Bap revela motivo da desistência por Mikey Johnston e projeta reforços mais agressivos na janela
Imagem: CRFPresidente do Flamengo faz balanço dos seis primeiros meses de gestão e comenta planejamento para o elenco, em entrevista ao canal Flamengo TV
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, concedeu uma entrevista publicada na noite desta sexta-feira pela FlaTV, canal oficial do clube no YouTube, fazendo um balanço dos primeiros seis meses de sua gestão. Entre os temas abordados, o dirigente comentou a polêmica desistência na contratação do atacante irlandês Mikey Johnston, do West Bromwich, da Inglaterra. O jogador, que seria adquirido por cerca de 5 milhões de libras (cerca de R$ 37 milhões), já estava com passagem marcada para o Brasil no dia 8, mas teve a negociação encerrada.
Bap explicou que o processo de contratação envolve várias etapas e funciona como um funil. Segundo ele, é comum que apenas nas fases finais se realizem avaliações médicas mais detalhadas, já que avaliar dezenas de atletas previamente seria inviável. O dirigente destacou que, embora possa opinar, não é médico, e que cabe aos profissionais da área atestarem se o atleta está fisicamente íntegro e sem histórico de lesões recentes. Ele reforçou que esse tipo de avaliação é técnica, e não baseada em aspectos táticos ou de estilo de jogo.
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Em relação a possíveis interferências na área do futebol, Bap minimizou rumores de desgaste com o diretor José Boto. Afirmou que a relação entre ambos é ótima e que é natural que a decisão final em negociações e estratégias seja dele, como presidente.
Sobre reforços, o mandatário afirmou que espera uma janela de transferências mais agressiva no meio do ano, especialmente em comparação à anterior, que contou apenas com as chegadas do atacante Juninho e do zagueiro Danilo. No entanto, ressaltou que o mercado impõe desafios: muitos clubes aumentam os valores ao perceberem que o Flamengo tem recursos disponíveis, como no caso da venda de Gerson ou da premiação do Mundial. Isso, segundo ele, gera uma elevação nos preços dos atletas, pressionada também pela ansiedade da torcida.
Bap também destacou a eficiência na gestão financeira do clube nos últimos meses. Segundo ele, apesar de não haver um crescimento expressivo de receita, a margem operacional subiu de 11% em 2023 para 28% no primeiro semestre de 2025. Essa melhora, segundo ele, é resultado do controle mais rigoroso dos gastos. O dirigente disse acreditar que 2025 será um ano determinante para reequilibrar a relação entre faturamento e endividamento, apesar de prejuízos causados por fatores externos, como a perda de receitas previstas com a Libra.
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