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“Eu preciso do Flamengo”: bastidores, fé e virada de chave de Lucas Paquetá no retorno mais caro da história

Por Redação Fla1016 de maio de 2026
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“Eu preciso do Flamengo”: bastidores, fé e virada de chave de Lucas Paquetá no retorno mais caro da históriaImagem: Flamengo TV

Do quase acerto com Guardiola, a ligações diárias de Vini Jr., passando por processo, lesão e promessa de Mundial: Paquetá abre o jogo em entrevista para Flamengo TV e explica por que escolheu ser feliz de novo no Mengão

Lucas Paquetá abriu o coração em uma entrevista especial ao Mengocast, da Flamengo TV, em que falou sobre o retorno ao clube que o revelou, os bastidores da negociação com o West Ham, a relação com ídolos e treinadores europeus e o sonho de viver uma Copa do Mundo vestindo o manto rubro-negro.


Retorno ao Flamengo e “eu preciso do Flamengo”


Na conversa com o narrador João Guilherme, Paquetá descreve a volta ao Flamengo como “melhor do que imaginava” e afirma que buscava, acima de tudo, voltar a se sentir em casa e feliz.


Ele revela que a frase “eu preciso do Flamengo” nasceu depois de anos na Europa e de um processo de julgamento que abalou profundamente sua vida pessoal e familiar, levando-o a buscar um lugar onde se sentisse novamente abraçado.


Processo na Europa e fé em meio às incertezas


O meia relata que os últimos três anos, marcados por uma investigação e risco até de banimento, mexeram com sua cabeça e com a de sua esposa, cercados por rumores, prazos e previsões sombrias sobre o fim de sua carreira.


Paquetá diz que se agarrou à fé, interpretando o período difícil como parte de um propósito maior, e afirma ver a volta ao Flamengo, como maior contratação da história do futebol brasileiro, como algo que supera até o que havia pedido a Deus.


Negociação longa, resistência do West Ham e decisão pelo coração


Paquetá conta que a primeira sondagem para voltar ocorreu ainda em 2023, com Marcos Braz indo à sua casa, mas ele decidiu esperar o desfecho do processo antes de mudar de clube.


Na janela seguinte, já com José Boto e o presidente do Flamengo envolvidos, a negociação se arrastou por cerca de 30 dias, enfrentando forte resistência do West Ham e de um treinador que o tinha como homem de confiança, mas Paquetá diz ter seguido “o que o coração mandava”.


Vínculo com a geração vencedora e estrutura atual do clube


De volta ao Ninho do Urubu, o meia se impressiona com a estrutura “maravilhosa” e com um elenco recheado de jogadores consagrados, muitos já ídolos do clube.


Ele lembra que deixou o Flamengo em dezembro de 2018, pouco antes da explosão de títulos de 2019, e hoje celebra poder dividir o vestiário com nomes como Arrascaeta e Bruno Henrique, a quem chama de ídolos com quem sempre sonhou jogar.


Amizade com Pedro e sonho da dupla com Vinícius Júnior


Paquetá destaca a proximidade com Pedro, amigo desde a base rubro-negra, com quem ia à escola e jogava junto dos 9 aos 12 anos, e diz que a conexão de ambos facilita a parceria dentro de campo.


Sobre Vinícius Júnior, ele revela que o atacante do Real Madrid estava “mais ansioso” do que ele pela volta ao Flamengo, mandando mensagens diárias e até brincando em “completar” o valor para o West Ham liberar, além de prever um reencontro da dupla no Maracanã “na hora certa”.


Guardiola, Ancelotti e quase acerto com o Manchester City


Na entrevista, Paquetá confirma que esteve muito perto de assinar com o Manchester City antes do avanço da investigação que o envolvia, em uma negociação que, segundo ele, estava “praticamente certa” para aquela semana.


Ele conta que Pep Guardiola sempre elogiou seu entendimento de jogo e queria tê-lo no City, e comenta também a admiração de Carlo Ancelotti, hoje técnico da seleção brasileira, dizendo considerar um privilégio trabalhar com um treinador desse nível.


Técnico Leonardo Jardim e adaptação ao novo Flamengo

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O meio-campista avalia positivamente o trabalho do técnico Leonardo Jardim, descrevendo-o como um treinador exigente, que “nunca está satisfeito” e cobra constantemente evolução, inclusive após atuações muito boas.


Paquetá relata um episódio em que, mesmo após marcar gol na Libertadores e fazer um grande jogo, ouviu do treinador uma crítica pontual a um passe errado, algo que ele vê como um estímulo para buscar um nível ainda mais alto.


Lesão recente, apoio da comissão e volta programada


Ao comentar a lesão sofrida recentemente, Paquetá relembra a preocupação inicial com a dor diferente no joelho e destaca a postura positiva de Jardim, que foi um dos primeiros a abraçá-lo em campo e minimizar o medo naquele momento.


Na gravação, feita às vésperas de sua volta aos gramados, ele manda um recado direto à torcida, garantindo que está melhorando “aos pouquinhos” e que estará de volta em breve para ajudar o time.


Versatilidade em campo e funções preferidas


Paquetá se define como um jogador versátil, capaz de atuar como segundo volante, meia mais avançado ou até como falso atacante, funções que já exerceu ao longo da carreira e também nesta nova passagem pelo Flamengo.


Apesar disso, ele afirma se sentir mais à vontade no meio-campo, seja como segundo volante ou meia centralizado, onde pode participar mais do jogo, marcar, disputar duelos e, assim, potencializar seu desempenho com a bola.


Visão sobre o futebol brasileiro e comparação com ligas europeias


Com passagens por França, Itália e Inglaterra, Paquetá vê o futebol brasileiro mais competitivo do que em 2018, com mais jogadores retornando da Europa e elevando o nível técnico e de vivência.


Ele aponta, porém, que a qualidade dos gramados ainda distancia o Brasil das grandes ligas, já que campos melhores tornam o jogo mais rápido e fluido, e defende partidas com menos interrupções e faltas para aproximar o ritmo do que se vê na Premier League.


Títulos, Mundial e sonho de Copa com o manto rubro-negro


Sobre objetivos, Paquetá não esconde a ambição: quer disputar e ganhar tudo o que for possível com o Flamengo, citando especificamente Campeonato Brasileiro, Libertadores e o sonho de conquistar um Mundial.


Ele também revela um desejo pessoal especial: jogar a próxima Copa do Mundo representando o Flamengo, algo que considera simbólico depois de ter disputado o torneio anterior quando ainda atuava na Europa.


Memórias marcantes, finais e contas com o passado


O jogador lembra com carinho da histórica final da Libertadores de 2019, quando, já no Milan, assistiu de casa, entre frio e nervosismo, à virada sobre o River Plate com dois gols de Gabriel Barbosa.


Questionado sobre um jogo que gostaria de disputar novamente, ele cita a final da Sul-Americana de 2017, na qual marcou gol atuando como falso 9, mas lamenta não ter saído campeão, dizendo que faria de tudo para ter uma segunda chance naquele título.


Peso de ser a maior contratação e relação com a torcida


Paquetá admite que o rótulo de maior contratação da história do futebol brasileiro traz responsabilidade, mas diz que não deixa o peso financeiro dominar seus pensamentos, porque se sente em casa e vê sua volta como continuidade de uma história iniciada no clube.


Ele ressalta o vínculo afetivo com a torcida e afirma estar pronto para escrever novos capítulos com a camisa rubro-negra, projetando inclusive o dia em que a Nação cantará músicas que o citem em conquistas de Libertadores e Mundial.

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