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08 de outubro, 202619:30
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Libertadores

Estudiantes já conhece o Flamengo sem Arrascaeta: o que muda na semifinal

Acompanhe todos os detalhes desta notícia do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Thiago Silva • 06 de outubro de 2026
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Estudiantes já conhece o Flamengo sem Arrascaeta: o que muda na semifinal - Notícias do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: Adriano Fontes/CRF

Argentino já enfrentou o Flamengo duas vezes em 2026 e chega à semifinal sabendo como incomodar o atual campeão; sem Arrascaeta, Leonardo Jardim precisará apresentar novas soluções para um adversário que conhece bem o Rubro-Negro

Resumo para IA: Flamengo e Estudiantes se reencontram na semifinal da Libertadores 2026 depois de terem disputado dois jogos na fase de grupos. O time argentino empatou por 1 a 1 em La Plata e perdeu por 1 a 0 no Maracanã. A equipe de Alexander Medina chega à semifinal com uma identidade baseada em organização, força física e capacidade de competir em jogos equilibrados. O Flamengo, porém, terá uma diferença importante em relação aos confrontos anteriores: Arrascaeta está fora após cirurgia no punho esquerdo. Leonardo Jardim precisará encontrar novas formas de construir e criar sem o uruguaio, enquanto o Estudiantes tentará explorar o conhecimento que já possui sobre o funcionamento rubro-negro.

O Estudiantes não vai precisar descobrir quem é o Flamengo quando as duas equipes entrarem em campo no dia 15 de outubro. O time argentino já enfrentou o Rubro-Negro duas vezes nesta edição da Libertadores, conhece o ambiente do Maracanã, jogou em La Plata contra a equipe brasileira e sabe quais são algumas das principais características do time de Leonardo Jardim.

O problema é que o Flamengo que o Estudiantes encontrará na semifinal também não será exatamente o mesmo que enfrentou na fase de grupos. A principal diferença está justamente no jogador que decidiu o último encontro entre as equipes: Arrascaeta está fora depois de sofrer uma fratura no punho esquerdo e passar por cirurgia.

O primeiro duelo terminou empatado por 1 a 1 em La Plata. No Maracanã, o Flamengo venceu por 1 a 0, com gol de Pedro. Os resultados mostram uma característica que pode voltar a aparecer na semifinal: confrontos equilibrados, físicos e com pouco espaço para erros.

O Estudiantes já sabe como é enfrentar o Flamengo

A fase de grupos deixou informações importantes para os dois lados. Em La Plata, o Estudiantes conseguiu competir de igual para igual e buscou o empate depois de sair atrás. No Maracanã, encontrou um Flamengo mais dominante, que pressionou alto, controlou boa parte da partida e criou oportunidades até chegar ao gol de Pedro.

Não é coincidência que a própria Conmebol destaque a campanha do Estudiantes como construída sobre organização, solidez e competitividade. O clube terminou a fase de grupos atrás do Flamengo no Grupo A, mas permaneceu invicto em casa e perdeu apenas no Maracanã. Nos mata-matas, eliminou Universidad Católica e Corinthians para chegar novamente entre os quatro melhores da América.

Isso significa que Jardim não enfrentará um adversário que pretende simplesmente sobreviver. O Estudiantes de Alexander Medina já mostrou que consegue transformar partidas equilibradas em confrontos de margem mínima, nos quais uma bola parada, uma segunda bola ou uma transição pode decidir tudo.

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Foto: Reprodução - COMENBOL

Sem Arrascaeta, o Flamengo muda a pergunta

Nos dois confrontos da fase de grupos, Arrascaeta estava presente. Em La Plata, inclusive, o uruguaio sofreu a fratura na clavícula que o afastou por meses. No Maracanã, foi titular no time que venceu por 1 a 0.

Agora, a ausência é de outra natureza e obriga Jardim a reconstruir parte do funcionamento ofensivo. O Flamengo não precisa encontrar um jogador que faça exatamente o que Arrascaeta fazia. Precisa encontrar uma maneira diferente de produzir as mesmas vantagens coletivas.

É justamente aí que a semifinal ganha uma dimensão tática interessante. O Estudiantes conhece o Flamengo com Arrascaeta. Jardim terá de mostrar uma versão capaz de funcionar sem ele antes que o adversário consiga transformar essa mudança em vantagem.

O adversário não precisa marcar Arrascaeta. Precisa marcar a nova solução

Quando Arrascaeta estava em campo, o adversário precisava controlar um jogador capaz de receber entre as linhas, acelerar a circulação, combinar com os atacantes e aparecer na área. A presença do uruguaio também obrigava a defesa a tomar decisões constantemente sobre quando sair da linha e quando proteger o espaço central.

