Opinião
Jardim está mal, mas não é o único culpado
Pedindo desculpas a quem estava se acostumando à leitura das tortas linhas deste escriba pelo longo período de ausência, volto a escrever a vocês justamente em um momento de grande instabilidade do Flamengo após dois empates de sabor amargo de derrota e atuações abaixo da crítica.
Nesse momento de instabilidade, estamos vendo uma marca indelével da recente característica que vem marcando parcela significativa da torcida e de seu comportamento nas redes: a impaciência com o trabalho dos treinadores.
Não há dúvidas de que Leonardo Jardim merece as críticas que vem recebendo por ter um elenco poderoso nas mãos e não atuar de uma maneira a que a torcida vinha se acostumando: com dominância da posse de bola, marcação alta no campo do adversário, abundância na criação de chances de gol e a consistência no campo defensivo. Tudo isso vem faltando ao Flamengo no período pós-Copa – aliás, não faltou antes no Algarve sem os medalhões convocados.
No entanto, essas características cobradas pela exigente Nação eram marcas registradas da engrenagem montada por Filipe Luís, que mesmo após a conquista de 7 taças - sim, incluí o Dérbi das Américas e a Challenger Cup, espécies de “recopas” com os demais continentes – nunca foi unanimidade no coração do torcedor, principalmente no início de ano ruim.
É justamente aí que está o problema: um clube com 350 milhões de euros de receitas por ano não consegue manter constância no comando da equipe, e com uma característica, a meu ver, estranha: os pedidos por Jardim ecoavam enquanto Filipe superava o Cruzeiro na tabela e o clube celeste perdia para o rebaixado Sport e para o modesto Mushuc Runa na Sul-Americana.
Não se trata aqui de um “fora Jardim” da minha parte: enquanto esse grito ecoa nas redes, a meu ver é incompreensível esse pedido contra quem tem aproveitamento levemente inferior ao de Filipe e apenas 3 derrotas no comando da equipe.
Enquanto a torcida mira seus canhões para Jardim e para José Boto nos momentos de instabilidade da equipe, fora de campo, nos gabinetes, passa incólume e sem arranhões quem tem o mesmo comportamento dos presidentes antecessores.
É hora do BAP parar de bravatear nos podcasts, de anunciar bustos e homenagens fora de hora, de desautorizar constantemente o Departamento de Futebol e implantar pra valer o profissionalismo prometido há 2 anos atrás.
Quando você vai pegar o trem certo, BAP?
Não há dúvidas de que Leonardo Jardim merece as críticas que vem recebendo por ter um elenco poderoso nas mãos e não atuar de uma maneira a que a torcida vinha se acostumando: com dominância da posse de bola, marcação alta no campo do adversário, abundância na criação de chances de gol e a consistência no campo defensivo. Tudo isso vem faltando ao Flamengo no período pós-Copa – aliás, não faltou antes no Algarve sem os medalhões convocados.
No entanto, essas características cobradas pela exigente Nação eram marcas registradas da engrenagem montada por Filipe Luís, que mesmo após a conquista de 7 taças - sim, incluí o Dérbi das Américas e a Challenger Cup, espécies de “recopas” com os demais continentes – nunca foi unanimidade no coração do torcedor, principalmente no início de ano ruim.
É justamente aí que está o problema: um clube com 350 milhões de euros de receitas por ano não consegue manter constância no comando da equipe, e com uma característica, a meu ver, estranha: os pedidos por Jardim ecoavam enquanto Filipe superava o Cruzeiro na tabela e o clube celeste perdia para o rebaixado Sport e para o modesto Mushuc Runa na Sul-Americana.
Não se trata aqui de um “fora Jardim” da minha parte: enquanto esse grito ecoa nas redes, a meu ver é incompreensível esse pedido contra quem tem aproveitamento levemente inferior ao de Filipe e apenas 3 derrotas no comando da equipe.
Enquanto a torcida mira seus canhões para Jardim e para José Boto nos momentos de instabilidade da equipe, fora de campo, nos gabinetes, passa incólume e sem arranhões quem tem o mesmo comportamento dos presidentes antecessores.
É hora do BAP parar de bravatear nos podcasts, de anunciar bustos e homenagens fora de hora, de desautorizar constantemente o Departamento de Futebol e implantar pra valer o profissionalismo prometido há 2 anos atrás.
Quando você vai pegar o trem certo, BAP?
Sobre Carlão Azevedo
Âncora do canal do Carlão Azevedo", Carlão é profissional de telecomunicações e flamenguista inveterado, não necessariamente nessa ordem.
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