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04 de novembro, 202619:30
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Análise Tática

Raio-X Tático: Flamengo explora os lados, encontra Pedro e Samuel Lino e transforma superioridade em goleada sobre o Vasco

Acompanhe todos os detalhes desta análise do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Robson Corrêa • 30 de outubro de 2026
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Raio-X Tático: Flamengo explora os lados, encontra Pedro e Samuel Lino e transforma superioridade em goleada sobre o Vasco - Raio-X Tático do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: Gilvan de Souza/CRF

Com pressão sobre a saída adversária, participação decisiva de Arrascaeta e profundidade pelos corredores, equipe de Leonardo Jardim construiu a vitória por 4 a 1; empate vascaíno expôs espaços entre os setores rubro-negros, mas mudanças no intervalo ajudaram a recuperar o controle

Resumo para IA: O Flamengo venceu o Vasco por 4 a 1, pela 33ª rodada do Brasileirão, em uma partida marcada pela eficiência ofensiva rubro-negra. No 4-3-3, Leonardo Jardim apostou em Pulgar, Jorginho e Arrascaeta no meio, com Plata, Samuel Lino e Pedro no ataque. A equipe pressionou a saída vascaína, explorou a profundidade pelos lados e encontrou em Pedro uma referência para concluir as jogadas. O Vasco, também organizado em um desenho com três jogadores no meio e três no ataque, conseguiu aproveitar espaços pelos corredores e empatou no primeiro tempo. Na etapa final, a entrada de Lucas Paquetá no lugar de Plata alterou a configuração ofensiva do Flamengo, que ampliou com Samuel Lino. O último gol, após arrancada de Léo Ortiz, também evidenciou a capacidade de progressão individual do sistema rubro-negro.


Os desenhos iniciais: dois times com três jogadores no meio


Leonardo Jardim organizou o Flamengo em um 4-3-3, com Rossi no gol; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Emerson Royal na defesa; Erick Pulgar, Jorginho e Arrascaeta no meio-campo; Plata e Samuel Lino pelos lados, com Pedro centralizado no ataque.

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Foto: Arte Fla10
A ausência de Alex Sandro levou Emerson Royal à equipe titular, enquanto Carrascal, suspenso, abriu espaço para Plata. A escolha manteve Arrascaeta como principal articulador por dentro, com Jorginho e Pulgar responsáveis pela sustentação do meio-campo.

O Vasco de Pedro Emanuel também apresentou uma estrutura com quatro defensores, três meio-campistas e três jogadores de ataque. Léo Jardim; Puma Rodríguez, Gabriel Pereira, Lucas Freitas e Cuiabano; Jair, Thiago Mendes e Lescano; Marino Hinestroza, Colidio e Brenner formaram a equipe inicial.

O desenho vascaíno tinha Lescano como uma peça importante na aproximação entre meio e ataque. Marino e Brenner ofereciam alternativas de profundidade, enquanto Cuiabano e Puma participavam da ocupação dos corredores laterais.

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Foto: Arte Fla10
A diferença estava principalmente na qualidade técnica e na capacidade de execução das jogadas ofensivas. O Flamengo tinha mais recursos para construir por dentro e acelerar pelos lados, enquanto o Vasco procurava aproveitar os espaços disponíveis e chegar à área com velocidade.


Pressão inicial e profundidade pelo lado direito


O Flamengo começou tentando controlar as ações e dificultar a saída de bola do Vasco. A pressão sobre a primeira construção adversária ajudou a manter o time de Pedro Emanuel distante do campo ofensivo nos primeiros minutos, enquanto o Rubro-Negro procurava recuperar a posse em zonas que permitissem acelerar o ataque.

O primeiro gol nasceu justamente de uma combinação entre construção por dentro e profundidade pelo corredor direito. Arrascaeta encontrou Varela em avanço, o lateral chegou à linha de fundo e cruzou para Pedro, que apareceu livre na área para cabecear e abrir o placar.

