.

O alerta está na eficiência e na gestão dos riscos. O Flamengo produziu o suficiente para marcar antes do intervalo, mas precisou esperar até o segundo tempo para abrir o placar. Além disso, a proposta de construir jogadas com passes e decisões técnicas naturalmente envolve a possibilidade de erros. O próprio Jardim reconheceu depois do jogo que algumas falhas decorreram de decisões individuais, sem defender que a equipe abandonasse seu estilo para simplesmente afastar a bola.

Contra adversários mais eficientes, desperdiçar chances e conceder transições pode custar caro. A vitória em Salvador foi convincente, mas não elimina a necessidade de melhorar as conclusões e reduzir erros evitáveis na construção.

Imagem inserida
Foto: Gilvan de Souza/CRF

Veredito do Raio-X Tático


O Flamengo venceu o Bahia porque combinou superioridade territorial, variedade de soluções ofensivas e capacidade de aproveitar os espaços que surgiram depois do primeiro gol. As triangulações e a movimentação dos jogadores de frente sustentaram a pressão no primeiro tempo; o pênalti de Jorginho mudou o contexto; e Plata e Paquetá aproveitaram a exposição adversária para ampliar.

A atuação de Carrascal e a entrada de Paquetá também deixaram uma lição sobre a composição do elenco: jogadores com características diferentes podem oferecer respostas complementares dentro do mesmo modelo de jogo. O Flamengo não precisou abandonar sua proposta para vencer, mas foi mais perigoso quando conseguiu converter o domínio em vantagem e explorar as novas condições da partida.

O resultado recolocou o Rubro-Negro na liderança do Brasileirão, com 67 pontos, um à frente do Palmeiras. Agora, a equipe volta as atenções para o duelo decisivo contra o Estudiantes, na quinta-feira (22), no Maracanã, pela semifinal da Libertadores. O desafio será levar a intensidade e a variedade ofensiva exibidas em Salvador para um confronto de outra natureza, no qual a eficiência e o controle dos espaços podem definir a classificação.

Imagem secundária para Raio-X Tático: Flamengo acelera após o intervalo, desmonta o Bahia e vence por 3 a 0Imagem: Gilvan de Souza/CRF
Publicidade

Publicidade

728x90

Últimas Raio-X Tático

Raio-X Tático: Flamengo de Jardim não encaixa o 4-2-3-1, perde a conexão entre os setores e termina sem acertar o gol - Raio-X Tático do Flamengo
Análise Tática

Raio-X Tático: Flamengo de Jardim não encaixa o 4-2-3-1, perde a conexão entre os setores e termina sem acertar o gol

Escalação com Pulgar, Saúl e Paquetá não consegue dar equilíbrio à construção rubro-negra; Carrascal e Samuel Lino ficam distantes das zonas de criação, enquanto o Estudiantes finaliza 21 vezes e obriga o Flamengo a sustentar o empate sem produzir uma ameaça equivalente

3 dias atrás
Raio-X Tático: Estudiantes de Medina x Flamengo de Jardim — onde o jogo pode ser decidido em La Plata - Raio-X Tático do Flamengo
Análise Tática

Raio-X Tático: Estudiantes de Medina x Flamengo de Jardim — onde o jogo pode ser decidido em La Plata

Organização defensiva, força nos duelos e bolas paradas sustentam o Estudiantes; Flamengo precisa acelerar a circulação, movimentar a última linha e explorar os espaços sem comprometer a proteção contra os contra-ataques

6 dias atrás

Publicidade

728x90