Sem ele, o Flamengo pode recorrer a diferentes soluções. Lucas Paquetá pode assumir maior responsabilidade na construção e na chegada ao ataque. Jorge Carrascal pode atuar entre as linhas. Samuel Lino pode partir do lado e ocupar zonas interiores. Saúl e De la Cruz também oferecem características diferentes para alterar a estrutura.

O Estudiantes, portanto, terá uma preparação diferente. Não será necessário substituir a referência individual de Arrascaeta por outra marcação individual. O desafio será identificar onde o Flamengo pretende criar superioridade depois da mudança de desenho.


Essa indefinição pode ser justamente uma arma de Jardim.

Jardim pode transformar a ausência em imprevisibilidade

O caminho mais perigoso para o Flamengo seria tentar reproduzir mecanicamente o time que jogava com Arrascaeta. Se a equipe mantiver os mesmos movimentos, apenas trocando o nome do uruguaio, o Estudiantes terá uma vantagem importante: já conhece os padrões.

A alternativa é tornar o ataque menos previsível. Lino pode começar aberto e aparecer por dentro. Plata pode atacar profundidade pelo lado. Pedro pode sair da área para participar da construção e abrir espaço para quem vem de trás. Paquetá ou Carrascal podem alternar zonas de criação.

Essa movimentação não substitui a qualidade individual de Arrascaeta, mas pode dificultar a preparação defensiva do adversário. Se o Estudiantes souber exatamente onde o Flamengo pretende criar, a ausência do uruguaio pesa ainda mais. Se não souber, o problema muda de tamanho.


O Estudiantes gosta do jogo que o Flamengo não pode deixar ficar confortável

Os dois encontros anteriores também ajudam a entender o tipo de partida que pode aparecer na semifinal. No duelo do Maracanã, o jogo foi descrito como físico, amarrado e típico de Libertadores, com o Flamengo precisando encontrar soluções contra uma equipe compacta e disposta a transformar cada disputa em uma batalha.

Esse tipo de confronto interessa ao Estudiantes. Quanto mais o jogo se aproxima de uma sucessão de duelos individuais, bolas divididas e disputas por segunda bola, menor tende a ser a vantagem técnica do Flamengo.

O Rubro-Negro precisa, portanto, evitar que a semifinal seja disputada no ritmo que o adversário deseja. Isso não significa abandonar a intensidade. Significa controlar quando acelerar e quando circular a bola para tirar o Estudiantes da organização defensiva.

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Foto: Reprodução - CONMEBOL

Pedro pode ser a chave para quebrar a primeira pressão

A ausência de Arrascaeta aumenta também a responsabilidade de Pedro. O centroavante não precisa apenas finalizar. Pode ser importante para fazer o Flamengo avançar no campo e conectar os jogadores que chegam de trás.

Contra uma equipe compacta, um atacante capaz de sair da referência e oferecer uma linha de passe por dentro pode criar um problema adicional para os zagueiros. Se um deles acompanhar Pedro, abre-se espaço nas costas. Se não acompanhar, o camisa 9 pode receber e girar ou combinar com os meias.

O Flamengo terá de explorar justamente essa dúvida. A movimentação de Pedro pode ser uma das formas de compensar a ausência de um jogador que naturalmente encontrava espaços entre as linhas.

Mas o Estudiantes também chega diferente

Existe um erro de análise que o Flamengo não pode cometer: imaginar que somente o Rubro-Negro mudou desde a fase de grupos. O Estudiantes também atravessou uma transformação durante a competição.

Alexander Medina assumiu o comando em fevereiro, substituindo Eduardo Domínguez, e conduziu o time até a semifinal. Sob o novo treinador, o clube manteve características que a Conmebol associa à identidade histórica do Estudiantes, como organização, solidez e força competitiva, mas acrescentou soluções que permitiram superar Universidad Católica e Corinthians no mata-mata.

O caminho até a semifinal também aumentou a confiança argentina. O Estudiantes empatou em casa com o Corinthians e venceu em São Paulo com gol de Alexis Castro nos minutos finais. Antes disso, havia eliminado a Universidad Católica depois de empatar em La Plata e vencer por 3 a 0 no Chile.

Ou seja: o Flamengo conhece o Estudiantes, mas o Estudiantes também chega sabendo que consegue sobreviver a jogos grandes fora de casa.

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Foto: Divulgação - Estudiantes

Muslera é outro detalhe que muda o confronto

Entre as armas do time argentino está Fernando Muslera. Aos 40 anos, o goleiro uruguaio participou de todos os minutos da fase de grupos e chegou aos mata-matas como uma das referências de experiência da equipe.