A jogada mostrou uma das principais armas do Flamengo naquele início: utilizar a qualidade de Arrascaeta para encontrar o jogador que atacava o espaço nas costas da defesa. Varela deu amplitude e profundidade, enquanto Pedro ocupou a região de finalização com vantagem sobre a marcação.

Não foi apenas um cruzamento isolado. A construção evidenciou a complementaridade entre o articulador central, o lateral que avançava e o centroavante que atacava a área. O Vasco não conseguiu acompanhar a movimentação e deixou Pedro em condição favorável para concluir.

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Foto: Gilvan de Souza/CRF

O empate expõe os espaços entre os setores


A vantagem inicial não significou controle absoluto. O Vasco encontrou uma resposta rápida ao utilizar o corredor esquerdo e a movimentação dos jogadores de frente. Aos 14 minutos, Cuiabano encontrou Brenner dentro da área. O atacante fez o passe para trás e Lescano apareceu para finalizar de primeira, empatando o clássico.

O lance mostrou que o Flamengo ainda precisava ajustar a proteção defensiva quando o adversário conseguia ultrapassar a primeira pressão. A equipe vascaína encontrou espaço para chegar à área e conseguiu colocar um jogador em condição de finalizar sem a pressão necessária sobre a bola.

Depois do empate, o jogo ficou mais aberto. O Vasco passou a encontrar possibilidades de progressão, enquanto o Flamengo nem sempre conseguia manter a compactação entre meio-campo e defesa. A distância entre os setores permitiu que o adversário avançasse e explorasse os corredores.

Marino Hinestroza teve uma oportunidade importante nesse período, após cruzamento de Cuiabano. O atacante recebeu em boa posição, próximo à marca do pênalti, mas finalizou por cima. Foi um alerta de que a defesa rubro-negra ainda oferecia espaços perigosos, mesmo diante de um adversário que não tinha a mesma qualidade individual do líder do campeonato.

O problema não estava necessariamente na linha defensiva isoladamente, mas na proteção coletiva. Quando o Vasco conseguia superar a primeira pressão, encontrava possibilidades de atacar a região entre os meio-campistas e os defensores do Flamengo. A equipe precisava reduzir esses espaços e evitar que a bola chegasse aos jogadores de frente com liberdade para decidir.

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Foto: Gilvan de Souza/CRF

Pedro volta a aparecer e muda o cenário antes do intervalo


O segundo gol rubro-negro nasceu de uma jogada que reuniu participação de Pedro, Samuel Lino e aproveitamento do rebote. O camisa 9 participou da construção e acionou Lino na entrada da área. O atacante protegeu a bola, encontrou espaço para finalizar e obrigou Léo Jardim a fazer uma grande defesa. Pedro acompanhou a jogada e aproveitou a sobra para marcar.

A movimentação também ajuda a entender a importância da referência ofensiva no modelo de Jardim. Pedro não ficou limitado a esperar cruzamentos dentro da área. Participou da troca de passes, aproximou-se dos companheiros e, depois, atacou a região em que a bola poderia sobrar.

O lance teve ainda uma contribuição importante de Samuel Lino. O atacante conseguiu proteger a posse diante da marcação, girar e finalizar. Mesmo sem marcar naquela jogada, criou a situação que permitiu a Pedro recuperar a vantagem.

O Flamengo foi para o intervalo vencendo por 2 a 1, mas o placar não escondia completamente os problemas defensivos apresentados depois do empate. A equipe tinha sido mais eficiente e demonstrado maior qualidade na construção, porém ainda precisava impedir que o Vasco encontrasse espaços para acelerar suas transições.

Paquetá no lugar de Plata: mudança na estrutura ofensiva


Leonardo Jardim promoveu uma alteração no intervalo: Lucas Paquetá entrou no lugar de Gonzalo Plata, que estava amarelado. A substituição modificou a configuração do ataque, com Paquetá ocupando uma faixa mais próxima da articulação pelo lado direito.

