Bap critica repasse da Fifa por convocados e dispara contra SAFs: “Aventureiros irresponsáveis”
Imagem: ReproduçãoPresidente do Flamengo questiona modelo de compensação da Copa do Mundo e volta a defender a gestão associativa como caminho para o futuro do clube
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, voltou a se posicionar de forma contundente sobre temas que impactam diretamente o futebol brasileiro. Em entrevista concedida durante a Copa do Mundo de 2026, o dirigente criticou o valor que a Fifa destina aos clubes pela liberação de jogadores convocados para as seleções e aproveitou para fazer duras críticas ao modelo de SAF adotado por parte dos clubes do país.
Segundo Bap, a compensação financeira oferecida pela entidade máxima do futebol está longe de refletir os investimentos realizados pelos clubes na formação e manutenção de atletas de alto nível. O dirigente entende que equipes como o Flamengo assumem grande parte dos custos relacionados ao desenvolvimento dos jogadores e acabam recebendo um retorno considerado insuficiente quando eles são convocados para representar seus países.
Flamengo entre os clubes mais afetados pelas convocações
Nos últimos anos, o Flamengo se consolidou como um dos clubes com maior número de atletas convocados para seleções nacionais. Jogadores do elenco principal frequentemente são chamados por Brasil, Uruguai, Chile, Equador e outras seleções, o que gera impacto esportivo durante a temporada e exige um elenco cada vez mais qualificado para suportar ausências em momentos decisivos.
Para a diretoria rubro-negra, a discussão não envolve apenas o aspecto financeiro. O clube também defende um calendário mais equilibrado e mecanismos que minimizem os prejuízos competitivos enfrentados pelas equipes que mais cedem atletas ao futebol internacional.
Críticas duras ao modelo de SAF
Além do tema relacionado à Fifa, Bap voltou a abordar a expansão das SAFs no futebol brasileiro. O mandatário rubro-negro afirmou enxergar com preocupação alguns modelos de gestão adotados no país e classificou determinados investidores como “aventureiros irresponsáveis”. Segundo ele, existem casos em que aportes financeiros são utilizados sem a devida responsabilidade administrativa, criando riscos para o futuro dos clubes.
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O presidente acredita que muitas instituições estão recorrendo à transformação em SAF como solução imediata para problemas financeiros, sem necessariamente garantir sustentabilidade a longo prazo. Em sua visão, a profissionalização da gestão pode ocorrer mesmo sem a venda do controle do clube para investidores privados.
Defesa do modelo rubro-negro
Bap tem sido um dos principais defensores da ideia de que o Flamengo pode continuar crescendo sem se transformar em SAF. O dirigente argumenta que o clube possui capacidade financeira, força de marca e geração de receitas suficientes para competir em alto nível mantendo sua estrutura associativa.
Nos últimos anos, o Rubro-Negro ampliou significativamente suas receitas, fortaleceu suas operações comerciais e consolidou uma das maiores estruturas esportivas da América do Sul. Esse cenário reforça a confiança da atual administração de que o caminho para o futuro passa pela profissionalização da gestão, e não pela venda do controle da instituição.
Debate que promete continuar
As declarações de Bap reacendem duas discussões centrais do futebol moderno: a relação entre clubes e seleções nacionais e o avanço das SAFs no cenário brasileiro. Enquanto algumas equipes apostam em investidores para acelerar processos de crescimento, o Flamengo segue defendendo um modelo baseado em gestão profissional, geração de receitas próprias e independência administrativa.
Com cada vez mais atletas convocados para torneios internacionais e um mercado em constante transformação, o debate sobre compensações financeiras, governança e sustentabilidade dos clubes deve permanecer no centro das atenções nos próximos anos.
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