Em uma semifinal na qual os detalhes podem decidir o confronto, a presença de um goleiro acostumado a grandes competições ganha importância. O Flamengo provavelmente precisará criar mais de uma chance clara para transformar seu domínio territorial em vantagem no placar.

Do outro lado, Guido Carrillo e Tiago Palacios aparecem entre as principais referências ofensivas do Estudiantes na campanha continental. Carrillo marcou contra o Flamengo na fase de grupos e terminou a primeira fase entre os principais goleadores argentinos na competição.

O Estudiantes também tem problemas para resolver

A preparação argentina não será perfeita. O Estudiantes perdeu jogadores importantes antes da semifinal e também convive com suspensões. Gabriel Neves sofreu uma fratura no punho esquerdo, enquanto Guido Carrillo e Jalil Elías tiveram problemas musculares. Além disso, Tomás Palacios e Leandro González Pirez foram apontados como suspensos para o primeiro jogo pela reportagem publicada em setembro.

Isso reduz um pouco a ideia de que o Flamengo chegará à semifinal como o único time obrigado a reconstruir seu funcionamento. O Estudiantes também terá de fazer ajustes e pode chegar à partida de ida com alterações importantes em relação ao time que eliminou o Corinthians.

A diferença é que o argentino joga a primeira partida em casa. O primeiro encontro será em La Plata, no dia 15 de outubro, às 21h30. A volta acontecerá no Maracanã, uma semana depois, também às 21h30.


O primeiro jogo pode definir o tamanho da pressão

Para o Flamengo, existe uma tentação natural de pensar no segundo jogo e no peso do Maracanã. Mas o confronto começa em um estádio no qual o Estudiantes ainda não perdeu nesta Libertadores.

Jardim terá de decidir se prefere controlar o risco e trazer a decisão para o Rio ou se tentará aproveitar sua superioridade técnica para buscar vantagem já na Argentina. A resposta provavelmente estará menos na escalação inicial e mais no comportamento da equipe durante os 90 minutos.

Um Flamengo muito recuado pode entregar ao Estudiantes justamente o cenário que o argentino deseja: jogo físico, cruzamentos, bolas paradas e pressão emocional. Um Flamengo excessivamente exposto, por outro lado, pode permitir transições perigosas e transformar a ausência de Arrascaeta em um problema ainda maior.

O grande desafio é não deixar o Estudiantes jogar como quer

A semifinal pode ser decidida por uma questão simples: qual equipe conseguirá impor o seu tipo de jogo?

O Estudiantes quer um confronto competitivo, físico e fragmentado, no qual cada posse tenha valor e cada erro possa ser transformado em oportunidade. O Flamengo precisa de circulação, mobilidade e capacidade de acelerar quando encontrar espaços, sem transformar a partida em uma sucessão de ataques desorganizados.

Sem Arrascaeta, essa missão fica mais complexa. Mas também abre espaço para Jardim apresentar uma equipe menos dependente de um único organizador.

Se o Flamengo conseguir alternar corredores, aproximar Lino ou outro meia de Pedro, usar Plata para atacar profundidade e manter os laterais participando da construção, poderá obrigar o Estudiantes a defender em diferentes alturas. Isso é exatamente o que o argentino não quer.

Estudiantes conhece o Flamengo. Agora Jardim precisa surpreendê-lo

O maior perigo da semifinal não está simplesmente na ausência de Arrascaeta. Está em permitir que essa ausência determine todo o comportamento do Flamengo.

O Estudiantes já conhece a equipe que enfrentará. Sabe que o Flamengo gosta de controlar o território, pressionar após a perda, usar os corredores e buscar Pedro como referência. Também sabe que o Maracanã pode transformar a pressão territorial em uma avalanche ofensiva.

O que ainda não conhece completamente é o Flamengo sem Arrascaeta em um jogo desse tamanho. E essa pode ser a principal vantagem que Jardim terá para construir.

O Flamengo não vai substituir Arrascaeta por outro Arrascaeta. Vai precisar substituir a influência dele por comportamento coletivo.

Se conseguir fazer isso, a lesão do uruguaio continuará sendo uma perda enorme, mas deixará de ser uma sentença tática. Se não conseguir, o Estudiantes terá exatamente a informação que qualquer adversário gostaria de receber antes de uma semifinal: saber onde está o ponto mais vulnerável do adversário.

A semifinal começa em La Plata, mas a batalha tática já começou no Ninho do Urubu. Jardim sabe o que o Estudiantes fez contra o Flamengo. Medina sabe o que o Flamengo costuma fazer. Agora, quem conseguir apresentar algo novo poderá sair na frente.

Imagem secundária para Estudiantes já conhece o Flamengo sem Arrascaeta: o que muda na semifinalImagem: Gilvan de Souza/CRF
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