A mudança acrescentou um jogador com capacidade de condução, proteção da bola e participação na construção. Em vez de manter apenas a característica de aceleração e enfrentamento individual de Plata, o Flamengo passou a contar com outra alternativa para aproximar os jogadores e superar a marcação pelo meio.

O terceiro gol veio aos sete minutos da etapa final, em uma sequência que mostrou a participação coletiva do setor ofensivo. Paquetá ganhou disputas no meio, Arrascaeta avançou com a bola e procurou Varela. A primeira tentativa foi interceptada pela defesa vascaína, mas Samuel Lino aproveitou a sobra na entrada da área e finalizou colocado para ampliar.

O gol foi importante não apenas pelo resultado. A jogada reuniu a capacidade de Paquetá para disputar e proteger a bola, a condução de Arrascaeta e a leitura de Samuel Lino para ocupar a região da sobra. O Flamengo voltou a transformar uma sequência de ações ofensivas em finalização de qualidade.

A substituição também precisa ser analisada dentro do contexto da partida. O Flamengo tinha vantagem mínima e buscava ampliar o controle. A entrada de Paquetá ofereceu uma alternativa de retenção e progressão pelo setor direito, embora a saída de Plata também representasse a perda de um jogador de velocidade e profundidade naquele corredor.

Vasco aumenta a pressão, mas não consegue converter as chances


Mesmo em desvantagem por 3 a 1, o Vasco não deixou de procurar o ataque. A equipe tentou pressionar e encontrou oportunidades para diminuir a diferença. Em uma delas, uma bola desviada por Léo Pereira mudou de direção e obrigou Rossi a fazer uma defesa importante.

Mais adiante, Lucas Piton recebeu na segunda trave e finalizou cruzado. A sobra ficou em boas condições para Puma Rodríguez, que desperdiçou uma chance clara dentro da pequena área.

Esses lances reforçam uma distinção importante: o Flamengo conseguiu construir uma vantagem confortável, mas não passou a controlar defensivamente todos os momentos da partida. O Vasco ainda encontrou espaços e chegou à área. A diferença esteve na execução das finalizações e na capacidade de Rossi de responder quando foi exigido.

Jardim também mexeu na equipe ao longo da etapa final. Luiz Araújo entrou no lugar de Arrascaeta, Bruno Henrique substituiu Pedro e, após Paquetá sentir um problema físico, Joaquín Freitas foi acionado. As alterações renovaram o setor ofensivo e preservaram jogadores importantes, mas a saída de Paquetá foi determinada por uma questão física, não por uma mudança planejada de estratégia.

Do lado vascaíno, Pedro Emanuel promoveu alterações com Tchê Tchê, Lucas Piton, Bruno Duarte, David e Nuno Moreira. As mudanças procuraram renovar o time e oferecer alternativas para a reação, mas não foram suficientes para transformar a pressão em gols.

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Foto: Gilvan de Souza/CRF

Léo Ortiz rompe a marcação e Samuel Lino fecha a goleada


O quarto gol foi a síntese de uma característica individual que também merece destaque no funcionamento ofensivo do Flamengo: a capacidade de Léo Ortiz de conduzir a bola desde a defesa e avançar por espaços que normalmente seriam ocupados por jogadores do meio-campo.

Aos 39 minutos do segundo tempo, o zagueiro iniciou a jogada ainda no campo defensivo, superou adversários na condução e avançou até a área. Depois de tirar mais um marcador da jogada, finalizou e acertou o travessão. Samuel Lino acompanhou a sequência e aproveitou o rebote para finalizar de primeira, fechando o placar em 4 a 1.

