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Flamengo compra briga bilionária com a Globo, e Cartola FC vira novo campo de guerra nos bastidores

Por Redação Fla1015 de maio de 2026
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Flamengo compra briga bilionária com a Globo, e Cartola FC vira novo campo de guerra nos bastidoresImagem: Arte Fla10

Clube questiona lucros milionários do fantasy game, cobra participação financeira e ameaça abalar modelo de negócio da Globo

O Flamengo decidiu abrir uma nova frente de batalha fora das quatro linhas — e desta vez o adversário é a Globo. O clube rubro-negro passou a questionar oficialmente o modelo de exploração comercial do Cartola FC, fantasy game ligado ao Grupo Globo que movimenta milhões de usuários e cifras gigantescas todos os anos.


A tensão ganhou força após declarações do presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, durante evento realizado em São Paulo. O dirigente deixou claro que o Flamengo não pretende mais aceitar gratuitamente o uso comercial de sua marca, escudo, jogadores e ativos digitais dentro do jogo.


Nos bastidores, a movimentação já é tratada como uma verdadeira “guerra milionária” entre Flamengo e Globo.


O ponto central da discussão envolve justamente os lucros gerados pelo Cartola FC. Estimativas apontam que o fantasy game movimenta entre R$ 70 milhões e R$ 100 milhões por temporada, impulsionado por assinaturas do Cartola PRO, publicidade, patrocínios e enorme engajamento digital dos torcedores.


O Flamengo entende que boa parte desse valor só existe por conta da força das marcas dos clubes, da imagem dos atletas e da paixão das torcidas — especialmente da torcida rubro-negra, considerada a maior do país.


Internamente, dirigentes avaliam que a Globo ultrapassou há muito tempo a linha entre conteúdo promocional e exploração comercial direta.


O argumento do clube é semelhante ao modelo utilizado por grandes franquias esportivas internacionais e jogos como EA Sports FC: se há utilização comercial de marcas, escudos, jogadores e propriedades intelectuais, deveria existir contrato específico de licenciamento e pagamento de royalties.


A situação aumenta ainda mais a tensão porque o Flamengo entende possuir enorme poder de influência dentro do próprio Cartola.


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Nos bastidores da Gávea, existe a percepção de que jogadores rubro-negros movimentam grande parte do engajamento do fantasy game, tanto em escalações quanto em audiência digital, principalmente em temporadas nas quais o clube possui elencos estrelados e forte protagonismo nacional.


Dirigentes próximos à presidência acreditam que uma eventual retirada de licenciamento envolvendo Flamengo e seus atletas poderia causar impacto relevante no produto da Globo.


A discussão também simboliza uma mudança importante no futebol brasileiro: os clubes passaram a enxergar ativos digitais como patrimônio estratégico extremamente valioso.


O Flamengo vem ampliando nos últimos anos sua atuação em áreas como mídia própria, monetização digital, plataformas de sócio-torcedor e exploração internacional de marca. Nesse cenário, o Cartola passou a ser visto não apenas como entretenimento, mas como um negócio altamente lucrativo construído sobre ativos dos clubes.


A Globo, por sua vez, ainda não respondeu oficialmente às declarações do presidente rubro-negro.


Mesmo assim, pessoas ligadas ao mercado esportivo avaliam que o tema pode abrir precedente importante para outros clubes brasileiros também reivindicarem participação financeira sobre produtos digitais ligados ao futebol nacional.


Nas redes sociais, a repercussão explodiu entre torcedores. Parte da torcida flamenguista apoiou a postura mais agressiva da diretoria, defendendo que o clube monetize melhor sua marca. Outros, porém, demonstraram preocupação com possível impacto sobre o Cartola FC, um dos produtos esportivos digitais mais populares do país.


O debate acontece justamente em um momento de transformação profunda no mercado esportivo mundial, onde direitos digitais, engajamento online e propriedade intelectual passaram a valer tanto quanto contratos tradicionais de televisão.


E no Flamengo, a sensação interna é clara: o clube não quer mais apenas participar do jogo — quer também controlar uma fatia cada vez maior do dinheiro que ele movimenta.

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