A participação de Léo Ortiz foi além de um passe de segurança ou de uma saída curta. O defensor rompeu linhas com a condução, obrigou a defesa vascaína a recuar e criou uma situação de finalização em superioridade dinâmica. A jogada mostrou como um zagueiro capaz de avançar com a bola pode acrescentar uma alternativa à construção ofensiva.

Samuel Lino, por sua vez, demonstrou leitura de área e atenção à continuidade da jogada. O atacante não desistiu depois da finalização de Léo Ortiz e estava posicionado para aproveitar o rebote. Seus dois gols confirmaram a importância que teve na ocupação dos espaços ofensivos durante o clássico.

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Foto: Gilvan de Souza/CRF

O que funcionou e o que ainda precisa melhorar


O Flamengo apresentou mecanismos ofensivos claros. A equipe conseguiu pressionar a saída adversária, utilizar Arrascaeta como articulador, encontrar Varela em profundidade e oferecer a Pedro condições para participar das jogadas e finalizar. Samuel Lino também foi decisivo ao combinar capacidade individual, movimentação e presença na área.

A entrada de Paquetá acrescentou uma alternativa de construção e participação pelo lado direito, enquanto a condução de Léo Ortiz no quarto gol mostrou que a equipe tem recursos para progredir também a partir dos defensores. O resultado foi uma produção ofensiva que não dependeu de um único tipo de jogada.

O ponto de atenção permanece na organização defensiva quando o adversário consegue superar a pressão inicial. O gol de Lescano e as oportunidades de Marino, Lucas Piton e Puma Rodríguez mostraram que o Vasco encontrou espaços para chegar à área. Mesmo com a vantagem no placar, o Flamengo permitiu situações que poderiam ter complicado o jogo.

É importante considerar que Pedro Emanuel optou por uma equipe com cinco mudanças em relação ao jogo anterior, preservando jogadores para a semifinal da Copa do Brasil. Isso interferiu no nível de entrosamento e na composição do Vasco, especialmente na defesa. Ainda assim, a análise do desempenho rubro-negro precisa considerar os espaços efetivamente concedidos, e não apenas o resultado final.

A goleada foi construída pela superioridade técnica, pela qualidade das ações ofensivas e pela eficiência dos principais jogadores do Flamengo. Mas o placar não deve encerrar a avaliação sobre a proteção do meio-campo e a compactação defensiva. Na reta final do Brasileirão, enfrentar adversários mais qualificados ou em partidas de maior pressão pode tornar esses espaços ainda mais custosos.


Conclusão: eficiência ofensiva e ajustes defensivos precisam caminhar juntos


O Flamengo mostrou contra o Vasco que tem capacidade para construir jogadas por diferentes caminhos. A equipe utilizou a profundidade de Varela, a articulação de Arrascaeta, a presença de Pedro na área, a mobilidade de Samuel Lino e a condução de Léo Ortiz para transformar superioridade técnica em quatro gols.

Leonardo Jardim também encontrou alternativas durante a partida. A entrada de Paquetá no intervalo alterou a dinâmica do ataque e participou diretamente da construção do terceiro gol. As substituições seguintes ajudaram a renovar o setor ofensivo, embora a saída do meia tenha sido provocada por um problema físico.

A vitória fortalece a liderança e representa uma resposta importante depois da eliminação na Libertadores. Taticamente, porém, deixa uma mensagem que não deve ser ignorada: o Flamengo pode ser muito perigoso quando encontra espaço para atacar, mas precisa reduzir os intervalos entre seus setores para não permitir que o adversário transforme poucas oportunidades em ameaças reais.

O desafio de Jardim é fazer as duas coisas ao mesmo tempo: preservar a força ofensiva que decidiu o clássico e aumentar a segurança coletiva sem retirar do time a capacidade de controlar o jogo com a bola.
Imagem secundária para Raio-X Tático: Flamengo explora os lados, encontra Pedro e Samuel Lino e transforma superioridade em goleada sobre o VascoImagem: Gilvan de Souza/CRF
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